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Mostrando postagens com o rótulo Crônicas

Casarão de uma musicalidade criativa

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Três meses depois de inaugurado, museu Cidade da Música da Bahia, no centro antigo de Salvador, recebeu a inédita e única visita deste jornalista, que escreve esta crônica narrando suas impressões dentro do equipamento cultural Hugo Gonçalves , jornalista (SRTE/BA 4507) Barra do Gil (Vera Cruz), 6 de janeiro de 2023, Dia dos Santos Reis e Dia da Gratidão Atualizada em Salvador, em 9 de janeiro de 2023, Dia do Astronauta, às 23h28 Detalhe da fachada do museu Cidade da Música da Bahia, instalado no elegante Casarão dos Azulejos Azuis (Praça Visconde de Cayru, Comércio) Divulgação Um imponente edifício revestido de azulejaria portuguesa que à primeira vista nos impressiona, joia arquitetônica do século XIX acoplada à zona portuária – e antigo cérebro financeiro – da urbe de São Salvador, deposita uma incrível genialidade artística oportunizada por uma gente alegre, dinâmica e hospitaleira. É exatamente nessa construção outrora em ruínas, que passou por profundas obras de restauração, onde...

Foi bom passar um início de tarde em Itapuã!

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Hugo Gonçalves – Jornalista (SRTE/BA 4507) 14 de fevereiro de 2021 Atualizada às 20h55   Este jornalista, tendo o Farol e a praia de Itapuã em segundo plano, ao visitá-la neste domingo Selfie de Hugo Gonçalves – 14/02/2021   Manhã alegre de um domingo de Carnaval aqui na Soterópolis, porém sem o esplêndido manto da maior e uma das mais célebres festas de rua do planeta. Uma cidade quase fantasma e parcialmente deserta, onde as pessoas estão reclusas em suas residências para evitar aglomerações e, ao mesmo tempo, novas contaminações. Embora estejamos já em 2021, cada um de nós vem aproveitando a ocasião momesca encontrando prováveis alternativas aceitas em uma conjuntura restritiva. Para fugir por alguns instantes do isolamento característico desta pandemia que impede a realização da folia, bem como de outros eventos e festividades sazonais, resolvi apreciar com tranquilidade os encantos de um fragmento da nossa orla marítima que tanto admiro. Passear na praia de It...

De volta, em breve, ao urbano presencial

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Hugo Gonçalves – Jornalista (SRTE/BA 4507) Salvador, 8 de outubro de 2020 Crônica atualizada às 21h00 De passagem pelo Centro Histórico, este jornalista adentrou o arco do Largo Quincas Berro d’Água, no Pelourinho, em uma época pré-pandemia Cátia Cilene dos Santos – 22/01/2018 Assim como a consciente e lúcida maioria dos cidadãos deste mundo que vem sendo contaminado pela Covid, passo quase todos os dias da minha rotina enclausurado aqui em casa como precaução para conter a disseminação em escala planetária do inimigo letal. Durante meu convívio com o isolamento, no entanto, uma miríade de lembranças faz reluzir meu armazém orgânico que é o cérebro, me proporcionando alegres memórias do real contato com a cidade. Quão deslumbrantes, maravilhosas, admiráveis e radiantes são as paisagens urbanas por onde percorri, e quão formidáveis as vistas que contemplei e as brisas com as quais me deliciei e que um dia terei a possibilidade de regressar a contemplar, independentemente de o c...

Agosto, mês de alegria e bom gosto

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Texto e ilustração: Hugo Gonçalves – Jornalista (SRTE/BA 4507) Salvador, 1º de agosto de 2020   Um mês superimportante para mim se principia a partir de hoje. Vim ao mundo no décimo quarto dia da oitava folhinha do calendário gregoriano, sob o quinto signo do zodíaco, simbolizado pelo astro-rei, que nos abastece do potencial calor necessário para contornar as imprevisibilidades e as angústias das histórias de cada um de nós. Contrariando os supersticiosos de plantão, que se aproveitam dos trágicos acontecimentos de agosto, associando-o ao desgosto (que azar?), venho reiterar que este, apesar daquela polêmica crença, consiste no mês da alegria, da jovialidade, da satisfação, da renovação, da plenitude, da resiliência, das vibrações positivas... e do bom gosto! Porque, justamente, minha oportunidade magna se enquadra, conforme tem dito os populares, no “mês oito”. Além de mim, um leonino e jornalista na ativa cursando pós-graduação, vários familiares também fazem aniversário ao ...

