quinta-feira, 31 de março de 2011

Sai Raquel, entra Renata Menezes

Raquel Porto Alegre, jornalista e professora, pediu demissão da TV Bahia, onde era repórter, em 14 de janeiro. A informação me foi dada pelo videografista da emissora e professor dos cursos de Comunicação Social e Design Gráfico do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), Marcus Sampaio, por telefone celular.

Raquel transferiu-se de Salvador para Brasília, onde havia sido repórter da extinta Rede Manchete, no final dos anos 90. Segundo o editor de imagens da TV Bahia e da Unijorge, Raimundo Júnior, ela recuou para a capital federal com o objetivo de conseguir um novo emprego, como repórter da TV Globo local.

Ex-docente e ex-coordenadora-adjunta do curso de Jornalismo da Unijorge, Raquel foi substituída na equipe de reportagem da afiliada baiana da Rede Globo, de acordo com Marcus, por Renata Menezes, que até então pertenceu aos quadros da TV Sudoeste, de Vitória da Conquista, pertinente à Rede Bahia. Quando Renata veio para cá, em fevereiro, ela já era experiente no interior do estado. "Ela foi para Salvador pedir um emprego na TV Bahia, e o diretor de Jornalismo (Roberto Appel) a encaminhou para o interior para adquirir experiência", explica Marcus Sampaio.

Forró Evalada junta axé e forró

Capitaneado pelas bandas Eva e Timbalada, evento abrirá, neste sábado, uma série de shows que antecipará o São João na Bahia

Com informações de Osmar Martins (Correio*), da assessoria de imprensa do Eva e da Laboratório da Notícia (empresa terceirizada pela Timbalada para serviços de imprensa)

A Timbalada e o Eva (acima, Denny Silva e Saulo Fernandes, seus respectivos vocalistas) comandarão a festa, acrescida com a sonoridade junina das bandas Seu Maxixe e Estakazero
(Foto: Divulgação)

Passadas cinco semanas após um Carnaval de uma luminosidade artística excêntrica nos principais circuitos de Salvador, uma maratona de shows que juntam o forró e o axé precederá as festas juninas. Até junho, eventos desse porte vão invadir a cidade. E para iniciá-la, será realizada, neste sábado, dia 2 de abril, a primeira edição do Forró Evalada, no antigo parque aquático Wet'n Wild, na Avenida Paralela, hoje casa de espetáculos homônima.

O Forró Evalada começará a partir das 16 horas, quando serão abertos os portões do espaço. Tendo as bandas de axé Eva e Timbalada como anfitriãs, o evento ainda será incrementado por dois grupos, um sertanejo e outro de forró. Representantes de seus respectivos gêneros, o Seu Maxixe, de sertanejo universitário, e o Estakazero, de forró universitário, também prometem magnetizar o público, composto por baianos e turistas, e emocioná-lo com a versatilidade rítmica dos seus sucessos.

O diretor do grupo Eva, André Silveira, afirma que a festa será um projeto inédito ao fundir o forró e o axé. “Nós já fizemos, há muito tempo, uma Evalada, mas não tinha nada a ver com forró”, conta Silveira ao jornalista de música baiana Osmar Martins, o Marrom do jornal Correio*. O executivo, com a recente recondução de Ricardo Martins, ex-vice-presidente da Caco de Telha, grupo empresarial que gerencia a exitosa trajetória da cantora Ivete Sangalo, divide os negócios do Eva.

Seu Maxixe abre festa

A atração escalada para inaugurar o festival, formato novo na Bahia, será o grupo Seu Maxixe, liderado pelo vocalista Berguinho, após participar no bloco homônimo pelo segundo ano consecutivo da folia soteropolitana. Suas canções, caracterizadas pela fusão entre a música sertaneja e a batida pop, são complementadas com o romantismo das letras interpretadas pelo cantor da banda, que acumula apenas dois anos de carreira.

Num longo intervalo entre as duas atrações que encantarão o próximo São João, o axé tomará conta do palco do Wet'n Wild. A junção entre os dois grupos da genuína música baiana foi sacramentada por uma parceria entre as produtoras que os gerenciam. Tocando para uma seleta plateia, elementarmente jovem, o Eva e a Timbalada, depois de desfilarem brilhantemente no último Carnaval, apresentarão seus repertórios entre o fim de tarde e a noite do evento.

Depois de desfilar sem cordas no Circuito Osmar, no Campo Grande, durante a folia de Momo, o Eva, com o cantor e compositor Saulo Fernandes, 33 anos, à frente, irá repor as adrenalinas para que seus fãs curtam sua incomparável sonoridade. Salvador será a segunda cidade a receber o show da banda após o Carnaval - a primeira será Petrolina, no interior de Pernambuco, nesta sexta-feira, 1º, dia anterior ao Forró Evalada.

Saulo e os músicos que o acompanham, além de resgatar suas maiores canções de sucesso, executarão a inédita Circulou, composição dele, de Leonardo Reis e de Magary. O hit romântico, cantado pela primeira vez durante a folia baiana, será incluído no novo disco do Eva, com previsão de lançamento para este ano. Com refrão de fácil memorização ("Circulou, circulou, circulou, circulou / É tão maravilhoso o nosso amor"), Circulou será a aposta do Eva pós-Carnaval.

Aí vêm os timbaleiros

A Timbalada será a terceira banda a subir ao palco da festa. Comandado pelo cantor e compositor Denny Silva, que completou 32 anos no último dia 12, o grupo percussivo propõe balançar a multidão na área do desativado parque aquático. Após vestir-se de Príncipe da Nação Timbaleira nos sete dias do maior festejo de rua do mundo, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), Denny e seu séquito farão agitar a mocidade com um repertório-síntese dos 20 anos de estrada da Timbalada. Números inéditos, como os hits Adão e Eva (Denny e Paulinho Caldas) e O amor supera tudo (Carlinhos Brown) não deverão ser excluídos no show timbaleiro.

Encerrando o Forró Evalada, a banda Estakazero, liderada pelo vocalista Léo Macedo, trará para a estrutura montada no Wet'n Wild antigos e inesquecíveis sucessos e o repertório do recém-lançado CD Balada. Além disso, o grupo de forró arrasta-pé, que ao lado de Seu Maxixe é uma das atrações coadjuvantes do evento, divulgará o novo DVD 10 anos na estrada, celebrando a sua sublime e irresistível trajetória.

Ansiosa no evento

Preocupada em assistir às apresentações neste sábado, a estudante de Jornalismo Lorenlai Caribé, 21 anos, não perderá nenhum momento em curtir os seus artistas prediletos. "Estou bastante ansiosa, porque minhas bandas de axé favoritas vão tocar no mesmo evento. Vai ser muito bom", garante Lorenlai, uma garota cuja simpatia por Saulo e Denny, estrelas maiores do primeiro Forró Evalada, se avoluma consideravelmente. "Gosto de Seu Maxixe também, mas estou indo para a festa por causa das bandas principais", conclui a estudante.

Os ingressos para o festival custam R$ 60 para a pista, R$ 90 para o camarote convencional feminino, R$ 110 para o camarote convencional masculino, R$ 135 para o camarote open bar feminino e R$ 165 para o open bar masculino. Eles estão sendo vendidos nos postos da Ticketmix dos shoppings Barra, Iguatemi, Paralela e Salvador, na loja da Axé Mix do Iguatemi, no balcão do Pida, também no Iguatemi, e na locadora Vídeo Hobby da Pituba. As pessoas também poderão comprá-los nas sedes do Eva, no Costa Azul, e da Timbalada, na Pituba.

Serviço

Evento: Forró Evalada

Atrações: Eva, Timbalada, Seu Maxixe e Estakazero

Data e horário: 02 de abril (sábado), a partir das 16 horas

Local: Wet'n Wild - Avenida Luiz Viana Filho, 8951, Paralela

Valores dos ingressos: R$ 60 (pista), R$ 90 (camarote feminino), R$ 110 (camarote masculino), R$ 135 (camarote open bar feminino) e R$ 165 (camarote open bar masculino). O pagamento pode ser efetuado à vista, em dinheiro, ou com cartão (crédito e débito em até 2 vezes).

