sábado, 16 de junho de 2018

Feijoada Beneficente propicia integração entre surdos e ouvintes

Além de estabelecer um ponto de encontro para bate-papo e degustação, evento promovido pelo Ceclis objetivou arrecadar verbas para projeto social da instituição

Texto e fotos: Hugo Gonçalves










Encontro na Praça do Imbuí proporcionou um espaço integrador e interativo visando à inclusão dos surdos na sociedade


Proporcionar um ambiente integrador e interativo em prol da inclusão social das pessoas com deficiência auditiva. Esse foi o objetivo primordial da Feijoada Beneficente organizada pelo Centro de Estudos Culturais e Linguísticos Surdos (Ceclis), no último dia 3, na Praça do Imbuí, onde surdos e ouvintes, todos sensibilizados com a causa, se reuniram para, simultaneamente, promover um bate-papo e degustar uma das mais famosas e tradicionais iguarias brasileiras.


Foram servidos 3 kg de feijão e 1,5 kg de arroz para cerca de 70 pessoas, mais 2 kg de farinha de mandioca, saladas vinagrete e de legumes, refrigerante e água. A ideia do evento, de acordo com o presidente do Ceclis, professor Milton Bezerra Filho, foi estabelecer “um ponto de encontro entre as pessoas surdas, porque nós temos uma sede, que fica aqui próximo (no edifício Imbuí Master), é uma sala, (onde) nós fazemos esse trabalho”.


Além da perspectiva da integração social, a coordenadora do Núcleo de Saúde do Surdo da instituição, psicóloga Márcia Araújo, ressaltou outra finalidade, a arrecadação de verbas para a manutenção de uma de suas iniciativas. Trata-se do projeto Libras Sempre Viva, que contempla vários cursos visando a fomentar o ensino e a propagação da Língua Brasileira de Sinais, considerada a segunda língua oficial do Brasil, regulamentada pelo Decreto nº 10.436/2002, a Lei de Libras.

“Nós temos o projeto de pintura, Libras Sempre Viva com foco na arte, ensinando Libras com foco na educação. A gente tem alguns projetos que desenvolve na sala, e a gente tem custos com material de tinta, com pincel, com profissionais que dão palestras. Então, a gente precisa fazer arrecadação de fundos também”, explicou, acrescentando que os cursos são abertos para qualquer pessoa interessada, seja surdo, ouvinte ou familiar, mediante contato (confira no final desta reportagem).

Professor Milton Bezerra Filho, presidente do Ceclis

Integrar e apoiar

Estudantes de alguns cursos do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), em cujas matrizes curriculares a disciplina Libras, ministrada pelo professor Milton, está inserida, também compareceram à Feijoada Beneficente do Ceclis para, segundo o docente, integrar e apoiar. Uma delas, Débora da Silva Barreto, 28 anos, que cursa Fonoaudiologia, aprovou a iniciativa.

“Eu achei interessante essa ação, porque vai tanto ajudar a gente a entender e, no caso, a descontrair, descobrir as formas de os surdos se comunicarem corretamente”, disse a universitária. E afirmou também que o evento ajudou a agregar valor em sua futura profissão. “Eu estou aprendendo mais com eles a língua dos surdos, a linguagem deles. Estou gostando por isso.”

Mesmo não integrando a comunidade surda, o estudante de História Edvaldo Bispo de Jesus, 54 anos, marcou presença no evento beneficente para sociabilizar com os outros indivíduos, e também por demonstrar interesse em progredir no seu aprendizado e se comunicar com as pessoas. “Sinto essa necessidade de me comunicar também com esse grupo de pessoas”, declarou.

Na qualidade de aluno de Milton, Edvaldo frequenta regularmente as aulas de Libras, que para ele é considerado um motivo do seu interesse. “Eu sei que, no futuro, numa sala de aula, eu terei necessidade de estar interagindo com alunos também, sejam surdos ou mudos”, orgulhou-se o futuro historiador.

Estudantes de alguns cursos da Unijorge apoiaram evento beneficente

As responsáveis pela feijoada

Voluntária do Ceclis, a assistente social Cristina Nascimento dos Santos ressaltou que a Feijoada Beneficente surgiu graças a uma ação conjunta com Márcia Araújo. “Foi uma ideia minha, que ela apoiou, e a gente está trabalhando para promover eventos para surdos e também para sustentar financeiramente o Ceclis, porque não tem fins lucrativos nem apoio de nenhuma instituição”.

Cristina também é mãe de Marcus Vinícius, 23 anos, que conseguiu seu primeiro emprego como auxiliar de lavanderia no resort Iberostar, em Praia do Forte. “Gosto muito de trabalhar com surdos, tenho um filho surdo, e aí estou nessa demanda de inclusão junto com Márcia, apoiando o Ceclis, para que venha crescer junto com a comunidade surda”, afirmou.

Incumbida da preparação da feijoada, a dona de casa Eunice Rosa dos Santos, 56 anos, lembrou que a iguaria ficou pronta em três dias. “Eu comecei a cortar as carnes na quinta-feira (31 de maio), as guardei, teve que escaldá-las. Ontem (sábado, dia 2), eu preparei (a feijoada)”, contou a mãe de Ana Carolina, 29 anos, que, além de surda, apresenta outras deficiências – de locomoção e de fala.

