sábado, 27 de agosto de 2011

Jovem mestre do samba

Biografia do cantor e compositor Noel Rosa é narrada no belo filme Noel - poeta da Vila, ambientado no Rio boêmio dos anos 30

Músicas de Noel Rosa (à esquerda, na pele de Rafael Raposo) foram inspiradas pelas bebidas, pelo cigarro e pelo convívio com mulheres
(Foto: Divulgação)

Um indefectível gênio da boêmia carioca de seu tempo, apesar de demonstrar sérias sequelas anatômicas e sanitárias. Assim era a vida e a arte de um dos criativos compositores que contribuíram para o florescimento da Música Popular Brasileira. Criado na Vila Isabel, o sambista carioca Noel Rosa (1910-1937) vivia às custas do consumo de bebidas alcoólicas e de cigarro e do convívio com as mulheres, fatos inspiradores de suas memoráveis canções. Toda a sua efêmera trajetória, atualmente, encontra-se analisada, sintetizada e sistematizada em uma constelação de obras, como o filme Noel – poeta da Vila, de 2006, dirigido pelo cineasta, artista plástico, fotógrafo e publicitário Ricardo van Steen.

Resultado de doze anos de trabalho e pesquisa árduos, a cinebiografia, com 99 minutos de duração, teve seu embasamento no objeto literário Noel Rosa: uma biografia, escrito pelo jornalista João Máximo e pelo músico e engenheiro Carlos Didier e lançado em 1990. O livro caiu nas mãos de Van Steen através do montador Umberto Martins, seu parceiro nos ofícios cinematográficos. Nessas circunstâncias, há 18 anos, a paixão e o entusiasmo do cineasta pelo filósofo do samba se iniciou. Em 1996, dirigiu um outro filme sobre o compositor, o curta-metragem Com que roupa? (1996), espécie de ensaio para o longa.

A película reproduz com primor a cotidianidade e o cenário artístico do Rio de Janeiro da década de 1930. Teve seu êxito e favoritismo definitivamente confirmados pelas plateias que lotaram o Festival de Cinema da capital fluminense e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, ambos realizados em 2006, e a Mostra de Cinema de Tiradentes de 2007. Foi na mostra, estabelecida na cidade histórica de Minas Gerais, onde Noel – poeta da Vila garantiu a contemplação unânime na categoria Melhor Filme, pelo júri popular.

Para interpretar Noel Rosa, foi escolhido um jovem e desconhecido ator, o carioca Rafael Raposo, que precisou aprender canto, violão, dança e sinuca e emagreceu 14 quilos. O filme magistral focaliza a face intimista do franzino boêmio da Vila Isabel que, na sua adolescência, aos 17 anos, tinha espírito cômico e jocoso, e seu maior passatempo era improvisar quadras debochadas para os amigos do bairro da zona norte do Rio. Embora possuindo saúde frágil e debilitada, ele era sobretudo um artista genial. Cursava Medicina e tocava numa banda em companhia de outros rapazes da Vila. De imediato, ele cultivou e suplantou amizades e afinidades com operários, negros e prostitutas.

Em uma das cenas iniciais, na qual revela o súbito encontro amistoso entre o protagonista e o extraordinário sambista Ismael Silva (1905-1978), ele, vivido por Flávio Bauraqui, tenta desafiar Noel ao compor um samba e, de repente, é desmentido. Ao lado do prematuro filósofo do gênero tipicamente nacional, Ismael plantou 18 composições, algumas em parceria com Francisco Alves (1898-1952), o Rei da Voz, materializando a sua constância na veia musical de um de seus importantes parceiros.

Noel – poeta da Vila também explora, com igual mérito, dois aspectos cruciais da brilhante carreira do cantor e compositor, vitimado precocemente pela tuberculose aos 26 anos de idade, em 4 de maio de 1937. Tratam-se do triângulo amoroso entre ele, sua esposa, Lindalra (Lidiane Borges), e a dançarina de cabaré Ceci, recriada pela atriz global Camila Pitanga, maior paixão de sua vida, para quem Noel criou canções como a bonita Último desejo, executada numa cena romântica; e das frequentes hostilidades musicais travadas por Noel e pelo contemporâneo Wilson Batista (1913-1968) através de letras de sambas. Na fita, o sambista, desafeto máximo do rapaz de estatura magra, é reencarnado pelo ator Mário Broder.

O polêmico duelo foi introduzido em 1934, quando, após Wilson forjar o samba Lenço no pescoço, apologia à malandragem, tema recorrente nas letras do gênero, Noel respondeu com Rapaz folgado. As rivalidades presentes entre os dois esplendorosos compositores da época, àquela altura, já eram consistentes e substantivas. Baseando-se em O mocinho da Vila, também de 1934, na qual Wilson, valendo-se da sua atitude pitoresca, repudiou Noel Rosa e o bairro onde ele veio ao mundo, o rival inventou uma de suas célebres canções, Feitiço da Vila, parceria com o pianista e compositor paulista Oswaldo Gogliano (1910-1962), cognominado Vadico.

