segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Unijorge agora oferece curso de Cinema e Audiovisual

Novo curso de graduação presencial da instituição permite que aluno esteja apto a elaborar suas primeiras produções audiovisuais durante três anos e meio

Com informações da assessoria de imprensa da Unijorge

Curso terá 150 vagas anuais, distribuídas nos turnos matutino e noturno no campus Paralela
(Foto: Divulgação – 05/07/2013)

O Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge) agora dispõe de um curso de graduação em uma das áreas profissionais tidas como mais promissoras do mercado nacional – Cinema e Audiovisual. Articulando disciplinas teóricas e atividades práticas, o novo curso oferecido pela instituição, enquadrado na categoria bacharelado, permitirá ao aluno a elaboração de suas primeiras produções audiovisuais durante o período de formação.

Com duração de três anos e meio, ou sete semestres, o curso de Cinema e Audiovisual, ministrado na modalidade presencial, terá 150 vagas anuais, a serem preenchidas no campus Paralela e distribuídas nos turnos matutino e noturno. Ao término do curso, o aluno alcançará o objetivo de capacitá-lo para a realização de produções cinematográficas de diferentes gêneros e formatos.

“Além da tradicional produção de longa-metragem, nossos alunos terão embasamento teórico e crítico, o que permitirá compreender e analisar o impacto do seu trabalho na sociedade, além de entender sobre o mercado e a política do Cinema e Audiovisual, captação de recursos, distribuição e exibição”, explicou uma das professoras do curso, a cineasta Ceci Alves.

De acordo com a assessoria de imprensa da Unijorge, os alunos contemplados terão a oportunidade de aprender sobre teoria, prática, roteirização e crítica cinematográficas vocacionadas aos mais diversos tipos de mídias contemporâneas. Uma vez graduados, estarão aptos a produzir filmes e vídeos com conteúdo artístico, publicitário, documental, institucional ou jornalístico a serem veiculados no cinema, na televisão, na internet ou via circuito fechado.

Setor em expansão

“Este é um curso extremamente estratégico no mercado da Comunicação e das Artes, além de ser uma das carreiras que mais têm crescido no mercado brasileiro”, enfatizou Ceci, que também é jornalista.

Para se ter uma ideia desse crescimento, a Agência Nacional do Cinema e Audiovisual (Ancine) estima que, em 2014, o setor arrecadou R$ 24,5 bilhões para a economia do país, ao contrário de 2007, quando teve uma renda computada em R$ 8,7 bilhões. Trata-se de uma expansão de quase 9% ao ano, concomitante a um crescimento exponencial de produções para cinema, TV e outras mídias e, em consequência, da geração de emprego.

O profissional graduado pelo novo curso da Unijorge ainda terá expertise para participar de equipes especializadas em roteiro, direção, produção, fotografia, edição ou sonorização, além de estar envolvido no figurino, na cenografia e na iluminação.

Além disso, poderá trabalhar em emissoras de TV, atuando como chefe ou integrante da equipe de produção, organizar mostras inerentes ao segmento e gerir cineclubes. E mais: o futuro profissional da área poderá exercer a função como autônomo ou contratado de produtoras, tanto na captação de recursos para a produção quanto no gerenciamento de distribuição e exibição da obra.

Além de produzir longas-metragens, alunos terão embasamento teórico e crítico, diz Ceci Alves
(Foto: Hugo Gonçalves – 04/11/2012)

Excelência

Primando por seu alto nível de excelência acadêmica, o curso de Cinema e Audiovisual, coordenado pela professora Patrícia Barros Moraes – também responsável pelos cursos de Comunicação Social (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas) –, será ministrado por um corpo docente altamente qualificado, composto por mais de 70% de mestres e doutores atuantes no mercado.

Seus graduandos terão à disposição uma infraestrutura de qualidade que inclui modernos laboratórios gerais e específicos – TV, áudio, edição, fotografia, entre outros –, acesso a softwares aplicados em empresas do ramo audiovisual, aproximando a teoria da prática do mercado visando facilitar a oferta de estágios e empregos, e uma biblioteca totalmente informatizada com amplo acervo bibliográfico sobre os mais variados temas de interesse, além de acesso a importantes bases de dados eletrônicas.

Também serão oferecidas aos alunos as chances de participar de seminários de Práticas de Comunicação em parceria com empresas do setor, trazendo-lhes as novidades da Comunicação Organizacional, e de atividades práticas nos núcleos vinculados ao curso – Galáxia Agência Experimental de Comunicação Integrada, Núcleo de Práticas Comunicacionais (Nuprac) e RADIOJA.

Por fim, os graduandos terão a possibilidade de estagiar nos Núcleos de Práticas dos cursos de Comunicação Social, propiciar um diálogo com esses cursos e participar de iniciativas que se tornaram diferenciais da Unijorge. Entre elas estão o Programa de Iniciação Científica, o Intercâmbio Acadêmico, o Programa de Responsabilidade Social, o Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação (Interculte) e a Mostra de Projetos.

Para mais informações referentes ao novo curso de Cinema e Audiovisual da instituição, incluindo sua grade curricular, acesse a página: www.unijorge.edu.br/cursos/graduacao-presencial/cinema-e-audiovisual.html.