Pontos de vendas: Ticketmix (Shoppings Barra, Iguatemi, Paralela e Salvador), Axé Mix (Iguatemi), Vídeo Hobby (Pituba), sedes do Eva (Rua Dr. José Peroba, 275, Metrópolis Empresarial, sala 1201, Costa Azul) e da Timbalada (Alameda Benevento, 113, Parque Júlio César, Pituba)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Maurício Barbosa se reúne com João

Secretário da Segurança Pública discutiu hoje com prefeito de Salvador sobre o programa Pacto pela Vida, incluindo ações para sua implantação no Calabar

Com informações da Agecom e de Paula Pitta, de A Tarde Online

O secretário da Segurança Pública, Maurício Barbosa, se reuniu no final da manhã desta quarta-feira com o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PP), e com membros de secretarias e autarquias estaduais e municipais, com o propósito de discutir a implantação e a operação do programa Pacto pela Vida, do governo estadual, na cidade. A reunião aconteceu na sede da Secretaria da Segurança Pública, no Centro Administrativo da Bahia (Cab).

Tendo por finalidade reduzir os índices de criminalidade urbana, o programa, de acordo com informações da Assessoria Geral de Comunicação Social do governo do estado (Agecom), prevê a instalação de bases comunitárias de segurança para a Polícia Militar e a reestruturação do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, criando mais dez delegacias ou circunscrições policiais. Além disso, ainda conforme a Agecom, o Pacto pela Vida propõe a implantação de câmaras setoriais para desenvolver políticas públicas, como as de Segurança Pública, Defesa Social, Enfrentamento ao Crack, Atuação do Ministério Público e Poder Judiciário.

Calabar

Barbosa destacou, na reunião com o gestor municipal, assuntos relacionados às parcerias para a instalação do programa no Calabar, comunidade situada entre os bairros da Federação, do Jardim Apipema e de Ondina e a avenida Centenário. Para ele, o bairro “é um pequeno laboratório" para coibir o avanço do tráfico. "Quando o território estiver pacificado, vamos fazer questão que vocês (a Prefeitura) entrem conosco. A sensação de segurança começa no momento em que o Estado e a Prefeitura se fazem presente”, afirmou o secretário à repórter Paula Pitta, do jornal A Tarde.

João Henrique declarou que muitos serviços públicos não eram instalados em algumas comunidades de Salvador em razão da carência de policiamento. Barbosa, respondendo ao prefeito, reconheceu que há ausência de segurança em diversos bairros da capital baiana, porém contestou a afirmação de João.

“Sabemos que somos os atores principais porque, sem segurança, os outros serviços não se fazem presente. Mas, ao mesmo tempo, falta segurança nesses locais pela falta de serviços públicos. O crime se instala porque essa população é esquecida. Quero que essa lógica se interrompa”, rebateu Barbosa.

Um herói das negociações

Manifestamos generosos pesares e condolências pelo triste falecimento de um dos gloriosos esboçadores e estrategistas do poder que o Brasil já teve no período pós-1985. Preponderante empreendedor do segmento têxtil que aportou em uma enriquecida multiplicidade de influentes políticos nacionais por vocação, José Alencar Gomes da Silva teve sua habilidade fisiológica decomposta na tarde de ontem. Seu espírito lúcido, ousado e visionário, todavia, perdura para a eternidade na nossa memória individual e coletiva.

Três meses de choque, tensão e dor foram suficientes para que nosso povo, angustiado e apreensivo, acompanhasse na maior parcela dos dias o débil estado de saúde do ex-vice-presidente do pioneiro mandatário vindo das castas inferiores. Assim como a morte de outro eminente mineiro, Tancredo Neves, martirizado como o conciliador para o retorno da democracia brasileira, há quase 26 anos, a perda de um outro brando negociador nem foi tão frustrante para nós. Isso em decorrência de que Tancredo morreu antes de chegar ao Planalto, e José Alencar partiu-se após preencher seu mandato como reserva de Luiz Inácio Lula da Silva.

Falecido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um conceituado hospital privado da capital paulista, o Sírio-Libanês, Alencar persistiu, ininterrupta, aguerrida e bravamente, até o último minuto de sua grandiosa jornada, uma árdua batalha contra um câncer no sistema digestório. O preocupante tumor intestinal, diagnosticado no organismo de Alencar em 1997, agravou-se progressivamente, fazendo com que suas funções paralisassem em definitivo em razão de falência de múltiplos órgãos, conforme boletim divulgado pelo hospital, onde estava internado desde dezembro do ano passado.

O estado de Minas Gerais, que o acolheu e o consolou, perdeu não somente uma das suas insignes criaturas e um de seus virtuosos heróis, mas também um ente cujo ofício, bem como seus conterrâneos do calibre de Tancredo e Juscelino Kubitschek, era a incumbência na estratégia de costurar alianças. As heroicas articulações entre membros das duas forças classistas em conflito - o capital, do qual Alencar foi o representante-mor, e a classe operária -, tiveram status e papel precípuos nas vitórias de Lula e da nossa atual mandatária Dilma Rousseff.

Um modesto menino, originário de um minúsculo distrito da Zona da Mata mineira, transformou-se, nos decênios seguintes, em um dos industriais de máximo alcance nacional e internacional. Montou embrionariamente, com virtude e ousadia, o que viria a ser o maior império da tecelagem da América Latina. Fundou, em 1967, na cidade de Montes Claros, a Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas). Atualmente, o grupo mantém onze unidades fabris no Brasil, uma na Argentina, uma no México e duas nos Estados Unidos, empregando milhares de funcionários nesses países.

Alencar, cujas disposições vitais e salutares cessaram aos 79 anos - faria 80 em outubro -, teve sua saga política intrínseca ao seu dom empreendedor. Já dirigindo uma constelação de associações e confederações empresariais desde os áureos anos 1950, ingressou no poder, entretanto não candidatando-se a cargos eletivos. Solidarizou-se nas campanhas presidenciais de Getúlio Vargas (para seu segundo governo), em 1950, e JK, em 1955, eleitos em ambas as oportunidades, e também de Henrique Teixeira Lott (ex-ministro da Guerra de JK), derrotado por Jânio Quadros em 1960.

Tendo sua frustrada estreia em disputas eleitorais em 1994, ao ser derrotado para o governo do seu estado, conseguiu eleger-se senador quatro anos depois. Valendo-se dessa façanha, argolada com outros requisitos políticos, econômicos e financeiros, fez aproximar-se de Lula  durante testemunhos em algumas fábricas da Coteminas para, em seguida, sair-se candidato a vice-presidente em sua chapa. Por causa desse fato, consideramos José Alencar o articulador-mor para conter a dicotomia burguesia-proletariado e os excessos de radicalismo do ex-comandante do novo sindicalismo, que alvoreceu no ABC paulista, notadamente em São Bernardo do Campo.

O então senador percorreu, custodiado por Lula, em inúmeras localidades, uma espécie de raio-X do país objetivando mapeá-lo através de caravanas, carreatas, comícios e showmícios (hoje oficialmente interditados pela legislação eleitoral vigente), financiados pelo próprio político. A partir dessa quilométrica e notória atividade missionária, em 2002, passamos a ganhar, para o sumo posto brasileiro, um egresso do movimento sindical, ineditismo até então não solidificado. A eminência magna do Partido dos Trabalhadores, tendo o industrial, que assim como o ex-torneiro mecânico não frequentou nenhum curso superior, como suporte, consagrou com esplendor sua coalizão, brotada por diálogos e conciliações.

A personalidade que alicerçou a multiforme e coesa base de apoio da administração federal ocupou cumulativamente as funções de ministro da Defesa. Colaborou decisivamente, sob o seu beneplácito, na formação de uma nova legenda, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), com o auxílio luxuoso da Igreja Universal do Reino de Deus, na qual um expressivo contingente de fiéis aderiram à sigla. Logo foi selecionado, em tom de heroísmo, presidente de honra do PRB, um dos partidos coligados à atual gestão nacional, introduzida em 2003.

Reeleitos três anos mais tarde, Lula e Alencar, parceiros na luta por um Brasil mais decente, deram continuidade às prodigiosas realizações que adquiriram mérito, desenvolvimento e inclusão socioeconômica ao nosso país de dimensões continentais imensas. O então vice interviu deliberadamente na cadeira do titular, posta de fato e de direito no Planalto, em eventualidades extraordinárias, quando este viajou ao exterior ou passou temporadas em hospitais e clínicas a fim de melhorar suas condições de saúde. Contabilizaram-se, obviamente, 503 interinidades como presidente em exercício durante os 8 anos de governo Lula.