Então, a hostilidade, que já estava fazendo um sucesso tremendo e retumbante, se transformou em emblema peculiar nas carreiras de Noel e Wilson. Enquanto o último compôs Conversa fiada, em 1935, o primeiro criou, no mesmo ano, outra pérola famosa da sua trajetória, Palpite infeliz, considerado o ponto de culminância das brigas tramadas continuamente pelos dois. Sem nenhuma resposta de Noel, Wilson Batista perseverou o duelo, compondo, no ano subsequente, Frankenstein da Vila, uma descrição da anomalia física do desafeto, e Terra de cego. Com a canção Deixa de ser convencido, letra de Noel feita em cima da melodia de Terra de cego, de Wilson, as brigas entre eles já cessaram.

A cinebiografia do filósofo do samba explora, além da supracitada relação com Ismael Silva, as amizades mais significativas que ele frutificou em seu parco espaço temporal. Noel Rosa construiu convivências férteis com artistas de sua época, a exemplo da cantora Aracy de Almeida (1914-1988), relida no filme por Carol Bezerra, que gravou várias composições de Noel, como Riso de criança e Palpite infeliz, que foi seu maior sucesso; Francisco Alves (Cristiano Gualda); Cartola (1908-1980) (Jonathan Haagensen) e o poeta, ator e compositor Mário Lago (1911-2001), cuja releitura coube ao roqueiro paulista Supla.

Mais do que precioso, Noel – poeta da Vila traz ao espectador um mergulho profundo pela preciosidade musical do sambista tímido e recatado através de suas 30 composições rigorosamente selecionadas para a trilha sonora. Dentre elas está um de seus magníficos e eternos sucessos, o clássico Com que roupa?, com letra autobiográfica e melodia inspirada no Hino Nacional Brasileiro, gravado para o Carnaval de 1931. O espetacular longa, mesmo sendo uma condensação da vida breve e volúvel do irreverente cantor e compositor, traduz a puríssima essência de um dos ases do autêntico samba, que, ao se despedir mais cedo, deixou para a posteridade um acervo de mais de 250 músicas, algumas delas inéditas.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O futuro já chegou no Nordeste de Amaralina

Durante cinco dias, feira em colégio público do bairro conecta a comunidade ao avançado mundo digital

Com informações do A Tarde Online

Com a contínua popularização dos computadores pessoais, as possibilidades de incrementar os horizontes do conhecimento humano através do acesso à tecnologia são, sem dúvida, espetaculares. Seduzidas pelas ferramentas digitais, comunidades de classes baixa e média baixa, progressivamente, estão fazendo do acesso à informática um instrumento de transformação e inclusão social.

Pensando nesse proveitoso intuito, foi iniciada, nesta segunda-feira (22), no Colégio Estadual Carlos Corrêa de Menezes Sant’Anna, localizado dentro de um complexo de escolas do bairro do Nordeste de Amaralina denominado Beco da Cultura, a primeira edição da Feira de Informática Conectando Você ao Conhecimento.

O evento, aberto ao público e que encerrará nesta sexta-feira (26), pretende proporcionar maior visibilidade às ações difusoras dos dispositivos tecnológicos na comunidade, a exemplo dos serviços de manutenção de computadores, oferecidos gratuitamente. Além disso, a grade de programação da feira inclui apresentações de debates e palestras.

Realizadas pela Coordenação de Área de Trânsito e Tráfego do Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), pela empresa catarinense Softplan, pela Coordenação de Tecnologia de Informação da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), pela Faculdade Estácio e pela Login Informática, as apresentações têm como fio condutor o universo da tecnologia de ponta.

Discussão na estreia

Iniciando com um debate, no qual discutiu a utilização dos aplicativos web e móveis, a programação do primeiro dia do evento teve ainda o esclarecimento, pelo público, de informações e sugestões referentes ao mercado de trabalho, das 14 às 16:30, como dicas sobre a elaboração de currículo e o comportamento do candidato em entrevistas de emprego e estágio.

A I Feira de Informática Conectando Você ao Conhecimento prossegue nesta terça-feira (23), com uma palestra exploratória sobre o processo de criação de jogos eletrônicos e a aplicação da eletrônica na informática, das 9 às 12 h. Na quarta-feira (24), das 13 h às 16:45, especialistas debaterão o perfil do profissional da Tecnologia de Informática e a atuação do técnico na área comercial.

