domingo, 28 de setembro de 2014

Mobilização em Salvador celebra o Dia Nacional dos Surdos

Quatrocentas pessoas, surdas e ouvintes, se reuniram pacificamente nas ruas do centro da capital baiana em passeata que homenageou as lutas e conquistas da comunidade surda, dentro do movimento Setembro Azul, de âmbito nacional
 

Caminhada foi encerrada na Câmara Municipal, onde os deficientes auditivos, seus amigos e familiares, intérpretes de Libras e professores, vindos da capital e do interior, se sensibilizaram pela causa dos surdos
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Uma rápida apresentação da banda percussiva Batuque de Surdo, integrada por alunos da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos do Estado da Bahia (Apada-BA), no Campo Grande, serviu de prelúdio para uma grande passeata em homenagem ao Dia Nacional dos Surdos, nesta sexta-feira (26). Na ocasião comemorativa, quatrocentas pessoas, surdas e ouvintes, seguiram em harmonia pelas ruas do centro antigo de Salvador, se concentrando em uma das famosas praças da cidade em direção à Câmara Municipal.
 
Promovida conjuntamente pela Apada-BA, pela Associação Educacional Sons no Silêncio (Aesos), pelo Centro de Surdos da Bahia (Cesba), pelo Centro de Estudos Culturais e Linguísticos Surdos (Ceclis) e pelo Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez Wilson Lins (CAS), a mobilização pacífica fez parte do movimento anual denominado Setembro Azul, que conscientiza a comunidade surda brasileira na luta por escolas bilíngues e outras exigências.
 
Em um veemente discurso no minitrio, a psicóloga Márcia Araújo reconheceu que a comunidade surda, por estar excluída das políticas públicas de educação, lazer e outros segmentos, enfrenta uma complexidade de dificuldades no processo comunicacional. "Poucos segmentos sociais têm, no seu corpo de trabalho, intérpretes de Libras (língua brasileira de sinais). Então, as pessoas que estamos vendo aqui na rua são pessoas surdas, pessoas que militam na causa surda, professores surdos e intérpretes de Libras", proferiu.
 
Márcia observou que os surdos, seus amigos e familiares, intérpretes e professores que foram à passeata, não apenas soteropolitanos, mas também vindos de Camaçari, Simões Filho, Lauro de Freitas e Itaberaba, estavam denunciando a invisibilidade pela qual os surdos da capital e do interior baiano estão submissos. "A comunidade surda de Salvador pede o olhar da sociedade, pede a sensibilidade das pessoas, pede o olhar diferenciado para a língua brasileira de sinais", conclamou a psicóloga.
 
"A pessoa surda é obrigada a falar, porque hoje o surdo vai à rua para manifestar o seu desejo, para manifestar a sua cultura. E qual é a cultura do surdo? O mais importante artefato cultural é a língua brasileira de sinais", continuou, mencionando a proibição da ferramenta linguística, determinada no Congresso de Milão, em 1880. A partir daí, segundo Márcia, o surdo vem sofrendo e peregrinando, porque não há nenhum método efetivo de comunicação, no entanto ele tem direito de utilizar a Libras.
 
Passe livre único
 
De acordo com a psicóloga, os deficientes auditivos necessitam urgentemente de intérpretes de Libras nas escolas, inclusão social, direito ao trabalho, acesso à saúde com dignidade, acesso à moradia adaptada para portadores de necessidades especiais, escolas bilíngues e passe livre único no transporte coletivo. "O surdo precisa de passe livre único. Ele tem passe livre municipal, passe livre estadual e federal. Fica peregrinando nas clínicas pedindo laudo. Temos direito de um passe livre único", persuadiu.
 
Márcia Araújo questionou ainda o problema da invisibilidade do surdo ao assistir a programas de televisão, inclusive no horário eleitoral gratuito, ocasionada pela ausência de janelas de intérprete. "Como é que ele vai escolher o presidente do país?", indagou. "Queremos janela de intérprete! Queremos janela de intérprete! Queremos janela de intérprete!", suplicou, ao se dirigir a uma multidão de surdos insatisfeitos na manifestação.
 
Uma das reivindicações da comunidade surda, segundo Márcia, é a presença de intérpretes nas escolas de trânsito, porque a maioria dos surdos, ao se preparar para obter sua primeira habilitação, não possui acesso à emissão do laudo e do atestado médico. "Precisamos mudar a lógica desse sistema, precisamos protestar sim, ir para a rua sim, mostrar que nós estamos vivos. Os surdos estão vivos, eles não têm que ficar escondidos não. Surdo tem direito, surdo é cidadão!", disse.

Milton propõe mudanças sociais

Postulante a uma vaga na Câmara dos Deputados, o presidente e um dos fundadores do Ceclis, professor Milton Bezerra Filho, nasceu surdo e atualmente é uma das pessoas que estão propondo modificações na sociedade. Ele lembrou que o Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro, fundado em 26 de setembro de 1857 – daí a origem da data comemorativa da categoria –, era, durante anos, a única escola vocacionada para essa minoria no Brasil.

"Nós, surdos, íamos lá para o Rio de Janeiro; (pois) não tinha educação de surdos na Bahia. A gente ia dormir lá no Rio de Janeiro, estudava lá (no Ines). Depois que teve o corte (demissão de funcionários) dessa escola, é que começaram a criar as associações no Brasil todo. Hoje, nós, surdos, temos escolas e associações no Brasil todo. E esse é um problema. Essa é uma vitória, mas nós temos que enfrentar muitos problemas. Então, nós temos que lutar, porque o surdo tem direito", encorajou-se Milton.

Segundo ele, a inclusão de intérpretes de Libras nas escolas é obrigatória por lei. Primeira pessoa surda a se formar em Pedagogia no estado da Bahia, Milton reiterou que os seus semelhantes têm direito de ir à faculdade. "A gente passa no vestibular, (e logo depois) se matricula. Quando chega na hora da aula, a faculdade diz que não tem intérprete, e que o problema é do surdo. O problema não é do surdo, o problema é da sociedade, o problema é da inclusão social. Chega de preconceito!", sinalizou.

"Somos surdos e somos felizes"

A diretora do CAS Wilson Lins, Maria Sueli Silva, argumentou que a violência aos direitos humanos, por ser de natureza estrutural, torna inviável a acessibilidade à comunidade surda. "Nós somos surdos e somos felizes, mas temos uma luta a conquistar. Nós estamos aqui para que vocês vejam nossa comunidade, reunida em um só coro sinalizado", discursou Sueli no minitrio, enumerando alguns direitos que o surdo tem, como a oferta por trabalho, a obtenção de carteira de motorista e a implantação de escolas bilíngues.

Conforme a diretora da Aesos, Jocineide Campos, o 26 de Setembro é um momento de registrar as lutas e conquistas da categoria e também de reivindicar que a comunidade ouvinte conheça a equivalente surda. "Saiba que existe na cidade de Salvador e em outros lugares uma comunidade que se comunica através das mãos, através da Libras, a língua brasileira de sinais", garantiu.