Como todos os habitantes da quinta maior nação em extensão territorial do planeta, estamos consternados e abatidos por perdermos um mito batizado José Alencar. Um rapaz simplicíssimo do chão interiorano de Minas, embora não estivesse graduado em nível acadêmico, aprendeu por si mesmo a forjar seu longevo e honorável currículo. Coincidência ou não, Alencar trilhou a mesma estrada que Lula, porém em caminhos adversos. Ele morreu trazendo no seu íntimo a mesma honra, o mesmo prestígio, a mesma estirpe e a mesma aura dos demais heróis compatriotas.

Grupo esclarece visão diferenciada de bullying à sociedade

Os estudantes do 5º Semestre de Jornalismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) estão realizando, até o mês de junho, uma atividade interdisciplinar, cujo objeto de estudo e pesquisa é o bullying, um sistema agressivo contínuo. Ele inclui humilhações e intimidações, a fim de que um indivíduo possa ser dominado pelo agressor.

Batizado de "Bullying: e se fosse com você?", o trabalho terá sua execução fragmentada em equipes de, no máximo, seis componentes. Um desses grupos, constituído pelos estudantes Helton Carlos, Laís Amorim, Leonardo Gomes, Lorenlai Caribé e Luiz Antônio, escolhem como subtema as vítimas de bullying que não se isolam, conseguindo reverter o quadro.

De acordo com Helton, um dos membros do grupo, as fontes para a realização do trabalho são as próprias pessoas que participam das agressões, como os emos e os góticos. Serão consultados, também, psicólogos, professores e pedagogos, especialistas naquele assunto.

O produto final do trabalho da equipe, segundo Helton, será uma videorreportagem informativa, a ser gravada nas escolas, nas ruas e em outros ambientes, e direcionada a toda a sociedade. A videorreportagem será diferenciada, tendo como propósito, segundo ele, demonstrar ao público-alvo a outra face do problema, esclarecendo-lhes que existem formas de não se deixar abater.

Um dos entrevistados da matéria será João Santos, estudante do Colégio Villa Lobos. Residente em Itinga, bairro popular da cidade de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, ele é vítima de bullying. O vídeo poderá ser exposto ao público, preferencialmente no site Youtube, como forma de conscientizá-lo a respeito dos sintomas que essa modalidade de agressão traz para a sociedade.

Hugo Gonçalves, estudante do 5º Semestre de Jornalismo da Unijorge
29/03/2011

Contatos:

Hugo Gonçalves – (71) 8702-3814 / hugo_goncalves2005@hotmail.com

Fonte consultada

Helton Carlos, estudante do 5º Semestre de Jornalismo da Unijorge

Curso de Direito da UNIJORGE promove debate acerca da reforma política

O Centro Universitário Jorge Amado (UNIJORGE) organizará um evento denominado Trocando em Miúdos: A Reforma Política em Debate. Promovido conjuntamente pela coordenação do curso de Direito da instituição e pelos alunos do Diretório Acadêmico Orlando Gomes, vinculado ao curso, a mesa-redonda será realizada nesta sexta-feira (1º de abril), às 19 horas, no Auditório Zélia Gattai, no Campus Paralela.

Participarão do evento quatro deputados federais, representando a Bahia. Os convidados são ACM Neto, líder do DEM na Câmara dos Deputados, Antônio Imbassahy, vice-líder do PSDB na Casa, e Alice Portugal (PC do B), além de um representante do PT, ainda não definido.

O objetivo da mesa-redonda é abordar aspectos relevantes da reforma política no Brasil. Dentre eles, podem ser citados a fidelidade partidária, o retorno da verticalização, a introdução do voto distrital nos estados e nos municípios, a cláusula de barreira e aquisição de maior consistência às legendas.

Também serão debatidos pontos polêmicos, como a questão dos políticos com processos no Supremo Tribunal Federal (STF), os chamados fichas-sujas, a proibição das coligações, o fim dos suplentes no Senado Federal e a votação por lista fechada nas eleições para vereador, deputado estadual e deputado federal.

Com a finalidade de modificar a estrutura político-eleitoral brasileira, as reivindicações por uma reforma política aparecem em meio a novas denúncias envolvendo direta ou indiretamente membros dos poderes Executivo e Legislativo. A proposta, adiada assiduamente, é polêmica, pois ocorrem divergências de ideias e de opiniões entre os parlamentares.

A mesa-redonda Trocando em Miúdos: A Reforma Política em Debate será gratuita e aberta ao público, inclusive para estudantes de outros cursos da UNIJORGE, particularmente aos interessados no assunto que está em evidência na agenda política nacional.

Hugo Gonçalves, estudante do 5º Semestre de Jornalismo da UNIJORGE
29/03/2011

Contatos:

Hugo Gonçalves – (71) 8702-3814 / hugo_goncalves2005@hotmail.com

terça-feira, 29 de março de 2011

José Alencar morre aos 79 anos

Ex-vice-presidente, que lutava contra um câncer no intestino há quase 14 anos, faleceu no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo

Com informações das agências Estado e Globo

Último boletim divulgado pelo hospital anunciou que Alencar faleceu de câncer e falência múltipla dos órgãos
(Foto: Agência Brasil/Divulgação)

Morreu na tarde desta terça-feira, às 14 horas e 41 minutos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aos 79 anos, o ex-vice-presidente da República e empresário José Alencar (PRB). Conforme o último boletim médico, divulgado às 15 horas, Alencar faleceu "em decorrência de câncer e falência de múltiplos órgãos". O anúncio foi dado pelo oncologista Paulo Hoff, e assinado por Antônio Carlos Onofre e Paulo Ayrosa Galvão, diretores técnico e clínico do hospital, respectivamente.

O ex-vice-presidente encontrava-se internado desde ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). No momento, os médicos do Sírio-Libanês detectaram, no seu intestino, um quadro de obstrução com perfuração abdominal e peritonite, inflamação no peritônio, membrana protetora da cavidade do abdômen. Alencar, que também apresentava quadro de pressão arterial baixa, enfrentava um tumor intestinal desde 1997.

Na manhã desta terça-feira, Alencar estava se tratando com medicamentos analgésicos para aliviar a dor, deixando-o em estado sonolento. O médico-cirurgião Raul Cutait, que o acompanhava nas internações, cancelou qualquer operação cirúrgica devido ao seu estado grave de saúde. O último boletim referente à saúde do paciente foi divulgado pelo hospital, às 11:45. Segundo o informativo, ele estava sedado, sem dores e acompanhado dos seus familiares. Ele deixa a esposa, dona Mariza Campos Gomes da Silva, e os três filhos, Josué Christiano, Maria da Graça e Patrícia.

Se continuasse vivo, o empresário e político mineiro completaria 80 anos em outubro. Quando ele faleceu, a presidente Dilma Rousseff (PT) encontrava-se em Portugal, acompanhada do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, em visitas oficiais à capital, Lisboa, e a Coimbra. José Alencar era vice durante os oito anos do governo Lula, entre 2003 e 2010.

Nunca cursou universidade

José Alencar Gomes da Silva nasceu em 17 de outubro de 1931, no distrito de Itamuri, município de Muriaé, na Zona da Mata de Minas Gerais. De origem humilde, nunca ostentou nenhum diploma universitário. Ele tornou-se conhecido em todo o Brasil ao ser indicado vice-presidente da República na chapa encabeçada por Lula, em 2002. Lula e Alencar, então filiado ao PL (atual PR), foram eleitos pela primeira vez naquele ano, no segundo turno.

A amizade entre eles se iniciou em 2000, durante cerimônia comemorativa aos 50 anos de vida empresarial, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Somente em fevereiro de 2001, Alencar foi lançado pré-candidato à vice-presidência por Lula, ao visitar duas unidades fabris da Companhia de Tecidos Norte de Minas (Coteminas), fundada por ele em 1967, em Montes Claros, no norte de Minas, beneficiado pelos incentivos fiscais da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), e em Natal, capital do Rio Grande do Norte.

Visita feita por Lula em 2001 fez com que o empresário mineiro fosse indicado à vice-presidência para as eleições do ano seguinte
(Foto: Agência Brasil)

Desde cedo no poder

Como dirigente de diversas entidades patronais, como o Sindicato da Indústria de Tecelagem de Minas Gerais e o Sistema Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), ele se envolveu na política. Em 1950, apoiou Getúlio Vargas (PTB) para presidente e Juscelino Kubitschek de Oliveira (PSD) para governador do estado, que foram eleitos. Cinco anos depois, foi um dos articuladores das eleições de JK e Bias Fortes, ambos do PSD, para seus respectivos cargos.