Design gráfico, em particular suas funcionalidades, é a abordagem central da palestra que será apresentada na quinta-feira (25), a partir das 9 h, aberta para os interessados no assunto. O evento encerrará no dia subsequente, das 10 h às 11:30, com a realização de uma palestra compreensiva, discutindo e analisando a evolução histórica dos processadores e as tendências das novas tecnologias.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Veado retorna ao zoológico

O animal silvestre fugiu do parque na manhã de hoje e foi resgatado por moradores de Ondina, devolvendo-o ao local original

Com informações do A Tarde Online e do G1 Bahia

Na manhã desta quinta-feira (18), uma cena inusitada despertou a curiosidade dos moradores de Ondina. Um veado, que escapou do Jardim Zoológico de Salvador, em direção às imediações da Avenida Adhemar de Barros, foi capturado por populares e devolvido espontaneamente ao seu habitat original, a Mata Atlântica. Todavia, o mamífero silvestre, a despeito de viver dentro do perímetro do zoo, não integra oficialmente a sua fauna.

"Há animais, como grupos de veados e macacos, que vivem nas áreas compreendidas entre o local das jaulas e os muros que delimitam o espaço do parque", salientou o coordenador do zoológico, Gerson Norberto, à reportagem do portal G1 Bahia. Para ele, o animal, uma fêmea jovem com cerca de 1 metro de altura, conseguiu fugir do seu recinto porque um dos muros do parque caiu na madrugada de hoje.

O animal foi encontrado embaixo da marquise de um edifício residencial na Rua Senta a Pua, transversal da Avenida Adhemar de Barros, localizada atrás do Instituto Social da Bahia (Isba), um dos colégios mais tradicionais da cidade. Conforme Norberto, o muro que circunda a mata desabou provavelmente em razão das chuvas, possibilitando a fuga do veado.

Quase recapturado

Agentes de trânsito da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) foram ao local da fuga e, auxiliados por uma equipe do Corpo de Bombeiros, recapturaram o animal numa operação efetuada sem sucesso, já que ele retornou automaticamente ao recinto, passando por avaliação veterinária prévia.

A assessoria do zoológico ainda declarou que ele foi salvo sem o uso de sedativos, pois mantém regularmente um comportamento dócil, sem causar ameaças às pessoas. "O veado não está ferido e não tem nenhuma lesão. Estava apenas assustado devido ao número de pessoas que tentava capturá-lo", disse a veterinária do parque, Marta Calazans, às repórteres Clarissa Pacheco e Renata Moreira, do jornal A Tarde.

Gerson Norberto explica que os trabalhos de recuperação da porção obstruída do muro do parque serão concluídos até a próxima semana.

Morre o político baiano Ênio Mendes

Advogado, ex-deputado e ex-secretário de Segurança Pública partiu na madrugada de hoje, aos 83 anos, após estar internado

Com informações do Jornal da Mídia, da Tribuna da Bahia Online e da Assembleia Legislativa da Bahia

Ênio Mendes de Carvalho foi cassado em 1964, enquanto exercia o segundo mandato de deputado
(Foto: Arquivo/Assembleia Legislativa da Bahia)

O advogado, pecuarista e ex-deputado estadual Ênio Mendes de Carvalho morreu na madrugada desta quinta-feira (18), aos 83 anos, na Fundação Baiana de Cardiologia (FBC), no bairro da Pituba, onde se encontrava internado. Ex-secretário da Segurança Pública da Bahia no governo de Waldir Pires, Ênio foi primo do deputado estadual licenciado e secretário de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Salvador, João Carlos Bacelar (PTN).

Nascido em Esplanada, no litoral norte do estado, em 10 de abril de 1928, cursou o primário e o ginasial – atuais Ensino Fundamental I e II, respectivamente – na Escola Monsenhor Basílio Pereira, em sua cidade natal, e o secundário (hoje Ensino Médio) no Colégio Estadual Ypiranga e no Colégio Central, na capital. Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), em 1951. Durante sua trajetória estudantil, Ênio Mendes foi membro da União Nacional dos Estudantes (Une) e presidente do Grêmio Barão do Rio Branco e do Diretório Acadêmico Ruy Barbosa.

Ênio foi eleito para a Assembleia Legislativa em 1958, pela legenda do Partido Republicano (PR), renovando seu mandato em 1962, sendo filiado ao Partido Social Progressista (PSP). Exerceu a vice-liderança do PR em 1959; foi titular das Comissões de Finanças, Orçamento e Contas (1959), Viação e Obras Públicas (1959), Orçamento e Fiscalização Financeira (1961), Constituição e Justiça (1963) e Finanças e Serviços Públicos (1963); e suplente das Comissões de Constituição e Justiça (1959-1960), Economia (1959), Finanças e Serviços Públicos (1960), Economia e Transportes (1963) e Saúde Pública e Assistência Social (1963).

