segunda-feira, 31 de março de 2014

Telejornal mostra problemas em alguns pontos de ônibus da capital

Em quadro de noticiário local, telespectadores expuseram suas queixas relacionadas à situação de três abrigos de transporte coletivo
 
Com informações da TV Bahia
 
 
Abrigo em praça da Boca do Rio, que já não existe mais, encontra-se enferrujado
(Fotos: Hugo Gonçalves)
 
As insatisfações de três telespectadores quanto à situação de alguns pontos de ônibus de Salvador foram evidenciadas na edição do Bahia Meio Dia, da TV Bahia, veiculada nesta segunda-feira (31), através do quadro Você no BMD. O telejornal, apresentado por Fernando Sodake e Camila Marinho, sempre interage com os cidadãos para denunciar qualquer problema em suas comunidades.
 
Maria de Jesus expôs sua reclamação a respeito da falta de abrigo no ponto da Avenida Dorival Caymmi, principal logradouro de Itapuã, próximo à Vila Militar. De acordo com ela, o problema teve início há mais de um mês, quando uma obra foi executada na região.
 
Outro telespectador, denominado Jorge Ribeiro, enviou fotografias para denunciar o péssimo estado de um abrigo instalado em um dos pontos de ônibus do Centro Administrativo da Bahia (Cab), cuja estrutura encontra-se completamente corroída pela ferrugem e, portanto, passível de desabamento. Para sustentá-la, uma espécie de estaca de madeira foi improvisada.
 
Segundo a Superintendência de Trânsito e Transporte do Salvador (Transalvador), todos os pontos localizados no Cab, inclusive aquele divulgado no Você no BMD, estão sob a responsabilidade do complexo de edificações que sediam órgãos públicos estaduais e federais.
 
Por fim, este jornalista, residente na Boca do Rio, enviou à equipe do noticiário imagens reclamando sobre a situação de um abrigo danificado, situado numa pracinha de um dos logradouros do bairro, a Rua Abelardo Andrade de Carvalho (veja fotos no alto). O ponto de transporte coletivo, além de estar desativado, apresenta vestígios nítidos de corrosão em sua estrutura confeccionada em ferro.
 
Para assistir ao Você no BMD exibido no Bahia Meio Dia de 31 de março de 2014, clique aqui.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Tribunal de Justiça da Bahia reabre inscrições para concurso

Serão preenchidas 1.383 vagas para atuar em serventias de notas e registro
 
Prazo para inscrição encerra em 11 de abril
(Foto: Manu Dias/Secom)
 
O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), através da Comissão de Concurso para Provimento das Unidades dos Serviços Extrajudiciais de Notas e de Registro, confirmou a reabertura das inscrições para o concurso público de provas e títulos. A seleção preencherá 1.383 vagas para outorga de delegações de serventias extrajudiciais de notas e de registro.
 
Interessados devem se inscrever até o dia 11 de abril, exclusivamente pelo endereço eletrônico http://www.cespe.unb.br/concursos/tj_ba_13_notarios. Para confirmar sua participação no certame, que selecionará notários e oficiais de registro, o candidato deve pagar uma taxa de R$ 200 para cada opção, por critério de delegação.
 
A prova objetiva será aplicada em Salvador, na data provável de 29 de junho, no turno da manhã para os candidatos a outorga por provimento, e no turno da tarde para aqueles que concorrem a outorga por remoção. O concurso é organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

terça-feira, 25 de março de 2014

Resultados dos últimos jogos do Baianão e de outros estaduais

Campeonato Baiano

17ª rodada

Domingo, 23/03

Bahia 2 x 0 Vitória

Serrano 1 x 0 Vitória da Conquista

Catuense 3 x 3 Jacuipense

Juazeirense 2 x 2 Galícia

Semifinais – Jogos de ida

Quarta-feira, 26/03

Vitória da Conquista x Vitória, no Estádio Lomanto Júnior, em Vitória da Conquista, às 20:30

Serrano x Bahia, no Estádio Roberto Pereira, em Teixeira de Freitas, às 22 h

Semifinais – Jogos de volta

Sábado, 29/03

Bahia x Serrano, na Arena Fonte Nova

Domingo, 30/03

Vitória x Vitória da Conquista, no Barradão

Campeonato Paulista

15ª rodada

Domingo, 23/03

XV de Piracicaba 1 x 1 Comercial (Ribeirão Preto)

Paulista (Jundiaí) 1 x 1 Bragantino

Ituano 1 x 0 Penapolense

Audax (Osasco) 0 x 1 Linense (Lins)