Uma visão em prosa da quarentena

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Texto e ilustração: Hugo Gonçalves Atualização: 4 de maio de 2020, às 23h07 Entre cidades quase vazias, estabelecimentos e serviços praticamente inativos – com exceção daqueles considerados vitais para todos nós –, um sistema de saúde pública beirando o colapso, com repetitivas aglomerações em hospitais e postos em busca de internamento, filas por vezes astronômicas para que as famílias mais necessitadas consigam o auxílio emergencial e outros benefícios assistenciais, nós, mesmo na qualidade de humanos, estamos enjaulados. Sim, permanecemos isolados, confinados, em cada lar como esse, de onde escrevo esta crônica. Cada um de nós, assim como eu, você e tantos outros cidadãos, se encontra em estado de isolamento social, cumprindo o período da quarentena, por força de uma circunstância que, apesar do seu ineditismo, possui caráter majoritariamente preventivo. A evidência para este momento está na pandemia global do coronavírus, que infelizmente continua liquidando sem preceden...

Peregrinações por Baiacu: minhas impressões sobre um deserto, singelo e tranquilo reduto de pescadores

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Texto e fotos: Hugo Gonçalves   Casas erguidas em madeira, palha e sapê dão ao pacífico vilarejo o aspecto de colônia de pesca Em Baiacu, praia serve de “porto” para embarcações pesqueiras   Facilmente adaptados ao clima, manguezais são espécies botânicas predominantes na região   Na ilha de Itaparica, há um simples vilarejo oculto, escondido no meio de uma vegetação de dimensões incomensuráveis, similar a uma colônia de pescadores. Ao deixarmos a rodovia que une o terminal marítimo de Bom Despacho, ponto de embarque e desembarque de passageiros através do sistema ferry-boat , a municípios do Recôncavo como Nazaré das Farinhas, fomos explorar a ilha por um ângulo que nunca tinha visto, pela margem inversa da estrada asfaltada.   Mesmo no interior de Vera Cruz, município de maior extensão territorial de um dos redutos turísticos primordiais da Baía de Todos-os-Santos, onde aglomera o grosso das praias e dos povoados da ilha, nos deslocamos d...

Formosa Deusa: vista sua atitude com requinte

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Cartaz de divulgação da fictícia loja Formosa Deusa, especializada em moda feminina (Criação em Adobe Photoshop CS6: Hugo Gonçalves)   Valendo-me da minha incalculável criatividade, da minha incrível habilidade cognitiva, do meu incontestável livre arbítrio para raciocinar e, sobretudo, da minha percepção gráfico-visual, desenvolvi um formidável cartaz de divulgação de uma loja fictícia especializada em vestuário feminino. Formosa Deusa Moda Feminina é o nome do estabelecimento, escolhido por acaso, conectando à sua filosofia: uma loja de roupas exclusivas para as mulheres.   O cartaz, embora fosse um material que transparece uma estratégia apenas imaginária, possui elementos gráficos que traduzem a essência do público alvo: ser superbonita, alegre e espontânea, ter atitude, autoestima e liberdade para alcançar status , vestir com requinte e elegância, estar perfeitamente trajada, manter o equilíbrio. Todos esses fatores interferem na aquisição de indumentárias co...

