quinta-feira, 30 de junho de 2011

Palestra discute os rumos da energia solar

O Sol é uma das matrizes energéticas renováveis mais econômicas e versáteis, podendo ser convertido em calor e em eletricidade. Com a energia solar, que apesar de usada em pequena escala traz sustentabilidade ao ambiente, tornando-o promissor, é possível aquecer o ar atmosférico, a água e outros fluidos e abastecer os lares e outros imóveis através das placas fotovoltaicas.

Várias cidades mundiais, a maioria situadas na Europa, nos Estados Unidos, no Japão e na Austrália, utilizam a energia proveniente do Sol, ecologicamente correta. A implantação dessa incessante fonte alternativa de luz e calor naquelas regiões desenvolvidas foi viabilizada em virtude do consentimento com métodos adequados de planejamento urbano e ambiental.

Baseado nessa filosofia, o projeto Academia Solar e a empresa especializada Studio Equinócio, de Belo Horizonte, em convênio com o curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), promoverão a palestra Revolução da Energia Solar: tecnologias limpas para o "envolvimento sustentável". De valiosa importância, o encontro acontecerá no dia 20 de julho, das 19 às 21 h, no Auditório Zélia Gattai, no Campus Paralela da Unijorge.

A palestra, que terá como abordagem as aplicações, as inovações e o mercado da energia solar, será ministrada pelo engenheiro mecatrônico Carlos Faria. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), Faria é mestrando em Gestão e Auditoria Ambiental com Aplicação de Energias Renováveis pela Universidade de León, na Espanha, e diretor do Studio Equinócio.

Gratuitas, as inscrições para o evento podem ser efetuadas através do site http://www.studioequinocio.com.br/. As vagas são limitadas.

Serviço

Evento: Palestra Revolução da Energia Solar: tecnologias limpas para o "envolvimento" sustentável

Data e horário: 20 de julho (quarta-feira), das 19 às 21 h

Local: Auditório Zélia Gattai, no Campus Paralela da Unijorge - Avenida Luiz Viana Filho, 6775, Paralela

Contatos:

Hugo Gonçalves - (71) 8702-3814 / hugo_goncalves2005@hotmail.com

Fórum debate transporte metroviário

Quarta edição do Congresso Nacional dos Metroviários reunirá em agosto, em São Paulo, operários da categoria de sete estados e do Distrito Federal

Com informações do jornal Metroviários do Brasil (abril de 2011)

Trabalhadores em linhas de metrôs de sete estados da Federação e do Distrito Federal estarão reunidos no 4º Congresso Nacional dos Metroviários, a ser organizado entre os dias 25 e 28 de agosto, em São Paulo. Principal fórum deliberatório da categoria, o congresso discutirá temas de magna relevância, como a conjuntura política nacional e internacional e os investimentos no transporte metroferroviário, e questionará a adoção das privatizações e das terceirizações no setor.

De cunho interdisciplinar, o conteúdo programático inclui ainda o papel desempenhado pelo movimento sindical, a criminalização dos movimentos sociais e das práticas antissindicais; o balanço referente à atuação da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro); e as alterações no estatuto da associação. Os metroviários também traçarão seu plano de lutas para os próximos três anos e terão a oportunidade de escolher a nova direção da Fenametro, que será eleita no final do evento.

Convocada durante a execução do Seminário Nacional de Diretoria da Fenametro, no período de 25 a 27 de março, em Atibaia, interior paulista, a assembleia congregará trabalhadores na base e delegados das seguintes unidades federadas, em ordem decrescente de número: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Ceará e Piauí.

Os delegados do 4º Congresso Nacional dos Metroviários serão eleitos pelos sindicatos da categoria em cada estado, numa proporção de 1 para cada 150 operários na base, em assembleias realizadas dentro do prazo, iniciado em 11 de julho e encerrado em 7 de agosto. Com o propósito de orientar os debates do fórum, o texto-base, aprovado de antemão pela direção nacional, será publicado até 11 de julho, e as emendas serão-lhe apresentadas até 8 de agosto.

Número de delegados por estado


Fonte: Fenametro
Obs.: A quantidade descrita acima é passível de modificação, se houver mudança no número de trabalhadores na base até a data das eleições dos delegados.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Uma lição solidária no Quênia

Solidariedade britânica na luta contra a Aids e ajuda humanitária no país africano são fios condutores do comovente filme O jardineiro fiel, de Fernando Meirelles

Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, o filme O jardineiro fiel (The constant gardener, Reino Unido/Alemanha, 2005) foi a primeira película em língua inglesa de um dos ilustríssimos cineastas da contemporaneidade, que conduzira o superagraciado Cidade de Deus (2002). O longa narra a saga de Justin Quayle, vivido pelo ator Ralph Fiennes, diplomata britânico em Nairóbi, capital do Quênia, que nas horas vagas exerce seus dotes botânicos, cultivando jardins. Justin tinha como esposa Tessa Quayle (Rachel Weisz), ativista humanitária.

Uma comitiva médica britânica, da qual Tessa era uma das integrantes, estava em missão no país africano violentamente castigado pela Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) com a finalidade não só de agir na amenização da enfermidade, mas também de prestar solidariedade e assistência sanitária à miserável população. Baseado no comovente romance homônimo do inglês John Le Carré, publicado em 2001, O jardineiro fiel desvenda, com um fabuloso panorama documental, que o Quênia, por ser subdesenvolvido, continua com seu serviço de saúde pública precário.

Em função das péssimas condições sociais no país, substantivamente da sua saúde, uma equipe vinda do avançado Reino Unido aportou, em princípio, num bairro pobre de Nairóbi. Quando a caminhonete que a transportava chegou no local, um nativo discriminou um membro da equipe médica britânica, chamando-o de "homem branco", por ser oriundo de um país mais rico, localizado na Europa. Casos sortidos de preconceito racial, como esse exposto no filme, ainda são manifestados em uma África preponderantemente negra e pobre.

Tessa, que acabou se apaixonando por Justin logo após um rápido desentendimento entre ambos em decorrência da política diplomática inglesa, foi brutalmente assassinada em situações controversas. Nas investigações relativas à morte misteriosa de sua esposa, o protagonista descobriu que ela estava envolvida numa investigação, feita em sigilo, sobre uma conspiração na qual magnatas de laboratórios farmacêuticos e governos internacionais estavam na mira.

Com quase 130 minutos de drama e suspense, a película faturou, em 2006, o Oscar e o Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, entregues a Rachel Weisz, e o Bafta Awards, equivalente britânico do Oscar, na categoria Melhor Montagem.

Apesar de explanar uma variedade de dilemas traumatizadores da população queniana, a exemplo das duas epidemias, a Aids e o racismo, O jardineiro fiel remete-nos a uma promissora lição de altruísmo, coragem, união, sinceridade e respeito mútuo através da contribuição no aprimoramento da qualidade de vida de um triste, deprimente, necessitado e miserabilíssimo povo, detentor de um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH).

terça-feira, 28 de junho de 2011

Série de encontros estimula comércio externo

Entre os dias 3 e 4 de agosto, o Centro de Convenções abrigará os Encontros de Comércio Exterior (Encomex), com ações que contribuem para o desenvolvimento das exportações brasileiras


Salvador receberá, nos dias 3 e 4 de agosto, os Encontros de Comércio Exterior (Encomex), que propiciam uma profunda integração dos setores público e privado no fomento ao desenvolvimento da exportação e na promoção das políticas, das ações e da estrutura do comércio exterior. Na capital baiana, o Centro de Convenções foi escolhido para hospedar os encontros, cujo tema é Desenvolvimento e Competitividade.

O objetivo geral da série de eventos, direcionado a empresários de pequeno e médio porte, gestores públicos, profissionais de comércio exterior e representantes da sociedade civil, é mobilizá-los intensamente na busca de soluções para os desafios da área no Brasil.

Atraente

Formada por palestras, oficinas setoriais e temáticas e curso básico de exportação, a programação dos Encomex atrai empresários brasileiros no comércio internacional, fornecendo contatos que promovem o crescimento dos negócios externos e informações relevantes sobre a estrutura, o funcionamento e as regras básicas do intercâmbio comercial nacional, das oportunidades de negócios e dos mecanismos de subsídio à exportação. Todas as partes do encontro são voltadas para o empresariado de pequeno e médio portes.

Além disso, a iniciativa inclui o Espaço do Exportador, onde os participantes interessados podem prestar esclarecimentos mais específicos acerca do comércio exterior, e um showroom constituído por estandes, onde serão expostos produtos, serviços e técnicas de apoio ao segmento. As inscrições para os Ecomex, que são isentos de fins lucrativos, são gratuitas, e podem ser efetuadas pelo site http://www.encomex.mdic.gov.br/.