No pleito seguinte, em 1960, Alencar prestou solidariedade às campanhas do marechal Henrique Teixeira Lott (PSD) e do seu correligionário Tancredo Neves, para presidente e governador, respectivamente. Lott e Tancredo acabaram sendo derrotados por Jânio Quadros (PTN-UDN) e Magalhães Pinto (UDN). Na primeira eleição direta após 29 anos, em 1989, ele apoiou Ulysses Guimarães (PMDB) no primeiro turno e, no segundo, votou em Lula.

Alencar estreou em disputas eletivas em 1994, aos 63 anos, quando ele concorreu ao governo de Minas pelo PMDB. Contudo, ele perdeu para Eduardo Azeredo (PSDB), ficando em segundo lugar. As aspirações de ele ocupar o Palácio da Liberdade, à época centro das decisões mineiras, nunca se materializaram. Em 1998, elegeu-se senador, ainda pelo PMDB, com mais de 3 milhões de votos. Migrou para o PL em 2001, e no ano seguinte foi eleito vice-presidente da República.

Sua escolha como companheiro de chapa de Lula foi justificada pelo fato de ele ser vindo de uma região pobre, o norte de Minas, ser um bem-sucedido homem de negócios e proprietário de uma das gigantes corporações da indústria têxtil do país. Além disso, José Alencar foi indicado por Lula com o objetivo de angariar votos ao petista e assegurar o controle econômico-financeiro brasileiro. Foi, portanto, o interlocutor do que, em 2003, seria o futuro governo Lula com a classe dominante, estabelecendo um novo contrato social.

Durante a campanha que elegeu o pernambucano e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema - no ABC paulista -, de proveniência humilde como Alencar, o então senador e candidato a vice a financiou em R$ 3 milhões. O comando da Coteminas, a partir de então, passou para seu filho Josué Gomes da Silva. Junto com Lula, Alencar percorreu dezenas de municípios brasileiros para garantir a vitória inédita do ex-operário.

Como vice-presidente

O empresário do setor têxtil foi empossado vice-presidente em 1º de janeiro de 2003. Quando ele assumiu interinamente o Planalto pela primeira vez, por conta da primeira viagem de Lula ao exterior para comparecer à posse do então presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, abriu o Salão Leste do palácio para homenagear seu conterrâneo, o cantor e compositor Ary Barroso. Também foi ministro da Defesa, entre novembro de 2004 e março de 2006.

Abandonou o PL em setembro de 2005, filiando-se a uma nova legenda, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), subordinada à Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), da qual era um dos fundadores e presidente de honra nacional.

A chapa Lula-Alencar foi reeleita em 2006, em segundo turno, pela Coligação A Força do Povo (PT-PRB-PC do B), com apoio informal de outras agremiações partidárias. Em 2010, ele colaborou na eleição da presidente Dilma. Até dezembro do mesmo ano, Alencar governou o Brasil em caráter provisório por 503 dias, sendo o vice recordista no exercício da Presidência da República. Segundo pesquisa realizada com informações do governo federal, ele superou os feitos de Marco Maciel (1995-2002), Delfim Moreira (1918-1919) e Aureliano Chaves (1979-1985), que permaneceram no cargo por 312, 194 e 181 dias, respectivamente.

Eleição de Dilma Rousseff teve papel fundamental do então vice-presidente (no centro, entre Dilma e Lula)
(Foto: Agência Brasil)

Luto e pesar

O prefeito de Muriaé, cidade mineira onde nasceu Alencar, José Braz (PP), decretou luto oficial de três dias. Em nota, ele "sempre contribuiu para sua cidade natal" quando foi vice-presidente, agilizando o repasse de recursos federais para projetos e obras no município. Diversas autoridades também manifestaram-lhe pêsames, entre ministros, deputados, senadores, dirigentes, prefeitos e governadores, em particular o tucano Antônio Anastasia, de Minas Gerais.

Na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de Minas não foi diferente. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), cancelou as votações desta semana em virtude do falecimento do ex-vice-presidente da República. Para Maia, Alencar foi um "guerreiro, um lutador, que mostrou garra e resistência enormes", e ainda "foi a representação do que é a energia do povo brasileiro".

A Assembleia mineira suspendeu temporariamente suas atividades na tarde desta terça-feira por causa da morte de Alencar, um dos filhos ilustres daquele estado, segundo maior colégio eleitoral do país. Por essa razão, os deputados estaduais decidiram cancelar uma sessão extraordinária que estava prevista à noite na pauta da Casa. De acordo com a assessoria de imprensa da Assembleia, haverá uma sessão solene, no plenário, em homenagem ao político.

O corpo de Alencar será velado amanhã, às 9:30, no Palácio do Planalto, em Brasília, informa nota distribuída pelo Hospital Sírio-Libanês, onde morreu após um longo período internado na UTI. Ainda segundo o sanatório paulistano, a cerimônia fúnebre irá prosseguir nesta quinta-feira, 31. O velório, nesse dia, ocorrerá no Palácio da Liberdade, antiga sede do governo de Minas, em Belo Horizonte.

O release e suas utilizações

Artigo elaborado com base no texto Release: história, técnica, usos e abusos, do professor, jornalista e assessor de imprensa Jorge Duarte

Orientador: Celso Duran, docente da disciplina Assessoria de Comunicação do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) e jornalista da TV Bandeirantes Bahia

Abrindo o texto com a epígrafe do escritor Machado de Assis, uma frase originalmente publicada numa edição da revista Semana Ilustrada, de 1864, reclamando da carência de notícias para comentar na publicação, o autor Jorge Duarte parte, em seguida, para o significado dessa falta. Ele explica que a carência dos meios de comunicação de massa em todas as instituições torna atraente a disponibilidade de informações sobre os acontecimentos que são divulgados diariamente.

Os acontecimentos são pré-selecionados, pré-produzidos e possuem acesso compatível com a elaboração das notícias, realizado pelas agências, que também fornecem material jornalístico autonomamente, porém as redações o pagam. Do ponto de vista institucional, o responsável por esse processo é o assessor de imprensa. Para quem contrata o assessor, o resultado é a visibilidade na mídia; para o veículo, a notícia; e para a audiência, a informação.

O assessor de imprensa sabe os critérios de seleção noticiosa e decide inicialmente o que será publicado, mas quem determina esse processo é o jornalista, com base em critérios editoriais do veículo no qual atua. Identificar as notícias para divulgá-las na imprensa depende, a princípio, dos critérios dos veículos e, posteriormente, do interesse da organização.

A assessoria de imprensa atual foi estabelecida pelo ex-jornalista estadunidense Ivy Lee, que buscou adaptar os interesses organizacionais aos dos diferentes públicos, utilizando informações verídicas e objetivas para obter ótimo relacionamento com os veículos. Em 1906, Lee concebeu e distribuiu um documento de princípios, balizando o surgimento da atividade que mais tarde seria denominada assessoria de imprensa. O conteúdo dessa declaração se mantém atual.

Prevendo o aperfeiçoamento da realidade, baseando-se na previsão sobre como a imprensa a transmitiria e como o cliente gostaria de ser percebido, a declaração de princípios praticamente não propôs contá-la “integralmente”. Seguindo as ideias de Ivy Lee, as organizações e as fontes possibilitam a informação ao público e o uso da imprensa para atingi-lo, com fins políticos ou mercadológicos. Esse processo, sobretudo, aperfeiçoou o sistema público de informação. Com isso, as organizações dão satisfação à sociedade e aceitam a imprensa como interlocutora.

O instrumento que representa a assessoria é o release, forma abreviada de press release, que em inglês significa material liberado ou lançado para a imprensa. No Brasil, ele, às vezes, é chamado de comunicado. O release é conceituado como material informativo distribuído gratuitamente aos jornalistas para servir de pauta ou orientação. Além disso, ele pode ser veiculado total ou parcialmente, e contém todas as informações necessárias a respeito de uma entidade. Mesmo sendo utilizado para a comunicação formal, o release é um instrumento plausível nas redações.