A educadora esclareceu que o surdo, por ser basicamente imagético, não escuta, mas obtém informações por intermédio de mecanismos visuais. Jocineide reconheceu ainda que alguns deficientes auditivos fazem uso da oralização, que no entanto é opcional. "É um direito que cabe a qualquer pessoa fazer o que acha melhor", apontou. Para a diretora da Aesos, a instituição oferece aos alunos surdos escola bilíngue, capacitação profissional e encaminhamento para o mercado de trabalho.
 
Na análise da coordenadora da Associação Baiana para Cultura e Inclusão (Abaci), Cristina Gonçalves, a Bahia possui 3 milhões de pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, a maioria negros, pobres e mulheres, sendo 750 mil apenas em Salvador. Ela advertiu que, especificamente no Dia dos Surdos, não há nenhuma autoridade política capaz de receber os deficientes de todas as dimensões e dialogar com o professor Milton, considerado o representante máximo dos surdos no estado.

"Onde vocês estão falando nas políticas, falando na televisão em nome das pessoas com deficiência, mas aqui e agora, cadê vocês? Onde vocês estão? Isso é uma vergonha", lamentou Cristina. "Daqui há umas semanas (no dia 5 de outubro), estamos colocando nossos votos na urna. Olha em que você vota. Olha em quem de fato aprovou projetos e quem levanta a bandeira da pessoa com deficiência", convenceu a dirigente da Abaci, que é cega e uma das apoiadoras da candidatura de Milton para deputado federal.

Entidades que batalham

Segundo a presidente da Associação dos Surdos de Lauro de Freitas (ASLF), Nathalie Conceição, a presença da entidade no ato público de sexta-feira foi relevante para demonstrar a identidade surda. "Demonstra que nós somos pessoas que estamos na luta, que nós somos cidadãos. Eu sou fundadora de uma associação de surdos, e eu tenho direito de lutar pelo meu povo. Eu sou líder em Lauro de Freitas, sou da associação, e eu tenho os mesmos direitos que os cidadãos normais", expressou.

Como liderança da comunidade surda, Nathalie reivindica um futuro melhor, com ênfase na educação. "Estar aqui é muito importante, é lutar pelo nosso direito. Nossos direitos não estão sendo respeitados e eu estou aqui também representando a pessoa surda", disse. Momentos antes de comparecer à mobilização na capital, no mesmo dia 26, a presidente da ASLF havia organizado uma caminhada representativa similar em Lauro de Freitas, que, conforme ela, era "mais uma prova da necessidade da luta".

Nathalie explicou ainda que, durante a passeata laurofreitense, a associação entregou um documento à Secretaria da Educação que solicitava a implantação de escolas bilíngues na cidade vizinha. Quanto às lutas dos deficientes auditivos em Salvador, Nathalie observou que elas são idênticas às de Lauro de Freitas. "Nós estamos caminhando com o mesmo objetivo, a cidadania do surdo", esclareceu.

Também presente na manifestação do Setembro Azul, o presidente da Associação Municipal e Metropolitana das Pessoas com Deficiência, o cadeirante Cledson de Oliveira Cruz, reafirmou a importância do Dia Nacional dos Surdos aplicada ao âmbito de Salvador. "(A data) É um dia do município, em que nós temos que ter a presença do município nas nossas vidas", assinalou o militante.

Cledson, sensibilizado há anos com a causa dos portadores de necessidades especiais, aproveitou a oportunidade para denunciar a negligência da prefeitura perante a categoria. "Que políticas o município está traçando para os surdos? Que políticas o município está traçando para as pessoas com deficiência?", reclamou, ao se dirigir a quatrocentas pessoas, majoritariamente surdas, aglomeradas no trecho final da Avenida Sete de Setembro, em frente à Praça Castro Alves.

Desconhecimento gera preconceito

A professora Cíntia Barbosa, que leciona para as turmas de Ensino Fundamental no CAS Wilson Lins, em Ondina, percebe uma existência significativa de preconceitos contra os surdos em razão do desconhecimento. "As pessoas (normais) pensam que as pessoas surdas são incapazes, quando na verdade a diferença só é linguística", elucidou.

Outra docente do CAS, Gisele Adélia Araújo, disse que os papéis desempenhados pelos educadores perante os surdos são assegurar o ensino da língua de sinais em sala de aula e lutar pela educação bilíngue. "Essa é a nossa luta que não deve morrer jamais", afirmou Gisele, que também atua como intérprete de Libras na mesma escola onde ensina. Casada com um surdo, a professora comparece anualmente às manifestações, pedindo uma educação melhor e de qualidade.

Pesquisador com a comunidade surda, o psicólogo Omar Barbosa Azevedo compareceu à passeata para se solidarizar com o movimento dos portadores de deficiência auditiva. Na acepção de Omar, os direitos dos surdos, apesar de serem garantidos por leis específicas, ainda não são respeitados. Como exemplo dessas conquistas, o pesquisador enfatizou a regulamentação, pela Lei nº 1.436, de 24 de abril de 2002, da língua brasileira de sinais (Libras), para utilização na educação, na saúde e em outros âmbitos.

"Mesmo que ela (a Libras) seja regulamentada, isso de fato nem sempre acontece, porque falta o cumprimento dessas leis. Claro que aqui e ali é cumprido, mas ainda é muito pouco, e é por isso que a comunidade está aqui hoje (sexta-feira) fazendo essa passeata para pressionar essas instituições de educação, de saúde, a cumprir essas leis", reivindicou Omar, que também é professor universitário. Ele prosseguiu dizendo que as instituições de ensino, públicas ou privadas, têm que providenciar intérpretes de Libras.

O portuário Luiz Borba Souza marcou presença na passeata devido ao fato de ter uma filha surda, a estudante Larissa Cristine. Para ele, os surdos apresentam muitas bandeiras que precisam ser trabalhadas e muitas dificuldades que precisam ser ultrapassadas. "E é nesse dia (26 de setembro) também que a gente faz esse trabalho de mobilização com a comunidade surda para trazer um alerta para a sociedade, que os surdos precisam ter uma convivência melhor com os ouvintes", proclamou.