Caracterização fisiográfica do município de Camaçari

Artigo escrito originalmente em novembro de 2015, e inédito neste blog


Vista aérea parcial da zona urbana de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador
(Foto: Arquivo – 10/08/2005)


1. Relevo

O relevo de Camaçari, situado entre as latitudes 12º 27’ 05” e 12º 52’ 30” e as longitudes 38º 28’ 52”, possuindo altitude de 50 m acima do nível do mar, se constitui por planícies marinhas e fluvio-marinhas, aliadas aos tabuleiros pré-litorâneos e do Recôncavo (CAMAÇARI, 2011).

Entretanto, de acordo com Pedro Pereira Fonseca (2004), sob um aspecto geomorfológico, o município apresenta representantes de paisagens físicas, organizados nas três espécies de modelados de relevo ali existentes.

O modelado de aplainamento, também conhecido como Pediplanos, é o mais abrangente, estendendo-se por grande parte da área central, além de uma porção da área onde a empresa de proteção ambiental Cetrel está localizada (FONSECA, 2004, p. 17).

Já o segundo modelado, o de acumulação, na avaliação do pesquisador, se caracteriza pelas Áreas Úmidas dos vales fluviais, abertos e de fundo chato, ramificando-se por quase toda a área. Por fim, o modelado de dissecação, equivalente ao Relevo Ondulado, apresenta-se com formas variadas (Idem, p. 17).

Os exemplares dos modelados mais elevados encontram-se na porção norte, situada a leste e a oeste do vizinho município de Dias d’Ávila, “sob a forma de morrotes isolados com topos e vertentes convexas, morrotes com topos aguçados e também alguns aproximadamente tabulares” (Idem, p. 17).

Contudo, de acordo com o próprio pesquisador, os mais suaves consistem em morrotes de topo abaulado, que incluem vertentes convexadas, encontrados principalmente na zona que faz a ligação entre a Cetrel e o Polo Petroquímico de Camaçari, bem como em parte da área de entorno da referida empresa (Idem, p. 17).

2. Solo

Dados coletados em 1994 pelo Governo do Estado da Bahia, e incluídos por Souza (2006) em sua dissertação de mestrado, informam que Camaçari apresenta três tipos de solo, a saber: podzol hidromórfico, podzólico vermelho-amarelo álico, areias quartzosas marinhas e glei pouco húmico distrófico.

No município, as elevações e áreas onduladas mais elevadas se constituem por solos residuais de siltes arenosos e argilosos, intercalados, de coloração rosada e branca e capacidade variada. Através do transporte desses solos por águas pluviais, foram desenvolvidos depósitos superficiais de solos transportados, a exemplo da areia fina, pouco compacta, branca ou cinza, na parte inferior dos morros, e dos depósitos de argila siltosa, mole e turfosa, ao longo dos riachos (SOUZA, 2006, p. 69).

Além disso, na faixa litorânea camaçariense, encontram-se solos sílico-argilosos ácidos. Caracterizados por baixa fertilidade natural e excessiva porosidade e permeabilidade, são bem drenados e susceptíveis à erosão. Também ao longo do litoral, há os solos salinos costeiros, que se manifestam em extensas faixas inundadas periodicamente pela água do mar, apresentando coloração acinzentada, textura siltosa e fertilidade natural extremamente baixa, não podendo ser aplicada para utilização na agricultura (Idem, p. 69).

As zonas alagadas do interior e do litoral de Camaçari, conforme Souza (2006, p. 69), são marcadas pela presença de solos de diversos tipos: hidromorfos – formados por meio da acumulação de materiais transportados consolidados, originários de detritos, e granulometria heterogênea –, argilosos, argilo-arenosos e arenoargilosos, possuindo fertilidade variável.

No médio e baixo cursos do Rio Jacuípe e na área compreendida entre o distrito de Vila de Abrantes, no litoral, e o povoado de Parafuso, bem como no baixo curso do Rio Joanes, em sua margem esquerda, são encontrados solos podzólicos de tonalidade vermelho-amarela variável e latossolos amarelos, rasos, ácidos, bem drenados e de fertilidade média, sendo apropriadas para uso agropecuário (Idem, p. 69).

Por último, na zona de tabuleiro, considerada pelo pesquisador “a mais extensa e representativa do município” (2006, p. 69), os solos ali presentes se originaram, sobretudo, das Formações Marizal, São Sebastião e Barreiras. De caráter profundo, ácido e geralmente bem drenado, com argilas de atividade baixa, esses tipos de solos manifestam-se na área mais plana e não são utilizáveis para a agricultura em decorrência da baixa fertilidade natural (Idem, p. 69).

3. Clima

De acordo com a classificação proposta pelo climatologista russo Wladimir Köppen (1846-1940), o clima de Camaçari é tropical quente e úmido, apresentando temperatura média de 25,4 ºC e chuvas mais concentradas entre os meses de abril e junho (FONSECA, 2004, p. 17).