Tradicionalmente, o release estrutura-se na forma de matéria jornalística, apesar de ele ser considerado qualquer tipo de material informativo dirigido à imprensa. Se ele for publicado na íntegra, como notícia, a origem da informação e a autoria serão omitidas. O veículo, portanto, assume as informações como material editorial e a audiência interpreta-as como tivesse sido elaborada pelo veículo. O release é encaminhado às redações, pois seu conteúdo supostamente pode ser interessante. Para o jornalista, ele pode ser esclarecido e aprofundado pessoalmente.

No Brasil, o release surgiu na primeira metade do século XX, objetivando divulgar os feitos e as ações governamentais. Sua generosa difusão ocorreu durante o regime militar, em órgãos públicos, tornando-o infame e preconceituoso. Grande parte da imprensa baseou-se, na época, em textos institucionais. Com a redemocratização, o release foi utilizado constantemente pela iniciativa privada, tornando-se um canal direto entre a imprensa e o mercado consumidor.

Portanto, ele passou a ser, de acordo com Duarte, um meio promocional para fins comerciais, consolidando a imagem pública. Até hoje, existem assessores e dirigentes acreditando que a emissão de releases resolve qualquer problema, e organizações e fontes que avaliam a qualidade de suas assessorias pela quantidade de releases emitidos. Segundo essas entidades, eles são uma espécie de “divindade onipotente”.

A disseminação e o uso de releases, às vezes, é responsável pela redução das equipes nas redações, pois a notícia chega pronta, e também facilita a apuração. Por isso, um release pode ser verídico, mas é parcial por apresentar apenas um ângulo. Jornalistas reconhecem essa afirmação e estabelecem limites de aceitação, mas eles utilizam informações consideradas relevantes.

Se houver interesse e competência nas redações, as assessorias de imprensa continuamente se profissionalizam e aumentam a capacidade de interferência no trabalho, compatibilizando a notícia aos interesses dos veículos. Nos Estados Unidos, na década de 1960, criou-se o termo pseudoevento para caracterizar os acontecimentos gerados para transformar-se em notícia. No Brasil, surgiu o factoide, referindo-se à divulgação sensacionalista, pela imprensa, de um acontecimento que não deverá acontecer. A notícia, enfim, é o próprio acontecimento.

Como todos os produtos comerciais, a informação é fabricada e distribuída pela imprensa, transformando-a num simples distribuidor. Nos Estados Unidos, por exemplo, 60% das informações publicadas em veículos são originários de fontes institucionais graças a sistemas de divulgação eficazes e onipresentes.

O bom assessor de imprensa recebe a informação pronta para o uso, facilitando o trabalho nas redações. Também sabe que os jornalistas atuam sob pressão de determinados fatores e possuem mecanismos complexos de avaliação e seleção das informações que originarão a notícia. As fontes de informação jornalística, portanto, são diversificadas. Ao conhecer e entender os sistemas de produção da notícia, o assessor passa a intervir no processo.

Admitir bons assuntos citados num release não é impossível, apesar de todos os problemas. Seu envio abastece permanentemente as redações com várias notícias que, entretanto, não seriam identificadas e reduz os trabalhos de pauta, apuração e edição. O release é uma imprescindível ferramenta de informação, pois tem papel fundamental na identificação dos fatos que acontecem no ambiente social.

Revisado com a diretoria de uma empresa antes do envio, ele pode ser excluído ou jogado fora quando chega à redação, e pode ser transformado em manchete no dia seguinte. Logo, ele é o principal dispositivo de informação e vínculo entre instituições e imprensa, apresentando a notícia sob a ótica da fonte, mas adaptada em conformidade com o interesse do jornalista. Esse último é o incumbido de fazer do release notícia a ser veiculada nos meios de comunicação de massa.

Um aspecto basilar está inserido no release, que é a veracidade do conteúdo. O release é assinado por um responsável oficializado por uma organização e assume-se como verdadeiro, conferindo-lhe mínima credibilidade. Os jornalistas, mesmo não questionando a veracidade das informações, confiam nelas. A veracidade do conteúdo do release é o sustentáculo perpétuo da sua proliferação, apesar das evidentes restrições.

A análise da qualidade do release está vinculada ao interesse do público de um veículo. Tendo seu aproveitamento centrado na oferta de uma boa pauta, ele deve ser objetivo, claro e mais personalizado possível. Com o intuito de incrementar as possibilidades de leitura e despertar o interesse, o release é elaborado no formato jornalístico, com título e lide.

Se um texto traz notícia e ele será aproveitado, o envio de releases de boa qualidade obviamente auxilia na manutenção de um bom relacionamento com a imprensa. Em veículos de pequeno porte, é possível publicar com facilidade materiais desse tipo. Nas relações com veículos importantes, os traços característicos do assessor de imprensa são essenciais. A larga difusão de releases faz com que os editores o aproveitem com parcimônia.

O release é redigido geralmente em apenas uma folha, obedecendo à estrutura jornalística clássica, constituída por título, lide e formato pirâmide invertida, com a indicação de um responsável pelas informações. Ele é distribuído gratuitamente a veículos de comunicação e jornalistas que podem transformá-lo em notícia ao se interessar pelo conteúdo. Durante o seu envio, a organização ou a fonte assume a gratuidade da veiculação. Ao receber o release, ela enfrenta restrições em uma redação para chamar a atenção e ter seu conteúdo convertido em notícia.

Além disso, o material também pode transformar-se em pauta a ser apurada, ser utilizado posteriormente ou ser aproveitado integral ou parcialmente. Quem decide o destino do texto é, exclusivamente, o gatekeeper, jornalista que escolhe aquilo o que pode ou não ser notícia.

Duarte enumerou cinco critérios para o aproveitamento dos releases, a saber: o interesse público, o fato de ele ser novidade, a disponibilidade, a exclusividade e a adequação. A seguir, o autor apresentou sugestões que, conforme ele, são orientações gerais a serem aplicadas para a produção e distribuição de um release de qualidade. Antes de partir para as sugestões, um modelo de release, tratando-se do lançamento de um livro, é reproduzido em página inteira.

Um modelo pode servir de padrão para todos os textos, uniformizando a tipologia (fonte), as margens, o espaçamento, o título e a distribuição dos elementos, a fim de obter uma aparência simples e atraente. Por conseguinte, esse aspecto visual facilita a identificação pelo jornalista e garante o profissionalismo. Elaborado geralmente em papel A4, o release deve conter logotipo, informações do cliente e contatos da organização.

É aconselhável redigir o texto em apenas uma lauda com no máximo 30 linhas, o suficiente para informar o essencial e difundir uma notícia. Todo release deve citar o nome do autor responsável (o assessor de imprensa), o número do seu registro profissional, seu telefone, seu celular (opcional) e seu e-mail, induzindo o jornalista a contatá-lo. Além disso, é preciso informar a data de elaboração ou de envio e os anexos no final do texto, se desejar.

O título deve ser digitado em corpo de texto 20, em negrito, centralizado, sintético e com inclusão de verbo de ação. Por também ser atraente, criativo e objetivo, ele deve possuir características jornalísticas. Os nomes da empresa, do dirigente ou do produto podem ser incluídos no segundo parágrafo do texto. A partir da leitura do título e do lide, o jornalista deve analisar se o resto do conteúdo do texto interessa ou não. Se ele interessar, há utilização da fonte.

Se o título e o lide forem bem redigidos, eles atrairão o interesse do jornalista. Muitos releases que chegam às redações todos os dias fazem com que muitos editores leiam somente o título e o lide, para decidir se continuam a ler os parágrafos subsequentes.

O lide é o primeiro parágrafo de um texto jornalístico, com o conteúdo introduzido sinteticamente, respondendo às seguintes perguntas – o quê, quem, quando e onde. A síntese está relacionada ao grande volume de material que chega à redação. Para fazer um bom lide, são necessárias cinco linhas e um “gancho”, vocábulo ou expressão que desperte o interesse pelo assunto, objetivando incentivar a continuidade da leitura.

Quanto ao texto, ele deve ser formatado em uma fonte utilizada com frequência, com corpo 12, espaçamento de 1,5, margens de 3 cm e parágrafos entre 5 e 10 linhas. O texto não precisa ser detalhado e minucioso, apresentando apenas o essencial para que o leitor tenha uma noção objetiva do tema abordado. Densidade de informação é um dos requisitos básicos de um bom texto, que necessita o uso da técnica e da redação jornalística.