Tempos de felicidade

Durante os meus áureos primórdios, eu era, além de ser um filho feliz, uma criança ao mesmo tempo inocente e traquina. Em quase todas as circunstâncias em que estava presente, meus pais me consolavam, executando uma série de tarefas vitais para o meu sustento doméstico e extradoméstico. Trocavam fraldas, me davam banho, de preferência numa pequena banheira ao lado do berço, me carregavam no colo, e, enquanto isso, fiquei chorando continuamente, escorrendo lágrimas até cessar. Minha memorável infância tem, obviamente, sabores de candura, delicadeza e brandura. Porém, primeiro em um apartamento de aluguel em que eu e meus pais residimos temporariamente e em seguida já aqui na nossa residência própria, aprontava traquinagens e travessuras impossíveis, das quais eu tinha mania mesmo. Como um menino travesso, observava a estante, cheia de objetos, como livros velhos, discos de vinil, televisor, aparelhos de som (o CD e o DVD ainda eram sonhos de consumo), subia na mobília da sala de es...

Onde domina a paciência

Me sinto bastante alegre quando eu, meu irmão e meus pais passamos momentos inacreditáveis na casa da ilha, cuja fachada é tingida de um radiante amarelo escuro, tom que combina com a alta estação. Situado numa rua tranquila sem pavimentação, ao ser comparado com lugares civilizados, o nosso aprazível recanto de repouso, lazer e diversão me enche completamente de coisas benéficas, como encontros particulares em família, churrascos, confraternizações e passeios pela região, inclusive a praia de água e areia límpidas. Enquanto estou veraneando por lá, uso raramente o computador, o papel e a caneta, ou, ocasionalmente, abdico-me dessas ferramentas imprescindíveis para solidificar uma razão desejada, pois o forte do nosso lar insular é sobretudo a interação lúdica, ou seja, fugir da clássica rotina dominada em grande parte por compromissos. A jovial e arejada casa, cujo teto é completamente revestido de telha cerâmica como resistência às chuvas e às intempéries, exceto os sanitários d...

Imprevistos ao buscar fontes

A generosa obsessão pela encantadora aventura de obter informações para tecer tipos sortidos de matérias perpetua em mim em movimentos contínuos, dinâmicos, voluntários, industriais, dentro do meu depósito de ideias. Quando penso em um certo assunto, o volume da liberdade e do prazer em reportá-lo aumenta em conformidade com o meu estado de espírito e as minhas sensações. Tudo isso em tempo regular, jamais em ritmo acelerado; caso eu, como jornalista em formação, opere aceleradamente, as matérias sairiam com nítidas incorreções. Selecionar fontes confiáveis e rígidas faz da arte de transformar acontecimentos em produtos informativos um exercício exatamente prazeroso. É como fosse, para artífices novatos dessa estratégia a exemplo de mim, um ensaio para entrar em campo profissionalmente em corporações midiáticas de reputação significativa. Já que sou perfeccionista e tenho excelentíssimo talento e emocionante aptidão na mídia escrita, meu ofício é expandir horizontes intrínsecos à pesq...

Doloroso tráfego

Me acostumar com os assíduos congestionamentos turbulentos em grandes avenidas implica na expansão de sintomas na minha cabeça, sem comprometer minha lucidez compreensiva, sapiencial, cognitiva, emotiva e afetiva. Percebo que, ao testemunhar os empecilhos fugazes na locomoção dos meios de transporte, estou evidentemente com cefaleia ou dor de cabeça, sequer acompanhada de transtorno mental. Esse doloroso temor neurológico me deixou delicadamente exausto, numa temporalidade subsequente a uma ocupação automobilística monstruosa no sentido Aeroporto de uma das avenidas mais movimentadas da minha urbe natal: a Avenida Governador Luiz Viana Filho. Ou, entre nós, a Paralela, atualmente interferida pela megaespeculação imobiliária. Na pista, além de quilômetros inteligíveis de pavimentação asfáltica, só carros, carros e carros. Não há nada de apoteótico, de esplêndido, na Avenida Paralela, onde um expansivo aglomerado motorizado se consolidou no assoalho negro betuminoso, conhecido pela nom...