De acordo com Luiz, que também preside o Sindicato dos Portuários de Candeias, faz-se necessário à comunidade surda ter menos discriminação e mais atenção, com intérpretes nas salas de aula e instalação de telefones públicos adaptados, além de mobilizar toda a cidade. "Hoje, se você procurar o contrato da telefonia fixa, era para ter 3 mil orelhões na cidade adaptados aos surdos, e nós não temos nem 300 orelhões. As autoridades não fiscalizam os contratos e essa situação", disse.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Sarau Sinalizado chega à sua segunda edição

Recital de poesia promovido pelo Ceclis na Biblioteca Monteiro Lobato também oferece exposições artísticas da comunidade surda e um bate-papo sobre a categoria

Cartaz anunciando o II Sarau Sinalizado
(Imagem: Divulgação)
 
A fim de proporcionar um intercâmbio cultural se aproximando da comunidade surda e da língua brasileira de sinais (Libras), acontece neste sábado (27) o segundo Sarau Sinalizado, projeto introduzido em 2013. Tal como ocorreu naquele ano, o recital poético-literário é organizado pelo Centro de Estudos Culturais e Linguísticos Surdos (Ceclis), no teatro da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, no bairro de Nazaré.
 
Com o tema "A expressão poética da língua de sinais", o sarau terá início a partir das 8:30 da manhã. Em sua programação, o coral de cultura surda Mãos Brilhantes apresentará as músicas Ao mestre com carinho e Homenzinho torto e recitará poemas sinalizados. A exposição e apresentação de cordéis serão feitas por Ida Pinto. Na sequência, Alana Costa e Raiana Carvalho apresentarão sessões de balé.
 
Haverá, ainda, um bate-papo com assuntos pertinentes à comunidade surda. Mediado pelo intérprete de Libras Ronaldo Freitas, o debate contará com a participação dos professores Milton Bezerra Filho, também presidente do Ceclis e candidato a deputado federal pelo PSB, José Tadeu, Maurício Damasceno e Priscilla Leonor. O II Sarau Sinalizado será encerrado com a entrega do primeiro Prêmio Cidadão Surdo do Ceclis.

Serviço

Evento: 2º Sarau Sinalizado "A expressão poética da língua de sinais"
 
Data e horário: 27 de setembro (sábado), a partir das 8:30

Local: Biblioteca Infantil Monteiro Lobato
 
Endereço: Praça Conselheiro Almeida Couto, s/n°, Nazaré, Salvador – BA

Entrada gratuita – Inscrições no local

26 de Setembro reverencia vitórias da comunidade surda

Efeméride anual, que neste ano é celebrada hoje, o Dia Nacional dos Surdos simboliza as lutas e os avanços dos deficientes auditivos brasileiros por condições de vida dignas, mesmo convivendo com o silêncio da invisibilidade


Pessoas surdas comemoram seu dia para defender oportunidades de inserção social
(Foto: Hugo Gonçalves – 02/07/2014)

Apesar de vivenciarem o preconceituoso silêncio da invisibilidade, a comunidade surda do Brasil irradia sua voz por meio da luta por uma qualidade de vida decente com mais educação, saúde, lazer e trabalho, entre outros fatores, garantindo oportunidades de inserção social com cidadania e dignidade. Em função disso, em 26 de setembro, portadores de deficiência auditiva de todo o país celebram anualmente o Dia Nacional dos Surdos.

A efeméride representativa foi instituída pela Lei nº 1.796, sancionada em 29 de outubro de 2008 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em alusão à criação, em 26 de setembro de 1857, da primeira escola brasileira voltada especificamente para a comunidade surda, o Instituto Imperial para Surdos-Mudos – hoje Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines) –, sediado na cidade do Rio de Janeiro.

Fundado pelo professor surdo francês Hernest Huet, um usuário do método combinado entre a língua de sinais e a língua oral que aportou no Brasil a convite e sob o patrocínio do imperador D. Pedro II, o instituto funcionava originariamente como asilo, onde eram atendidos apenas surdos do sexo masculino. Nesse universo de deficientes auditivos, provenientes de todas as regiões do país, muitos deles tinham suas respectivas famílias abandonadas.

Passados cento e cinquenta e sete anos, o atual Ines, ainda situado no Rio (funciona no bairro das Laranjeiras, na zona sul), tornou-se referência nacional na área da surdez. O órgão federal atende, em seu Colégio de Aplicação, crianças, jovens e adultos surdos, pertencentes a ambos os sexos, além de oferecer ensino superior através do curso bilíngue de graduação em Pedagogia, experiência pioneira na América Latina.

“Em razão de ser a única instituição de educação de surdos em território brasileiro e mesmo em países vizinhos, por muito tempo o Ines recebeu alunos de todo o Brasil e do exterior, configurando-se numa instituição de referência para os assuntos de educação, profissionalização e socialização de surdos”, escreveu a diretora geral, Solange Maria da Rocha, no portal do instituto (portalines.ines.gov.br). 
 
Instituída por lei em 2008, a data faz alusão à fundação da primeira escola para surdos no país, o Ines, no Rio 
(Foto: Divulgação)
 
Do oralismo à língua de sinais 

Inúmeros avanços balizaram e intensificaram as lutas pelos direitos dos surdos e pelo combate às discriminações contra essa importante minoria linguística. Nesse panorama evolutivo, destacam-se métodos comunicacionais e pedagógicos que adquiriram potencial a partir do século XX, quando, graças ao progresso científico e tecnológico, a instrução dos surdos passou a ser nitidamente dominada pelo oralismo.

Defendido com eloquência pelo cientista escocês radicado nos Estados Unidos Alexander Graham Bell (1847-1922) durante o Congresso Internacional de Educação de Surdos, organizado em Milão, na Itália, entre os dias 9 e 12 de setembro de 1880, o oralismo consiste na utilização da língua oral como ferramenta eficaz para ensinar as pessoas com deficiência auditiva, tornando-as oralizadas.

“No entanto, sem a efetiva cura da surdez, os insucessos do oralismo começaram a ser evidenciados, uma vez que os surdos educados nesse método tinham dificuldades de conseguir um emprego, comunicar-se com ouvintes desconhecidos ou manter uma conversa fluída”, afirmou a assessoria de imprensa da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).

Na década de 1970, uma professora da Gallaudet University, em Washington, capital dos EUA – única universidade exclusiva para surdos no mundo –, veio ao Brasil para fomentar as discussões concernentes ao bilinguismo no país. Esse fato viabilizou, a partir do decênio seguinte, o interesse, pelos linguistas brasileiros, em estudar e difundir a língua brasileira de sinais (Libras), bem como apoiar mecanismos de desenvolvimento educacional do surdo.

Em 1986, por iniciativa da direção do Ines, concebeu-se um projeto de pesquisa batizado de Projeto de Alternativas Educacionais (PAE), cujo propósito essencial era aplicar a filosofia da Comunicação Total, preconizada pelos estadunidenses da Gallaudet University, às turmas de alunos matriculados no instituto à época.
 

Linguagem de sinais adotada pelos surdos brasileiros possui estrutura gramatical própria
(Foto: Hugo Gonçalves – 27/11/2013)
 
Libras é reconhecida por lei

A fonoaudióloga pernambucana Genivalda Barbosa, no entanto, admite, em seu artigo intitulado Histórico da educação de surdos no Brasil, que “esta perspectiva não tomou corpo”, salientando uma conquista de relevância histórica para a comunidade surda. Trata-se da sanção, em 24 de abril de 2002, da Lei nº 10.436, que reconheceu a Libras como dispositivo legal de comunicação e expressão.