Os Ecomex, realizados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, possuem o patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Em Salvador, contam com o apoio do Governo da Bahia, através da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Jovem músico lança ópera em Londres

Compositor estadunidense Nico Muhly lança para a internet partitura Two Boys, inspirada num fato que envolveu dois adolescentes na Inglaterra em 2003

Com informações da agência EFE

Espetáculo está sendo encenado na capital britânica até 8 de julho
(Foto: EFE)

Além de ser um gênero musical clássico, que evoca o romantismo, a ópera agora passou a adaptar-se perfeitamente ao mundo virtual graças à imaginação. Foi nesse contexto que o jovem compositor estadunidense Nico Muhly, 29 anos, percebeu ao inventar para a internet a partitura Two Boys (em português, Dois Rapazes), coproduzida pela English National Opera, de Londres, e pela Metropolitan Opera, de Nova York.

O espetáculo, em cartaz na capital britânica até o dia 8 de julho e embasado numa história verídica ocorrida no norte da Inglaterra em 2003, descreve a saga de dois adolescentes. No enredo, um rapaz assume uma sequência de identidades para buscar amor e sexo e estimular outro jovem ao assassiná-lo sem êxito, usando a internet.

Nico Muhly, o compositor da ópera, coprodução Inglaterra-Estados Unidos
(Foto: Divulgação)

Marcada pela beleza e pela complexidade orquestral que vão desde blocos carnavalescos a corais religiosos lembrando a obra do notório maestro britânico Edward Elgar (1857-1934), a ópera, dirigida pelo competente maestro Rumon Gamba, se vale da primorosa qualidade de seus intérpretes. Dentre eles podem ser mencionados o soprano Joseph Beesley, que vive Jake, seu papel central, e o tenor Nick Spence, encarregado de interpretar Brian, vítima das maquinações do protagonista.

Por meio do trabalho da companhia Fifty Nine Productions, especializada na integração de projeções, vídeo e imagens em movimento com apoio de novas tecnologias, o sucesso de Two Boys tem como resultado uma bela ópera, com ênfase no coral. Nessa parte inovadora, todos os rapazes carregam laptops (computadores portáteis) iluminando suas respectivas faces.

Colesterol: herói e vilão

Embora seja um componente vital para a saúde do organismo humano, o colesterol eleva a chance de provocar doenças fatais que podem ocasionar a morte do paciente caso haja excesso. Elas estão associadas diretamente aos maus hábitos nutricionais e à nulidade na atividade física. Devemos seguir regularmente um padrão de vida saudável, prevalecendo o nosso equilíbrio corpóreo e, consequentemente, prevenindo os altos índices de colesterol depositado no sangue.

O colesterol integra um agrupamento íntimo de lipídios relativamente complexos denominados esteroides, sendo a substância desse grupo mais abundante nos tecidos animais. Participante estrutural da composição química das nossas membranas celulares, ele está presente nas superfícies da pele, dos músculos, dos nervos, do cérebro, do coração, dos intestinos e do fígado. Além disso, nosso corpo o emprega para a fabricação do hormônio sexual masculino, a testosterona; do feminino, o estrógeno; da vitamina D e dos ácidos e sais biliares, que auxiliam na digestão das gorduras.

Há um paradoxo evidente quanto à proliferação desse composto crucial à nossa vida. Vale a pena frisar que o elevado volume de colesterol pode ser ofensivo à nossa capacidade sanitária, portanto é provável que ele se acumule na parede interna dos vasos sanguíneos, resultando no seu endurecimento e na diminuição da eficácia da passagem do sangue. A arteriosclerose, doença caracterizada pelo estreitamento das artérias e que induz o paciente ao ataque cardíaco súbito, origina-se daquele fenômeno obstrutivo no sistema circulatório.

Segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS), cifras superiores a 17 milhões de pessoas em todo o mundo morrem anualmente, acometidas por doenças estritamente ligadas ao aparelho cardiovascular. As enfermidades mais comuns são a arteriosclerose, o infarto do coração e o acidente vascular cerebral (AVC), mais conhecido como derrame.

Grande parcela – 70% – do colesterol observado no corpo humano provém dele próprio, do fígado, ao passo que a minoria remanescente – 30% – é produzida pela ingestão de alimentos gordurosos. Somente encontramos colesterol em todos os gêneros alimentícios de procedência animal, enriquecidos em gordura saturada, como as carnes vermelhas, as vísceras, os embutidos, os toucinhos, as carnes de aves, os peixes, os frutos do mar, os leites, os laticínios e as gemas de ovos originários de qualquer ave.

Ao promover o consumo excessivo desses alimentos, nosso organismo impulsiona a elevação do esteroide, que passa a lhe ser maléfico através da lipoproteína de baixa densidade (LDL, do inglês low density lipoprotein). O mau colesterol ou colesterol ruim, como a LDL é vulgarmente chamada, incentiva o depósito de gordura nas paredes das artérias e corresponde a 75% do colesterol em circulação. Com isso, aumenta o risco de problemas cardiovasculares, podendo acarretar sérios óbitos.

Em caso inverso, a salutar lipoproteína de alta densidade (HDL, do inglês high density lipoprotein) reduz o excesso de colesterol das células, indo até o fígado, glândula do sistema digestório onde ele é degradado pela bile, na forma de sais biliares, e eliminado no intestino grosso pelas fezes. Também rotulada de bom colesterol, a HDL ainda tem a suprema incumbência de fornecer proteção contra a arteriosclerose. Quanto maior for o nível de HDL, menor o risco de doenças cardiovasculares e vice-versa.

Pesquisas revelam que a arteriosclerose pode acometer até crianças menores, num mínimo de 8 anos, pois a prevenção e o combate contra um mal que aflige mais de 17 milhões de pacientes devem começar desde cedo. A fim de diminuir o colesterol e a incidência de distúrbios no sistema cardiovascular, os pacientes necessitam reorganizar seus hábitos alimentares, ingerindo produtos com alto teor nutritivo, a exemplo das fontes de gordura insaturada, e estimular a promoção de atividade física. Enfim, o coração dirá sim ao nosso bem-estar.

Enterrado corpo do ex-ministro Paulo Renato

Ex-ministro da Educação de FHC, que faleceu no último sábado, de infarto fulminante, teve seus restos mortais sepultados hoje

Com informações da Agência Estado e do G1

Paulo Renato morreu durante estadia em São Roque, interior paulista, onde passava feriado
(Foto: Daigo Oliva/G1)

O corpo do economista, professor e político Paulo Renato Souza foi enterrado nesta segunda-feira (27), às 10 horas e 10 minutos, no Cemitério do Morumbi, na zona sul da capital paulista. Ex-ministro da Educação no governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e um dos fundadores do PSDB, Paulo Renato morreu na noite do último sábado (25), aos 65 anos, vítima de infarto fulminante, em São Roque, interior de São Paulo, onde passava o feriado prolongado de Corpus Christi num hotel da cidade.

Familiares, amigos e autoridades políticas de diversas correntes ideológicas participaram do velório, na manhã do último domingo (26), no Palácio 9 de Julho, sede da Assembleia Legislativa de São Paulo.

Compareceram à cerimônia fúnebre, que aconteceu sob uma forte chuva, eminências do PSDB, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, os ex-governadores José Serra e Alberto Goldman e o ex-presidente FHC, secretários de estado, o presidente do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP) e os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

Mérito na educação

Antes do sepultamento, Suplicy enfatizou o mérito do ex-ministro no desenvolvimento e na expansão de uma política social destinada à educação no Brasil. Depois que o enterro terminou, Fernando Henrique sinalizou que Paulo Renato contribuiu para aperfeiçoar a realidade educacional. “A educação deve muito a Paulo Renato Souza”, declarou FHC à Agência Estado. De acordo com ele, o ex-ministro foi “um grande homem” responsável pela implantação de políticas sociais, como o Bolsa Escola, que, para o ex-presidente, “foi o prelúdio do Bolsa Família (programa social do atual governo federal)”.

Geraldo Alckmin esclareceu que, junto com o falecimento de Paulo Renato Souza, o país perdeu uma das personalidades que mais fizeram pela educação. "Paulo Renato foi uma pessoa que dedicou sua vida à causa pública no país", disse Alckmin à Agência Estado.

Breve biografia

Economista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com mestrado na Universidade do Chile e doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde foi professor-titular de Economia, Paulo Renato Costa Souza, nascido em Porto Alegre, ocupou variados cargos públicos e executivos no Brasil e no exterior.

Foi, além de ministro da Educação, secretário estadual da área em São Paulo nos governos de André Franco Montoro, no período 1984-1986, e José Serra, entre 2009 e 2010, reitor da Unicamp entre 1986 e 1990, gerente de operações e vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e deputado federal pelo PSDB entre 2007 e 2011. O último cargo que ele exerceu foi no setor privado, como membro do Conselho Consultivo da Fundación Santillana, instituição educacional espanhola que também atua na América Latina.