Paguei tão caro em restaurante

Resolvi almoçar fora, num restaurante, porque estava com índice voraz de apetite determinado por meu organismo, enquanto cobria pela segunda vez, valendo-me dos dotes redacionais, uma feira de artes, na praça em frente a um shopping de pequeno porte onde o estabelecimento está localizado. No intervalo entre um e outro momento da cobertura, fui ao restaurante a fim de montar meu prato predileto, o mais delicioso possível, em regime self-service , e o saboreei. Todavia, paguei um preço caríssimo por causa da generosidade do meu prato. Se eu passasse mais de uma hora à procura das fontes a serem entrevistadas na exposição, independentemente do seu quociente de intelectualidade, que foram, naquela ocasião, alguns artesãos e artesãs participantes, ficaria sem mecanismos necessários para a minha subsistência. Não há nenhum repórter passando fome durante as entrevistas, pois todo repórter deve também abastecer-se, literalmente, de alimentos, cruciais para o bem-estar físico e mental. El...

Desabrigado do Curralinho

Quando saio do meu lar, nas plácidas manhãs, focalizo, com certa melancolia e indignação, um senhor anônimo, modesto cidadão brasileiro, estático, parado na mesma moradia que ele mesmo armou. Sobrevivendo com escassez de víveres, aquele mendigo, aparentando estar com idade cinquentenária – exata ou superior –, desassistido como outro qualquer, convive com a incipiência de distribuição equitativa de renda no país. Ao vê-lo deitado no seu pequeno abrigo improvisado, fico demasiadamente perplexo e estarrecido. Aquele ente paupérrimo, miserabilíssimo e afrodescendente faz do final de um logradouro de altura impecável na Boca do Rio um minúsculo habitáculo egocêntrico, para si só. O seu “domicílio” fixo é o fim de uma antiga estrada barrenta, outrora com esgoto visivelmente correndo, atualmente asfaltada, infinitude semidesértica em zona civilizada: a Estrada do Curralinho. Desconheço sequer acerca do seu nome, da sua biografia e do seu dia a dia, porém é um indivíduo alheio às ações...

Agora é só descanso!

Faltam 11 dias para a chegada celebratória do Ano Novo de 2011, mas em razão do meu embarque para uma prolongada viagem de férias, eu vou, agora, abdicar-me temporariamente das atualizações deste endereço eletrônico, publicando esta singela mensagem, a última postagem deste corrente ano. Este blog encerrará 2010 com 288 postagens publicadas, entre artigos, reportagens, notícias, notas, crônicas, entrevistas, poemas e galerias fotográficas. Neste ano, foram publicadas 226 postagens, contra 62 no ano passado. O encerramento transitório das minhas ocupações como redator e editor deste blog, há um ano no ar, representa não somente o meu descanso e o meu lazer fora daqui do meu lar, mas também uma pausa, com o objetivo de celebrar intensamente o Natal e o Ano Novo, perante a minha família, e de fugir das turbulências da grande metrópole. Quero desejar a vocês, leitores, um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo, repleto de sólidas e indestrutíveis realizações. Com esta mensagem suti...

Turista por um dia

Das envidraçadas janelas de um meio de mobilidade urbana coletiva popular, admiro a acalmante sensação de usufruir a brisa oriunda das águas das praias de Ondina e da Barra. Uma aprazível, frutuosa e delicada tarde de sexta-feira, embora a Avenida Oceânica, que as margeia, esteja moderadamente congestionada, com assídua concentração de carros, ônibus, motocicletas e turistas. Hotéis, pousadas, restaurantes, centros comerciais e similares contornam, com esplendor e fineza, a célebre avenida à beira-mar, onde possibilitamos a visão pacífica do mar azul e os morros fronteiriços entre o Rio Vermelho e Ondina (Paciência e Pedra da Sereia) e entre Ondina e Barra (Morro do Cristo). Meus passeios casuais, não tão semanais, a alguns dos mais frequentados fragmentos da orla marítima da minha cidade natal e que eu tenho gosto de revivê-los remetem-me à minha saudosa infância, quando eu tinha 6 anos. Revisitar a exuberância de Ondina e da Barra é um alívio libertário, pois suas vistas, complemen...