sábado, 3 de dezembro de 2016

João Doria anuncia medidas para conter gastos em São Paulo

Para prefeito eleito, pacote tem o objetivo de equilibrar orçamento e melhorar a gestão do município


Com informações do Estadão Conteúdo


Segundo Doria, orçamento sofrerá corte de 25% em todas as áreas, exceto Saúde e Educação
(Foto: Dario Oliveira/Código19/Estadão Conteúdo – 16/11/2016)

O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou, neste sábado (3), um conjunto de medidas para conter os gastos do município. De acordo com ele, as medidas têm o objetivo de equilibrar o orçamento e aprimorar a gestão da Prefeitura da maior cidade do país em meio a um primeiro ano de administração, considerado difícil sob o ponto de vista econômico.

Logo após se reunir com os secretários que, assim como o futuro gestor, serão empossados em janeiro de 2017, o tucano anunciou aos jornalistas que o orçamento paulistano sofrerá um contingenciamento linear de 25% em todas as áreas, exceto nas despesas pertinentes à saúde e à educação.

Para Doria, a finalidade prioritária do pacote de medidas é aperfeiçoar a eficiência da gestão pública. Porém, declarou que as restrições de gastos também contribuem o prefeito a cumprir a promessa de congelar a tarifa de ônibus em R$ 3,80 até dezembro de 2017.

Todos os contratos mantidos com empresas prestadoras de serviços, inclusive as companhias de transporte coletivo, terão seus valores reduzidos em 15%. No entanto, conforme Doria, o corte garantirá o pagamento dos seus serviços.


“Redução de valor de contrato não significa redução do serviço do contrato (…). Se não quiserem, rompemos o contrato”, disse o prefeito eleito ao Estadão Conteúdo. Ele também afirmou que as empresas sejam mais eficientes para dar continuidade à rentabilidade dos seus negócios.

Dispensa de veículos

Além disso, a gestão de João Doria vai dispensar 1,3 mil carros da frota da Prefeitura de São Paulo, de modo a gerar uma economia de R$ 120 milhões por ano em despesas como combustível, seguro, pagamento de motoristas e manutenção dos veículos. “São quase R$ 500 milhões em quatro anos. É o preço de um hospital de alta complexidade”, comparou.

Há possibilidade de os veículos serem vendidos ou leiloados, mas nas situações em que são alugados, a administração municipal irá devolvê-los à locadora. Segundo Doria, os servidores municipais serão deslocados através de táxi convencional ou aplicativo Uber, com exceção da frota da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e de veículos que prestam assistência médica ou funerária.

O prefeito e seu vice, Bruno Covas (PSDB) – eleitos em primeiro turno no último 2 de outubro –, bem como secretários e gestores de autarquias, terão um veículo à sua disposição para cada um. Entretanto, Doria prometeu utilizar carro próprio em seus deslocamentos e que, caso o tucano precise ser conduzido por um policial militar, poderia até contratar um motorista particular.

Ele também determinou a toda sua futura equipe de governo um corte mínimo de 30% de todos os cargos comissionados, gerando uma economia de quase R$ 40 milhões por ano. Ao lado de Doria, Bruno Covas antecipou que os secretários, ao entregarem redução maior nos gastos com custeio, serão compensados no planejamento orçamentário, assegurando mais investimentos em suas respectivas pastas.


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