Ditadura e redemocratização

Cassado em 28 de abril de 1964, na aurora da tenebrosa ditadura imposta pelos chefes militares que iria perdurar por 21 anos, o então deputado teve seus direitos políticos suspensos em agosto de 1966. Na circunstância da suspensão, já vigorava, no contexto nacional, o sistema bipartidário instaurado pelo regime, com uma legenda situacionista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), em contraposição com o oposicionista Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

Quando o pluripartidarismo foi restabelecido, em fins de 1979, Ênio Mendes ajudou a fundar o PMDB, do qual foi secretário-geral no estado. Teve importância decisiva no retorno à normalidade democrática no Brasil.

Regressou à vida pública em março de 1987, quando o então governador Waldir Pires (PMDB, hoje filiado ao PT) o convidou para assumir a titularidade da Secretaria da Segurança Pública, sendo o primeiro civil a ocupar a pasta na Bahia após a restituição da democracia – seu antecessor no cargo foi um militar, o coronel Antônio Bião Martins Luna (1983-1987). Ênio ficou nos quatro primeiros meses da gestão de Nilo Coelho, até agosto de 1989, quando foi substituído pelo então deputado estadual Fernando Daltro, falecido em 2009.

O corpo de Ênio Mendes está sendo velado no Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães, sede da Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (Cab). De lá, segue para o Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas, onde será cremado nesta sexta-feira (19), a partir das 9 h. O político deixa a viúva, dona Lígia Veloso Mendes de Carvalho; os cinco filhos, Aurélio, Raquel, Ênio Filho, Ana Clara e Luciana; e sete netos.

domingo, 14 de agosto de 2011

Junto à sociedade

Agindo concomitantemente com agrupamentos heterogêneos, membros de um agregado unitário ao qual denominamos massa, o jornalismo desempenha características de suma relevância. Não devemos esquecer que ele, na sua inteireza, exerce o papel de mediador, uma espécie de “ponte” conectiva entre imprensa e sociedade. Com essa valiosa atitude, podemos nos informar, opinar, sugerir eixos temáticos em volumosa profusão e auxiliar no equacionamento dos dilemas recorrentes em nosso dia a dia.

Nos redutos societários atuais, o império da autonomia, da liberdade e da independência enseja a veiculação voraz de vozes plurais que, embora sejam paradoxais, possibilitam a garantia da estabilidade democrática. Embasando-se nesse supremo pressuposto, tecemos e publicamos incessantemente matérias de matiz opinativo, que fazem da divergência de ideias um fator assíduo e rotativo no jornalismo. Paradoxos, ambiguidades e contradições, portanto, adquirem confiabilidade e prestígio aos meios de comunicação.

Democracia, ética, justiça e objetividade, postulados indeléveis na imprensa em nossos tempos, incorporam-se em arcabouço inabalável no exercício da apuração de matérias. Os quatro fundamentos mencionados balizam a legítima soberania, sempre onipotente e onipresente nas deliberações e nas aspirações da comunidade. Utilizando-se deles com nítida eficácia e primazia, a livre circulação de informação e opinião para as sociedades mundiais irradia de modo ubíquo e consistente, da alta hierarquia, a elite, às categorias mais inferiores.

Quanto à sua função mediadora, o jornalismo persevera a articulação, a interação e o envolvimento com pessoas de classes diferenciadas, daí a natureza intersubjetiva comunicacional e informacional. Percebemos que no bojo da mídia há um local reservado para as exigências populares, com direito a denúncias, sugestões, reclamações e mensagens dos leitores, telespectadores e ouvintes. É por intermédio dessa percepção onde a consolidação da liberdade ecoa profundamente no altivo panorama da imprensa.

Estamos convincentes de que a ausência de uniformidade das vertentes exprimidas dentro do poder da mídia dinamiza a plenitude dos propósitos autônomos de uma sociedade. O papel ilustrativo de “ponte” às estratégias e manobras jornalísticas exemplifica essa nobre perspectiva, invocando as massas a adquirirem consideráveis doses de sapiência, instrução e aperfeiçoamento intelectual e cognitivo e a reivindicarem de imediato os seus anseios. Dessa maneira, as pessoas são predestinadas a entrar em contato com o mundo que está a seu redor.