Como ministro, Paulo Renato implementou o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), hoje Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e ajudou a universalizar o ensino básico e fundamental. Para Serra, as realizações do ex-ministro foram “uma série de medidas corajosas e inovadoras”.

sábado, 18 de junho de 2011

I Fórum de Paleontologia de Cavernas do Nordeste

Salvador sediará, nos dias 27 e 28 de agosto, o I Fórum de Paleontologia de Cavernas do Nordeste, que objetivará a divulgação do panorama das pesquisas de fósseis achados nas cavernas do Nordeste brasileiro. Além disso, discutirá os aspectos científicos, legais e sociais desses estudos através de palestras e exibições de painéis e fotografias.

Instalado no Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (Igeo/Ufba), no Campus de Ondina, o fórum é dirigido aos profissionais e estudantes de Ciências Biológicas, Geologia, Geografia e áreas afins, proporcionando-lhes a oportunidade para obter conhecimentos e formulação de parcerias nas especialidades de estudo.

No dia 28 de agosto, acontecerão seis palestras proferidas por estudiosos, sendo duas em cada bloco – Espeleologia e Espeleopaleontologia –, finalizadas com discussões acerca de seus temas, mostra de vídeos de pesquisa paleontológica em cavernas e visita às exposições fotográficas e de painéis.

O bloco Espeleologia terá as palestras “O que são cavernas?”, com a geóloga e espeleóloga Morgana Drefahl, do Museu Geológico da Bahia (MGB) e do Grupo de Estudos de Paleovertebrados (Gep/Igeo/Ufba), e “Bioespeleologia”, cujo palestrante ainda não foi confirmado.

As palestras “Paleontologia de Cavernas: taxonomia e aspectos tafonômicos e sedimentológicos”, conduzida pelo geólogo e espeleólogo Celso Ximenes, do Gep/Igeo/Ufba, e “A megafauna das cavernas da Bahia e de Sergipe”, com o paleontólogo e espeleólogo Mário Dantas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), integraram o bloco Espeleopaleontologia.

Fechando o I Fórum de Paleontologia de Cavernas do Nordeste, em 28 de agosto, haverá uma exposição de fotografias e de painéis sobre a pesquisa na área e a mesa-redonda “Situação da Paleontologia frente às novas legislações ambientais sobre cavernas”. Os convidados para conduzi-la são o paleontólogo e espeleólogo Leonardo Morato, da Ufba, o geólogo e espeleólogo Celso Ximenes e o paleontólogo e espeleólogo Mário Dantas.

O encontro é realizado pelo Grupo de Estudos de Paleovertebrados (Gep/Igeo/Ufba) e apoiado pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), pelo Museu Geológico da Bahia (MGB), pela Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), pela Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) e pela Sociedade Brasileira de Paleontologia (SBP). As inscrições podem ser feitas através do portal da Unijorge.

Contatos:

Hugo Gonçalves - (71) 3231-4121 / hugo_goncalves2005@hotmail.com

Simpósio aborda mídias sociais

Em outubro, a Faculdade de Comunicação da Ufba acolherá o Simsocial, evento sobre tecnologias digitais e sociabilidade, promovendo debates e pesquisas relacionados à temática, com a presença de especialistas da área e da comunidade acadêmica

Com informações do site do Simsocial

Voltado na promoção de debates e na circulação da pesquisa inerente às tecnologias digitais e à sociabilidade no Brasil, o Simpósio de Pesquisa em Tecnologias Digitais e Sociabilidade (Simsocial) será realizado nos dias 13 e 14 de outubro, nas dependências da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), no Campus de Ondina. O ciclo é uma iniciativa inovadora do Grupo de Pesquisa em Interações, Tecnologias Digitais e Sociedade (Gits) do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Ufba (Poscom).

Para este ano, o simpósio traz como tema Mídias Sociais, Saberes e Representações. Tendo como público-alvo pesquisadores, professores, estudantes universitários e profissionais de instituições do ramo, o Simsocial será organizado com a justificativa de que a influência das tecnologias digitais no cotidiano subjetivo e coletivo, embora atraísse em abundância a atenção de especialistas, ainda não atingiu na academia o mesmo mérito adquirido e possuído rotineiramente.

A palestra de abertura do Simsocial contará com a presença do coordenador do simpósio e do Gits, José Carlos Ribeiro, do coordenador do Grupo de Pesquisa em Cibercidades (GPC), André Lemos, da coordenadora do Poscom, Maria Carmem Jacob, e do diretor da Facom, Giovandro Ferreira.

Atividades previstas

Estão previstas na programação do evento conferências, minicursos e apresentações de comunicações em Grupos de Trabalho. As conferências serão ministradas pelo pesquisador e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Eca/USP), Massimo di Felice, pela doutora em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fernanda Bruno, e pela professora e pesquisadora da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Culturas Urbanas e Tecnologias (Labcult), Simone de Sá.

Dois minicursos especializados serão realizados no Simsocial. O pesquisador de comunicação digital, interações e marketing do Poscom e da empresa PaperCliQ Comunicação e Estratégia Digital, Tarcízio Silva, e o pesquisador do Gits/Ufba e diretor de planejamento da PaperCliQ Marcel Ayres ministrarão, no dia 13 de outubro, o minicurso Consumo e Métricas em Mídias Sociais. No dia seguinte, o jornalista Yuri Almeida, especialista em Jornalismo Contemporâneo, pesquisador em mídias sociais e colaborativas e assessor de comunicação, aplicará o minicurso Jornalismo Colaborativo e Mídias Sociais.

Nos dois dias (13 e 14 de outubro), serão apresentadas comunicações em cinco Grupos de Trabalho (GTs) específicos – Mídias Sociais: Interações e Práticas de Sociabilidade, Mídias Sociais: Consumo e Estratégias de Mercado, Política e Ativismo nas Mídias Sociais, Educação e Mídias Sociais e Mídias Sociais, Práticas Colaborativas e Jornalismo. Pesquisadores, profissionais e estudantes podem enviar seus trabalhos em cada GT a serem apresentados e aprovados no simpósio. Uma seleção desses trabalhos será posteriormente organizada em coletânea editada e publicada pelo Gits/Ufba.

Submissão pela internet

O processo de submissão dos trabalhos completos ocorre através do seu envio no período de 2 de junho a 15 de agosto, e os arquivos devem ser encaminhados para o endereço eletrônico simposio2011@gitsufba.net. A avaliação dos trabalhos ficará a cargo de uma comissão científica, composta por pesquisadores vinculados às áreas dos seus respectivos grupos de trabalho, e priorizará a qualidade e a diversidade de temáticas que têm sido merecidas no campo dos estudos e das pesquisas em tecnologias digitais.

Feitas exclusivamente pelos interessados em comparecer ao Simsocial devido às limitações na capacidade do auditório da Facom, as pré-inscrições podem ser efetuadas pelo formulário disponível no site http://gitsufba.net/simposio. As confirmações serão feitas presencialmente durante o credenciamento, em 13 de outubro.

Serviço

Evento: Simpósio de Pesquisa em Tecnologias Digitais e Sociabilidade (Simsocial)

Data e horário: 13 de outubro (quinta-feira), das 8:15 às 18 h; e 14 de outubro (sexta-feira), das 9 h às 17:30

Local: Dependências da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), no Campus Ondina – Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina

Programação

13 de outubro (quinta-feira)

7:30 às 8:15 – Credenciamento

8:15 às 9 h – Palestra de abertura
Convidados: José Carlos Ribeiro - Coordenador do simpósio e do Gits
André Lemos - Coordenador do Grupo de Pesquisa em Cibercidades (GPC)
Maria Carmem Jacob - Coordenadora do Poscom
Giovandro Ferreira - Diretor da Facom

9 h às 10:30 – Conferência de abertura: Redes Sociais na Internet
Convidado: Massimo di Felice - Pesquisador e professor da Eca/USP

10:30 às 12 h – Minicurso: Consumo e Métricas em Mídias Sociais
Instrutores: Tarcízio Silva - Pesquisador de comunicação digital, interações e marketing do Poscom e da PaperCliQ Comunicação e Estratégia Digital
Marcel Ayres - Pesquisador do Gits/Ufba e diretor de planejamento da PaperCliQ

14 h às 18 h – Grupos de Trabalho

14 de outubro (sexta-feira)

9 h às 10:30 – Conferência: O que diz um traço pessoal digital? Monitoramento, saberes e redes sociotécnicas
Convidada: Fernanda Bruno - Doutora em Comunicação e Cultura pela UFRJ e pesquisadora do CNPq

10:30 às 12 h – Minicurso: Jornalismo Colaborativo e Mídias Sociais
Instrutor: Yuri Almeida - Jornalista, especialista em Jornalismo Contemporâneo, assessor de comunicação e pesquisador em mídias sociais e colaborativas

14 h às 16 h – Grupos de Trabalho

16 h às 17:30 – Conferência de encerramento: Entretenimento e Redes Sociais
Convidada: Simone de Sá - Professora e pesquisadora da UFF e coordenadora do Labcult

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Marcelo Camelo toca na Concha

Cantor e compositor apresentará neste domingo, na Concha Acústica, o repertório do seu mais recente CD, Toque dela

Com informações do Correio* 24 Horas

 Quase todas as faixas do novo álbum de Camelo foram compostas por ele
(Foto: Divulgação)

O cantor e compositor carioca Marcelo Camelo aportará à Bahia neste domingo (19), às 18:30, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, para lançar seu segundo CD-solo, intitulado Toque dela, inteiramente de faixas inéditas, quase todas compostas pelo músico. Ex-vocalista do grupo de pop-rock Los Hermanos, extinto em 2008, Camelo apresentará pela primeira vez as canções do mais recente álbum, lançado em abril.