Ratificado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o texto da lei conceitua a metodologia linguística como “forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil”.

A legislação ainda garante, por parte tanto do Estado quanto das empresas privadas, o incentivo ao uso e à difusão da linguagem de sinais como parâmetro de comunicação objetiva e de utilização corrente das comunidades surdas no país. Como estratégia de evidenciar o caráter bilíngue da comunicação entre os surdos, a Libras não pode substituir a língua portuguesa em sua modalidade escrita.

Ensino de Libras obrigatório

Também em conformidade com a Lei nº 10.436, a União, os estados, os municípios e o Distrito Federal devem assegurar a inclusão do ensino de Libras nos cursos de Educação Especial, Fonoaudiologia e Magistério, em seus níveis médio e superior, como parte integrante dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN). No âmbito da saúde, as instituições públicas e as empresas concessionárias desse tipo de serviço público devem prestar aos surdos atendimento e tratamento sanitário adequado.

No que tange ao sistema de educação inclusiva para crianças portadoras de necessidades especiais, as secretarias estaduais e municipais de Educação passaram a coordená-lo, favorecendo o surgimento, para surdos, das salas de recursos e classes especiais, além de algumas escolas especiais.

O Ministério da Educação (MEC), visando orientar o ensino de deficientes auditivos no território nacional, implantou em 2002 o Programa Nacional de Educação de Surdos, com abordagem bilíngue. Para que a iniciativa se efetivasse, o MEC deliberou a instalação, em cada uma das 27 unidades federativas, de um Centro de Capacitação de Profissionais da Educação e de Atendimento às Pessoas com Surdez (CAS), a fim de socializar informações pertinentes à educação de surdos e execução de cursos propostos.

É por estar associado às vitórias da comunidade surda brasileira em contextos díspares de sua trajetória que o 26 de Setembro vem se consolidando a cada ano, não somente numa data magna para uma parcela minoritária que, embora marginalizada, continua superando seus obstáculos e reivindica com perseverança a igualdade de direitos. Mas, sobretudo, numa reverência óbvia à inclusão dos surdos na sociedade.
 
Acima, o professor Milton Bezerra Filho, expoente dos surdos na Bahia
Devido às conquistas da comunidade surda, o 26 de Setembro vem se consolidando todos os anos
(Foto: Hugo Gonçalves – 07/09/2014)
 
Confira, abaixo, a íntegra da lei que instituiu, no Brasil, o Dia Nacional dos Surdos
 
Lei nº 11.796, de 29 de outubro de 2008
 
Institui o Dia Nacional dos Surdos.
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
 
Art. 1º Fica instituído o dia 26 de setembro de cada ano como o Dia Nacional dos Surdos.
 
Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
 
Brasília, 29 de outubro de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
 
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad
João Luiz Silva Ferreira
Dilma Rousseff

domingo, 21 de setembro de 2014

Portaria aumenta prazo para contratação de trabalho temporário

Nova regra do Ministério do Trabalho prevê contrato em dois casos - acréscimo extraordinário de serviços e substituição momentânea de algum funcionário - por um tempo máximo de três meses
 
Com informações do portal iBahia
 
Em vigor desde julho, portaria 789/2014 prorrogou para nove meses o prazo máximo de contratação
(Foto: Reprodução)
 
Uma portaria editada recentemente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) disciplina o aumento do prazo para a celebração de contratos de trabalho temporário. Essa categoria laboral, regulamentada por lei, é usada largamente, por exemplo, nos momentos em que há ampliação de oferta de serviços em ocasiões especiais, como as festas de final de ano. Entretanto, a nova regra não é válida para esses casos.
 
Assinada pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, a portaria de número 789/2014 estabelece duas hipóteses de contratação: quando há acréscimo extraordinário de serviços ou em caso de necessidade de substituição transitória de algum funcionário.
 
Para ambas as situações, a instrução do MTE estipula um tempo máximo de contratação de três meses, renovável pelo mesmo período mediante justificativa. Não obstante, a nova regra, vigente desde 1º de julho e que vale exclusivamente para a hipótese de substituição momentânea da equipe de trabalho efetiva, prorrogou o prazo para um máximo de nove meses.
 
Demanda do mercado
 
A portaria foi instituída porque o Ministério do Trabalho identificou uma demanda frequente do mercado, em que os funcionários temporários eram obrigados a se afastar por mais de seis meses, que era o tempo anteriormente previsto para essa finalidade.
 
Os acréscimos de serviço, que ocorrem principalmente em circunstâncias especiais, como a Páscoa, o Natal e o Ano Novo, continuam com um prazo máximo de contratação temporária de seis meses, o que implica reforço da equipe efetiva por período limitado. Por último, os três meses da contratação temporária por acréscimo extraordinário de serviços só podem ser estendidos com justificativa ao MTE.

sábado, 20 de setembro de 2014

Nona edição do Interculte traz como tema a musicalidade brasileira

Encontro anual da Unijorge objetiva criar um espaço de convergência e socialização de múltiplos saberes

Com informações da assessoria de comunicação da Unijorge e da Tribuna da Bahia Online

Palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos e apresentações de trabalhos marcarão os três dias do 9º Interculte
(Imagem: Divulgação)
 
Direcionado a alunos, docentes e pesquisadores de diferentes instituições e áreas do conhecimento, o Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação (Interculte), promovido pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), chega à sua nona edição em 2014. Seu objetivo é viabilizar a criação de um espaço aberto para a convergência e socialização de questões inerentes a múltiplos saberes.
 
O evento, que neste ano traz como tema "Entre acordes e estigmas, um olhar antropológico da musicalidade brasileira", será realizado entre os dias 28 e 30 de outubro, no campus Paralela da Unijorge, e contará com palestras, mesas redondas, oficinas, minicursos e apresentações de trabalhos acadêmicos.
 
Para a abertura do Interculte, que acontece em 28 de outubro, o músico, compositor, produtor cultural e professor-doutor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Guilherme Maia, será o convidado principal. Na oportunidade, ele ministrará uma palestra abordando a temática do encontro, a música brasileira sob uma perspectiva antropológica.
 
As inscrições para o Interculte, tanto para os interessados em participar do evento e de seus minicursos quanto para a submissão de trabalhos acadêmicos, já estão abertas e podem ser feitas pela internet, por meio da página disponibilizada no site da Unijorge. Os trabalhos acadêmicos serão enviados para as mesas de comunicação até o dia 30 deste mês, através do e-mail interculte@unijorge.edu.br.
 