Quanto aos índices pluviométricos, obtidos por Fonseca (2004, p. 17) na Estação Climatológica da Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), foram apresentadas médias mensais de 250 mm e valores acumulados de 1.823 mm/ano. Segundo essas informações, o pesquisador concluiu que o ano de 1999 foi o mais chuvoso na região, alcançando elevados 2.464 mm (Idem, p. 17).


Principal rio do município, o Rio Pojuca corresponde ao seu limite norte
(Foto: Edvaldo Borges – 17/02/2011)

4. Recursos hídricos

Souza (2006) explica que o município de Camaçari, por estar inserido nas bacias hidrográficas da Região Metropolitana de Salvador (RMS), demonstra um expressivo potencial de águas superficiais, representado pelas bacias dos rios Joanes, Jacuípe e Pojuca.

Limite sul do território camaçariense, o Rio Joanes possui 60 km de extensão, e sua bacia abrange uma área equivalente a 594 km2, da qual cerca de 80% é coberta por arenitos oriundos da Formação São Sebastião. Sobre o seu leito se encontram duas barragens, a Joanes I, construída em 1967, e a Joanes II, em 1971. A vazão média do rio corresponde a 11 m3/s e a vazão regularizada, a 6 m3/s. (SOUZA, 2006, p. 72).

Entre os afluentes da margem esquerda da bacia do Rio Joanes está o Rio Camaçari. Com 12 km de extensão, sendo que mais de sua metade percorre a malha urbana da sede municipal, o Rio Camaçari nasce no anel florestal do Polo Petroquímico e deságua no Rio Joanes (CAMAÇARI, 2011).

Tendo sua nascente localizada no município de Conceição do Jacuípe, o Rio Jacuípe deságua no Oceano Atlântico. Sua bacia de drenagem possui uma extensão estimada em 85 km e sua bacia, 784 km2, com vazão média de 15 m3/s e vazão regularizada de 4,6 m3/s.

Dentro do território de Camaçari, o rio é represado para captação de água na barragem de Santa Helena. Integram essa bacia os rios Capivara Grande e Capivara Pequena. Cerca de 90% da área da bacia do Rio Jacuípe é coberta por arenitos da Formação São Sebastião. (SOUZA, 2006, p. 72)

O rio Capivara Grande, um dos afluentes da Bacia do Jacuípe, com 43 km de extensão, nasce nas intermediações da Estrada da Biribeira, no limite do complexo petroquímico, tendo sua foz no Rio Jacuípe. “Ele percorre a zona rural próxima à Sede e parte do distrito de Abrantes, seguindo paralelo ao cordão de dunas entre Arembepe e Barra de Jacuípe” (CAMAÇARI, 2011).

O Rio Pojuca, principal rio de Camaçari, corresponde ao limite norte do município. Sua bacia abrange uma área de 5.000 km2, dos quais 60% encontram-se na área do Recôncavo. A sua vazão foi calculada em 30 m3/s e a vazão regularizada, em 19,7 m3/s. As vazões totais dos rios Joanes, Jacuípe e Pojuca, respectivamente consideradas iguais a 6 m3/s, 4,6 m3/s e 19,7 m3/s, equivalem a 30,3 m3/s, valor representativo da disponibilidade hídrica da superfície, de interesse direto à caracterização física do município de Camaçari (SOUZA, 2006, p. 72).

Conforme estudos e pesquisas realizados pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras), mencionados por Souza (2006), existem, no município, aquíferos com água doce até a base do membro superior da Formação São Sebastião, representando uma espessura variável entre 800 e 1.500 metros.

Referências

CAMAÇARI. Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Turismo. Geografia. Disponível em: http://turismo.camacari.ba.gov.br/2011/geografia.php. Acesso em: 10 nov. 2015.

FONSECA, Pedro Pereira. Mapeamento geológico e zoneamento geoambiental da região do Polo Industrial de Camaçari, através do uso de ortofotos digitais. 2004. Monografia (Graduação em Geologia) – Instituto de Geociências, Universidade Federal da Bahia, Salvador, mai. 2004.

SOUZA, José Gileá de. Camaçari, as duas faces da moeda: crescimento econômico x desenvolvimento social. 2006. Dissertação (Mestrado em Análise Regional) – Departamento de Ciências Sociais Aplicadas, Universidade Salvador, Salvador, jun. 2006.

domingo, 25 de dezembro de 2016

Réveillon das Artes celebra 2017 com música e animação

Festa que marca início do próximo ano ocorre na Vila Caramuru, espaço gastronômico no Rio Vermelho, com palhaços, DJs, fanfarras, cantores, bandas e convidados

Com informações da assessoria de comunicação do evento

Evento terá como palco a Vila Caramuru, instalada no antigo Mercado do Peixe
(Foto: Elias Dantas/Mundo Vip Bahia)

Famoso pela boemia, pelo cenário artístico e pela exuberância de suas praias, o Rio Vermelho receberá, no próximo sábado (31), a partir das 21 h, o Réveillon das Artes. A festa multicultural que comemora o advento de 2017, cuja programação inclui diversos animadores do bairro, artistas e disc-jockeys (DJs), além de fanfarras, acontece na Vila Caramuru, complexo gastronômico situado na área do antigo Mercado do Peixe, em frente ao Largo da Mariquita.