Dona Eunice (à esquerda) preparou a feijoada, que surgiu a partir de ideia de Cristina (à direita), ambas mães de surdos


Confraternização inclusiva

Servidor público estadual aposentado, José Tadeu Rocha ajudou a fundar o Centro de Surdos da Bahia (Cesba) e outras instituições em benefício da inclusão da categoria na sociedade. Ele esclareceu a importância da feijoada para a comunidade à qual pertence, que consiste na troca de ideias e informações entre os próprios surdos e os ouvintes, resultando em uma agradável atmosfera de confraternização.

“O surdo precisa se integrar à sociedade através da língua de sinais. A sua participação é sempre importante, (pois) ele precisa de uma maior integração social. Um ser humano interage com o outro através da comunicação, e o surdo, através da Libras”, sensibilizou Tadeu, que hoje ministra Libras e Educação Inclusiva para as turmas de Serviço Social e Pedagogia na Fundação Visconde de Cairu.

Celina Eiko, 47 anos, trabalhou no supermercado Walmart do Salvador Shopping, mas atualmente está desempregada. Ela contou que a necessidade de fomentar o trabalho em prol dos surdos a motivou a participar da Feijoada Beneficente. “Sexta-feira (1º de junho) encontrei o professor Milton e Márcia, os convidamos a comparecer a esse encontro e eu vim. O que eu gosto é o contato com os surdos e aqui teria um surdo para a gente bater papo”, declarou. E Celina também avaliou o evento: “Ótimo, muito bom, gostei muito. A feijoada, inclusive, é muito boa.”

Aos 43 anos, Maria das Graças Martinez, que apenas cuida da sua família, compareceu à iniciativa logo após receber o convite. “É um encontro cultural. Eu gosto muito, eu estou muito feliz de estar aqui, isso aqui é muito bom estar aqui nesse contato com minha comunidade”, alegrou-se.

Márcia explicou que o evento vem cumprindo o papel social do Ceclis, no qual, infelizmente, há um espaço vago na sociedade que o Poder Público não realiza, onde o surdo pode se encontrar e se interagir de uma forma legítima. “(A feijoada) É um espaço de encontro de surdos, de encontro linguístico, onde as pessoas surdas podem conversar na sua língua natural, bater papo, trocar ideias, falar de política, cultura e lazer”, salientou a coordenadora da instituição, concluindo que a oportunidade foi “um motivo para o encontro.”

Libras Sempre Viva

Tendo a primeira turma iniciada em março, os cursos que integram o projeto Libras Sempre Viva, segundo a coordenadora do Núcleo de Saúde do Surdo do Ceclis, Márcia Araújo, estão com inscrições abertas para qualquer pessoa que esteja interessada em aprender o idioma, independentemente de estar enquadrada como surda ou ouvinte.

Quanto à carga horária, os cursos, ministrados na sede provisória da instituição, localizada no Imbuí Master, são direcionados a crianças, jovens e adultos e têm duração de 20 e 40 horas, sendo divididos em três níveis – básico, intermediário e avançado.

“Aí, a pessoa tem que se matricular, fazer uma prova, a gente vê o nível que ela está e ela se matricula na turma adequada”, explicou Márcia, que finalizou: “Inclusive, se tiver alguém interessado, pode entrar em contato com o telefone da gente, contribuindo para que o Ceclis possa promover cada vez mais a inclusão da pessoa surda”.

Centro de Estudos Culturais e Linguísticos Surdos (Ceclis)

Endereço: Rua das Gaivotas, 355, sala 112, Imbuí Master, Imbuí (instalações provisórias) – CEP: 41.720-070 – Salvador – BA
Celulares: (71) 98212-7888 / 99716-6599 / 98896-0064 (WhatsApp)
Facebook: Centro de Estudos Culturais Linguísticos Surdos-CECLIS


domingo, 24 de dezembro de 2017

Multipliquemos as boas novas!

Prezados amigos e familiares de diferentes tempos e espaços,

Todos nós sabemos que celebrar o Natal em família não consiste exclusivamente na simples distribuição e troca de presentes, como também no ato de compartilhar atitudes e energias impregnadas de positividade, em uma atmosfera propícia para a onipresença do Nosso Senhor Jesus Cristo, o Salvador Supremo.

É assim que esta sagrada ocasião, fielmente concebida para atender ao singular propósito de comemorar o nascimento do Filho de Deus, Rei dos Reis, Maravilhoso Conselheiro e Príncipe da Paz, deve ser e sempre será manifestada em todas as esferas da nossa vida cotidiana, apesar de a felicidade, a esperança, a paz, a misericórdia e o amor impeçam de chegar até muitos de nós.

Por conseguinte, queremos juntar nossas forças e promover, neste Natal, a multiplicação de excelentes notícias, frutificadas com boas vibrações, sabedoria, paz em abundância, vida eterna em sua plenitude e, acima de tudo, o genuíno amor benigno, essencial para renovarmos e potencializarmos diariamente o nosso caráter espiritual.

E quanto ao novo ano que irá se iniciar, nossa convicção é de que Deus nos ofereça bons fluidos a fim de cultivarmos a prosperidade, alcançando inabaláveis conquistas de uma vida repleta de otimismo.

Finalmente, estas foram as preciosas palavras de
Hugo Gonçalves,
jornalista autônomo e servidor público.
Salvador, 24 de dezembro de 2017, véspera de Natal.