Convidado para palestra de abertura, Guilherme Maia discutirá nossa musicalidade sob um olhar antropológico
(Foto: Arquivo)
 
Músico e compositor
 
Detentor de um vasto currículo profissional, iniciado na década de 1970, Guilherme Maia tocou em bandas de artistas como Chico Buarque, Ednardo, Elba Ramalho, Jorge Mautner e Luiz Melodia, além de dividir palco e estúdio com músicos do calibre dos saxofonistas Léo Gandelman e Raul Mascarenhas, do trompetista Márcio Montarroyos (1948-2007), do violonista Rafael Rabello (1962-1995) e do guitarrista Victor Biglione.
 
Maia teve, como compositor, canções interpretadas por Elba Ramalho, Ney Matogrosso, Moraes Moreira, Tânia Alves, Zizi Possi, entre outros nomes de prestígio da Música Popular Brasileira (MPB) contemporânea.
 
Atualmente, ele é professor da Ufba, onde também atua como pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (Poscom), colaborador do Programa de Pós-Graduação em Música, líder do Laboratório de Análise Fílmica da Faculdade de Comunicação (Facom) e pesquisador do Grupo Dramatis, do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas.
 
Serviço

Evento: 9º Encontro Interdisciplinar de Cultura, Tecnologias e Educação (Interculte)

Período e horário: 28 a 30 de outubro, das 8 h às 21:30

Local: Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), campus Paralela

Endereço: Avenida Luiz Viana Filho, nº 6775, Paralela

Inscrições

Profissionais e alunos de outras instituições como ouvintes: R$ 40

Profissionais e alunos de outras instituições com apresentação de trabalho acadêmico: R$ 45

Professores da Unijorge: Isentos de pagamento

Alunos da Unijorge como ouvintes: R$ 25

Alunos da Unijorge com apresentação de trabalho acadêmico: R$ 30

Colaboradores da Unijorge como ouvintes: R$ 25,00

Observações

A inscrição no minicurso poderá ser realizada exclusivamente mediante inscrição no evento.

Para quem quiser participar de cada minicurso, será cobrado um custo adicional de R$ 15.

Como a doença na gengiva se manifesta

Tendo por estágio inicial a gengivite, que é a inflamação da gengiva, o problema, se não for tratado logo, pode evoluir para a fase mais crítica, denominada periodontite

Com informações da revista Despertai! e do Canal da Saúde Bucal


A gengivite, conforme especialista, pode começar na primeira infância
(Foto: Reprodução/Canal da Saúde Bucal)
 
Por ser uma das enfermidades bucais mais comuns no mundo, a doença na gengiva está entre as doenças da boca que implicam "um grave problema de saúde pública", avalia o International Dental Journal. A publicação atesta ainda que esses incômodos causam grandes impactos para as pessoas, como dor, sofrimento, perda de funções e diminuição da qualidade de vida.

 

A doença na gengiva se inicia com a inflamação dessa região, denominada gengivite, que consiste no seu sangramento. De acordo com a revista Despertai!, das Testemunhas de Jeová, a gengivite pode se manifestar ao escovar os dentes, ao usar o fio dental, ao ser examinado pelo dentista ou sem nenhum motivo.

 
"Na fase da gengivite, que pode começar na primeira infância, o tratamento é simples e não deixa sequelas, pois o processo inflamatório só atinge a gengiva", pondera a dentista Cristiane Tavares, do Rio de Janeiro, em artigo no portal Canal da Saúde Bucal.
 
Cristiane afirma que, se a doença na gengiva não for tratada inicialmente quando a pessoa alcança sua fase adulta, ela evolui para o estágio subsequente, chamado periodontite, que é o mais severo. A partir dessa fase, ocorre a destruição das estruturas que sustentam os dentes, como os ossos e os tecidos da gengiva.


Os sintomas da periodontite podem aparecer quando ela já estiver em seu estágio avançado. Entre as suas sequelas recorrentes estão, conforme enumera a Despertai!, a formação de bolsas na gengiva, o amolecimento dos dentes, o distanciamento entre eles, o mau hálito, o sangramento da gengiva e a sua retração, deixando os dentes aparentemente mais alongados.

Um dos fatores que colaboram para o aumento do risco de doença, a placa bacteriana pode se transformar em tártaro
(Foto: Divulgação)
 
Placa bacteriana e gengiva
 
Vários fatores podem colaborar na elevação do risco de desenvolver doença na gengiva, sendo que o mais comum é o acúmulo de placa bacteriana, uma camada fina de bactérias que se prolifera constantemente na superfície dental. Caso a placa não seja removida, as bactérias podem provocar gengivite.
 
À proporção que esse processo inflamatório avança, a gengiva começa a se separar dos dentes, e a placa acumulada de bactérias se infiltra e se multiplica nas raízes. Em consequência, a gengivite ingressa num estágio pior, destruindo os tecidos gengival e ósseo.
 
Já a placa bacteriana, em todo o dente, pode causar endurecimento e ser convertida em cálculo dental, também conhecido como tártaro, cuja remoção é mais difícil por apresentar um aspecto duro e aderente. Logo, as bactérias podem continuar danificando a gengiva.
 
Demais fatores e prevenção
 
Entre outros fatores que contribuem na incidência de doença na gengiva, além da placa bacteriana, estão a má higiene bucal, o uso de medicamentos supressores do sistema imunológico, infecções virais, estresse, diabetes não controlado, tabagismo, alcoolismo e alterações hormonais ocasionadas pela gravidez.
 
Quanto aos demais efeitos, é provável que a doença prejudique a mastigação e o paladar em função da dor ou da perda de dentes, além de poder afetar a fala e a aparência. "Além disso, pesquisas mostram que a saúde bucal está diretamente relacionada à saúde em geral", assinala a Despertai!.
 
Para verificar se o paciente apresenta algum sintoma, recomenda-se que o dentista avalie a gengiva. Todavia, se a doença na gengiva se tornar uma periodontite, é preciso inibir o avanço do problema antes que ela destrua os ossos e os tecidos em volta dos dentes. Os profissionais da área odontológica utilizam instrumentos específicos que removem a placa bacteriana e o tártaro em todos os dentes.
 
É possível reduzir o risco dessa doença de caráter sutil e potencialmente destrutivo através da sua prevenção, embora o acesso à assistência odontológica seja difícil. A manutenção dos hábitos de higiene bucal (confira abaixo), de forma regular e adequada, é o melhor caminho para diminuir os perigos da doença na gengiva.
 
Escovar os dentes duas ou mais vezes por dia é recomendável para combater doença na gengiva
(Foto: Dreamstime)
 
Higiene bucal pode reduzir risco
 
Os dentistas aconselham escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia. Porém, visando ajudar a combater problemas na gengiva, algumas pessoas precisam escovar os dentes mais de duas vezes, essencialmente após cada refeição. Observe os seguintes procedimentos:
 
1) Use uma escova de cerdas macias, fazendo movimentos curtos e suaves.
 