A proposta do Réveillon das Artes, idealizado pelas produtoras Irá Carvalho e Selma Calabrich e realizado pela Associação dos Moradores e Amigos do Rio Vermelho (Amarv), é integrar as múltiplas manifestações artísticas e culturais já incorporadas à vida cotidiana do bairro, de modo a oferecer uma festa de réveillon para toda a família.

Segundo os organizadores, a ideia é mostrar o aspecto lúdico da cena de entretenimento, dando ao público a oportunidade de conferir exposições de obras de artistas plásticos e espetáculos com a presença de atores e cantores.

Na grade de atrações, o evento – com direito a uma privilegiada vista para a Praia da Paciência, estratégica para presenciar a tradicional queima de fogos que ocorre em vários pontos da cidade de Salvador para celebrar a virada do ano –, contará com a animação dos Palhaços do Rio Vermelho, fanfarras e DJs.


Haverá também shows dos cantores Márcia Castro – baiana radicada em São Paulo – e Nelson Rufino e dos grupos Bailinho de Quinta e Fora da Mídia, que irão receber diversos convidados especiais. Para a função de mestre de cerimônias, foi escalado o ator Ricardo Castro.


Com a cara do bairro

De acordo com a assessoria de imprensa do evento, a Vila dos Pescadores, que também foi revitalizada, estará integrada ao Réveillon das Artes, evidenciando que a festa que assinala o início de 2017 terá o verdadeiro DNA do Rio Vermelho. O cardápio a ser oferecido durante a ocasião terá um caráter especial e múltiplo, por ter a assinatura dos onze restaurantes que constituem a Vila Caramuru, para que o público possa apreciar opções variadas da gastronomia regional e contemporânea.

Parte da renda arrecadada com a venda de ingressos do evento será destinada à adoção de uma das praças do bairro mais boêmio de Salvador, além de intervenções na colônia de pesca do Largo da Mariquita, em parceria com a Prefeitura.

Entre as atrações do réveillon está a cantora Márcia Castro
(Foto: Divulgação)

Serviço

Evento: Réveillon das Artes

Atrações: Palhaços do Rio Vermelho, fanfarras, DJs, Bailinho de Quinta, Fora da Mídia, Márcia Castro, Nelson Rufino e convidados

Mestre de cerimônias: Ricardo Castro

Data: 31 de dezembro (sábado)

Local: Vila Caramuru, na área do antigo Mercado do Peixe, Rio Vermelho (em frente ao Largo da Mariquita)

Abertura dos portões: 21 h

Início da programação musical: 22h30

Ingressos para pista meia: R$ 100,00, mediante taxa de R$ 15,00

Ingressos para pista inteira: R$ 200,00, mediante taxa de R$ 30,00

sábado, 24 de dezembro de 2016

Um feliz Natal e um próspero Ano Novo repletos de boas notícias!

Prezados amigos de diferentes tempos e espaços,

Celebrarmos o Natal em família implica, em primeiro lugar, fazermos o máximo esforço possível a fim de nos refletirmos acerca do nascimento anunciado do Messias, batizado Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador do Universo. Embora um simples ser humano, humilde e mortal, assim como nós, Ele veio ao mundo com o único propósito de nos amar, nos abençoar, nos pacificar, nos glorificar e, sobretudo, nos dar vida eterna em âmbito espiritual, além de nos salvar das aflições, obstáculos, discórdias e turbulências que, infelizmente, poderão surgir em todas as circunstâncias da nossa vida cotidiana.

Diante dos inúmeros dilemas que tanto nos afligem e nos tornam seres imperfeitos, o que também faz este mundo imperfeito, desde o surgimento de Adão e Eva, ainda temos reais oportunidades de sermos cada vez mais protegidos pelo poderoso e inabalável escudo da Fé. Fé essa que não nos serve apenas de escudo; atua como um farol inesgotável para a nossa vida, nos iluminando diariamente com súplicas a Deus, que trouxe Seu Filho unigênito, Jesus, para nos defender. Portanto, convenhamos ressaltar que Deus, na qualidade de Ser Supremo, é o nosso refúgio, nossa fortaleza e nossa sentinela nas situações mais difíceis.

Sejamos encantados e harmonizados na Sua preciosa e eterna presença, uma vez que o Reino Divino consiste em um governo perpétuo edificado no Altíssimo, um maravilhoso ambiente celestial considerado um genuíno elemento potencializador para as nossas fragilidades que nos cometemos ao longo da nossa trajetória vital. Amparados por Jesus, nosso condutor primaz, todos nós, embora hajam evidentes distinções, tanto físicas quanto espirituais, devemos ser plenamente fiéis a Ele, reproduzindo o Seu autêntico padrão de solidariedade e amor ao próximo, essencial para nos libertarmos das ciladas tramadas pelo inimigo.

Amparados na absoluta doutrina que Jesus concebeu magistralmente, aproveitamos, enfim, a gloriosa oportunidade para clamarmos por mais um feliz Natal. Festividade mais importante do calendário cristão, a data que visa reverenciar um dos episódios primordiais da História – o nascimento do Nosso Senhor – continua iluminando os nossos lares e as nossas famílias por intermédio das Suas nobres virtudes, dentre as quais podemos citar a paz, a saúde, a fidelidade, a misericórdia, a benevolência, o amor, a sabedoria, a gratidão e o respeito aos seguidores dos Seus ensinamentos.