Quatro fotógrafos captam conflito eleitoral em "Repórteres de Guerra"


Filme narra difícil trajetória desses intrépidos profissionais envolvidos na cobertura da guerra civil na África do Sul durante o pleito pós-apartheid, em 1994

Da esquerda para a direita: Ken Oosterbroek, João Silva, Kevin Carter e Greg Marinovich, em cartaz de divulgação do filme, cujo título original é The Bang Bang Club
(Foto: Divulgação)

Fielmente inspirado em uma história real, o cativante filme Repórteres de Guerra (The Bang Bang Club, Canadá/África do Sul, 2010), dirigido por Steven Silver – que também assinou o roteiro – reproduz a árdua, porém intrépida, missão de quatro jovens fotojornalistas ao participarem da cobertura das primeiras eleições presidenciais sul-africanas após o colapso do apartheid.

Era abril de 1994, e o país testemunhou uma guerra civil entre as duas etnias predominantes, que representaram suas respectivas agremiações partidárias em disputa naquele pleito. Tratam-se dos zulus, membros do Partido da Liberdade Inkata – aliado do cruel regime segregacionista vigente por décadas –, e dos xhosas, vinculados ao Congresso Nacional Africano (CNA), cujo líder era Nelson Mandela (1918-2013).

Diante desse contexto decisivo, que culminou com a consagradora vitória de Mandela nas urnas, o jornal The Star escalou os talentosos fotógrafos Greg Marinovich (Ryan Philippe), Ken Oosterbroek (Frank Rautenback), Kevin Carter (Taylor Kitsch) e João Silva (Neels van Jaarsveld) com o intuito crucial de registrar as cenas mais importantes do conflito. Eles se agregaram em torno de um grupo denominado “Clube do Bang Bang”, daí o título original.

No dia seguinte à guerra civil, as imagens captadas pelas lentes desses jovens, dedicados, competentes e corajosos repórteres fotográficos percorreram o mundo para serem publicadas nos principais periódicos, com ênfase em suas primeiras páginas. Um desses registros, atribuído a Greg Marinovich, foi contemplado com o prêmio Pulitzer, o Oscar do jornalismo mundial, e, aproveitando a ocasião, ele e seus colegas promoveram uma confraternização em um bar em clima de happy hour.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Unijorge agora oferece curso de Cinema e Audiovisual

Novo curso de graduação presencial da instituição permite que aluno esteja apto a elaborar suas primeiras produções audiovisuais durante três anos e meio

Com informações da assessoria de imprensa da Unijorge

Curso terá 150 vagas anuais, distribuídas nos turnos matutino e noturno no campus Paralela
(Foto: Divulgação – 05/07/2013)

O Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) agora dispõe de um curso de graduação em uma das áreas profissionais tidas como mais promissoras do mercado nacional – Cinema e Audiovisual. Articulando disciplinas teóricas e atividades práticas, o novo curso oferecido pela instituição, enquadrado na categoria bacharelado, permitirá ao aluno a elaboração de suas primeiras produções audiovisuais durante o período de formação.

Com duração de três anos e meio, ou sete semestres, o curso de Cinema e Audiovisual, ministrado na modalidade presencial, terá 150 vagas anuais, a serem preenchidas no campus Paralela e distribuídas nos turnos matutino e noturno. Ao término do curso, o aluno alcançará o objetivo de capacitá-lo para a realização de produções cinematográficas de diferentes gêneros e formatos.

“Além da tradicional produção de longa-metragem, nossos alunos terão embasamento teórico e crítico, o que permitirá compreender e analisar o impacto do seu trabalho na sociedade, além de entender sobre o mercado e a política do Cinema e Audiovisual, captação de recursos, distribuição e exibição”, explicou uma das professoras do curso, a cineasta Ceci Alves.

De acordo com a assessoria de imprensa da Unijorge, os alunos contemplados terão a oportunidade de aprender sobre teoria, prática, roteirização e crítica cinematográficas vocacionadas aos mais diversos tipos de mídias contemporâneas. Uma vez graduados, estarão aptos a produzir filmes e vídeos com conteúdo artístico, publicitário, documental, institucional ou jornalístico a serem veiculados no cinema, na televisão, na internet ou via circuito fechado.

Setor em expansão

“Este é um curso extremamente estratégico no mercado da Comunicação e das Artes, além de ser uma das carreiras que mais têm crescido no mercado brasileiro”, enfatizou Ceci, que também é jornalista.

Para se ter uma ideia desse crescimento, a Agência Nacional do Cinema e Audiovisual (Ancine) estima que, em 2014, o setor arrecadou R$ 24,5 bilhões para a economia do país, ao contrário de 2007, quando teve uma renda computada em R$ 8,7 bilhões. Trata-se de uma expansão de quase 9% ao ano, concomitante a um crescimento exponencial de produções para cinema, TV e outras mídias e, em consequência, da geração de emprego.

O profissional graduado pelo novo curso da Unijorge ainda terá expertise para participar de equipes especializadas em roteiro, direção, produção, fotografia, edição ou sonorização, além de estar envolvido no figurino, na cenografia e na iluminação.