Cultivar o jornalismo vislumbra a total autonomia de sabedorias, mentalidades e sentimentos em todos os formatos midiáticos. Apesar de ser uma faca de dois gumes, onde a predominância do contraditório é admissível, assim como o seu questionamento, o artifício interativo de converter acontecimentos corriqueiros em interpretações realistas e factuais nos faz movimentar a órbita do complexo planeta da informação. A cada lapso de tempo, jornalistas estão muito mais próximos das parcelas da população.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Curso focaliza filmes de gênero

Oficina Cinema Corsário será ministrada pelo crítico Adolfo Gomes entre os dias 22 e 25, dentro do Panorama Internacional Coisa de Cinema, no Unibanco Glauber Rocha

Com informações da assessoria de imprensa do Coisa de Cinema

Na sua sétima edição, o Panorama Internacional Coisa de Cinema traz a oficina gratuita Cinema Corsário - Uma introdução aos filmes de gênero, que abordará as produções cinematográficas populares, elaboradas com orçamento reduzido e intensa criatividade. Capitaneada pelo jornalista, crítico e cineclubista Adolfo Gomes, a oficina acontecerá entre os dias 22 (segunda-feira) e 25 (quinta-feira), das 9 às 12 h, no Espaço Unibanco Gláuber Rocha, na Praça Castro Alves. O acesso é restrito a maiores de 18 anos.

Os espectadores assistirão a filmes de gêneros sortidos, acompanhados de suas respectivas contextualizações históricas e análises das características autorais neles presentes, com ênfase para o faroeste, o terror, o erótico, o policial e o melodrama. Possuindo carga horária de 12 horas, o curso Cinema Corsário disponibiliza 30 vagas, preenchidas mediante inscrições realizadas gratuitamente pelo e-mail panorama_inscricao@yahoo.com.br até a próxima segunda-feira (15), submetendo currículo e carta de intenção com o nome da oficina.

Além de crítico de cinema, o instrutor da oficina, Adolfo Gomes, coordena o Núcleo de Difusão da Diretoria de Audiovisual (Dimas), departamento vinculado à Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), e foi curador de diversos ciclos cinematográficos.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Obras deixam trânsito lento

Recapeamento asfáltico no Iguatemi causou transtornos em outras regiões de Salvador na manhã de hoje

Com informações do A Tarde Online

Encarregada dos trabalhos de manutenção, a Sucop informa que eles serão finalizados até amanhã
(Foto: Clarissa Pacheco/Agência A Tarde)

A execução dos trabalhos de recapeamento asfáltico na região do Iguatemi fez com que o trânsito ficasse congestionado nos principais logradouros da cidade, na manhã desta quinta-feira (11). Segundo informações da Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador (Sucop), incumbida do serviço, as operações de manutenção da pista serão finalizadas entre as 22 h de hoje e a manhã desta sexta-feira (12).

O reparo, ainda de acordo com a Sucop, deveria estar concluído às 7 h de hoje, entretanto houve um imprevisto na remoção das máquinas. As mesmas foram retiradas do local às 7:30 por recomendação de agentes da Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador).

De acordo com a autarquia, os serviços de recapeamento de asfalto também provocaram retenção no movimento de veículos nas avenidas Antônio Carlos Magalhães, Mário Leal Ferreira (Bonocô), Luiz Viana Filho (Paralela) e Tancredo Neves, no Itaigara e na Rua Lucaia, que realiza a conexão viária entre a Chapada do Rio Vermelho e a Avenida Anita Garibaldi. O órgão solicitou que as obras sejam interrompidas, no máximo, às 6 h de amanhã, para conter novos transtornos.

Paralela

Outros serviços de manutenção preventiva também afetaram o tráfego nesta quinta-feira, desta vez na Avenida Paralela. Por volta das 8:30, o trânsito estava lento no sentido Estação Rodoviária, nas imediações do Hospital Sarah Kubitschek, em virtude da pintura do meio-fio, ocasionando a intensificação do congestionamento causado pelas obras no Iguatemi.

Nas proximidades do hipermercado Extra, ainda no sentido Rodoviária, operários da Sucop executaram a operação Tapa-Buraco durante cerca de 10 h. Contudo, o movimento permanecia constante, portanto sem lentidão, em razão do baixo fluxo de veículos na pista.

Ambiente multicultural

Instalado em um dos mais importantes shoppings da cidade, o Cine Cena Unijorge incentiva a difusão da arte nacional aos alunos da universidade

O cine-teatro, localizado no Shopping Itaigara, também promove oficinas profissionalizantes de audiovisual
(Foto: Divulgação)

Recentemente, o cenário cultural baiano ganhou um novo núcleo de exposição de filmes e espetáculos genuinamente brasileiros, com elevado padrão tanto em suas instalações quanto na sua diversificada programação. O Cine Cena Unijorge, localizado no 3º piso do Shopping Itaigara, é um espaço múltiplo onde são projetadas obras cinematográficas nacionais e apresentados shows, peças, oficinas, workshops, entrevistas coletivas e outras produções artísticas de alta qualidade.

Concebida em parceria entre o professor de História Ricardo Carvalho e a produtora Multi Planejamento Cultural, tendo o Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) como um dos patrocinadores da ação, a proposta tem como público-alvo os estudantes da própria instituição de ensino superior. Além de exibir filmes e apresentações, o Cine Cena Unijorge executa oficinas profissionalizantes de audiovisual, excelentes oportunidades interativas para que os alunos ingressem profissionalmente no mercado técnico do segmento.