2) Efetue diariamente a limpeza entre os dentes, utilizando fio dental ou, se necessário, uma escova ou outro material especialmente desenvolvido para essa finalidade.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Eliana Calmon se encontra com líderes protestantes em Entre Rios

Reunião na Assembleia de Deus local fez com que alguns membros de denominações evangélicas aderissem à candidatura da socialista ao Senado pela Bahia

Com informações da Tribuna da Bahia
 
"As lideranças (protestantes) querem me dar apoio e pediram para me ouvir", afirmou Eliana (centro)
(Foto: Divulgação – 13/09/2014)
 
A campanha da candidata do Partido Socialista Brasileiro (PSB) a uma vaga para o Senado Federal, Eliana Calmon, está seguindo com força em vários municípios do interior baiano. Nesta segunda-feira (15), a ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desembarcou na cidade de Entre Rios, na região nordeste do estado, onde inaugurou um comitê central batizado de Casa de Marina Silva, em solidariedade à presidenciável do PSB.
 
Na sequência, participou de um encontro com líderes religiosos protestantes na sede da Assembleia de Deus em Entre Rios, com o propósito de declarar-lhe apoio. Conforme Eliana, o fato de ela ter comparecido ao evento com integrantes de denominações evangélicas nada tem a ver com a religião de Marina. "As lideranças querem me dar apoio e pediram para me ouvir. Entretanto, não sei se eles vão me apoiar, embora queira que isso aconteça", prognosticou, em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia.
 
Para Eliana Calmon, os evangélicos lhe solicitaram para ouvir suas propostas e decidiram se concederam ou não o apoio a ela. "Me apresentei, disse que me ingressei na Rede (Sustentabilidade, legenda que Marina Silva tentou fundar sem êxito) e no PSB e falei quais as minhas propostas. Falei sobre a reforma política, segurança e combate à corrupção", elucidou a pleiteante ao Senado, que aproveitou a visita à cidade para conceder entrevistas a emissoras de rádio locais.
 
Em Salvador, candidata realizou carreata no bairro de Cajazeiras
(Foto: Divulgação)
 
Medidas para Cajazeiras
 
Eliana ainda organizou, no último domingo (14), uma carreata em Cajazeiras, em Salvador. Durante o ato público, ela ressaltou as enormes dimensões de um dos maiores bairros da América Latina, hoje constituído por um contingente populacional estimado em quase 700 mil habitantes e que abriga uma multiplicidade de conjuntos habitacionais, estabelecimentos comerciais e lideranças da comunidade negra.
 
De acordo com a socialista, estreante na arena política, tais atributos inerentes a Cajazeiras não podem ser ignorados e, por conseguinte, mencionou algumas propostas que visam aprimorar as condições de vida da população do bairro. "Quero que sejam criados cursos profissionalizantes e universidades públicas para bairros com mais de 300 mil habitantes. A comunidade se ressente só com universidades privadas no local", implorou.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Após três anos, Patrícia Poeta deixa comando do "Jornal Nacional"

Apresentadora do telejornal da Globo, que se dedicará a um novo projeto na área de entretenimento, será substituída em novembro por Renata Vasconcellos, hoje no Fantástico

Com informações da TV Globo
 
Em parceria com William Bonner, Patrícia apresenta o JN desde 2011
(Foto: Divulgação/TV Globo)
 

Mudanças no jornalismo da Rede Globo: Patrícia Poeta, que compartilha com William Bonner a bancada do Jornal Nacional há quase três anos, irá abdicar da condução do principal noticiário da emissora no início de novembro. O anúncio foi expresso em comunicado divulgado pela cúpula global, nesta segunda-feira (15), e direcionado aos seus funcionários.
 
Segundo o apresentador e editor-chefe do telejornal, a carioca Renata Vasconcellos, 42 anos, que atualmente divide com Tadeu Schmidt o comando do Fantástico, ocupará, a partir de 3 de novembro, o lugar de Patrícia cooperando não apenas na apresentação, mas também nos preparativos das edições, exercendo o cargo de editora-executiva.
 
Na revista eletrônica dominical, Renata será sucedida por Poliana Abritta, repórter experiente e âncora de duas temporadas do programa Globo mar. "A gente dá os parabéns a todas e agradece esses três anos de parceria com a Patrícia", entusiasmou-se Bonner nos instantes que precederam o encerramento da edição desta segunda-feira do JN.
 
Renata, além de apresentar, irá colaborar nos preparativos das edições do noticiário
(Foto: Divulgação/TV Globo)
 
Coberturas inesquecíveis na carreira
 
Patrícia Poeta foi entronizada no Jornal Nacional em dezembro de 2011, substituindo Fátima Bernardes. De acordo com ela, sua passagem no noticiário global "foi um período em que eu pude desenvolver alguns dos trabalhos jornalísticos mais importantes da minha carreira", como a Copa do Mundo no Brasil e as eleições presidenciais deste ano, que já estavam previstas.
 
"Mas também coberturas imprevistas, como a renúncia de (do papa) Bento XVI (e a posse do papa Francisco, em março de 2013), por exemplo", prosseguiu. Assim como sua antecessora de bancada do JN, que hoje está à frente do programa Encontro, Patrícia se dedicará no desenvolvimento do projeto de um novo trabalho na área de entretenimento da Globo.

Estado sugere que tarifa de metrô integrado ao ônibus seja R$ 2,20

Valor proposto hoje pelo governo da Bahia como solução para impasse no transporte coletivo de Salvador pode garantir ao usuário uma economia de R$ 0,60 em relação à passagem de ônibus

Com informações do portal Correio* 24 Horas

Secretário do Desenvolvimento Urbano diz que contrato assinado em 2013 entre prefeitura e governo previa a integração entre os dois sistemas de transporte
(Foto: Divulgação)
 
Como forma de equacionar o impasse da integração do Metrô de Salvador ao Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus (STCO), administrado pela prefeitura, o governo da Bahia sugeriu que a passagem do sistema integrado custasse R$ 2,20. A tarifa sugerida nesta segunda-feira (15) pode proporcionar ao usuário uma economia de R$ 0,60, relativa ao valor atual da passagem dos ônibus que circulam na cidade, que é R$ 2,80.
 
O secretário estadual do Desenvolvimento Urbano, Manuel Ribeiro Filho, esclarece que há um contrato de programa assinado entre os Executivos soteropolitano e baiano, em 24 de abril de 2013. No documento, estava prevista a integração entre os dois sistemas de transporte público de até duas viagens no STCO no valor de R$ 1,10 cada.
 
A partir da implantação, pela prefeitura, da integração irrestrita entre os ônibus do sistema municipal valendo-se do conceito do pagamento de uma única tarifa por sentido de viagem (ida e volta), o valor de R$ 1,10 passará a não estar mais sujeito a variações em função da quantidade de integrações com o metrô. Então, a tarifa continuará sendo equivalente a R$ 1,10, exceto na hipótese de excesso do tempo previsto para efetuar a integração.
 