Deve, ainda, colocar as aspas e o nome do autor nas opiniões pessoais. A redação de releases longos tem que ser evitada, apesar de eles serem publicados na íntegra pela imprensa. O tempo em que ocorre um fato deve ser redigido com o nome completo do dia da semana (exemplo: terça-feira, e não terça), o número do dia entre parênteses e a hora correta (exemplo: 18 horas, e não 6 horas da tarde). Especificar todas as fontes, com nome, sobrenome e função na instituição, é crucial.

As informações sempre devem estar conferidas, evitando erros de qualquer caráter, que comprometem a confiabilidade do redator e da instituição. Se o veículo for obrigado a corrigir alguma falha, ele responsabilizará a assessoria por divulgá-la na mídia. O conteúdo, após ser redigido, deve ser lido em voz alta para examinar sua fluência, e revisado com perfeição, tanto na gramática quanto nos dados principais.

O texto deve converter-se em notícia a depender da especialização de uma publicação, informando, auxiliando ou orientando o jornalista. Leitores desistem da sua leitura quando o compreende como um mero material publicitário devido à sua irrelevância. Textos com critérios e abordagem publicitários são aproveitados apenas em espaços e veículos de menor relevância, perdendo a oportunidade de transformá-los em notícia.

Jornalistas que recebem releases precisam checar se o assunto interessa à audiência do veículo ou à sua editoria, podendo afetar ou interessar ao público. Portanto, um mesmo assunto pode ser abordado por diferentes formas, merecendo textos segmentados para diferentes veículos. Em consequência, recomenda-se não abordar temas diferentes em um só texto.

A larga difusão de releases é um dos equívocos da assessoria de imprensa, podendo estar suscetível à perda de credibilidade. Os destinatários de um release devem ser criteriosamente selecionados, para que ele seja recebido por quem tenha interesse pela pauta. Desse modo, os receptores devem estar vinculados a uma instituição. Sua seleção rigorosa favorece a sua adequação aos interesses, os limites na circulação de releases, o aproveitamento e o aprimoramento do conteúdo do texto. Os jornalistas reclamam do envio dos releases por diversas vezes para a mesma editoria ou o mesmo veículo, tornando-os depreciativos.

O release deve ser enviado à redação para um gatekeeper. Já que, nesse caso, o pauteiro foi extinto, muitos repórteres propõem suas pautas, abastecendo-os com ideias regulares. Alguns veículos de comunicação, simultaneamente, distribuem o material por intermédio das centrais de recebimento. Logo, todos os veículos não admitem o mesmo destinatário.

É preciso manter a caixa de entrada de um e-mail atualizada e ver se o nome e o cargo estão corretos, entretanto alguns jornalistas se irritam devido a erros durante as correções. Os horários de fechamento para aproveitamento de um release na mídia oscilam de acordo com o tipo do veículo. Por exemplo, jornais costumam fechar às 16 horas, mas as rádios transmitem seus noticiários pela manhã. Com o objetivo de tirar dúvidas inerentes ao fechamento dos veículos, um guia pessoal de controle pode ser consultado.

Identificar a melhor forma de enviar o material a cada redação ou jornalista deve ser prática rotineira. A circunstância de envio do material pode ser aplicada no uso do release. Um tema incluído na pauta pode ser explorado quando estabelecer relações com a corporação. Redações fecham seu espaço editorial com dificuldade nas sextas-feiras e nos dias próximos aos feriados, aproveitando bastante os releases. Notícias de maior relevância, por essa razão, têm possibilidade de reduzir o espaço ou o destaque.

Com relação às fotografias, elas têm que ser coloridas, em dimensões 10 x 15 cm, confeccionadas em papel brilhante, jornalísticas e integradas ao conteúdo do release. Rádios e TVs não recebem fotos juntamente com o material, exceto em casos especiais. O ideal é manter um banco digital de fotografias com boa definição, para acesso e envio eletrônico. As imagens devem possuir informações exatas (legenda, caracterização, autor e data).

Os jornalistas aceitam diversos tipos de material, desde que sejam informativos. No Brasil, as agências de notícias são um excelente canal na distribuição do seu material para diversos veículos. O rádio, embora tenha pouca importância na divulgação, possui enorme potencial junto ao público e muitas chances de utilização de releases. Depois de eles serem encaminhados, é fundamental fazer um relatório do aproveitamento como forma de avaliar os resultados e identificar problemas e probabilidades na sua veiculação.

Encerrando o texto, Duarte classificou o release quanto à sua tipologia. O release padrão é sintético, tratando somente de um tema, com predomínio da informação. O segundo tipo, opinativo, apresenta ideias atribuídas a uma fonte. Há, ainda, o áudio-release; o vídeo-release; o exclusivo; o especial, que é caracterizado pelo aprofundamento do tema; a convocação de participantes para eventos específicos; a cobertura e o boletim de pauta, enviado a jornalistas para selecionar assuntos que lhes são interessantes.

Também existem o release eletrônico, encaminhado por e-mail; o press-kit, conjunto de material informativo para suporte jornalístico; e a pré-pauta. Apesar de ser assinado pelo cliente para ser publicado nas seções de opinião, os artigos para veículos de comunicação podem ser elaborados pelo assessor de imprensa, e demonstram o ponto de vista do autor sobre um tema definido. Por fim, o release segmentado, como o nome já diz, é redigido em linguagem especializada, para jornalistas vinculados a uma determinada editoria.

Referência bibliográfica

DUARTE, Jorge. Release: história, técnica, usos e abusos. In: Idem (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2002.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Vários bairros de Salvador estão sem energia elétrica

Pane no sistema da Chesf fez com que dezenas de comunidades da cidade interrompessem o abastecimento na tarde de hoje, informa Coelba

Com informações de A Tarde Online

Dezenas de bairros de Salvador sofreram com a falta de energia elétrica na tarde desta segunda-feira. O blecaute atingiu comunidades como Federação, Ondina, Rio Vermelho, Barra, Campo Grande, Corredor da Vitória, Canela, Brotas, Centenário, Pituba, Itaigara, Amaralina, Cidade Jardim, dentre outras.

A ausência de fornecimento de energia, de acordo com a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), foi provocada em decorrência de uma pane no sistema da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf). Com o defeito, o trânsito na capital baiana estava comprometido.

O fornecimento de luz nos bairros abastecidos pelas subestações de Amaralina e do Candeal foi regularizado, segundo a Coelba, às 13:51.

A Assembleia é a face de uma Salvador pós-moderna

 
Fachada (acima) e detalhe do interior a partir da ala oeste (abaixo) do Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães, edifício-sede da Assembleia Legislativa da Bahia
(Fotos: Hugo Gonçalves - 26/11/2010)

Ao perceber a majestosa concretude piramidal materializada numa zona bem distante ao Centro antigo de São Salvador, simpatizo bastante com ela arquitetonicamente. O atual edifício-sede da Assembleia Legislativa da Bahia, no Centro Administrativo da Bahia (Cab), foi inventado, concebido e edificado conforme técnicas pós-modernas de engenharia civil.

Inaugurado no primeiro dia do mês de março do ano de 1974 pelo saudoso Antônio Carlos Magalhães, em seu primeiro governo estadual, a construção é, na minha opinião, um marco da arquitetura contemporânea local e nacional por utilizar majoritariamente concreto armado que, apesar de ser a matéria-prima-símbolo dos edifícios da década de 1970, é um elemento ímpar, empregado até o presente.

Parcialmente sacrificada por um fatídico incêndio em 21 de novembro de 1978, inclusive o acervo e os famosos painéis de Carybé e de Carlos Bastos, a sede da Assembleia, então com apenas quatro anos de inaugurada, foi devolvida novamente em 1º de março de 1980, na segunda gestão estadual de ACM. Seu presidente era o então deputado Rosalvo Barbosa Romeu, do recém-fundado Partido Democrático Social (PDS), que substituiu a Aliança Renovadora Nacional (Arena) quando o pluripartidarismo foi restaurado no Brasil, contudo, controlado no governo do general João Figueiredo, último presidente do ciclo militar.

O fascinante edifício de quatro pavimentos recebeu a denominação atual - Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães - por ocasião do falecimento do ex-deputado estadual e federal, em 21 de abril de 1998.

Equilíbrio, coerência e simplicidade: esses são os qualificativos da gigante pirâmide erigida em aço, concreto armado e vidro, que abriga todas as deliberações do povo baiano, contígua a um dos eixos de conexão entre a antiga e a nova Salvador, a aniversariante de amanhã. Parabéns, Salvador, pelos seus 462 anos de existência como capital de um estado receptivo, hospitaleiro, acolhedor e criativo.