Finalmente, desejamos, através desta mensagem fortalecedora e sob a gratificante proteção de Jesus, um Natal fraterno e repleto de felicidades, bem como um Ano Novo de 2017 cada vez mais próspero, produtivo e abundante em boas notícias, necessárias em todas as esferas da nossa sempre sagrada vida. Que as esperanças de um mundo melhor reinem sobre nós em sua plenitude, tornando propícios e amplos nossos horizontes concretizadores, em nome de Jesus Cristo.

Atenciosamente,

Hugo Gonçalves,
jornalista autônomo,
e família.

Salvador, 24 de dezembro de 2016.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Confira a lista dos novos vereadores de Salvador

Renovada em 35%, futura composição da Câmara tomará posse em janeiro; base do prefeito ACM Neto conserva maioria

Com informações do portal Correio 24 Horas


Dos 43 vereadores eleitos em outubro, 32 apoiam o prefeito e 11 são oposicionistas
(Foto: Arisson Marinho/Correio)

Ao mesmo tempo em que ACM Neto (DEM) confirmou sua permanência à frente do Executivo de Salvador com votação recorde – quase 74% dos votos válidos –, em 2 de outubro, foi definida a nova composição da Câmara Municipal, que será empossada a partir de 1º de janeiro de 2017. O percentual de renovação da Casa corresponde a 35%, porém 65% do total de vereadores conseguiram renovar seus mandatos pelos próximos quatro anos.

Dos 43 edis, recém-diplomados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) juntamente com o prefeito reeleito, 32 integram sua consolidada base de apoio, ao passo que os outros 11 vereadores constituem a bancada de oposição. Além disso, manifestou-se um leve incremento da representatividade feminina – subiu de 5 para 8 vereadoras, o que equivale a aproximadamente 18,6%. O atual presidente do Legislativo soteropolitano, Paulo Câmara (PSDB), foi o mais votado da cidade, com 18.432 votos, chegando ao quarto mandato consecutivo.

Bancada da situação

1) Alexandre Aleluia (DEM) Eleito para primeiro mandato
2) Alfredo Mangueira (PMDB) Reeleito
3) Ana Rita Tavares (PMB) Reeleita
4) Atanázio Júlio (PSDB) Eleito para primeiro mandato
5) Beca (PPS) Reeleito
6) Cátia Rodrigues (PHS) Reeleita
7) Cláudio Tinoco (DEM)* Reeleito
8) Daniel Rios (PMDB) Eleito para primeiro mandato
9) Duda Sanches (DEM) Reeleito
10) Felipe Lucas (PMDB) Eleito para primeiro mandato
11) Geraldo Júnior (SD)** Reeleito
12) Heber Santana (PSC) Reeleito
13) Henrique Carballal (PV) Reeleito
14) Igor Kannário (PHS) Eleito para primeiro mandato
15) Ireuda Santos (PRB) Eleita para primeiro mandato
16) Isnard Araújo (PHS) Reeleito
17) Joceval Rodrigues (PPS) – Reeleito
18) José Trindade (PSL) – Reeleito
19) Kiki Bispo (PTB) Reeleito
20) Léo Prates (DEM) Reeleito
21) Lorena Brandão (PSC) Eleita para primeiro mandato
22) Luiz Carlos (PRB) Reeleito
23) Marcelle Moraes (PV) Eleita para primeiro mandato
24) Maurício Trindade (DEM) Eleito para primeiro mandato
25) Odiosvaldo Vigas (PDT) – Reeleito
26) Orlando Palhinha (DEM) Reeleito
27) Paulo Câmara (PSDB) Reeleito
28) Paulo Magalhães Júnior (PV) Eleito para primeiro mandato
29) Rogéria Santos (PRB) Eleita para primeiro mandato
30) Sabá (PV) – Reeleito
31) Téo Senna (PHS) – Eleito para primeiro mandato
32) Tiago Correia (PSDB) Reeleito

Bancada de oposição

1) Aladilce Souza (PC do B) Reeleita
2) Carlos Muniz (PTN) Reeleito
3) Edvaldo Brito (PSD) – Reeleito
4) Hélio Ferreira (PC do B) Eleito para primeiro mandato
5) Hilton Coelho (PSOL) Reeleito
6) Luiz Carlos Suíca (PT) Reeleito
7) Marta Rodrigues (PT) – Eleita para primeiro mandato
8) Moisés Rocha (PT) – Reeleito
9) Sidninho (PTN)Eleito para primeiro mandato
10) Sílvio Humberto (PSB) – Reeleito
11) Toinho Carolino (PTN) – Reeleito

* O vereador se licenciará do mandato a partir de 1º de janeiro de 2017 para assumir a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.