Além disso, poderá trabalhar em emissoras de TV, atuando como chefe ou integrante da equipe de produção, organizar mostras inerentes ao segmento e gerir cineclubes. E mais: o futuro profissional da área poderá exercer a função como autônomo ou contratado de produtoras, tanto na captação de recursos para a produção quanto no gerenciamento de distribuição e exibição da obra.

Além de produzir longas-metragens, alunos terão embasamento teórico e crítico, diz Ceci Alves
(Foto: Hugo Gonçalves – 04/11/2012)

Excelência

Primando por seu alto nível de excelência acadêmica, o curso de Cinema e Audiovisual, coordenado pela professora Patrícia Barros Moraes – também responsável pelos cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) –, será ministrado por um corpo docente altamente qualificado, composto por mais de 70% de mestres e doutores atuantes no mercado.

Seus graduandos terão à disposição uma infraestrutura de qualidade que inclui modernos laboratórios gerais e específicos – TV, áudio, edição, fotografia, entre outros –, acesso a softwares aplicados em empresas do ramo audiovisual, aproximando a teoria da prática do mercado visando facilitar a oferta de estágios e empregos, e uma biblioteca totalmente informatizada com amplo acervo bibliográfico sobre os mais variados temas de interesse, além de acesso a importantes bases de dados eletrônicas.

Também serão oferecidas aos alunos as chances de participar de seminários de Práticas de Comunicação em parceria com empresas do setor, trazendo-lhes as novidades da Comunicação Organizacional, e de atividades práticas nos núcleos vinculados ao curso – Galáxia Agência Experimental de Comunicação Integrada, Núcleo de Práticas Comunicacionais (Nuprac) e RADIOJA.

Por fim, os graduandos terão a possibilidade de estagiar nos Núcleos de Práticas dos cursos de Comunicação Social, propiciar um diálogo com esses cursos e participar de iniciativas que se tornaram diferenciais da Unijorge. Entre elas estão o Programa de Iniciação Científica, o Intercâmbio Acadêmico, o Programa de Responsabilidade Social, o Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação (Interculte) e a Mostra de Projetos.

Para mais informações referentes ao novo curso de Cinema e Audiovisual da instituição, incluindo sua grade curricular, acesse a página: www.unijorge.edu.br/cursos/graduacao-presencial/cinema-e-audiovisual.html.

Caracterização fisiográfica do município de Camaçari

Artigo escrito originalmente em novembro de 2015, e inédito neste blog


Vista aérea parcial da zona urbana de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
(Foto: Arquivo – 10/08/2005)


1. Relevo

O relevo de Camaçari, situado entre as latitudes 12º 27’ 05” e 12º 52’ 30” e as longitudes 38º 28’ 52”, possuindo altitude de 50 m acima do nível do mar, se constitui por planícies marinhas e fluvio-marinhas, aliadas aos tabuleiros pré-litorâneos e do Recôncavo (CAMAÇARI, 2011).

Entretanto, de acordo com Pedro Pereira Fonseca (2004), sob um aspecto geomorfológico, o município apresenta representantes de paisagens físicas, organizados nas três espécies de modelados de relevo ali existentes.

O modelado de aplainamento, também conhecido como Pediplanos, é o mais abrangente, estendendo-se por grande parte da área central, além de uma porção da área onde a empresa de proteção ambiental Cetrel está localizada (FONSECA, 2004, p. 17).

Já o segundo modelado, o de acumulação, na avaliação do pesquisador, se caracteriza pelas Áreas Úmidas dos vales fluviais, abertos e de fundo chato, ramificando-se por quase toda a área. Por fim, o modelado de dissecação, equivalente ao Relevo Ondulado, apresenta-se com formas variadas (Idem, p. 17).

Os exemplares dos modelados mais elevados encontram-se na porção norte, situada a leste e a oeste do vizinho município de Dias d’Ávila, “sob a forma de morrotes isolados com topos e vertentes convexas, morrotes com topos aguçados e também alguns aproximadamente tabulares” (Idem, p. 17).

Contudo, de acordo com o próprio pesquisador, os mais suaves consistem em morrotes de topo abaulado, que incluem vertentes convexadas, encontrados principalmente na zona que faz a ligação entre a Cetrel e o Polo Petroquímico de Camaçari, bem como em parte da área de entorno da referida empresa (Idem, p. 17).

2. Solo

Dados coletados em 1994 pelo Governo do Estado da Bahia, e incluídos por Souza (2006) em sua dissertação de mestrado, informam que Camaçari apresenta três tipos de solo, a saber: podzol hidromórfico, podzólico vermelho-amarelo álico, areias quartzosas marinhas e glei pouco húmico distrófico.

No município, as elevações e áreas onduladas mais elevadas se constituem por solos residuais de siltes arenosos e argilosos, intercalados, de coloração rosada e branca e capacidade variada. Através do transporte desses solos por águas pluviais, foram desenvolvidos depósitos superficiais de solos transportados, a exemplo da areia fina, pouco compacta, branca ou cinza, na parte inferior dos morros, e dos depósitos de argila siltosa, mole e turfosa, ao longo dos riachos (SOUZA, 2006, p. 69).

Além disso, na faixa litorânea camaçariense, encontram-se solos sílico-argilosos ácidos. Caracterizados por baixa fertilidade natural e excessiva porosidade e permeabilidade, são bem drenados e susceptíveis à erosão. Também ao longo do litoral, há os solos salinos costeiros, que se manifestam em extensas faixas inundadas periodicamente pela água do mar, apresentando coloração acinzentada, textura siltosa e fertilidade natural extremamente baixa, não podendo ser aplicada para utilização na agricultura (Idem, p. 69).