O professor Carvalho, em depoimento à assessoria de comunicação da universidade particular, salienta o papel formador de novas plateias do cine-teatro. "Este espaço já nasce com apoio de escolas baianas. Vamos ter ações com crianças e jovens em horários alternativos à grade de programação". As ações às quais o docente se refere têm o propósito pedagógico de conhecer o funcionamento de um teatro, respeitar regras e experienciar desde cedo as suas atrações.

Conforto e segurança

Inaugurado em 22 de julho último, na área onde funcionava o antigo Cine Place Itaigara, desativado há dois anos, o Cine Cena Unijorge proporciona ao público-alvo uma moderníssima infraestrutura de entretenimento, comodidade e segurança para atender à sua demanda. Entre os diferenciais da plateia, que dispõe de 200 lugares, estão cadeiras especiais reservadas a pessoas portadoras de problemas na coluna vertebral e uma exclusividade, as poltronas duplas para namorados, denominadas love-seat.

A implantação de um cine-teatro no Shopping Itaigara devido à escassez de espaços de cultura em Salvador e, especificamente, no bairro do Itaigara e adjacências, é justificada pela diretora da Multi Planejamento Cultural, Fernanda Bezerra, produtora cultural graduada pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). "O Cine Cena Unijorge terá, entre outras, essa função de oferecer uma opção para os artistas e para o público", pondera Fernanda, em depoimento à assessoria da Unijorge.

Toda a grade de programação cinematográfica é constituída somente por produções nacionais, objetivando expandir e valorizar a visibilidade das películas brasileiras e viabilizar os seus lançamentos através da promoção de entrevistas coletivas, workshops e diálogos informais com atores e diretores. Os ingressos, populares, são vendidos pelo preço fixo de R$ 4. Quanto aos lançamentos da nova safra do cinema e do teatro brasileiro, está sendo dada atenção especial aos filmes, documentários e peças baianos, a fim de estimular a cultura local.

Vantagens

Filmes antigos restaurados e mostras especiais também serão rodados em breve na sala de projeção. Dentre as vantagens exclusivas concedidas a alunos da Unijorge estão a escolha de um filme nacional pela turma para assistirem coletivamente, efetuada pelas redes sociais, no Clube do Estudante; e a exibição, nas sessões de curtas-metragens ao meio-dia, de obras cinematográficas para que o aluno assista antes ou depois da aula.

Para comparecer à programação integral e obter 50% de desconto, é necessário apresentar o cartão de acesso às dependências do centro universitário e o comprovante de matrícula. Além da Unijorge, o espaço multiartístico conta com o patrocínio do Centro Educacional Vitória-Régia, da rede de supermercados Bompreço/Hiper Bompreço e do Banco do Nordeste.

domingo, 7 de agosto de 2011

Haddad deseja concorrer à prefeitura de São Paulo

Ministro da Educação, um dos postulantes petistas ao cargo, discursou ontem em plenária do PT para mais de 200 militantes

Com informações da Agência Estado e da Folha Online

O ministro da Educação e pré-candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, participou neste sábado (6) do encontro organizado pelo diretório regional da legenda, no bairro de São Miguel Paulista, zona leste da cidade. Haddad é um dos cinco postulantes petistas ao posto máximo da mais rica administração municipal do país.

Numa plateia ocupada por mais de 200 militantes, adotou um pronunciamento por 15 minutos e apelou à presidente Dilma Rousseff (PT) e ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu maior cabo eleitoral. A plenária de ontem foi o cenário da primeira das 36 peregrinações zonais promovidas pelo partido, que objetiva angariar sugestões de lideranças e apresentar o perfil de cada pré-candidato até o mês de outubro.

Antigas promessas de campanha para minimizar os traumas recorrentes em São Paulo foram anunciadas, além de Haddad, pelos deputados federais Carlos Zarattini e Jilmar Tatto e pelos senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy. Dentre aqueles que almejam chefiar o Executivo paulistano, a ex-prefeita mereceu aplausos da militância paulistana do PT.

Marta, ao final da plenária, declarou ser “a candidata natural do partido”, por estar à frente da prefeitura entre 2001 e 2004, deixando o cargo com uma avaliação expressiva da sua gestão.

sábado, 6 de agosto de 2011

Para onde vai a questão agrária?

Se não houvesse uma reforma agrária concreta e efetiva, perdurariam a improdutividade das nossas terras e o anacrônico êxodo rural, no qual contingentes de habitantes camponeses são drasticamente transferidos para centros urbanos em busca de uma vida não tanto promissora. Isso não é ficção nem abstração, até no campo, é óbvio, existe. Há, por conseguinte, insolúveis descompassos na nossa estrutura social, superada por civilizações aglutinadas por edificações, favelas e pavimentações preparadas sem o mínimo ordenamento urbano.