São Bernardo 5 x 2 Oeste (Itápolis)

Ponte Preta (Campinas) 0 x 4 Mogi Mirim

Portuguesa 4 x 3 Rio Claro

Corinthians 3 x 0 Atlético Sorocaba

Botafogo (Ribeirão Preto) 0 x 2 São Paulo

Santos 2 x 1 Palmeiras

Campeonato Carioca

Taça Guanabara – 15ª rodada

Sábado, 22/03

Botafogo 1 x 1 Nova Iguaçu

Domingo, 23/03

Madureira 0 x 1 Resende

Flamengo* 5 x 3 Cabofriense

Vasco 4 x 0 Duque de Caxias

Fluminense 3 x 1 Volta Redonda

Friburguense 2 x 1 Bonsucesso

Audax 0 x 1 Macaé

Boavista (Saquarema) 0 x 0 Bangu

*Campeão do torneio, jogou no Maracanã com time reserva

Campeonato Mineiro

Semifinais – Jogos de ida

Domingo, 23/03

América-MG 1 x 4 Atlético-MG, no Independência, em Belo Horizonte

Boa Esporte 0 x 1 Cruzeiro, no Estádio Municipal de Varginha

Semifinais – Jogos de volta

Domingo, 30/03

Atlético-MG x América-MG, no Independência, em Belo Horizonte

Cruzeiro x Boa Esporte, no Mineirão, em Belo Horizonte

Campeonato Gaúcho

Quartas de final

Sexta-feira, 21/03


Caxias 2 x 2 Veranópolis

Sábado, 22/03

Internacional 3 x 1 Cruzeiro-RS

Brasil de Pelotas 2 x 0 Novo Hamburgo

Domingo, 23/03

Grêmio 3 x 0 Juventude (Caxias do Sul)

Semifinais

Quarta-feira, 26/03

 

Internacional x Caxias, no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo

 
Grêmio x Brasil de Pelotas, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre

Campeonato Pernambucano

Hexagonal final – 8ª rodada

Sábado, 22/03

Sport 1 x 0 Porto-PE (Caruaru)

Domingo, 23/03

Central (Caruaru) 1 x 0 Salgueiro

Náutico 3 x 5 Santa Cruz

Hexagonal da permanência – 10ª rodada

Sábado, 22/03

Vitória-PE 1 x 3 Pesqueira

Domingo, 23/03

Serra Talhada 1 x 0 Ypiranga-PE (Santa Cruz de Capibaribe)

Chã Grande 1 x 0 América-PE (Recife)

segunda-feira, 24 de março de 2014

Espanha de luto: morre, aos 81 anos, Adolfo Suárez

Político falecido ontem foi um dos responsáveis por devolver a democracia ao país no período pós-franquista
 
Com informações das agências
 
Suárez sofria de mal de Alzheimer e não aparecia em público desde 2003
(Foto: Arquivo/AFP)
 
Peça decisiva no sensível processo de transição democrática após a ditadura franquista, o ex-presidente do governo da Espanha, Adolfo Suárez, morreu no último domingo (23), aos 81 anos, em Madri. Suárez, que lutava contra a doença de Alzheimer, estava internado num hospital da capital espanhola, o Centro Clínico de Madrid, com problemas respiratórios e neurológicos.
 
A informação sobre a morte do ex-chefe de governo espanhol, que não aparecia publicamente desde 2003, foi dada pelo porta-voz da família, Fermín Urbiola, em frente ao hospital onde se encontrava internado desde a segunda-feira passada (17), com pneumonia, segundo a agência France Presse.

A causa da morte, de acordo com a médica Isabel de la Azuela, foi “doença obstrutiva pulmonar crônica, agravada pelo quadro do mal de Alzheimer”. Viúvo de Amparo Illana, falecida em 2001, Suárez teve cinco filhos.

Restaurador da liberdade
 
Formado em Direito, Adolfo Suárez, nascido em 1932 na cidade de Cebreros, na província de Ávila, região central da Espanha, foi um dos artífices da restauração da democracia no país ibérico, posteriormente à decadência de um dos mais longos regimes totalitários da história universal, conduzido pelo general Francisco Franco (1892-1975), introduzido com o golpe militar de 1936 e consolidado em 1939, com o término da Guerra Civil.

Suárez ocupou alguns cargos fundamentais durante o governo franquista, como o comando do partido de sustentação do regime, o Movimento Nacional – único oficializado na época , e a diretoria-geral da emissora estatal de televisão Radiotelevisión Española (RTVE), em especial no crepúsculo da ditadura.
 