* O vereador se licenciará do mandato a partir de 1º de janeiro de 2017 para assumir a Secretaria Municipal do Trabalho, Esporte e Lazer, criada pela reforma administrativa que entrará em vigor no mesmo dia.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ecoturismo no Brasil

Artigo originalmente escrito em 2 de novembro de 2015, e inédito neste blog

Atividade ecoturística propõe formação de uma consciência ambientalista
(Foto: Hugo Gonçalves – Boipeba, Cairu, Bahia, 14/12/2013)

1. Introdução

O turismo ecológico, ou ecoturismo, é definido como uma atividade que objetiva a utilização do patrimônio natural e cultural de maneira sustentável, incentivando a sua preservação e propondo a formação de uma consciência ambientalista por meio da interpretação do ambiente, considerados fatores primordiais para promover o bem-estar das populações envolvidas no segmento.

Cabe às agências operadoras de turismo o planejamento dos roteiros, que podem ser elaborados através de estratégias de marketing, nas quais os visitantes podem usufruir dos serviços que lhes são essenciais, como hotelaria, gastronomia, transportes, entre outros.

Além disso, é possível aos turistas utilizar a infraestrutura básica de uma determinada região onde estão hospedados, que contempla, por exemplo, saneamento básico, coleta de resíduos sólidos, hospitais, postos de saúde e farmácias. Todos esses serviços, porém, têm que ser adequados e ecologicamente corretos.

2. Breve histórico do ecoturismo no Brasil

O hábito de explorar paisagens naturais para finalidades turísticas foi introduzido no Brasil no final da década de 1980, seguindo a tendência mundial. Nessa perspectiva, o Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) autorizou, em 1989, a realização dos primeiros cursos específicos para guia dessa espécie de turismo.

A partir da realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, o termo ecoturismo passou a adquirir mais visibilidade, estimulando um mercado que desde então continua crescendo. Acompanhando esse ritmo, vários órgãos e instituições vinculados ao segmento também foram estabelecidos.

Entre eles encontra-se o Instituto de Ecoturismo do Brasil (IEB). Fundado em 1995, o órgão tem como objetivo organizar todo o setor ecoturístico, bem como unificá-lo, no qual estão inseridos empresários, entidades ambientalistas, operadoras e agências de viagens, hotéis, pousadas, entre outras organizações ligadas à área. O IEB tem como uma de suas prioridades incentivar o ecoturismo através da elaboração de um código de ética a fim de certificar o profissional do setor.

3. Crescimento do ecoturismo em nível nacional

Enquanto o turismo convencional cresce apenas 7,5% ao ano no planeta, o ecoturismo vem se expandindo, com percentuais oscilando entre 15% e 25% ao ano. Conforme estimativas da Organização Mundial de Turismo (OMT), 10% dos turistas optam pelo ecoturismo em escala global. Mundialmente, o ecoturismo injeta recursos da ordem de US$ 260 bilhões. O Brasil, por sua vez, investe aproximadamente US$ 70 milhões nesse segmento.

Um universo estimado em cerca de 8 milhões de pessoas movimenta o turismo ecológico, sendo que 20 milhões partem da Europa, 8 milhões saem dos Estados Unidos, e de 2 a 3 milhões, de outras partes do mundo. Porém, o Brasil observa um crescimento tímido, registrando menos de 1% dos turistas. Apresentando uma enorme biodiversidade, a região amazônica, por exemplo, recebe menos de 0,16% dos visitantes.

Na edição 2009 do Índice de Competitividade em Viagens e Turismo, o Brasil aparece na quarta posição no que diz respeito ao potencial turístico na área de recursos humanos, nos aspectos culturais e naturais. Levando em consideração apenas esse último ponto, nosso país é o segundo colocado.

Há, atualmente, duas iniciativas desenvolvidas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), tendo como propósito estimular o desenvolvimento do ecoturismo, além de mobilizar as comunidades tradicionais em atividades inerentes ao desenvolvimento do setor no Brasil. Tratam-se do Programa Nacional de Ecoturismo, da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), e do Programa de Visitação nos Parques Nacionais, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF).

Referências


CARVALHO, Vininha F. Origem e desenvolvimento do ecoturismo no Brasil. In: ECOVIAGEM. 14 fev. 2007. Disponível em:
http://ecoviagem.uol.com.br/fique-por-dentro/artigos/turismo/origem-e-desenvolvimento-do-ecoturismo-no-brasil-6516.asp. Acesso em: 2 nov. 2015.

ECOTURISMO. In: WIKIPÉDIA. Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ecoturismo. Acesso em: 2 nov. 2015.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Os efeitos negativos da delinquência juvenil

Considerada uma conduta ilegal, delinquência juvenil afeta não somente crianças e jovens, mas também suas famílias e amigos
(Foto: Alexander Raths/Indiana Court Times)

Um dos atos antissociais mais comuns e largamente difundidos, a delinquência juvenil geralmente pode ser definida como participação no comportamento ilegal por crianças e jovens. Apesar de afetar basicamente pessoas com idade inferior a 18 anos, esse tipo de atitude criminosa também pode atingir suas respectivas famílias e amigos.

Tanto crianças quanto jovens frequentemente começam a cometer qualquer crime violento portando armas e sendo usuários de drogas, geralmente em grandes cidades por todo o mundo. Além disso, eles são forçados a abandonar seus estudos mais cedo; portanto, infelizmente, esses menores não têm nenhuma chance real de um futuro melhor através de uma educação de qualidade.