De acordo com a proposta do governo do estado, a população de Salvador poderá comprar um bilhete por R$ 2,20, sendo R$ 1,10 o valor da passagem de ônibus e R$ 1,10 a tarifa do transporte metroviário. Logo, os passageiros que utilizarem apenas o metrô pagarão R$ 1,10 e os usuários do sistema integrado ônibus-metrô pagarão R$ 2,20. A ideia é que a tarifa seja válida até a expansão da Linha 1 do Metrô para a Estação de Pirajá.
 
Proposta contraditória
 
Para o secretário municipal de Urbanismo e Transporte, Fábio Mota, a prefeitura da capital baiana já realizou o estudo de integração com o STCO. Mota salientou ainda que, somente quando o Executivo municipal tiver certeza de que os usuários não vão desembolsar R$ 3,90 por um trecho de pouco mais de seis quilômetros, o Executivo municipal irá implementar esse projeto.
 
Manuel Ribeiro Filho, no entanto, não confirma que tanto a tarifa de R$ 3,90 quanto o plano de integração ônibus-metrô já estejam estabelecidos. "Esse valor é um teto de uma tarifa para 40 quilômetros de metrô", explicou ao jornal Correio*, notificando que o governo estadual não admite desativar todas as linhas de ônibus para a instalação exclusiva do metrô, uma vez que esse sistema ainda não atingiu sua integralidade.

sábado, 13 de setembro de 2014

Lídice recebe apoios de comerciários de Alagoinhas

Em caminhada pela cidade do interior baiano, senadora e candidata ao governo do estado se encontrou com feirantes e demais vendedores locais

Com informações da assessoria de comunicação de Lídice da Mata
 
Para presidente da Associação dos Feirantes de Alagoinhas, Lídice (a terceira, da esquerda para a direita) valoriza a categoria
(Foto: Divulgação/PSB)
 
A candidatura de Lídice da Mata (PSB) ao governo da Bahia recebeu a adesão de comerciários de Alagoinhas, durante caminhada organizada pela própria senadora nas ruas da cidade do interior do estado, ocorrida na manhã deste sábado (13). Na oportunidade, Lídice compareceu ao Centro de Abastecimento local e à sede da Associação dos Feirantes de Alagoinhas.
 
De acordo com o presidente da entidade representativa de cerca de cinco mil feirantes do município, Gil Sucesso, a socialista é ficha limpa e valoriza a classe profissional. "Lídice é uma candidata de nome, forte, já conhecida em toda a Bahia. Nós, feirantes, temos necessidade de que alguém olhe por nós e ela poderá fazer isso", argumentou, ao manifestar apoio à postulante.
 
Quando visitou o Centro de Abastecimento alagoinhense, Lídice cumprimentou outros comerciantes que atuam no espaço, que também declararam apoio veemente às proposições dela. "Temos um olhar especial para o feirante, porque a feira é um importante instrumento para o aquecimento do comércio da região", disse.

Capaz de liderar
 
Maria Helena Andrade, 55 anos, vendedora de carnes no Centro de Abastecimento, explicitou a capacidade de liderança da postulante do PSB ao Palácio de Ondina. "Quero que ela ganhe porque é uma líder, é ótima para comandar as coisas", implorou. Outra comerciária da cidade, a feirante Marisa Soares, irá votar em Lídice porque ela "é verdadeira e eu voto na verdade".
 
Em sua campanha itinerante por Alagoinhas, Lídice também dialogou com comerciários da região central da cidade, nas presenças dos candidatos a deputado estadual Jorge Campeão (PSB), Delegado Deraldo Damasceno (PSL) – que tenta a reeleição para a Assembleia Legislativa –, e Cléber Roberto, do mesmo partido.

Nova pesquisa Ibope/CNI mostra Dilma com 39%; Marina tem 31%

Levantamento revela que petista abriu oito pontos de vantagem sobre adversária socialista na sucessão presidencial
 
Com informações da Estadão Conteúdo
 
Dilma cresceu dois pontos percentuais, Marina diminuiu dois e Aécio permanece com a mesma pontuação, informa Ibope
(Fotos: Divulgação)
 
Encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), divulgada nesta sexta-feira (12), mostrou que a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, ampliou uma vantagem de oito pontos percentuais à frente de Marina Silva (PSB), sua principal concorrente.
 
Segundo o levantamento, a atual mandatária nacional oscilou de 37% para 39% das intenções de voto, ao contrário de Marina, que teve um decréscimo de dois pontos, recuando de 33% para 31%; com esse resultado, ambas já saíram da situação de empate técnico registrada na sondagem anterior. Já o cenário do candidato do PSDB ao Planalto, senador Aécio Neves (MG), permanece inalterado, mantendo os 15%.
 
O postulante do PSC, Pastor Everaldo, pontou 1%, mesmo índice alcançado na aferição divulgada na semana passada. Outros candidatos – Luciana Genro (Psol), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), José Maria Eymael (PSDC), Rui Costa Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU) e Mauro Iasi (PCB) – totalizam 1%, em comparação com os 2% anteriores. Votos brancos e nulos subiram de 7% para 8%, enquanto os indecisos acumulam 5%.
 
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são citados, Dilma aparece com 35% das intenções de voto, seguida de seus adversários Marina, que computou 23%, e Aécio, com 12% da preferência do eleitorado. Os outros concorrentes somam 1%, brancos e nulos, 11% e indecisos aparecem com 19%.

No primeiro cenário, Marina (à direita) encontra-se com 43%, contra 42% de Dilma (à esquerda)
(Fotos: Divulgação)
 
Empate técnico no segundo turno
 
O Ibope também fez duas simulações de segundo turno para cada cenário distinto. Na primeira situação hipotética, o instituto observou que a diferença entre Marina Silva e Dilma Rousseff diminuiu de 7 para 1 ponto percentual. A socialista, porém, venceria a atual ocupante do Planalto.
 
A pontuação da socialista caiu de 46%, registrados no levantamento anterior, para 43% das intenções de voto, tecnicamente empatada com a candidata do PT, que houve incremento de três pontos, subindo de 39% para 42%. Votos brancos e nulos oscilaram de 8% para 10%, e indecisos declinaram de 6% para 5%.
 
Na segunda simulação, na qual Aécio Neves substitui Marina, o quadro é amplamente favorável para Dilma. A presidente e postulante à reeleição agora tem 48%, aumentando um ponto a mais em relação ao último diagnóstico. Já o tucano oscilou de 34% para 33% da predileção dos eleitores. Brancos e nulos cresceram de 11% para 13%, enquanto os indecisos decresceram de 8% para 6%.
 
Avaliação do governo Dilma
 
Também foi divulgado, na pesquisa Ibope/CNI, um avanço significativo na avaliação do governo da presidente Dilma. 38% dos entrevistados consideram a atual administração federal ótima ou boa, ao contrário dos 36% da sondagem anterior. A avaliação regular oscilou de 37% para 33%, e aqueles que avaliaram o governo como ruim ou péssimo oscilaram de 26% para 28%.
 