Um ano após a morte de Franco, em 1976, o rei Juan Carlos de Bourbon fez de Suárez primeiro líder dos espanhóis na fase democrática. Em seu mandato, foram aprovadas leis que reconheciam liberdades, como a anistia, legalizados os partidos políticos (inclusive o Partido Comunista) e os sindicatos, convocadas eleições livres em 1977 e elaborada a Constituição, promulgada em 1978 e que perpetua até a atualidade, graças ao consenso das forças políticas.
 
O partido fundado por Adolfo Suárez, a União de Centro Democrático, estava dividido, fazendo com que o ex-presidente espanhol seja questionado progressivamente dentro e fora de sua legenda.

Renunciou ao cargo em janeiro de 1981, semanas antes de uma tentativa de golpe de Estado, ocorrido em 23 de fevereiro, quando foi eleito seu sucessor, seu ex-ministro Leopoldo Calvo-Sotelo (1926-2008). Suárez aposentou-se do cenário político em 1991.

“Transformou uma nação velha num país democrático”

Várias autoridades do país manifestaram pesar pelo falecimento de Suárez, entre elas o ex-premiê José Luis Rodríguez Zapatero. Em nota divulgada pelo socialista, ele “liderou a transformação de uma nação velha e rasgada num país democrático e reconciliado consigo mesmo”. Zapatero escreveu ainda que a Espanha vivencia uma ocasião em que sentimentos e elogios não podem ser contidos.

Deputado no período da transição entre o franquismo e a democracia espanhola, o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Federico Mayor Zaragoza, assinalou que Suárez vai passar para a história, tanto do país quanto do mundo, “como o grande construtor do atual sistema democrático”.

Zaragoza prosseguiu sua mensagem de condolências, argumentando que o complicado regresso à democracia foi efetuado por intermédio de virtudes como “a serenidade, a capacidade de escutar, a imaginação e a genialidade”. O rei Juan Carlos definiu, em nota de pesar, o ex-chefe de governo, nas qualidades de “um colaborador excepcional e um amigo leal”.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Primeira fábrica-modelo da América Latina será em Salvador

Anúncio foi feito ontem, na sede da Fieb, quando foi assinado um convênio milionário entre o Cimatec e empresa estadunidense para implantação de unidade
 
Com informações do jornal Correio*
 
Fábrica será construída em terreno de 500 metros quadrados, na sede do Cimatec, em Piatã
(Foto: Divulgação/Senai-BA)
 
Em breve, no prazo de um ano, Salvador vai receber uma fábrica-modelo, conceito inédito e pioneiro na América Latina. Segundo o jornal Correio*, a implantação da planta fabril foi anunciada na última quarta-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), situada no bairro do Stiep, na capital baiana.
 
Na oportunidade, foi assinado um convênio entre o Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec), uma das unidades mantidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) no estado, e a consultoria McKinsey & Company, dos Estados Unidos. O acordo, estimado em R$ 4 milhões, inclui a instalação da fábrica, com conclusão prevista para março de 2015, e outros quatro anos de operação.
 
A unidade será edificada numa área de cerca de 500 metros quadrados na própria sede do Cimatec, na Avenida Orlando Gomes, em Piatã, e servirá de suporte às empresas interessadas que ambicionam sua competitividade. “A fábrica terá um efeito muito grande sobre pequenas e médias empresas, porque vão aprender a produzir melhor e mais”, explicou o presidente da Fieb, José de Freitas Mascarenhas, ao Correio*.
 
Funcionalidades
 
Para o diretor regional do Senai, Leone Peter Andrade, a fábrica-modelo entrará em operação para simular situações reais de processos produtivos, além de otimizá-los, com finalidades como a redução de custos e tempo de produção, entre outras.
 
“Nosso foco será o que se chama hoje de lean manufacturing, ou manufatura enxuta, ou seja, tornar os processos mais enxutos”, elucidou, concluindo que a nova unidade a ser construída no Cimatec será capaz de aperfeiçoar procedimentos não apenas em indústrias, mas também em negócios diversificados, como bancos, hospitais e repartições públicas.
 
A McKinsey será incumbida no atendimento às grandes corporações, ao passo que o apoio às micro, pequenas e médias empresas caberá ao Senai. Além de suas funcionalidades produtivas, a fábrica-modelo também será aberta para a aprendizagem industrial dos alunos do Cimatec. “Estamos muito contentes com essa parceria”, entusiasmou o sócio da McKinsey, Steffen Eberle.