A delinquência juvenil não atinge apenas as vidas dos menores; ela pode criar vários efeitos negativos em suas estruturas familiares. Por exemplo, quando alguns adolescentes, a maioria do sexo masculino, cometem um crime bárbaro ou um delito, como vandalismo, seus pais ficam preocupados com essas situações que são contrárias às leis e às regras da família.

Embora impactem insatisfatoriamente suas famílias, delinquentes juvenis têm muitos amigos que também sentem na pele uma multiplicidade de efeitos negativos devido aos atos ilegais cometidos por indivíduos abaixo de 18 anos. Entre os diferentes aspectos que os fazem passar por mudanças perversas e desagradáveis em sua conduta está o fato de que alguns deles se tornem profundamente agressivos.

Então, quando alguma criança ou jovem comete qualquer tipo de atitude configurada como delinquência, percebemos claramente uma série de violações ou desobediências às leis que poderiam proteger não apenas cada pessoa, mas também todos os grupos sociais, incluindo seus pais e amigos.

P. S.: Este artigo é uma tradução feita por este jornalista do original em inglês, The negative effects of juvenile delinquency, também redigido pelo próprio.



The negative effects of juvenile delinquency


Characterized as an illegal behavior, juvenile delinquency affects not only children and young people, as well as their families and friends
(Photo: Alexander Raths/Indiana Court Times)

One of the most common and widespread antisocial acts, juvenile delinquency can be generally defined as a participation in illegal behavior by children and young individuals. In spite of the fact that this kind of criminal attitude basically affects people under 18 years old, it may also affect their families and friends.

Both children and young people often begin to commit any violent crime by bearing arms and being drug users, generally in big cities throughout the world. Besides, they are forced to leave school early; therefore, unfortunately, they do not have any real chance of a better future through a good education.

Juvenile delinquency does not only affect the lives of minors; it can create several negative impacts in their family structures. For example, when some teenagers, mostly boys, commit a felony or a misdemeanor, such as vandalism, their parents are worried about these situations that are against the laws and family rules.

Aside from impacting unsatisfactorily the families, juvenile delinquents have most friends who also feel many negative effects due to the illegal acts committed by individuals under 18 years old. Among different aspects that make them undergo perverse and unpleasant changes in their behavior is the fact that some of them become deeply aggressive.

Then, when some child or youth commits any type of attitude that is configured as a delinquency, we clearly perceive he or she violates or disobeys the laws that could protect not only each person, but also all social groups, including his or her parents and friends.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Doença misteriosa deixa 18 pessoas internadas na Bahia

Problema ainda não esclarecido, que causa dores musculares e outros sintomas, está supostamente relacionado ao consumo de peixes no litoral do estado, afirmam especialistas

Com informações do portal Correio 24 Horas


Sanitaristas analisam se ingestão de olho de boi em Guarajuba pode ter alguma associação com enfermidade
(Foto: Divulgação)

Uma misteriosa doença que causa fortes dores musculares, febre e escurecimento na coloração da urina, entre outros sintomas, fez com que 18 pessoas fossem atendidas nas cidades de Salvador e Valença, no baixo sul da Bahia, nas últimas semanas. Especialistas investigam se a enfermidade, ainda não identificada, está relacionada com o consumo de peixes na faixa litorânea do estado.

Parte dos pacientes foi atingida pela doença após viajarem ao distrito de Guarajuba, no litoral de Camaçari, na Região Metropolitana da capital. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), através de comunicado emitido para as unidades de saúde nesta sexta-feira (16), há suspeita de uma possível variante de mialgia epidêmica, geralmente transmitida por um vírus do gênero Echovirus.

Também denominada doença de Bornholm, a mialgia epidêmica apresenta os seguintes sintomas, provocados por uma infecção viral: dores musculares entre o abdômen e o tórax, dores abdominais, na cabeça e na garganta, falta de ar, febre e urina com coloração escura.

Na mesma nota, a Sesab, ciente do surto, afirmou ter notificado a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) para elucidar os casos. O alerta, que segundo a assessoria de comunicação da pasta não é direcionado à população, foi protocolado pelos Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) da Bahia e de Salvador.

A princípio, na última quarta-feira (14), nove casos suspeitos da doença em pessoas de três famílias diferentes foram registrados por um hospital da capital. Os pacientes haviam sido conduzidos à unidade de saúde entre os dias 2 e 10 deste mês para serem atendidos e internados com quadro clínico constituído por um início súbito de fortes dores na região cervical e no trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, no dorso, nas coxas e nas panturrilhas.

Com a divulgação do balanço pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), na noite deste sábado (17), registraram-se mais sete casos da doença misteriosa, aumentando a quantidade de notificações de 11 para 18. Somente na capital, foram notificados 16 casos, obtidos em hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs); os outros dois registros ocorreram em Valença.

Os sintomas apresentados nos sete pacientes, conforme a coordenadora municipal de Vigilância em Saúde, Isabel Guimarães, são similares aos detectados nos demais indivíduos internados – dores musculares súbitas, sem causa aparente, e níveis alterados de creatinofosfoquinase (CPK), uma enzima importante para o metabolismo dos tecidos musculares.