Um dos fatores precípuos que motivaram o prosseguimento da evasão camponesa, a vertiginosa favelização vivenciada nas cidades faz com que os ex-moradores rurais, embora mudassem de zona, ainda vivessem em condições insatisfatórias. O êxodo rural prorroga a miséria nas gigantescas urbes brasileiras por tempo indeterminado, bloqueia a concretude na factibilidade da reforma agrária e ameaça a rotina de pequenos produtores rurais. Tão dramático, marginalizante, opressor e sangrento quanto os perseverantes casos de violência.

A implementação de uma política pública de desapropriação de terras improdutivas é uma providência antiquíssima, cujos debates adquiriram plenos vigor e consistência por volta de 1961-1964, pouco antes do golpe militar que depôs o então presidente João Goulart e, por conta desse episódio, aboliu a democracia populista iniciada em 1945, com a deposição do ex-ditador Getúlio Vargas. Nos momentos precedentes do golpe, Jango, ex-latifundiário, radicalizava as reformas agrária, bancária, urbana, educacional, etc., numa nação imperada pelo capitalismo. Porém, as reformas, urgentes e necessárias para o nosso povo excluído, foram brutalmente proscritas pelo esforço dos militares.

Com a anulação das reformas de base, a ditadura civil-militar recém-instaurada repensou o conceito de propriedade rural com a intenção de favorecer e privilegiar os fazendeiros e latifundiários, a elite agrária. Enquanto isso, o camponês pobre convive com o persistente e insalubre modo de viver, atmosfera nada próspera, na qual está inserida a improdutividade das terras, e com a escalada das agressões no campo. Somadas ao astronômico êxodo rural, as sanguinárias hostilidades rurais, que por vezes terminam em óbitos, exterminam, literalmente, a pacificação na terra.

Quase cinquenta anos depois, as pendências impeditivas para a concretização da reforma agrária ainda vigoram. Trabalhadores rurais humildes, os sem-terra, continuam reivindicando uma porção de terra para plantar, camponeses insatisfeitos migram para o campo de cimento e tijolo da metrópole, de preferência na periferia, tendo como finalidade a sobrevivência improvisada. Ressaltamos que a reforma agrária, por ser uma exigência de longo prazo, jamais foi efetivada em nosso horizonte em virtude, principalmente, de múltiplos fatores de ordem política e social. É exatamente um absurdo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Mostra conta história do outdoor

Em comemoração aos 80 anos da mídia exterior na Bahia, exposição reúne em shopping algumas peças que apareciam nas vias de Salvador desde seu começo

Com informações de A Tarde Online

Exposição no Salvador Shopping mostrará réplicas em miniaturas e curiosidades históricas
(Foto: Divulgação)

Nesta quinta-feira (4), a praça de serviços do Salvador Shopping, na Avenida Tancredo Neves, abrigará uma exposição comemorativa aos 80 anos do outdoor na Bahia, que permanecerá em cartaz por dez dias, dentro do horário de funcionamento do shopping, encerrando no próximo domingo (14). A mostra, cuja entrada é franca, reúne algumas das peças publicitárias históricas que apareciam em vias públicas soteropolitanas no período que compreende os anos 30, década do surgimento da mídia exterior, até a atualidade.

Além de expor réplicas de placas de outdoors em miniaturas, complementadas com textos e fotos ilustrativos sobre a sua evolução, a exposição mostrará curiosidades como os primeiros luminosos de gás neon, os letreiros decorativos de grande porte que se instalavam no Elevador Lacerda, as primeiras placas de anunciantes do antigo estádio da Fonte Nova, o hoje demolido Octávio Mangabeira, quando da sua inauguração, em 1951, e os gradis protetores de árvores na Avenida Sete de Setembro, que integraram as primeiras peças de mobiliário urbano de Salvador.

Definidos nomes para seminário

Na próxima quinta-feira, jornalistas, professores e representantes da sociedade civil e do poder público participarão do Seminário Observatórios de Mídia e Direitos Humanos, no auditório da Facom/Ufba

A programação do Seminário Observatórios de Mídia e Direitos Humanos, que será realizado na próxima quinta-feira (11), a partir das 9 h, no auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba), no Campus Ondina, já tem presenças confirmadas. Jornalistas, docentes, ativistas de direitos humanos e autoridades terão lugar cativo no evento, problematizando, dentre outros aspectos, a questão da mídia como instrumento de espetacularização, desqualificação e ridicularização do cotidiano de indivíduos pobres, geralmente moradores de zonas periféricas.