As zonas alagadas do interior e do litoral de Camaçari, conforme Souza (2006, p. 69), são marcadas pela presença de solos de diversos tipos: hidromorfos – formados por meio da acumulação de materiais transportados consolidados, originários de detritos, e granulometria heterogênea –, argilosos, argilo-arenosos e arenoargilosos, possuindo fertilidade variável.

No médio e baixo cursos do Rio Jacuípe e na área compreendida entre o distrito de Vila de Abrantes, no litoral, e o povoado de Parafuso, bem como no baixo curso do Rio Joanes, em sua margem esquerda, são encontrados solos podzólicos de tonalidade vermelho-amarela variável e latossolos amarelos, rasos, ácidos, bem drenados e de fertilidade média, sendo apropriadas para uso agropecuário (Idem, p. 69).

Por último, na zona de tabuleiro, considerada pelo pesquisador “a mais extensa e representativa do município” (2006, p. 69), os solos ali presentes se originaram, sobretudo, das Formações Marizal, São Sebastião e Barreiras. De caráter profundo, ácido e geralmente bem drenado, com argilas de atividade baixa, esses tipos de solos manifestam-se na área mais plana e não são utilizáveis para a agricultura em decorrência da baixa fertilidade natural (Idem, p. 69).

3. Clima

De acordo com a classificação proposta pelo climatologista russo Wladimir Köppen (1846-1940), o clima de Camaçari é tropical quente e úmido, apresentando temperatura média de 25,4 ºC e chuvas mais concentradas entre os meses de abril e junho (FONSECA, 2004, p. 17).

Quanto aos índices pluviométricos, obtidos por Fonseca (2004, p. 17) na Estação Climatológica da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), foram apresentadas médias mensais de 250 mm e valores acumulados de 1.823 mm/ano. Segundo essas informações, o pesquisador concluiu que o ano de 1999 foi o mais chuvoso na região, alcançando elevados 2.464 mm (Idem, p. 17).


Principal rio do município, o Rio Pojuca corresponde ao seu limite norte
(Foto: Edvaldo Borges – 17/02/2011)

4. Recursos hídricos

Souza (2006) explica que o município de Camaçari, por estar inserido nas bacias hidrográficas da Região Metropolitana de Salvador (RMS), demonstra um expressivo potencial de águas superficiais, representado pelas bacias dos rios Joanes, Jacuípe e Pojuca.

Limite sul do território camaçariense, o Rio Joanes possui 60 km de extensão, e sua bacia abrange uma área equivalente a 594 km2, da qual cerca de 80% é coberta por arenitos oriundos da Formação São Sebastião. Sobre o seu leito se encontram duas barragens, a Joanes I, construída em 1967, e a Joanes II, em 1971. A vazão média do rio corresponde a 11 m3/s e a vazão regularizada, a 6 m3/s. (SOUZA, 2006, p. 72).

Entre os afluentes da margem esquerda da bacia do Rio Joanes está o Rio Camaçari. Com 12 km de extensão, sendo que mais de sua metade percorre a malha urbana da sede municipal, o Rio Camaçari nasce no anel florestal do Polo Petroquímico e deságua no Rio Joanes (CAMAÇARI, 2011).

Tendo sua nascente localizada no município de Conceição do Jacuípe, o Rio Jacuípe deságua no Oceano Atlântico. Sua bacia de drenagem possui uma extensão estimada em 85 km e sua bacia, 784 km2, com vazão média de 15 m3/s e vazão regularizada de 4,6 m3/s.

Dentro do território de Camaçari, o rio é represado para captação de água na barragem de Santa Helena. Integram essa bacia os rios Capivara Grande e Capivara Pequena. Cerca de 90% da área da bacia do Rio Jacuípe é coberta por arenitos da Formação São Sebastião. (SOUZA, 2006, p. 72)

O rio Capivara Grande, um dos afluentes da Bacia do Jacuípe, com 43 km de extensão, nasce nas intermediações da Estrada da Biribeira, no limite do complexo petroquímico, tendo sua foz no Rio Jacuípe. “Ele percorre a zona rural próxima à Sede e parte do distrito de Abrantes, seguindo paralelo ao cordão de dunas entre Arembepe e Barra de Jacuípe” (CAMAÇARI, 2011).

O Rio Pojuca, principal rio de Camaçari, corresponde ao limite norte do município. Sua bacia abrange uma área de 5.000 km2, dos quais 60% encontram-se na área do Recôncavo. A sua vazão foi calculada em 30 m3/s e a vazão regularizada, em 19,7 m3/s. As vazões totais dos rios Joanes, Jacuípe e Pojuca, respectivamente consideradas iguais a 6 m3/s, 4,6 m3/s e 19,7 m3/s, equivalem a 30,3 m3/s, valor representativo da disponibilidade hídrica da superfície, de interesse direto à caracterização física do município de Camaçari (SOUZA, 2006, p. 72).

Conforme estudos e pesquisas realizados pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), mencionados por Souza (2006), existem, no município, aquíferos com água doce até a base do membro superior da Formação São Sebastião, representando uma espessura variável entre 800 e 1.500 metros.