Partidas são adiadas em alguns minutos na Inglaterra

A partir deste final de semana, todos os jogos de futebol do país começarão sete minutos mais tarde, para homenagear os 25 anos de uma inesquecível tragédia sem precedentes
 
Com informações do Estadão Conteúdo e da Wikipédia
 
No estádio de Hillsborough, 96 pessoas morreram e 766 ficaram feridas
(Foto: Arquivo – 15/04/1989)
 
Todos os jogos de futebol da Inglaterra, a partir deste final de semana, terão um caso atípico: serão atrasados para reverenciar os 25 anos do desastre de Hillsborough, que maculou a história do esporte no país e no mundo, conforme comunicado divulgado nesta sexta-feira (21) pela Associação de Futebol da Inglaterra (The Football Association – FA).
 
As partidas do Campeonato Inglês, válidas não somente para a primeira divisão, a famigerada Premier League, mas também para a segunda e a terceira divisões, além das semifinais da Copa da Inglaterra – disputadas por Arsenal x Wigan e Hull City x Sheffield United, ambas em abril –, terão início, em caráter transitório, sete minutos mais tarde.
 
Desastre contribuiu para mudanças nos estádios e na organização do futebol inglês
(Foto: Arquivo – 15/04/1989)
 
Compreenda o caso
 
Em 15 de abril de 1989, há quase 25 trágicas primaveras, ocorreu um desastre sem precedentes no estádio de Hillsborough, na cidade de Sheffield, a cerca de 232 quilômetros de Londres, durante o confronto entre Liverpool e Nottingham Forest, pela semifinal da Copa inglesa.
 
A tragédia, provocada pela superlotação do estádio, bem como seu péssimo estado de conservação, deixou um triste saldo: 96 torcedores tiveram suas vidas liquidadas ao morrerem pisoteadas e 766 ficaram feridos.
 
Registrado na memória esportiva internacional, o acontecimento, maior do futebol britânico e um dos maiores do planeta, serviu de lição para as mudanças nos estádios e na organização do esporte no país europeu. Aquele fatídico jogo foi oficialmente cancelado às 15 horas e 6 minutos em função do desastre.

Criadora e criatura

Entrevista: Wania Sandes e Flávia Nunes
 
Dona e funcionária de loja discutem sobre trabalho, atendimento ao cliente e suas pretensões, além de outros pontos em comum
 
Wania (à esquerda) está à frente da Malagueta, onde sua pupila Flávia (à direita) é uma boa colaboradora
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Aos 59 anos, a microempresária Wania Sandes dos Santos atende sua clientela com otimismo na medida do possível. Sua loja, a Malagueta Acessórios, no bairro da Boca do Rio, está no mercado há seis anos e já conseguiu catapultar muitos clientes através de um fator principal, a estratégia do “boca a boca”: “Cada um (cliente) vai passando para o outro”, justificou.
 
Carioca fixada em Salvador há quase um quarto de século, Wania tem dois filhos, o assessor de imprensa na área de entretenimento Jansen – pai de sua única neta, Yasmin –, e a jornalista Jessica. Como mãe, a comerciante, que almeja obter uma velhice “tranquila”, quer que eles aprendam a honestidade, que, na opinião dela, é a lição primordial.
 
Já a vendedora Flávia da Silva Nunes, 27, trabalha na Malagueta há dois anos, a convite da patroa, quando a conhecia num outro estabelecimento em que era funcionária. “Uma boa atendente, educada, estar sempre alegre, é o básico”, esclareceu a pupila de Wania, acrescentando que a felicidade é uma característica ideal para que o cliente esteja satisfeito. Entre suas perspectivas de vida, Flávia pretende ser mãe e motorista.
 
Wania, de que forma a senhora ajuda os seus colaboradores e clientes?
 
Wania Sandes – De acordo com as necessidades deles. Aí, eu não posso te dizer “ah, ajudo isso, ajudo naquilo”; é de acordo com as necessidades que a gente vê se pode ajudar ou não.
 
Flávia, como você se sente enquanto está trabalhando?
 
Flávia Nunes – Me sinto bem. Trabalhar com trabalho Deus ajuda.
 
Quais são suas virtudes como empresária?
 
W. S. – Eu trato meus clientes bem e procuro sempre atendê-los na medida do possível.
 
Todo vendedor precisa de uma série de qualidades. Quais são as suas?
 
F. N. – Uma boa atendente, educada, estar sempre alegre, é o básico, (além de) proporcionar ao cliente a felicidade para que ele esteja satisfeito.
 