Além disso, o repertório do show inclui faixas do seu primeiro CD-solo, Sou (2008), cuja turnê originou o DVD MTV ao Vivo Marcelo Camelo (2010), gravado em abril de 2009 na Concha Acústica. Os ingressos, que custam R$ 30 (meia) e R$ 60 (inteira), estão à venda no local e nos postos do Serviço de Atendimento ao Cidadão (Sac) dos shoppings Barra e Iguatemi.

Unijorge abre campus em Plataforma

A partir do segundo semestre letivo, terceira unidade da instituição atenderá o Subúrbio e a Península de Itapagipe, sendo a pioneira da região na graduação presencial

Pela primeira vez o Subúrbio Ferroviário e a Península de Itapagipe ganharão um centro de educação superior através de graduação presencial. Para atender aos habitantes das comunidades, o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) inaugurará, no seu segundo semestre letivo, que se inicia em 1º de agosto, seu terceiro campus, no bairro da Plataforma. Os demais campi estão situados na Avenida Paralela e no Comércio.

Na unidade alternativa, localizada na Avenida Afrânio Peixoto, a Suburbana, a Unijorge oferecerá 18 modalidades de cursos superiores de tecnologia (CST) e 6 opções de licenciaturas, trazendo para uma das regiões mais populosas de Salvador a excelência e a qualidade de um dos mais completos centros universitários do país, instituído há 12 anos.

Os CST do Campus Plataforma, bem como os dos dois campi preexistentes, são impulsionados pela elevação da demanda de mão de obra técnica, aproveitam o potencial da cidade e acompanham as perspectivas de desenvolvimento vislumbradas para a região Nordeste. Serão ofertados pela Unijorge, em seu novo campus, os cursos tecnológicos de Comércio Exterior, Eventos, Gestão Ambiental, Gestão da Qualidade, Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Varejo, Gestão Desportiva e do Lazer, Gestão Financeira, Gestão Hospitalar, Gestão Pública, Gestão da Segurança Privada, Hotelaria, Logística, Marketing, Negócios Imobiliários, Processos Gerenciais, Segurança no Trabalho e Secretariado.

As licenciaturas contribuem para formar profissionais destinados à docência e à produção de conhecimentos acadêmicos. Nesta categoria, os cursos que o pioneiro centro de ensino superior do subúrbio proporcionará serão História, Letras - com habilitação em Língua Portuguesa, Língua Espanhola e Língua Inglesa -, Matemática e Pedagogia. A metodologia dos cursos de licenciaturas enfatiza uma formação ampla, centrada na didática e no ensino, reconhecendo a importância do conhecimento prático para a aprendizagem e a potencialização do aluno.

Salas equipadas

Com dois pavimentos, o novo campus da Unijorge terá salas de aula, bibliotecas e laboratórios de informática climatizados e bem equipados, e estacionamento privativo para alunos e professores. Segundo o coordenador-geral dos CST da instituição, Nédio Luiz Pereira Júnior, em entrevista ao site Gente & Mercado, a instalação da unidade no Subúrbio vai oportunizar aos seus moradores a formação acadêmica ideal para o crescimento socioeconômico e cultural de Salvador.

As turmas de Plataforma serão constituídas após o processo seletivo, que acontecerá em 17 de julho, um domingo, no Campus Paralela, das 8:30 às 12:30, com abertura dos portões às 8 h. Para se candidatar a uma das vagas nos três campi, as inscrições, abertas desde o dia 2 pelo portal da Unijorge, terminarão em 14 de julho. O valor para se inscrever no vestibular é R$ 30, mas entre 8 e 14 de julho ele sofrerá um acréscimo, obrigando o candidato a pagar R$ 40.

Estação descuidada

Negligência. Um vocábulo avassalador invade grande parcela das estações de transbordo baianas por causa da neutralidade na sua manutenção permanente, assim como em qualquer equipamento construído e mantido sob a supervisão, responsabilidade e tutela governamentais. Por que o povo, que depende tanto do ônibus para alcançar seu deslocamento, maltrata esses patrimônios vitais para tal fim?

A resposta é exata, óbvia, consistente, direta e simplória. Ressalto que os próprios usuários não são zelosos e cônscios na conservação e na limpeza dos terminais de transporte urbano de passageiros e de suas dependências. Eles jogam lixo ao ar livre, destroem sanitários, depredam lixeiras e fazem suas necessidades fisiológicas no chão, tudo com o único propósito de transgredir, infringir e violar a lei.

Por exemplo, durante as minhas peripécias pelo centro de Salvador, presencio vergonhosamente episódios que nos deixam apreensivos na maior estação de transbordo da cidade. Na Estação da Lapa, complexo monumental de dez plataformas - cinco térreas e cinco subterrâneas -, erigido em aço e argamassa armada, a lucidez no tamanho das negligências é observável, ecoando na totalidade de suas áreas.

Em operação desde novembro de 1982, a Estação da Lapa teve suas últimas obras de requalificação e valorização executadas em 1999, mas em caráter emergencial. Mesmo assim, seus problemas evidentes persistem, pois os usuários não sabem conservá-la para a posteridade visando obter uma melhor condição física, estrutural e patrimonial. A revitalização no terminal (reforma, reordenamento e asseios) está longe de tornar-se realidade.

O que se enxerga no celebérrimo prédio de concreto sustentado por cabos de aço são exemplos não esporádicos de vandalismo: sanitários completamente arruinados, sem portas, lavatórios e torneiras, que foram aniquilados, e sem a mínima higiene; um espontâneo, horrível e sufocante cheiro de urina em cada corredor e cada plataforma, indício do péssimo estado dos sanitários. Para piorar, mais um indício desse mau retrato, um odor de lixo fortificante e insuportável.

Múltiplos transtornos são óbvios no terminal, além da incipiência higiênica e sanitária. As escadas rolantes encontram-se quebradas, com sua movimentação paralisada, as escadas (de cimento) contêm fissuras que dificultam a mobilidade do usuário, a rede de iluminação é ineficiente e as instalações elétricas e hidráulicas são precárias. Nos corredores, vemos lâmpadas cujas luzes estão apagadas ou acesas com fraqueza.

E mais: os abrigos de ônibus pré-moldados são anacrônicos, portanto não se adaptam a uma era de inovações urbanas pós-modernas, como o arrojado mobiliário vigente em nossa cidade há dez anos, fabricado em vidro, aço inoxidável e madeira. Que anacronismo absurdo na Lapa! Gargalos cumulativos na gigante estação semeiam o vandalismo, o descuido e a negligência, absorvidos por um fator singular, a fragilidade no seu pleno funcionamento.

Demonstro minha veemente insatisfação no agravamento da falta de zelo não apenas na Lapa, porém em todas as estações de transporte coletivo de Salvador. O aperfeiçoamento de sua estrutura, de seu aparato e de seu funcionamento, precários pela força dos vândalos vindos dos subterrâneos deste mundo cão, deve ser o alicerce prioritário na perpetuação do terminal. Queremos providências imediatas na melhoria desse obscurecido pandemônio.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Leilão do trem-bala pode ser prorrogado de novo

Diretor-geral da ANTT afirmou que projeto do modal ferroviário de alta velocidade, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, poderá ser adiado por dias

Com informações da Agência Estado

Para Figueiredo, adiamento no prazo do arremate não é significativo
(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em São Paulo, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo, disse nesta terça-feira (14) que o leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV), o trem-bala, pode ser mais uma vez adiado por dias, e não por meses. Figueiredo participou de um evento sobre transporte e logística organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Se houver uma verificação de que é necessário um adiamento pontual, caso haja alterações (no edital) para o pessoal absorver as alterações, se tiver dificuldade de documentação. Não um adiamento significativo de prazo, não há razão para isso", salienta o diretor-geral da ANTT.