Referências

CAMAÇARI. Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Turismo. Geografia. Disponível em: http://turismo.camacari.ba.gov.br/2011/geografia.php. Acesso em: 10 nov. 2015.

FONSECA, Pedro Pereira. Mapeamento geológico e zoneamento geoambiental da região do Polo Industrial de Camaçari, através do uso de ortofotos digitais. 2004. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal da Bahia, Salvador, mai. 2004.

SOUZA, José Gileá de. Camaçari, as duas faces da moeda: crescimento econômico x desenvolvimento social. 2006. Dissertação (Mestrado em Análise Regional) – Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Salvador, Salvador, jun. 2006.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Réveillon das Artes celebra 2017 com música e animação

Festa que marca início do próximo ano ocorre na Vila Caramuru, espaço gastronômico no Rio Vermelho, com palhaços, DJs, fanfarras, cantores, bandas e convidados

Com informações da assessoria de comunicação do evento

Evento terá como palco a Vila Caramuru, instalada no antigo Mercado do Peixe
(Foto: Elias Dantas/Mundo Vip Bahia)

Famoso pela boemia, pelo cenário artístico e pela exuberância de suas praias, o Rio Vermelho receberá, no próximo sábado (31), a partir das 21 h, o Réveillon das Artes. A festa multicultural que comemora o advento de 2017, cuja programação inclui diversos animadores do bairro, artistas e disc-jockeys (DJs), além de fanfarras, acontece na Vila Caramuru, complexo gastronômico situado na área do antigo Mercado do Peixe, em frente ao Largo da Mariquita.

A proposta do Réveillon das Artes, idealizado pelas produtoras Irá Carvalho e Selma Calabrich e realizado pela Associação dos Moradores e Amigos do Rio Vermelho (Amarv), é integrar as múltiplas manifestações artísticas e culturais já incorporadas à vida cotidiana do bairro, de modo a oferecer uma festa de réveillon para toda a família.

Segundo os organizadores, a ideia é mostrar o aspecto lúdico da cena de entretenimento, dando ao público a oportunidade de conferir exposições de obras de artistas plásticos e espetáculos com a presença de atores e cantores.

Na grade de atrações, o evento – com direito a uma privilegiada vista para a Praia da Paciência, estratégica para presenciar a tradicional queima de fogos que ocorre em vários pontos da cidade de Salvador para celebrar a virada do ano –, contará com a animação dos Palhaços do Rio Vermelho, fanfarras e DJs.


Haverá também shows dos cantores Márcia Castro – baiana radicada em São Paulo – e Nelson Rufino e dos grupos Bailinho de Quinta e Fora da Mídia, que irão receber diversos convidados especiais. Para a função de mestre de cerimônias, foi escalado o ator Ricardo Castro.


Com a cara do bairro

De acordo com a assessoria de imprensa do evento, a Vila dos Pescadores, que também foi revitalizada, estará integrada ao Réveillon das Artes, evidenciando que a festa que assinala o início de 2017 terá o verdadeiro DNA do Rio Vermelho. O cardápio a ser oferecido durante a ocasião terá um caráter especial e múltiplo, por ter a assinatura dos onze restaurantes que constituem a Vila Caramuru, para que o público possa apreciar opções variadas da gastronomia regional e contemporânea.

Parte da renda arrecadada com a venda de ingressos do evento será destinada à adoção de uma das praças do bairro mais boêmio de Salvador, além de intervenções na colônia de pesca do Largo da Mariquita, em parceria com a Prefeitura.

Entre as atrações do réveillon está a cantora Márcia Castro
(Foto: Divulgação)

Serviço

Evento: Réveillon das Artes

Atrações: Palhaços do Rio Vermelho, fanfarras, DJs, Bailinho de Quinta, Fora da Mídia, Márcia Castro, Nelson Rufino e convidados

Mestre de cerimônias: Ricardo Castro

Data: 31 de dezembro (sábado)

Local: Vila Caramuru, na área do antigo Mercado do Peixe, Rio Vermelho (em frente ao Largo da Mariquita)

Abertura dos portões: 21 h

Início da programação musical: 22h30

Ingressos para pista meia: R$ 100,00, mediante taxa de R$ 15,00

Ingressos para pista inteira: R$ 200,00, mediante taxa de R$ 30,00

sábado, 24 de dezembro de 2016

Um feliz Natal e um próspero Ano Novo repletos de boas notícias!

Prezados amigos de diferentes tempos e espaços,

Celebrarmos o Natal em família implica, em primeiro lugar, fazermos o máximo esforço possível a fim de nos refletirmos acerca do nascimento anunciado do Messias, batizado Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador do Universo. Embora um simples ser humano, humilde e mortal, assim como nós, Ele veio ao mundo com o único propósito de nos amar, nos abençoar, nos pacificar, nos glorificar e, sobretudo, nos dar vida eterna em âmbito espiritual, além de nos salvar das aflições, obstáculos, discórdias e turbulências que, infelizmente, poderão surgir em todas as circunstâncias da nossa vida cotidiana.