O seminário gratuito, promovido pelo Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC), organismo complementar da Facom que colabora na divulgação e na efetivação do Direito à Comunicação junto a instituições de ensino superior e a entidades autônomas da sociedade civil, em parceria com a organização não-governamental (ONG) Cipó Comunicação Interativa e o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, visa à discussão das metodologias de monitoramento de mídia, mobilização social e encaminhamentos legais dos dados difundidos por observatórios de mídia em todo o território nacional.

Para guiar as palestras, foram convocados os jornalistas Adriano Guerra, membro da Rede Andi Brasil, Daniella Rocha, gestora da Cipó, Ivan Moraes, membro do Centro de Cultura Luiz Freire, de Olinda, em Pernambuco, e Pedro Caribé, membro do coletivo Intervozes; os professores Giovandro Ferreira, diretor da Facom, e Edgard Rebouças, coordenador do Observatório Regional de Mídia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes); além dos secretários estaduais de Comunicação Social, Robinson Almeida, e da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Almiro Sena.

Pesquisa alarmante

Em consonância com as palestras, ocorrerá o lançamento, pela Editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba), da pesquisa A construção da violência na televisão da Bahia, disponível em versões multimídia (CD-ROM) e livro. Produzida pelo Observatório de Mídia e Direitos Humanos da Bahia, a sondagem analisou, desde 2010, a constância na violação dos direitos do cidadão por meio da brutalidade em atos sensacionalistas que prevalecem na mídia televisiva local, cujos objetos de estudo utilizados foram os programas Na mira, da TV Aratu, afiliada do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), e Se liga Bocão, apresentado por Zé Eduardo na TV Itapoan, retransmissora da Rede Record. Ambas as atrações são exibidas no início da tarde.

Tanto o Na mira quanto o Se liga Bocão “são alvos de recorrentes reclamações da sociedade civil na Bahia, que conta com a parceria do Ministério Público Estadual (MPE) para tentar, ao mínimo, amenizar a situação”, conforme explica o jornalista baiano Pedro Caribé em reportagem de sua autoria, publicada no site Observatório da Imprensa, em setembro do ano passado. O desenvolvimento da análise inerente à exposição de gestos bárbaros na TV baiana, a ser apresentada no seminário, contou, segundo Caribé, com o auxílio da professora-adjunta da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Tânia Cordeiro, e de diversas ONGs como o Instituto de Mídia Étnica e a Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia (AATR).

Sobre o observatório

O Observatório de Mídia e Direitos Humanos da Bahia, instituído em junho de 2009, contribui para a ampliação e a visibilidade da pauta dos direitos humanos no estado, além de articular a sociedade civil e fortalecê-la em torno da cidadania e das políticas públicas de comunicação. Integrante do CCDC, o observatório baiano é composto por duas frentes de atuação: 1) monitoramentos e análises sobre violação dos direitos humanos por veículos impressos e eletrônicos e encaminhamento de dados e denúncias para movimentos sociais e órgãos idôneos; 2) mobilização da sociedade civil para incidir sobre o Estado na elaboração e implantação de políticas públicas de comunicação em âmbito local.

Serviço

Evento: Seminário Observatórios de Mídia e Direitos Humanos

Data e horário: 11 de agosto (quinta-feira), a partir das 9 h

Local: Auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Facom/Ufba) - Rua Barão de Geremoabo, s/n, Ondina

Entrada: Gratuita

Certificado de extensão: 8 horas

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Processo seletivo do Procon-BA dispõe de 5 vagas

Serão contratados bacharéis em Administração e em Direito e atendentes, temporariamente, através do Reda

Com informações da assessoria de comunicação da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos

Já estão abertas, até a próxima segunda-feira (8), as inscrições para o processo seletivo simplificado da Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado da Bahia (Procon-BA), ligada à Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH). Apenas cinco vagas temporárias serão selecionadas para trabalhar no órgão.

A seleção consistirá na contratação imediata e formação de cadastro reserva, em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda), de 3 vagas para bacharel em Administração de Empresas, 1 para bacharel em Direito e 1 para atendente. Exceto para administradores, que admite fase única, o processo seletivo será formado por prova escrita de conhecimentos específicos, análise curricular e entrevista.

Para candidatar-se a uma vaga, os interessados obrigatoriamente preencherão a ficha de inscrição e, em seguida, entregá-la na sede da SJCDH, localizada na 4ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia (Cab), nº 400, em duas opções de horários: das 9 às 12 h (manhã) e das 13:30 às 17:30 (tarde).

Cargos de técnico em nível superior (administradores de empresas e bacharéis em Direito) possuem remuneração de R$ 1.874,94, enquanto os atendentes recebem salário equivalente a R$ 984,36. A jornada de trabalho em todas as ocupações corresponde a 40 horas semanais.