O leilão do trem-bala, que interligará as cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Campinas, no interior paulista, ocorre no dia 29 de julho, sendo que a entrega das propostas será em 11 de julho, data-limite fixada pela agência. A princípio, o arremate do modal ferroviário aconteceria em 16 de dezembro do ano passado, mas foi prorrogado pela ANTT para 29 de abril. Porém, no início daquele mês, a autarquia adiou a data novamente.

No edital de licitação do projeto completo do TAV, o prazo de conclusão foi estipulado em no máximo seis anos. De acordo com Bernardo Figueiredo, quatro empresas de tecnologia estão interessadas em participar da licitação, mas o dirigente não citou nomes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Farol é aberto para todos

Histórico monumento, datado de fins do século XVII, passa a ser frequentado pelo público em geral

Hugo Gonçalves, Leonardo Martins, Luís Victa e Thiago Bagues
Estudantes de Jornalismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge)

Situado na ponta da península onde se encontra Salvador, o Farol da Barra, uma das principais atrações turísticas da cidade, foi recentemente aberto à visitação pública. Parte integrante do complexo arquitetônico do Forte de Santo Antônio da Barra, o farol passou a ser aberto ao público no dia 18 de maio de 2011.

Da porção superior do monumento, é possível ver o encontro das duas águas: o Oceano Atlântico e a Baía de Todos-os-Santos. O traçado da arquitetura colonial atrai muitos turistas que visitam a primeira capital do Brasil, bem como os próprios soteropolitanos.

O farol, primeira construção desse tipo das Américas, foi originalmente construído em 1698 com o objetivo de sinalizar as embarcações que entravam na baía.

Viagem pela história

No Forte de Santo Antônio da Barra, edificado antes da fundação de Salvador, está instalado o Museu Náutico da Bahia, que é um dos seus atrativos. Único do gênero no estado, o museu reúne um valioso acervo de objetos arqueológicos submarinos, uma coleção de instrumentos de navegação e sinalização náutica, maquetes, miniaturas de embarcações de várias origens e uma exposição permanente sobre a geografia, a história, a antropologia e a cultura da Baía de Todos-os-Santos.

Além disso, explora a vida marítima, militar e administrativa da capital baiana. Seu acervo, resultado da primeira pesquisa submarina do gênero na história do Brasil, permite ao visitante viajar pela secular história do país através da mostra de utensílios domésticos, moedas, selos, botijas e materiais bélicos que ficaram submersos por cerca de 300 anos.

Antes mesmo de ter seu interior aberto à visitação, todos os anos, mais de 2 milhões de turistas já visitaram o Farol da Barra. Agora, o turista e o nativo têm mais uma opção de lazer. No monumento, cuja altura é equivalente a 22 metros, a luminosidade refletida por ele pode ser vista a uma distância de 60 quilômetros.

O Farol da Barra e o Museu Náutico, administrados pela Marinha do Brasil, funcionam de terça-feira a domingo, das 8:30 até as 19 h.

Soundslide "Farol é aberto para todos"

Abaixo, assista ao soundslide – sequência fotográfica contando uma história sobre um determinado tema, muito comum em sites jornalísticos norte-americanos – relativo à abertura do Farol da Barra ao público, executado por eu, Leonardo Martins, Luís Victa Filho e Thiago Bagues, estudantes do 5º Semestre de Jornalismo da Unijorge. Os trabalhos de execução do soundslide foram iniciados durante nossa peregrinação ao farol, num domingo ensolarado, e concluídos no laboratório de vídeo da instituição, sendo orientados pelo professor Alberto Oliveira, da disciplina Jornalismo Online.



P.S.: O texto da reportagem escrita acima é, na verdade, uma transcrição da locução da matéria audiovisual, operação que ficou a cargo de Luís Victa Filho.

A mobilidade urbana e suas perspectivas

Investir a longo prazo em um sistema satisfatório, aprimorado, eficaz e sofisticado de transporte urbano é um fator elementar que poderá atender às exigências do nosso excedente populacional, sobretudo ao bem-estar geral societário. Testemunhamos diariamente a amplitude de um dilema crônico, acumulado pela expansão desordenada sem precedentes da nossa frota em comunhão com o engrandecimento da especulação imobiliária capitalista. Não é esse problemático exemplo de planejamento viário, monopolizado por veículos sobre rodas, que nós pretendemos para a nossa cidade.

Sabemos que nós, soteropolitanos natos, temos o hábito de ir e vir de ônibus, cujo esquema corporativo é antiquado e mantido somente por um oligopólio de companhias de economia 100% privada, não incluindo sequer um organismo público específico, incumbido de gerir o serviço. Aqui mesmo na capital baiana houve, entre 1979 e 1996, uma autarquia municipal encarregada na prestação de serviços de transporte de passageiros em todo o seu perímetro, a Empresa de Transportes Urbanos de Salvador, a famigerada Transur. Infelizmente, ela foi extirpada, mas a razão de sua falência é repleta de mistério oculto.

O contingente majoritário dos coletivos não apresenta circulação regular, sofisticação, conforto, modernidade, segurança, confiabilidade, dentre outros caracteres otimizadores. Geralmente, a população de Salvador reconhece com nitidez a incredulidade e a carência de credibilidade e confiança no transporte público. É por isso, acrescentada à insuficiência de corredores exclusivos, viadutos e pontes, incapazes de abastecer a frota, que o sistema é primordialmente caótico, obsoleto, estacionado no tempo, sem nenhuma expectativa frutífera e produtiva.

Em consonância com a incomodidade dos coletivos há uma miscelânea de veículos de passeio e de cargas das mais diferentes denominações, um sortimento automobilístico que pode danificar e não levar a sério a nossa mobilidade urbana e irradiar impactos ambientais comprometedores, poluindo o ar atmosférico. Uma série de itens inconvenientes, comumente registrados em zonas metropolitanas, incomoda exatamente a plenitude do convívio harmônico entre o homem e o espaço geográfico, alterado por ele próprio num período em que a natureza passou a ser um simples coadjuvante.

Numa metrópole do nosso calibre, onde o império dos meios motorizados sobre rodas é exorbitante, necessitamos quebrar esse arcaico paradigma que nos persiste por décadas. O que ambicionamos para o transporte coletivo são implantar modais inéditos - o metrô, o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e/ou o Ônibus Rápido de Trânsito ou Veículo Leve sobre Pneus (BRT), este último consolidado em metrópoles como Curitiba, cidade qualificada pelo mérito de modelo bem-sucedido de planificação urbanística. Com a introdução das categorias para cá, florescerá uma probabilidade satisfatória na redução e no controle do fluxo de automóveis, ônibus, caminhões, caminhonetes e afins.

Quanto ao metrô, os soteropolitanos ainda não dispõem desse modal, realidade que, no Brasil, já é enxergada em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e até em Porto Alegre, em Brasília e no Recife. A inoperância na execução das obras civis do nosso metrô de superfície, cuja linha precursora estende-se da estação da Lapa ao Acesso Norte, nas imediações da Rótula do Abacaxi, é uma constante dimensionável em nosso imaginário. Falta liberação de verbas para que a continuidade nas obras ganhe ritmo dinâmico, progressivo, rápido, célere e ágil. Somada ao dinamismo e à solidez, uma próspera gestão no metrô será provável, tendo como futuro beneficiário o passageiro.

Oito organizações de engenharia, arquitetura e construção estão no páreo licitatório da implementação do sistema de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, que não só suprirá a demanda de Salvador, mas também do seu entorno, leia-se, Lauro de Freitas e Simões Filho. Nos dias subsequentes, será anunciado em definitivo o plano, e temos esperança de que a proposta concebida pela empresa vencedora ou pelo consórcio vencedor seja exequível e vantajosa. Trata-se de um programa multimodal, cujo atendimento será proporcionado aos moradores dos municípios nele envolvidos, assegurando-nos soluções eficientes no escoamento de estudantes, empresários, profissionais liberais, proletários, aposentados, desempregados, mendigos, indigentes e desamparados.

Sinergia, sincronia, sintonia e combinação envolvendo quantidade e qualidade no transporte urbano podem produzir efeitos propícios e favoráveis ao cidadão. Contudo, as vantagens, que lhe são importantíssimas, ainda estão imprevisíveis e distantes de serem materializadas. Este é um dos anseios que nós estamos implorando em profundidade e em superfície para que o gigantesco fluxo no trânsito seja efetivamente controlado, priorizando o cidadão. De fato, a mobilidade em Salvador deve ser planificada o mais urgente possível, com a intenção de conter as turbulências na maior urbe da Bahia.

domingo, 12 de junho de 2011

Começa amanhã campanha antipólio

Prevista para terminar em 15 de julho, etapa inicial da ação tem como meta vacinar 95% das crianças menores de cinco anos contra a paralisia infantil em todo o país

Com informações de A Tarde Online e da assessoria de comunicação do Ministério da Saúde

Será iniciada, nesta segunda-feira (13), a primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite. Em todo o território brasileiro, devem ser imunizadas crianças menores de cinco anos como forma de prevenir a paralisia infantil. A meta da campanha, com previsão de término no dia 15 de julho, é vacinar 95% do público-alvo, equivalente a 14.148.182 crianças que se situam na faixa etária mencionada.