Diante dos inúmeros dilemas que tanto nos afligem e nos tornam seres imperfeitos, o que também faz este mundo imperfeito, desde o surgimento de Adão e Eva, ainda temos reais oportunidades de sermos cada vez mais protegidos pelo poderoso e inabalável escudo da Fé. Fé essa que não nos serve apenas de escudo; atua como um farol inesgotável para a nossa vida, nos iluminando diariamente com súplicas a Deus, que trouxe Seu Filho unigênito, Jesus, para nos defender. Portanto, convenhamos ressaltar que Deus, na qualidade de Ser Supremo, é o nosso refúgio, nossa fortaleza e nossa sentinela nas situações mais difíceis.

Sejamos encantados e harmonizados na Sua preciosa e eterna presença, uma vez que o Reino Divino consiste em um governo perpétuo edificado no Altíssimo, um maravilhoso ambiente celestial considerado um genuíno elemento potencializador para as nossas fragilidades que nos cometemos ao longo da nossa trajetória vital. Amparados por Jesus, nosso condutor primaz, todos nós, embora hajam evidentes distinções, tanto físicas quanto espirituais, devemos ser plenamente fiéis a Ele, reproduzindo o Seu autêntico padrão de solidariedade e amor ao próximo, essencial para nos libertarmos das ciladas tramadas pelo inimigo.

Amparados na absoluta doutrina que Jesus concebeu magistralmente, aproveitamos, enfim, a gloriosa oportunidade para clamarmos por mais um feliz Natal. Festividade mais importante do calendário cristão, a data que visa reverenciar um dos episódios primordiais da História – o nascimento do Nosso Senhor – continua iluminando os nossos lares e as nossas famílias por intermédio das Suas nobres virtudes, dentre as quais podemos citar a paz, a saúde, a fidelidade, a misericórdia, a benevolência, o amor, a sabedoria, a gratidão e o respeito aos seguidores dos Seus ensinamentos.

Finalmente, desejamos, através desta mensagem fortalecedora e sob a gratificante proteção de Jesus, um Natal fraterno e repleto de felicidades, bem como um Ano Novo de 2017 cada vez mais próspero, produtivo e abundante em boas notícias, necessárias em todas as esferas da nossa sempre sagrada vida. Que as esperanças de um mundo melhor reinem sobre nós em sua plenitude, tornando propícios e amplos nossos horizontes concretizadores, em nome de Jesus Cristo.

Atenciosamente,

Hugo Gonçalves,
jornalista autônomo,
e família.

Salvador, 24 de dezembro de 2016.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Confira a lista dos novos vereadores de Salvador

Renovada em 35%, futura composição da Câmara tomará posse em janeiro; base do prefeito ACM Neto conserva maioria

Com informações do portal Correio 24 Horas


Dos 43 vereadores eleitos em outubro, 32 apoiam o prefeito e 11 são oposicionistas
(Foto: Arisson Marinho/Correio)

Ao mesmo tempo em que ACM Neto (DEM) confirmou sua permanência à frente do Executivo de Salvador com votação recorde – quase 74% dos votos válidos –, em 2 de outubro, foi definida a nova composição da Câmara Municipal, que será empossada a partir de 1º de janeiro de 2017. O percentual de renovação da Casa corresponde a 35%, porém 65% do total de vereadores conseguiram renovar seus mandatos pelos próximos quatro anos.

Dos 43 edis, recém-diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) juntamente com o prefeito reeleito, 32 integram sua consolidada base de apoio, ao passo que os outros 11 vereadores constituem a bancada de oposição. Além disso, manifestou-se um leve incremento da representatividade feminina – subiu de 5 para 8 vereadoras, o que equivale a aproximadamente 18,6%. O atual presidente do Legislativo soteropolitano, Paulo Câmara (PSDB), foi o mais votado da cidade, com 18.432 votos, chegando ao quarto mandato consecutivo.

Bancada da situação

1) Alexandre Aleluia (DEM) Eleito para primeiro mandato
2) Alfredo Mangueira (PMDB) Reeleito
3) Ana Rita Tavares (PMB) Reeleita
4) Atanázio Júlio (PSDB) Eleito para primeiro mandato
5) Beca (PPS) Reeleito
6) Cátia Rodrigues (PHS) Reeleita
7) Cláudio Tinoco (DEM)* Reeleito
8) Daniel Rios (PMDB) Eleito para primeiro mandato
9) Duda Sanches (DEM) Reeleito
10) Felipe Lucas (PMDB) Eleito para primeiro mandato
11) Geraldo Júnior (SD)** Reeleito
12) Heber Santana (PSC) Reeleito
13) Henrique Carballal (PV) Reeleito
14) Igor Kannário (PHS) Eleito para primeiro mandato
15) Ireuda Santos (PRB) Eleita para primeiro mandato
16) Isnard Araújo (PHS) Reeleito
17) Joceval Rodrigues (PPS) – Reeleito
18) José Trindade (PSL) – Reeleito
19) Kiki Bispo (PTB) Reeleito
20) Léo Prates (DEM) Reeleito
21) Lorena Brandão (PSC) Eleita para primeiro mandato
22) Luiz Carlos (PRB) Reeleito
23) Marcelle Moraes (PV) Eleita para primeiro mandato
24) Maurício Trindade (DEM) Eleito para primeiro mandato
25) Odiosvaldo Vigas (PDT) – Reeleito
26) Orlando Palhinha (DEM) Reeleito
27) Paulo Câmara (PSDB) Reeleito
28) Paulo Magalhães Júnior (PV) Eleito para primeiro mandato
29) Rogéria Santos (PRB) Eleita para primeiro mandato
30) Sabá (PV) – Reeleito
31) Téo Senna (PHS) – Eleito para primeiro mandato
32) Tiago Correia (PSDB) Reeleito