Governo federal lança Rede Cegonha

Programa de atendimento às gestantes e aos recém-nascidos é anunciado pela presidente Dilma Rousseff em sua cidade natal, Belo Horizonte

Com informações do G1 e de Thiago Herdy, da Agência Globo

Foi lançada, na tarde desta segunda-feira, pela presidente da República, Dilma Rousseff (PT) em cerimônia no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a Rede Cegonha. O programa visa o atendimento especial às gestantes, desde a confirmação da sua gravidez até os dois primeiros anos de vida da criança. A previsão é de que R$ 9,4 bilhões sejam aplicados pelo Ministério da Saúde até 2014 para que todas as unidades sanitárias públicas do Brasil estejam integradas à rede.

Para este ano, a perspectiva do governo federal é investir em 30% dos hospitais, dos centros de saúde, das clínicas e dos laboratórios. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a Rede Cegonha será executada em parceria com governos estaduais e prefeituras municipais de todas as regiões brasileiras.

Estiveram presentes na cerimônia, além da presidente, os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Maria do Rosário, e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes. O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia (PSDB), embora seja desafeto da conterrânea cicerone, elogiou-a publicamente pela segunda vez.

Rede prevê total amparo

A Rede Cegonha - uma das promessas eleitorais de Dilma em 2010 - planeja o estabelecimento de dezenas de cuidados especiais para as parturientes, a criação de casas de assistência e a implantação de um vale-transporte específico, para permitir a mobilidade da gestante às consultas e aos exames do pré-natal. Um dos objetivos do programa do governo federal é garantir a cobertura plena dos exames de ultrassonografia para as grávidas. Com isso, elas poderão visitar a maternidade antecipadamente, sendo estimulada a parir de modo normal.

Nascida em Belo Horizonte, a presidente decidiu lançar o projeto na capital mineira por duas razões estratégicas. O primeiro motivo são os constantes progressos nessa área, já efetuados pela prefeitura e pelo governo do estado de Minas Gerais. A segunda razão, de acordo com Dilma, foi o acolhimento que ela deu durante os tempos de sua infância. Ela também ressaltou a importância da assistência às gestantes e aos recém-nascidos para o desenvolvimento nacional.

Num momento especial

Durante o evento, Dilma disse que herdou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a incumbência em fazer com que o país se desenvolva intensamente. "Tenho certeza de que nosso país está num momento muito especial. Eu recebi um país diferente [...] Recebi um país em condições para dar um salto maior ainda do que o presidente conseguiu dar, ele me legou essa herança e vou honrar essa herança", pronunciou a mineira, mãe da primogênita e filha única, Paula, e ex-ministra de Lula.

Descoberta água radioativa em reator de usina no Japão

Material contaminado foi encontrado por operadores da usina nuclear de Daiichi, no reator 2

Com informações das agências Dow Jones e Estado

Funcionários do governo do Japão e operadores da usina nuclear de Daiichi, em Fukushima, afirmaram na manhã desta segunda-feira que uma grande quantidade de água extremamente radioativa foi encontrada na parte externa do reator 2. O risco de essa água vazar para o oceano, com a sua descoberta, aumenta. A distância entre a usina e o oceano equivale a 55 metros.

Dos reatores analisados, o de número 2 está vazando água com elevado nível de radioatividade, daí a alta gravidade dos problemas do reator. Por essa razão, o combustível nuclear interno derreteu parcialmente, e a água pode ter vazado da estrutura de pressão do reator e do tanque de armazenamento. As autoridades japonesas ainda não sabem exatamente o teor de água vazada.

Conforme o porta-voz da Agência de Segurança Nuclear e Industrial, Hidehiko Nishiyama, a água contaminada subiu e estava no fosso há 1 metro do nível do solo. O material, quando atingir esse nível, deve vazar para o oceano.

Alto índice pode gerar ruptura

Alguns especialistas em engenharia de reator acreditam que o alto índice de radiação pode ocasionar uma possível ruptura no reator da usina. Um deles, o professor Tadashi Narabayashi, da Universidade de Hokkaido, declarou que uma falha na junção do reator possibilitou "que a água contaminada vazasse".

Em vez de controlar um provável surgimento de um problema de graves proporções nos recipientes de pressão e de armazenamento da usina de Daiichi, a Agência de Segurança Nuclear e Industrial recomendou que os vazamentos no reator 2 provavelmente aconteceram em ventiladores danificados ou em encanamentos.

Falhas ocorreram logo após tragédia

A usina nuclear de Daiichi passou a apresentar problemas de funcionamento dias depois das catástrofes do dia 11, que atingiram o Japão. Naquele dia, um terremoto de magnitude 9,0 abalou a costa leste do país, sendo logo sucedido por um tsunami. A Comissão de Segurança Nuclear divulgou nesta segunda-feira um comunicado, justificando a preocupação com os danos ambientais. Segundo o documento, o grupo está preocupado principalmente com os vazamentos de água radioativa no solo e no mar.

A Agência de Segurança Nuclear e Industrial indicou a empresa Tokyo Electric Power Corporation (Tepco) com a missão de identificar a fonte de contaminação da água oceânica e monitorar as águas subterrâneas. A companhia ainda anunciou a redução da quantidade de água radioativa injetada para ajudar a diminuir a pressão, como forma de reduzir seu vazamento. Entretanto, haverá aumento térmico e surgimento de outros problemas. A Tepco também planeja a drenagem da água contaminada dos reatores 1, 2 e 3.

Condutores enfrentam congestionamentos

Fluxo no trânsito em diversas vias de Salvador e da Região Metropolitana, no início da manhã de hoje, foi ocasionado por acidentes e pelo próprio horário

Com informações de A Tarde Online

No início da manhã desta segunda-feira, motoristas enfrentam o enorme fluxo no trânsito nas vias mais importantes de Salvador e da Região Metropolitana. A Superintendência de Trânsito e Transporte da capital (Transalvador) registrou, no início da manhã desta segunda-feira, três acidentes automobilísticos nas avenidas Dendezeiros, no Bonfim, na Cidade Baixa, e Paralela. Os sinistros deixaram o tráfego congestionado nesses logradouros.

Um motociclista, não identificado, foi atropelado por um automóvel, na Avenida Dendezeiros, por volta das 7 horas. O veículo também atingiu duas mulheres, identificadas apenas como Larissa Santos Silva e Maria, nas contiguidades da Delegacia da 3ª Circunscrição Policial. As vítimas foram atendidas no local por ambulâncias do Grupamento de Bombeiro Militar (Salvar), do Corpo de Bombeiros, e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Larissa e Maria tiveram ferimentos leves, e o motociclista foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), na Avenida Vasco da Gama.

Colisões travaram trânsitos

Na Avenida Paralela, sentido Rodoviária, dois acidentes ocorreram, bloqueando o tráfego: uma colisão nas redondezas da Estação Mussurunga envolvendo três veículos, e um impacto, que aconteceu perto do Shopping Paralela. Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), uma colisão entre dois veículos teve como sintoma uma lentidão na rodovia BA-523, entre os municípios de Candeias e São Sebastião do Passé. De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE-BA), uma pessoa encontra-se ferida e presa às ferragens de um dos automóveis.

Quatro das principais vias de Salvador apresentaram trânsito intenso em virtude do fluxo ocorrido no horário. Vários condutores se coabitaram com a lentidão nas avenidas Paralela, sentidos Aeroporto e Iguatemi; Antônio Carlos Magalhães (ACM), sentidos Rótula do Abacaxi e Lucaia; Bonocô; Octávio Mangabeira, sentido Pituba; e Centenário, trecho Dique do Tororó. Na rodovia BR-324, sentido Salvador, uma carreta quebrada deixou o trânsito lento na altura do viaduto da Brasilgás. A Transalvador contabilizou 20 acidentes, nos quais 9 pessoas sofreram ferimentos.

Tropas de Kadafi reagem com disparos a ataques sobre Trípoli

TV árabe anunciou que aliados interviram na capital da Líbia; prédio residencial foi bombardeado

Com informações da agência EFE

A rede de televisão árabe Al-Jazeera informou que as forças ocidentais voltaram a atacar Trípoli, a capital da Líbia, mas as tropas de Muhammar Kadafi reagiram com disparos. Durante o ataque, um edifício do complexo residencial do ditador foi totalmente destruído por um míssil.