A segunda etapa ocorrerá no dia 13 de agosto. Lançada na última terça-feira (7) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, junto com a estratégia de imunização contra o sarampo, a campanha antipólio mobilizará mais de 350 mil profissionais em todo o país. O procedimento para a aplicação da vacina é simples: são apenas duas gotinhas.

O Ministério da Saúde investiu, para as duas fases da operação, R$ 46,6 milhões na aquisição e na distribuição de vacinas e insumos. Mais R$ 20,2 milhões foram destinados pelo ministério para os fundos de saúde das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

Dia D

No próximo sábado (18), o Dia D, o Sistema Único de Saúde (Sus) iniciará a primeira etapa de mobilização da campanha de vacinação contra a pólio, com postos a serem instalados nos municípios de todos os estados. “Se a criança estiver no dia se sentindo mal, com algum problema, o ideal é levá-la ao posto de vacinação. Lá o profissional vai avaliar se deve ou não vacinar essa criança agora”, admite Padilha.

Doença infectocontagiosa grave, cuja infecção manifesta-se principalmente por via oral, a poliomielite é causada e transmitida por um vírus denominado poliovírus. Na maioria das vezes, a criança não morre quando é infectada pela patologia, porém apresenta sérias lesões que interferem no sistema nervoso, provocando paralisia. Ela ocorre em especial nos membros inferiores, dificultando a sua locomoção.

O último caso de poliomielite no Brasil foi diagnosticado em março de 1989, no município de Sousa, no sertão da Paraíba. Seis anos depois, em 12 de dezembro de 1994, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) conferiram ao país o certificado de erradicação da doença infectocontagiosa.

Sarampo deve ser prevenido

De modo simultâneo ao Dia D de imunização antipólio, no próximo sábado, crianças com faixa etária compreendida entre 1 ano e menores de 7 anos começarão a serem vacinadas contra o sarampo. A vacina aplicada para preveni-la, a tríplice viral, também combate a caxumba e a rubéola. Oito unidades da federação estão aderindo à ação: Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A imunização é obrigatória nos municípios dos estados supracitados, mesmo que as crianças já tenham sido anteriormente vacinadas contra o sarampo. Nos demais estados, a operação de combate à doença infectocontagiosa aguda coincidirá com o começo da segunda etapa de vacinação contra a pólio, no dia 13 de agosto.

“Vacinando as crianças, ampliamos a cobertura vacinal do país contra essas duas doenças, paralisia infantil e sarampo, que ainda ocorrem de maneira importante em diversos países”, salienta Padilha. Para o ministro, a ação preventiva será reforçada em virtude de uma epidemia de sarampo no continente europeu.

Livre do sarampo

Chamada “campanha de seguimento”, a vacinação antissarampo costuma ser realizada em intervalos de três a cinco anos, com o objetivo de intensificar a proteção das crianças contra a patologia. A operação mantém o Brasil efetivamente livre da transmissão do vírus causador da doença. Os oito estados para que a imunização seja efetuada foram identificados levando em consideração três critérios: maior fluxo turístico, densidade operacional e localidades com menores coberturas da tríplice viral nos últimos anos.

Durante os períodos de vacinação contra a poliomielite e o sarampo, as crianças devem comparecer aos postos de saúde de todo o Brasil, de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 h, sendo acompanhadas obrigatoriamente dos pais ou responsáveis. Para isso, é recomendável levar a carteira de vacinação infantil para atualizar as doses aplicadas.

sábado, 11 de junho de 2011

Projeto da Facom antecipa o São João

Segunda edição do AgenciAção – Tema Especial de São João – acontece gratuitamente na próxima quinta-feira, na área externa da Faculdade de Comunicação da Ufba, com apresentações de forró e comidas juninas

Com informações da assessoria de comunicação da Facom/Ufba

Cartaz de divulgação do evento
(Foto: Reprodução)

Tendo o intuito de propiciar a interação entre o universo acadêmico e as produções comunitárias soteropolitanas, a segunda edição do AgenciAção – Tema Especial de São João – acontecerá na próxima quinta-feira (16), das 11 às 15 h, na área externa da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), no Campus Ondina. O projeto terá apresentações de atrações de forró, aulas gratuitas do gênero musical junino e refeições a preços populares.

A iniciativa lúdica e cultural universitária, que é uma espécie de prelúdio do São João, é realizada pela Agência Experimental em Comunicação e Cultura, da Facom, com o apoio do Centro Acadêmico Vladimir Herzog (CAFacom) e da Rádio Facom. Seu mote, precisamente conceitual, é “Cultura Comunitária na Universidade”.

Quatro atrações se apresentarão no II AgenciAção: as bandas Forrossá e Flor do Cangaço, o trio de forró Jó Miranda e o cordelista Luar do Conselheiro, somadas às aulas gratuitas de forró pé de serra ministradas pelo dançarino Alessandro Felizola. Além da genuína musicalidade sazonal nordestina, o evento terá, para o público degustar, iguarias típicas juninas sortidas e feijão tropeiro, cobrados a R$ 1.

Ilustrada com decoração temática e trazendo algumas surpresas, a segunda edição do projeto AgenciAção terá acesso gratuito ao público.

Serviço de Utilidade Pública

Evento: II Edição do AgenciAção – Tema Especial de São João

Atrações: Forrossá, Jó Miranda, Flor do Cangaço, Luar do Conselheiro e aulas gratuitas de forró com o dançarino Alessandro Felizola

Data e horário: 16 de junho (quinta-feira), das 11 às 15 h

Local: Faculdade de Comunicação da Ufba, no Campus Ondina – Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina

Entrada: Gratuita

Perfil: Cláudio Colavolpe

A videorreportagem que se segue é uma síntese da vida e da obra do fotógrafo e professor dos cursos de Comunicação Social, Design e Fotografia do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) Cláudio Colavolpe, 43 anos, um dos mais experientes de Salvador. No material audiovisual, Cláudio explicita-nos sua breve biografia, na qual ele conta sua infância, passando pelo nascimento de sua filha Clara, há 15 anos, até seu momento atual, cujo clímax como docente foi alcançado num trabalho orientado por ele, intitulado Eu Queria Ser (EQS), em 2010 e 2011, no qual cada estudante ou funcionário da Unijorge teve o privilégio de se caracterizar de qualquer personagem, concreto ou abstrato.

Sob a fiel orientação da professora Silvana Moura, de Telejornalismo, esta matéria, saga de um exímio construtor de excelentes imagens, que foi a segunda da disciplina, foi produzida em conjunto entre eu, Camila Barreto, Taísa Conrado, Thyara Braga e Thiago Bagues, estudantes do 5º Semestre de Jornalismo e ex-alunos de Cláudio. Para a locução dos offs (narração), foi indicada uma das componentes do nosso grupo, Thyara, dona de um timbre de voz límpida, maravilhosa e indefectível.

O perfil de Cláudio Colavolpe, nosso sincero e genial ex-professor, foi elaborado entre os dias 1º e 9 de junho deste ano, com inumeráveis sessões que exigiram tolerância, cautela, prudência e perfeição, desde a filmagem das primeiras cenas até a edição e a finalização. As imagens foram gravadas no estúdio fotográfico de Cláudio, o Studio F16 (onde foram feitas as entrevistas), situado à Avenida Paulo VI, na Pituba, localidade nobre de Salvador, e no próprio Campus Paralela da Unijorge.

Apesar de o fotógrafo ser o majestoso protagonista desta incrível, peculiar e emocionante história de vida, depoimentos elogiosos de alguns amigos são inseridos na videorreportagem de 4 minutos e 24 segundos. A estudante de Publicidade e Propaganda, Nilza Gomes; e dois estagiários do centro universitário, Celestino Magalhães (Neto), do estúdio fotográfico, e Webert Costa, do Laboratório de Comunicação (Labcom), demonstram com brevidade o otimismo de Cláudio retribuído por seus alunos e amigos devido a seu desempenho como professor.

Insiro, abaixo, o perfil de Cláudio Colavolpe, com cenas em preto e branco e em cores, um primor de vídeo enriquecido com detalhes e, a seguir, reproduzo a transcrição integral do seu texto. Por favor, acompanhem a leitura do texto abaixo escutando a matéria.