Bancada de oposição

1) Aladilce Souza (PC do B) Reeleita
2) Carlos Muniz (PTN) Reeleito
3) Edvaldo Brito (PSD) – Reeleito
4) Hélio Ferreira (PC do B) Eleito para primeiro mandato
5) Hilton Coelho (PSOL) Reeleito
6) Luiz Carlos Suíca (PT) Reeleito
7) Marta Rodrigues (PT) – Eleita para primeiro mandato
8) Moisés Rocha (PT) – Reeleito
9) Sidninho (PTN)Eleito para primeiro mandato
10) Sílvio Humberto (PSB) – Reeleito
11) Toinho Carolino (PTN) – Reeleito

* O vereador se licenciará do mandato a partir de 1º de janeiro de 2017 para assumir a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.


* O vereador se licenciará do mandato a partir de 1º de janeiro de 2017 para assumir a Secretaria Municipal do Trabalho, Esporte e Lazer, criada pela reforma administrativa que entrará em vigor no mesmo dia.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ecoturismo no Brasil

Artigo originalmente escrito em 2 de novembro de 2015, e inédito neste blog

Atividade ecoturística propõe formação de uma consciência ambientalista
(Foto: Hugo Gonçalves – Boipeba, Cairu, Bahia, 14/12/2013)

1. Introdução

O turismo ecológico, ou ecoturismo, é definido como uma atividade que objetiva a utilização do patrimônio natural e cultural de maneira sustentável, incentivando a sua preservação e propondo a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, considerados fatores primordiais para promover o bem-estar das populações envolvidas no segmento.

Cabe às agências operadoras de turismo o planejamento dos roteiros, que podem ser elaborados através de estratégias de marketing, nas quais os visitantes podem usufruir dos serviços que lhes são essenciais, como hotelaria, gastronomia, transportes, entre outros.

Além disso, é possível aos turistas utilizar a infraestrutura básica de uma determinada região onde estão hospedados, que contempla, por exemplo, saneamento básico, coleta de resíduos sólidos, hospitais, postos de saúde e farmácias. Todos esses serviços, porém, têm que ser adequados e ecologicamente corretos.

2. Breve histórico do ecoturismo no Brasil

O hábito de explorar paisagens naturais para finalidades turísticas foi introduzido no Brasil no final da década de 1980, seguindo a tendência mundial. Nessa perspectiva, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) autorizou, em 1989, a realização dos primeiros cursos específicos para guia dessa espécie de turismo.

A partir da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, o termo ecoturismo passou a adquirir mais visibilidade, estimulando um mercado que desde então continua crescendo. Acompanhando esse ritmo, vários órgãos e instituições vinculados ao segmento também foram estabelecidos.

Entre eles encontra-se o Instituto de Ecoturismo do Brasil (IEB). Fundado em 1995, o órgão tem como objetivo organizar todo o setor ecoturístico, bem como unificá-lo, no qual estão inseridos empresários, entidades ambientalistas, operadoras e agências de viagens, hotéis, pousadas, entre outras organizações ligadas à área. O IEB tem como uma de suas prioridades incentivar o ecoturismo através da elaboração de um código de ética a fim de certificar o profissional do setor.

3. Crescimento do ecoturismo em nível nacional

Enquanto o turismo convencional cresce apenas 7,5% ao ano no planeta, o ecoturismo vem se expandindo, com percentuais oscilando entre 15% e 25% ao ano. Conforme estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT), 10% dos turistas optam pelo ecoturismo em escala global. Mundialmente, o ecoturismo injeta recursos da ordem de US$ 260 bilhões. O Brasil, por sua vez, investe aproximadamente US$ 70 milhões nesse segmento.

Um universo estimado em cerca de 8 milhões de pessoas movimenta o turismo ecológico, sendo que 20 milhões partem da Europa, 8 milhões saem dos Estados Unidos, e de 2 a 3 milhões, de outras partes do mundo. Porém, o Brasil observa um crescimento tímido, registrando menos de 1% dos turistas. Apresentando uma enorme biodiversidade, a região amazônica, por exemplo, recebe menos de 0,16% dos visitantes.

Na edição 2009 do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo, o Brasil aparece na quarta posição no que diz respeito ao potencial turístico na área de recursos humanos, nos aspectos culturais e naturais. Levando em consideração apenas esse último ponto, nosso país é o segundo colocado.

Há, atualmente, duas iniciativas desenvolvidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), tendo como propósito estimular o desenvolvimento do ecoturismo, além de mobilizar as comunidades tradicionais em atividades inerentes ao desenvolvimento do setor no Brasil. Tratam-se do Programa Nacional de Ecoturismo, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), e do Programa de Visitação nos Parques Nacionais, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF).

Referências


CARVALHO, Vininha F. Origem e desenvolvimento do ecoturismo no Brasil. In: ECOVIAGEM. 14 fev. 2007. Disponível em:
http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/artigos/turismo/origem-e-desenvolvimento-do-ecoturismo-no-brasil-6516.asp. Acesso em: 2 nov. 2015.

ECOTURISMO. In: WIKIPÉDIA. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecoturismo. Acesso em: 2 nov. 2015.