O médico infectologista Antônio Bandeira disse que um dos pacientes chegou a apresentar um quadro de insuficiência renal. Ainda de acordo com o especialista, as amostras de cada paciente foram coletadas em laboratório, de modo a detectar possíveis vírus ou agentes transmissores do problema.

Pesquisador do Instituto de Ciências da Saúde (ICS), da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o professor Gúbio Soares também disse que as amostras já foram coletadas; porém, segundo ele, o laudo que deve indicar a provável causa da doença só será concluído a partir do dia 31. Segundo a Sesab, o problema ainda não esclarecido foi rapidamente disseminado entre os familiares, sugerindo que a transmissão ocorra por meio de contato ou gotículas.

Olho de boi pode ter provocado doença

Especialistas estão investigando se o consumo do peixe olho de boi, também conhecido como arabaiana, comprado fresco na praia de Genipabu, em Guarajuba, está associado à doença. Conforme Antônio Bandeira, os pacientes que estão submetidos a acompanhamento médico relataram que ingeriram a moqueca preparada em casa com o pescado antes ou durante o aparecimento dos sintomas.

“Uma família de quatro pessoas, que consome muito peixe, falou que, nos dias que antecederam o surgimento dos sintomas, não comeram. Mas temos pelo menos cinco pessoas que se alimentaram de peixe em Guarajuba, que é um casal de namorados, a tia, uma mulher que comprou o alimento e também a empregada dela”, declarou o infectologista, em entrevista ao jornal Correio, de Salvador.

Para Bandeira, a tia do casal chegou a confundir os sintomas da enfermidade com uma virose. “Essas cinco pessoas que tiveram os sintomas comeram olho de boi, conhecido também como arabaiana. E por isso essa é uma via de hipótese. A outra é de que estamos procurando um vírus que pode estar causando isso”, esclareceu.

As causas da doença ainda são incertas, mas os pacientes, ao perceberem os sintomas, devem seguir as recomendações de se hidratar abundantemente, evitar a administração de anti-inflamatórios e procurar atendimento médico imediato. “O risco que existe é a pessoa ter a urina escura, não se hidratar adequadamente e acabar tendo uma insuficiência renal. E isso pode acontecer”, advertiu o médico.

A identificação da toxina ou do vírus transmissor da doença dependerá da análise clínica dos pacientes já registrados. “É claro que, se afastarmos as causas virais, e aparecendo mais casos, podem levar a crer que haja essa situação”, disse Antônio Bandeira, referindo-se à suposta relação da doença com o consumo de pescado.

Ele também afirmou que a análise nos peixes é complexa, devido ao fato de que a substância neles apresentada possa se tratar de uma toxina ou de um produto químico, o que torna mais difícil de ser descoberta do que um micro-organismo, a exemplo de uma bactéria ou vírus. “Então, é importante que a Vigilância Sanitária e os órgãos do governo busquem investigar, pois isso não temos como fazer”, convenceu.

Segundo Isabel Guimarães, equipes de sanitaristas da SMS e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), bem como o infectologista Antônio Bandeira, irão realizar, a partir da próxima segunda-feira (19), uma apuração epidemiológica conjunta que consiste em coletar os dados de cada indivíduo afetado pela enfermidade misteriosa. “Faremos entrevistas pessoais e estudaremos os prontuários desses pacientes”, explicou a coordenadora municipal de Vigilância em Saúde de Salvador.

Para Antônio Bandeira (acima), doença não identificada possui sintomas idênticos aos de síndrome registrada no Amazonas
(Foto: Mauro Akin Nassor/Correio)

Sintomas iguais aos da síndrome de Haff

Os sintomas detectados tanto na capital quanto em Valença são idênticos aos da síndrome de Haff, que, para Bandeira, se assemelha àquela que já foi verificada após a ingestão de um peixe de água doce no estado do Amazonas.

“Ela dá um quadro muito semelhante, mas a gente não tem registro de casos em Salvador. Tenho colegas em Natal (no Rio Grande do Norte) que estão relacionando isso já há algum tempo com o consumo do peixe arabaiana. Também já aconteceu em algumas regiões do Norte do Brasil”, lembrou o médico.

O primeiro caso da síndrome de Haff foi relatado em 1924, nos países do Mar Báltico, no nordeste da Europa, e seus sintomas apareceram 24 horas depois de os pacientes consumirem pescados. Há também registros de surtos da enfermidade na Suécia, nos Estados Unidos e na China.

O que é mialgia epidêmica

A mialgia epidêmica, ou Doença de Bornholm, consiste em um problema muscular causado por uma infecção viral, afetando as porções superior do abdômen e inferior do tórax. A dor, caracterizada como espasmódica – que causa contração involuntária nos músculos –, se evolui de repente, piorando a cada movimento e respiração profundos e resultando na ausência de ar para o indivíduo afetado.

Entretanto, no surto registrado no litoral da Bahia, os casos não chegaram a comprometer o sistema respiratório. Frequentemente, a doença também provoca dores abdominais, musculares, de cabeça e de garganta, além de febre. Sua transmissão se manifesta por meio fecal-oral ou, raramente, de pessoa para pessoa, via gotículas ou objetos contaminados.