Thyara Braga (off de abertura) – Um sonhador comprometido com a missão de ensinar. Um descobridor de um mundo novo através das lentes. Um profissional que acredita que o humor é um aliado nos altos e baixos da vida. Em alguns desses traços, se descreve o fotógrafo e professor da Unijorge José Cláudio Rocha Colavolpe. Nascido em 24 de abril de 1968, cresceu numa disciplina rígida no Colégio Antônio Vieira, em Salvador. Morava com a mãe em Brotas, e nos finais de semana ficava com o pai no bairro do Canela. Lá jogava bola no meio da rua e curtia muito como um garoto comum. Era inquieto e aprontava muito.

Cláudio Colavolpe (no Studio F16) – Era garoto, várias vezes eu caía da rede, batia a cabeça e fingia que estava desmaiado, meus pais me pegavam, botavam no carro e me levavam para o hospital. Eu estava aí no carro, começava a dar risada, eu sempre fui de aprontar muito.

Thyara Braga (off) – Este ano (1996) é, para Cláudio, o mais marcante da sua vida. Nasce Clara, sua filha, e, junto com ela, uma habilidade que ele não sabia que mudaria de vez seus rumos e as incertezas que tinha profissionalmente.

Cláudio Colavolpe (no Studio F16) – 1996. Quando minha filha nasceu, sempre fui meio traumatizado assim porque minhas fotos de criança não eram fotos muito nítidas. Era mais um registro da minha filha, eu quero que seja perfeito. E comprei uma câmera, e comecei a praticar fotografando minha filha. Na verdade foi um acidente, foi algo premeditado ser ou não ser fotógrafo. Comecei a ler, comecei a me interessar e, a partir daí, eu digo “Pô, é isso que eu quero em minha vida”.

Thyara Braga (off) – Em 2001, foi convidado a trabalhar como técnico em laboratório, e logo viria a lecionar em faculdade após um ano de pós-graduado em Marketing.

Nilza Gomes (estudante de Publicidade e Propaganda e aluna de Cláudio) – É uma pessoa que gosta de ensinar, você percebe que ele gosta de passar informação.

Celestino Magalhães (estagiário do estúdio fotográfico da Unijorge) – Essa bagagem que ele já traz aqui para a faculdade, essa experiência profissional dele.

Webert Costa (estagiário do Laboratório de Comunicação da Unijorge, o Labcom) – E é uma satisfação para mim estar aprendendo com um dos maiores profissionais do ramo de fotografia.

Thyara Braga (off) – Cláudio ousou ao trazer para seus alunos da Unijorge as possibilidades de juntar arte, fotografia e imaginação num projeto acadêmico chamado EQS (Eu Queria Ser), inspirado num livro de mesmo nome lançado em 2009 pela fotógrafa Priscila Prade, utilizando artistas brasileiros como modelos.

Cláudio Colavolpe (no Studio F16) – Na verdade, eu sempre tive essa ideia. Assim que passou por minha cabeça, fazer fotos. Isso é meu assim. Eu olho muito para as pessoas e gosto muito de associar aquelas pessoas a outras conhecidas. Então eu olho para a figura e olha: “Olha, pô, fulano é a cara de sicrano”. Ela sempre contém muito apelido assim. Certo? De olhar e remeter essas pessoas a seus respectivos sósias. Então, eu tive essa vontade de fazer, tinha uma vontade de fazer esse trabalho.

Cláudio Colavolpe (na área externa da Unijorge Paralela) – Apresenta na verdade a integração de todos os setores da Unijorge, os profissionais que trabalham aqui e os alunos que fazem parte da instituição. Isso para mim é muito importante, que é como eu sempre falo em todas as aulas, tem pessoas que mal falam quando passam pela gente, às vezes até por timidez. Funcionários do apoio, que a gente passa todo dia e se quer dar “Bom dia”, e como essas pessoas também se sentem realizadas quando são convidadas para fotografar. Então, essa integração é esse esforço que vocês fazem, esse esforço que as pessoas todas juntas fazem, é que me dá essa sensação de gratificação que eu tenho. Porque eu penso em pegar essas fotos que foram feitas aqui, e as fotos que foram feitas no ano passado e de tirar, fazer um apanhado dessas melhores fotos e fazer um livro delas.

Thyara Braga (off de encerramento) – Prêmios, reconhecimento, dinheiro e fama. Alguns desses itens foram conquistados ao longo de sua carreira, mas para Cláudio, não são os ideais mais importantes da sua profissão. Hoje, aos 43 anos, sua maior alegria é poder transmitir seu trabalho com dedicação aos jovens que partiram da mesma paixão pela fotografia e viver em equilíbrio.

P.S.: Agradecemos esta videorreportagem, em primeiro lugar, ao grande personagem desta saga, Cláudio Colavolpe, aos seus familiares, em particular à sua filha adolescente Clara, ao estagiário do Laboratório de Comunicação (Labcom), Diogo Soares, e aos alunos e funcionários da Unijorge, que nos auxiliaram nos mais difíceis períodos de edição e de finalização deste importante material.

“O acarajé é patrimônio imaterial”

Entrevista: Marlon Marcos

Adepto da cultura afro-baiana, o eminente antropólogo, jornalista e professor Marlon Marcos Vieira Passos, 40 anos, mestre em Estudos Étnicos e Africanos pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Ufba (Ceao) e estudioso no assunto, traça um horizonte antropológico do singular, magnífico, fascinante e sedutor campo da culinária herdada dos antepassados de um povo multiétnico, especialmente seus carros-chefes, o acarajé e o abará, além de abrir uma explanação clara acerca do contato diário com as iguarias, o dia a de suas preparadoras, as célebres baianas, com seus inseparáveis trajes e tabuleiros

Entrevista concedida por e-mail em 7 de junho de 2011

“O acarajé e o abará são cheios de significados culturais para a representação do povo baiano”, aponta Marlon, extremamente apaixonado pelos quitutes à base de feijão e azeite de dendê, dois dos símbolos gastronômicos locais
(Foto: Divulgação)

Como as iguarias típicas baianas, como o acarajé e o abará, são observadas pela Antropologia?

Marlon Marcos - Todo alimento, à maneira de prepará-los, traduz culturalmente um povo. Existe um ramo da Antropologia que se dedica ao estudo das culinárias de povos mundo afora. Temos um grande referencial aqui na Bahia que foi o professor Vivaldo da Costa Lima (fundador do Ceao, 1925-2010). Uma delícia estudar comidas e poder experimentá-las. O acarajé e o abará são cheios de significados culturais para a representação do povo baiano. Além de alimento popular, de servir como sinal diacrítico da Bahia no mundo, possuem, os dois, elementos sagrados por pertencerem à culinária dos orixás.

Você acha que o acarajé é o nosso patrimônio cultural?

M. M. - O fazer acarajé, seu receituário, sua tradição religiosa e popular, seus significados históricos, mais a sua antropologia asseguram ao acarajé o título de patrimônio imaterial dos baianos e dos brasileiros.

O acarajé e o abará deixaram um legado para a nossa cultura e para a cultura brasileira em geral?

M. M. - Sim. Representam a inventividade gastronômica dos nossos civilizadores negros. Nossos ancestrais africanos que aqui recriaram a sua cozinha, muitas vezes em função do candomblé. E assim modelam o tempero que este povo tem. Nos simbolizam como a pizza simboliza os italianos.

De que modo eles influenciam o cotidiano dos baianos?

M. M. - Olha, mata a fome de muita gente. Tem gente que só tem renda vendendo acarajé. Tem gente que enriqueceu assim. Por outro lado, por ser gostoso e relativamente barato, funciona como “prato do dia” para muitos baianos sem condições de fazer uma refeição mais cara. Alegra as “entradas” em bares e restaurantes e sempre acompanham nossas cervejadas ou, até mesmo, nossa Coca-Cola.

Você aprecia essas comidas típicas?

M. M. - Apaixonadamente. Quando estou fora da Bahia sinto falta até do cheiro do dendê que toma nossas ruas, juntamente com o fedor das urinas que deixamos lá também.

Camarão encarece os preços do acarajé, certifica antropólogo
(Foto: Divulgação)

Por que os preços do acarajé ou abará com camarão são caros, ao compará-los com os sem camarão?

M. M. - Camarão encarece tudo.

A vida das baianas de acarajé é complicada?

M. M. - Como a vida de qualquer trabalhador informal. É dura a lida com o tabuleiro, não é fácil fazer acarajé e abará, é trabalho pesado, requer requinte, higiene e força física também.

Como as baianas são trajadas?

M. M. - De modo análogo com as roupas das filhas de santo das religiões de matrizes africanas. É bom ouvir O que é que a baiana tem? (1938) e A preta do acarajé (1939), do nosso genial (cantor e compositor Dorival) Caymmi (1914-2008), para entender isso com mais poesia e genialidade.

As baianas de acarajé são exclusivas da Bahia ou existem em outros locais?

M. M. - Se espalham pelo Brasil e alteram o jeito de fazer e servir o acarajé.

Por que as iguarias baianas são comercializadas em tabuleiros?