Um universo estimado em 2.002 eleitores, distribuídos em 144 municípios brasileiros, foi entrevistado pelo Ibope entre os dias 5 e 8 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais e para menos, dentro de um nível de confiança calculado em 95%. A pesquisa foi registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00593/2014.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Iniciativa prevê ações culturais nas comunidades brasileiras

Objetivo do projeto Aqui Tem Palco, parceria entre o Ministério da Cultura e a empresa de bebidas Ambev, é dar visibilidade à diversidade artística popular em todo o país através de mapeamento
 
Com informações do portal A Tarde
 
Junto com representantes da Ambev, a ministra Marta Suplicy (centro) assinou acordo que resultou na iniciativa, no Morro do Vidigal, no Rio
(Foto: Divulgação/MinC)
 
A titular do Ministério da Cultura (Minc), Marta Suplicy, assinou, nesta quinta-feira (11), no morro do Vidigal, zona sul do Rio de Janeiro, um contrato firmando parceria de um ano entre a pasta e a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev). Como resultado desse acordo, foi lançado o projeto Aqui Tem Palco, que pretende realizar 70 mil microeventos culturais pelo país até 2015.
 
A estratégia da proposta, que tem como meta impactar sete milhões de brasileiros, é dar visibilidade a múltiplas expressões artísticas através de um mapeamento amplificado, identificando e estimulando artistas e manifestações culturais populares em todo o território nacional.
 
"Esta iniciativa casa com a política do Ministério, que tem como norte a inclusão cultural", proclamou a ministra, lembrando ainda ações recentes do MinC, a exemplo da implantação do cartão Vale Cultura, um benefício de R$ 50 mensais para que os trabalhadores tenham acesso às atividades culturais, e do Sistema Nacional de Cultura.

Inicialmente, o Aqui Tem Palco está sendo concentrado no Rio, onde será efetuada uma seleção de agentes culturais comunitários para produzir uma cartografia que impulsionará novos talentos locais. A partir do próximo ano, a iniciativa bilateral entre o Minc e a Ambev, dona de marcas como Brahma, Antarctica e Skol, deverá atrair outras capitais do país, incluindo Salvador.
 
Comunidade, mostra sua arte
 
Marcada por um pocket show do sambista Arlindo Cruz, a cerimônia de lançamento do projeto cultural contou ainda com a participação do presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Guti Fraga, nascido no Vidigal. "Tudo o que eu queria era disponibilizar palco para as pessoas mostrarem a sua arte. Esta parceria nos possibilita um voo", declarou.
 
Outro aspecto primordial da iniciativa, que é a sua vinculação com o público jovem, foi enfatizado pelo vice-presidente jurídico e de relações corporativas da Ambev, Pedro Mariani.
 
"De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cerveja é a segunda maior paixão do brasileiro, perdendo somente para o futebol. Por isso mesmo, vamos incluir uma campanha para estimular o consumo responsável", certificou, acrescentando que cerca de 50 mil proprietários e funcionários de bares e restaurantes estarão submetidos a treinamento.
 
Uma pequena amostra
 
Os convidados para o evento que divulgou o Aqui Tem Palco tiveram a oportunidade de conferir uma amostra da proposta ao prestigiarem o Curtisom, projeto-piloto com a missão de transformar vans em palcos ambulantes para a realização de espetáculos de pequeno porte.
 
Na ocasião, artistas da própria comunidade do Morro do Vidigal apresentaram, em regime de revezamento, performances de samba, funk, street dance, beat box, balé e capoeira.
 
Além do Curtisom, o concurso Talentos do Samba e o programa de capacitação Nosso Bar integram um tripé de patrocínios culturais da Ambev, que, a partir da parceria com o Ministério da Cultura, passa a estar inserido no projeto Aqui Tem Palco.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Pedagoga explica importância da linguagem de sinais

Considerada a segunda língua adotada no Brasil, a Libras tem que ser difundida em todos os espaços devido ao grande número de surdos que possui no país, avalia Marli Brito Gomes
 
"Como eu defendo o português falado, o surdo também defende a língua dele, que é gesticulada", disse Marli (à esquerda, de boné azul), da Secretaria de Educação de Simões Filho
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Apesar de alguns surdos não terem noções de língua brasileira de sinais (Libras), é necessário que eles a conheçam melhor para adquirirem uma boa habilidade comunicativa. Logo, aprender a dominar de forma inclusiva a metodologia linguística embasada nas gesticulações manuais se equipara ao tradicional ato de ensinar as crianças a falar e a empregar corretamente o português, nosso idioma oficial.
 
É o que afirma a pedagoga e coordenadora de Libras da Secretaria de Educação de Simões Filho, Marli Brito Gomes. Na avaliação de Marli, já que a linguagem de sinais é considerada a segunda língua adotada nacionalmente, ela tem que ser difundida, aplicada e assinada obrigatoriamente em todos os espaços, sob a justificativa de o país apresentar um quantitativo máximo de pessoas portadoras de deficiência auditiva.
 
"Como eu defendo a minha língua, o português, falada, o surdo também defende a língua dele, que é gesticulada e visual", ponderou a educadora durante as comemorações pelos 50 anos do Colégio Municipal Padre Luiz Palmeira, o mais antigo de Simões Filho, no último domingo (7), momentos antes do desfile em comemoração ao Dia da Independência do Brasil, que seguiu trajeto pelas principais ruas e avenidas da cidade.
 
Na oportunidade do cortejo cívico, promovido pela prefeitura por intermédio da Secretaria de Educação, surdos, tradutores, alunos do curso e a comunidade local interessada em Libras se aglomeraram em um pequeno grupo. "Estamos nessa caminhada, para que os surdos tenham sua independência e tenham sua identidade e cultura reconhecidas", declarou Marli.
 
Surdos, tradutores, alunos e demais interessados em Libras participaram do desfile cívico do 7 de Setembro
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Cinco salas serão implantadas em 2015
 
A pedagoga estima que, no município, existem aproximadamente 500 pessoas portadoras de deficiência auditiva. "Temos quatro turmas de cursos de Libras aqui dentro de Simões Filho. E, a partir de 2015, o prefeito (Eduardo Alencar, do PSD) vai implantar na cidade cinco salas de alfabetização em Libras para todos os surdos, independentemente da graduação e da escolaridade", disse.
 
No Colégio Municipal Luiz Palmeira, o curso de Libras está sendo ministrado aos sábados, sob a coordenação dos professores Marcos de Moraes Santos e Bruno Pedra, que também fazem parte do corpo docente do projeto. Mais informações sobre essa iniciativa educacional da prefeitura simõesfilhense podem ser obtidas através do telefone (71) 8333-6792.