Segundo o porta-voz do governo líbio, Musa Ibrahim, a destruição do prédio "foi um bombardeio bárbaro", que atingiria centenas de civis reunidos na residência oficial. Ibrahim também denunciou as contradições dos países ocidentais, responsáveis pelos ataques.

A televisão estatal líbia divulgava imagens que mostravam populares em frente ao palácio do governo, em solidariedade a Kadafi. Na tarde do domingo passado, dia 20, a rede de televisão Al-Arabiya havia mostrado explosões na capital.

Sujeitos a conflitos

Os líbios começaram a protestar contra seu dirigente supremo em meados de fevereiro. Ao contrário da Tunísia e do Egito, onde as manifestações de repúdio aos seus respectivos regimes totalitários ocorreram pacificamente, os protestos na Líbia podem correr o risco de se transformar em uma guerra civil.

domingo, 27 de março de 2011

Incrementando ações

Os desafios e as persistências
Do meu tempo e do meu espaço
Vital cotidiano sempre me determinam
Um infindável e inesgotável horizonte

Horizonte de magníficas
E indeterminadas dimensões
Objetivando estabelecer êxitos, sucessos,
Conquistas e progressos

Progressos de milhares de renovações
Caminhadas para futuras intenções
Diariamente e sem nenhuma preocupação
Percorro na luta por oportunidades de uma vida plena

Lista com indicados para o Troféu Dodô e Osmar 2011 é divulgada

Premiação dos melhores do Carnaval de Salvador, que ocorrerá em abril, no TCA, terá como homenageado Moraes Moreira

Com informações do Blog do Marrom, de Alex Lopes (Universo Axé) e do site oficial do evento

Foi divulgada, na noite da última quarta-feira, dia 23, a relação de todos os indicados para uma das maiores premiações do Carnaval baiano, o Troféu Dodô e Osmar, que está na sua vigésima edição. Tendo o cantor e compositor Moraes Moreira como homenageado, a cerimônia acontecerá no dia 6 de abril, no Teatro Castro Alves, com apresentação da cantora e compositora Ivete Sangalo e do ator Luís Miranda, um dos talentos promissores da nova safra teatral da Bahia.

São 18 categorias, cujos indicados foram selecionados a partir de uma pesquisa popular do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), realizada entre os dias 6, 7 e 8 de março (domingo, segunda-feira e terça-feira), nos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Pelourinho). Os concorrentes das categorias técnicas serão divulgados posteriormente, por serem avaliadas por um júri específico.

Ivete é a mais indicada

Uma dos mestres de cerimônia do Troféu Dodô e Osmar, Ivete é a artista com o maior número de indicações. Ela concorre em 6 categorias: Melhor Cantora, Camarote Mais Bonito (Cerveja & Cia), Camarote Mais Animado (Cerveja & Cia), Bloco Avenida (Coruja), Bloco Barra-Ondina (Cerveja & Cia) e Hit do Carnaval (Acelera aê). Portanto, ela, a mais popular cantora de axé e da folia, terá grandes chances de ganhar em suas respectivas categorias.

Com direção geral de Hélide Borges e Leleco Júnior, direção artística entregue ao renomado teatrólogo Fernando Guerreiro e direção musical de Jonga Cunha, o espetáculo de premiação é promovido pelo Grupo A Tarde, com apoio do Ibope, que fora o encarregado da definição dos indicados ao prêmio.

Confira as 18 categorias do 20º Troféu Dodô e Osmar e seus respectivos indicados

Melhor Cantor

Bell Marques (Chiclete com Banana)
Léo Santana (Parangolé)
Saulo Fernandes (Eva)

Melhor Cantora

Cláudia Leitte
Daniela Mercury
Ivete Sangalo

Cantor Revelação

André Ramon (Levanóiz)
Lincoln Senna (Duas Medidas)
Rafa Marques e Pipo Marques (Oito7Nove4)

Cantora Revelação

Ana Mametto (Banda Mametto)
Carla Lis (Didá)
Nadjane Souza (Olodum)

Banda Revelação

Chicabana
Duas Medidas
Levanóiz

Melhor Cantor Afro

Lucas di Fiori (Olodum)
Mateus Vidal (Olodum)
Paulinho Feijão (Ilê Aiyê)

Melhor Cantora Afro

Carla Lis (Didá)
Larissa Luz (Araketu)
Nadjane Souza (Olodum)

Camarote Mais Bonito

Cerveja & Cia
Contigo! Daniela Mercury
Salvador

Camarote Mais Animado

Camarote do Nana
Cerveja & Cia
Contigo! Daniela Mercury

Bloco Avenida

Camaleão
Coruja
As Muquiranas

Bloco Barra-Ondina

Camaleão
Cerveja & Cia
Nana Banana

Bloco Afoxé

Filhas de Gandhy
Filhos de Gandhy
Filhos de Nanã

Bloco Afro

Araketu
Ilê Aiyê
Olodum

Bloco Infantil

Algodão Doce
Happy
Todo Menino É um Rei

Bloco Infantil Afro

Ibéji
Olodum Mirim
Rhataplan

Bloco de Samba

Alerta Geral
Pagode Total
Proibido Proibir

Grupo de Pagode

Harmonia do Samba
Parangolé
Psirico

Hit do Carnaval 2011

Acelera aê (Ivete Sangalo)
Liga da Justiça (Levanóiz)
Tchubirabirom (Parangolé)

Neymar faz Brasil voltar a vencer em Londres

Em amistoso, seleção comandada por Mano Menezes vence a Escócia graças a dois gols do jovem atacante, voltando a ganhar após duas derrotas consecutivas

Com informações da Folha Online e da Lancepress

Segundo gol que Neymar marcou foi de pênalti, após tocar no meio de campo
(Foto: Ian Kington/AFP)

A seleção brasileira de futebol venceu a Escócia por 2 a 0, com dois gols do atacante Neymar, em amistoso na manhã deste domingo, no Emirates Stadium, em Londres. Hibridizando jogadores novatos com veteranos, como o zagueiro Lúcio, o Brasil se reabilitou após ser derrotado nas duas partidas anteriores.

O time comandado pelo técnico Mano Menezes voltou a ganhar no mando de campo do clube Arsenal, da Inglaterra, após sucessivas derrotas contra a Argentina, por 1 a 0, em 17 de novembro do ano passado, e contra a França, pelo mesmo placar, em 9 de fevereiro. Mano, portanto, mesclou jovens com experientes a fim de possibilitar a vitória canarinho contra a seleção europeia.

Lucas, aos 26 minutos do primeiro tempo, recebeu na linha de fundo, cruzou na área e a bola foi entregue ao zagueiro escocês Mark Webb, que prosseguiu o jogo. Ramires deu o passe para André Santos, que passou a bola para Neymar. Ele chutou no canto esquerdo do goleiro McGregor e marcou, aos 40 minutos, o primeiro gol brasileiro.

No primeiro minuto do segundo tempo, Neymar e Ramires tiveram ótimas oportunidades em campo, mas a bola passou para Leandro Damião, que chutou em cima do goleiro da Escócia. O Brasil passou a tocar a bola no meio de campo, até que Neymar sofreu pênalti aos 30 minutos, marcando o segundo gol.

Aos 39 minutos, Jadson, que substituíra Leandro Damião sete minutos antes, em pênalti, chutou a bola que bateu na mão de um jogador da equipe adversária. Autor dos dois gols da vitória canarinho, Neymar foi substituído por Renato Augusto, aos 43 minutos, e foi vaiado por torcedores escoceses. Fim de jogo: o Brasil derrota a Escócia por 2 a 0.

Brasil 2 x 0 Escócia

Data: 27/03/2011

Estádio: Emirates Stadium, Londres, Inglaterra.

Escalação das equipes

Brasil: Júlio César, Daniel Alves, Lúcio (capitão), Thiago Silva, André Santos, Lucas (Sandro), Ramires, Elano (Elias), Jadson (Lucas), Leandro Damião (Jonas) e Neymar (Renato Augusto).
Técnico: Mano Menezes.

Escócia: McGregor, Hutton, Craney, Berra (Wilson), Caldwell, Whittaker (Commons), Adam (Snodgrass), Brown, Miller (capitão), Morrison e McArthur (Bannan).
Tecnico: Graig Levein.

Árbitro: Howard Webb (Inglaterra).