M. M. - Isso é uma tradição histórica erguida com as chamadas “escravas do ganho” que vendiam iguarias para seus senhores. Também é uma tradição religiosa, na qual as filhas de Oyá-Iansã (orixá dos ventos e das tempestades) iam às ruas vender o “acará”, alimento mais que sagrado desta deusa iorubana. Era uma forma de cumprir mais sacrifícios votivos após a iniciação daquelas que são filhas do fogo, filhas de Oyá.

Nosso inconfundível tempero baiano

Iguarias típicas, como o acarajé e o abará, são trabalhosamente modeladas por baianas, exóticas comerciantes de tabuleiros, e despertam os sentidos de nativos e turistas pelo seu extraordinário sabor


Tesouros da nossa culinária, o acarajé e o abará passaram a ser vendidos conforme tradições históricas e religiosas
(Fotos: 1 - Divulgação e 2 - Solange Rossini)

Em qualquer ponto estratégico da Bahia, não é difícil achar fabulosas figuras femininas, de predominância negra, trajadas de modo análogo às filhas de santo do candomblé e vendendo iguarias típicas em seus tabuleiros. Assim como qualquer comerciante informal, as baianas, como elas são denominadas, lidam bastante com o trabalho pesado, desde a preparação do acarajé, do abará e de outras delícias da Boa Terra até a sua comercialização. Requinte, sofisticação, higiene e força física são indispensáveis na dura rotina das operárias de uma multiplicidade de sabores exóticos.

Feito pelas mãos das quituteiras a partir da massa preparada à base de feijão fradinho, temperada com cebola e sal a gosto e moldada em formato de bolinhos fritos em azeite de dendê quente, o acarajé cativa, além do paladar, a visão e o olfato de nativos e de turistas. Diversas características asseguram-lhe o título de patrimônio imaterial dos baianos e dos brasileiros – “o fazer acarajé, seu receituário, sua tradição religiosa e popular, seus significados históricos, mais a sua antropologia” –, conforme o antropólogo Marlon Marcos, mestre em Estudos Étnicos e Africanos pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao/Ufba).

Marlon, que também é jornalista e professor, observa que o comércio dos tesouros da culinária baiana em tabuleiros é uma tradição histórica, erguida com as chamadas “escravas do ganho”, que as vendiam para seus senhores. “Também é uma tradição religiosa, na qual as filhas de Oyá-Iansã (orixá dos ventos e das tempestades) iam às ruas vender o ‘acará’, alimento mais que sagrado desta deusa iorubana”, afirma o antropólogo. Segundo Marlon, esse ritual “era uma forma de cumprir mais sacrifícios votivos após a iniciação daquelas que são filhas do fogo, filhas de Oyá”.

Baiana desde criança

Eliene de Jesus Muniz, 36 anos, é apaixonada pela culinária típica desde os 9, quando ajudou sua mãe, dona Ednalva de Jesus Muniz, a mexer na massa, catar camarão e lavar pratos. Ela aprendeu a preparar acarajé na companhia de dona Ednalva e de sua tia, Jaciara de Jesus Santos, a famosa Cira de Itapuã. “Eu comecei a vender acarajé em Itapuã, com 12 anos de idade”, diz Eliene, que nasceu e foi criada no bairro, onde há uma das maiores concentrações de baianas de Salvador. Há quase doze anos, ela fixou sua tenda na Rua das Gaivotas, no Imbuí, ao lado do shopping Gaivota. Sua clientela é heterogênea, formada por estudantes, empresários e comerciantes.

Todos os alimentos comercializados por Eliene, que, segundo a filha Adriele, 15 anos, é “de primeira qualidade”, são feitas pela baiana em sua própria residência, no Jardim Armação. Antes de se transferir para o Imbuí, ela, ao lado de seu indissociável tabuleiro recheado de quitutes, circulou por diferentes pontos. “Trabalhei em praia, em faculdade, na Pituba, por tudo”, lembra. No tabuleiro, Eliene é auxiliada por sua irmã mais velha, Elizângela, e pelas filhas Crislaine, 19 anos, e Adriele.

De domingo a domingo, a rotina de uma das melhores baianas do Imbuí é exaustiva, inclusive nos feriados. Seus clientes são atraídos pelo delicioso tempero dos quitutes, degustando-o e exalando o irresistível aroma de dendê emanado deles. “Têm um bom tratamento, proporcionando um acarajé gostoso”, alegra-se Eliene. Para a quituteira, a venda de iguarias típicas em seu tabuleiro é um negócio lucrativo, gerado pela qualidade dos produtos. O acarajé que ela prepara foi premiado com o certificado da revista Veja, em 2008, como o melhor de Salvador.

Duas tendas para degustar

Numa tenda armada na Praça do Canal do Imbuí, Maria de Lourdes Miranda, 58 anos, mais conhecida como dona Lurdinha, atende os moradores do bairro e proximidades vendendo não somente acarajé e abará, mas também cocadas, passarinha, bolinho de estudante e até doce de tamarindo. Dona Lurdinha, autodidata, se iniciou na preparação e no comércio de quitutes aos 15 anos, no Jardim de Alah, na orla marítima. Mudou-se para o Imbuí em 1982, atendendo no Centro Comercial do Imbuí (CCI), onde está até hoje, mas ela também fixou sua tenda no canal em janeiro, quando todos os comerciantes que ocupavam áreas vizinhas a condomínios foram transferidos para o novo espaço.

“Minha rotina é trabalhar e sustentar minha família no tabuleiro de acarajé”, revela dona Lurdinha, mãe de 3 filhos e avó de 4 netos. A quituteira possui cinco assistentes: duas no canal, uma no CCI e três em sua casa, em Vida Nova, bairro popular de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana, onde são preparadas as iguarias para, em seguida, serem vendidas em seu tabuleiro. Quando Lurdinha está trabalhando no canal, sua tenda pioneira, instalada no CCI, é ocupada pela cunhada Silvana.

Recentemente, o acarajé de dona Lurdinha foi indicado no guia Veja Salvador e no Guia Turismo. “Não tem premiação de acarajé. Só tem indicação”, declara seu marido, o técnico em eletrônica Aristóteles Miranda. Segundo dona Lurdinha, além da culinária, a satisfação dos seus clientes, que emana do prazer em seu atendimento, é um requisito substancial que não deve faltar em seu tabuleiro.

Hora extra

Baiana por vontade, e com uma modesta clientela, “bem pequeninha”, Rosângela Assis da Silva, 49 anos, a dona Rosa, trabalha diariamente num tabuleiro fixado numa pracinha da Rua Abelardo Andrade de Carvalho, no bairro da Boca do Rio, para suprir a hora extra de dona Evandete, amiga e colega de profissão. Dona Rosa, discípula de uma amiga sua, dona Clarice, falecida há cinco anos, veio de família carente, tendo uma infância “triste, pobre e sem dinheiro”. Hoje, sua moradia está dividida entre a Boca do Rio e a cidade de Cruz das Almas, no Recôncavo, onde ela também atua.

Ela vende os tradicionais e autênticos quitutes baianos – acarajé, abará, passarinha, bolinho de estudante, cocada e doce de amendoim – como método de subsistência, sustentando “mais ou menos” os membros de sua família. “Fico sentada, vendendo acarajé”, explica dona Rosa. O seu cotidiano é normal, entretanto complexo, pois ela cata camarões, lava os grãos de feijão fradinho, ingrediente fundamental para o preparo do acarajé e do abará, e transporta todo o arsenal necessário para a montagem do seu tabuleiro. Solteira, mãe de 3 filhos e avó de 4 netos, dona Rosa revela que a sua fé em Deus é imprescindível. “Sou católica em todas as igrejas que eu vou”.

Tanto o acarajé quanto o abará, preparados pelas baianas espalhadas pelo Brasil alterando a maneira de fazê-los e de servi-los, influencia o dia a dia dos baianos saciando a fome de muita gente, segundo Marlon Marcos. “Por serem gostosos e relativamente baratos, funcionam como ‘prato do dia’ para muitos baianos sem condições de fazer uma refeição mais cara. Alegram as ‘entradas’ em bares e restaurantes e sempre acompanham nossas cervejadas ou, até mesmo, nossa Coca-Cola”, pontua o antropólogo.

Ele ainda pondera que as iguarias baianas, bem como qualquer outro alimento típico, traduzem a identidade cultural de um povo. “O acarajé e o abará são cheios de significados culturais para a representação do povo baiano. Além de alimento popular, de servir como sinal diacrítico da Bahia no mundo, possuem, os dois, elementos sagrados por pertencerem à culinária dos orixás”, esclarece. Para Marlon, os quitutes deixaram um legado significativo para a cultura baiana e brasileira, representando a inventividade gastronômica dos civilizadores negros vindos da África, por sua vez, em função do candomblé.