Flávia, quais são as suas expectativas em sua vida?
 
F. N. – Terminar minha habilitação, comprar minha casa, ter meu filho e constituir minha família.
 
Wania, o que a senhora pretende no futuro?
 
W. S. – Ter uma velhice tranquila.
 
A senhora se sente realizadora em seu modo de viver?
 
W. S. – Ainda não, porque eu não realizei o que eu quero.
 
Você se considera uma mulher realizadora?
 
F. N. – Com certeza. Por conquistar os meus objetivos, por poder ajudar meus pais, meus colegas e amigos, mais ainda falta mais coisas para serem realizadas.
 
Março é o mês dedicado às mulheres. Quais são seus pontos de vista em relação a essa ocasião especial?
 
W. S. – É que as mulheres conquistaram um espaço na sociedade e cada vez mais a gente estar progredindo e fazendo as mesmas coisas que os homens fazem em algumas áreas.
 
F. N. – É o mês do meu aniversário também. (Uma ocasião) Merecedora. A gente, como mulher, é batalhadora.
 
A senhora é mãe de dois filhos. Como mãe, qual a lição que a senhora dá para eles?

W. S. – Honestidade é a (lição) principal. Serem honestos e só.

quinta-feira, 20 de março de 2014

A redescoberta dos primórdios de Moraes

Denominada Moraes Moreira Anos 70, caixa reúne quatro discos da fase inicial de uma exitosa carreira solo do músico baiano
 
Com informações dos jornais Correio*, O Dia e Jornal do Commercio
 
Primeiros discos individuais do cantor foram resgatados em CD
(Foto: João Laet/Agência O Dia)
 
Quatro álbuns inaugurais de uma brilhante trajetória individual de um dos aclamados e notabilíssimos cantores e compositores da Música Popular Brasileira já estão de volta às prateleiras, só que agora editados em formato de áudio digital. A bem-sucedida carreira solo de Moraes Moreira, que começou no segundo quartel da efervescente década de 1970, teve seu resgate possível graças ao trabalho cuidadoso de um renomado produtor musical.
 
Idealizada por Marcelo Fróes, a caixa de CDs Moraes Moreira Anos 70, que integra os discos Moraes Moreira (1975), Cara e coração (1977), Alto falante (1978) e Lá vem o Brasil descendo a ladeira (1979), todos lançados originalmente pela Som Livre, chega ao mercado pelo selo Discobertas. “Foi como se parasse o tempo, me vendo naquela época, criando minha personalidade artística, mais responsabilidade...”, pensou o músico, em depoimento concedido ao jornal Correio*.
 
Ao lado da emblemática formação dos Novos Baianos – Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e o letrista juazeirense Luiz Galvão –, Moraes participou do registro do antológico álbum Acabou chorare, de 1972, nascido num sítio em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, onde eles encontraram refúgio.

O vinil, um dos melhores discos produzidos no país, é marcado por clássicos da MPB, como Preta pretinha, A menina dança, Mistério do planeta e Tinindo trincando, todas composições da dupla Moraes-Galvão, além da releitura de Brasil pandeiro, do também baiano Assis Valente (1911-1958).
 
“Éramos hippies à brasileira, e essa ideia radical de viver juntos em um sítio era nossa resposta àquele momento de ditadura (regime militar cujo pontapé foi o golpe, que completará 50 anos no próximo dia 31)”, lembrou o cantor de 66 anos, filho ilustre de Ituaçu, interior da Bahia, em entrevista ao jornal carioca O Dia. “Muita gente me procura falando sobre uma volta dos Novos Baianos, mas nunca seria a mesma coisa. Só se voltasse a ditadura no Brasil”, ironizou.
 
Em sítio carioca, Moraes convivia alegremente com colegas de Novos Baianos
(Foto: Divulgação)
 
Em coletividade
 
Na propriedade em Jacarepaguá, Moraes levava a família e as coisas que ele aprendeu durante seu convívio coletivo, como a alegria, um dos valores cultivados pelo músico. “A gente queria uma nova família, pelas ideias e (pelos) ideais. Foi muito bonito, dentro de um Brasil difícil. Mas era uma liberdade muito cara, conquistada na ditadura”, contou ao Correio*.

E prosseguiu o rumo da prosa: “A gente queria elevar o astral do país, mas, ao mesmo tempo, o Partido Comunista não nos aceitava porque achavam que éramos pessoas muito alegres. Imagine?”, argumentou.
 
Moraes abandonou os Novos Baianos em 1974. Na opinião do artista, sua saída do grupo, que subitamente agregava vários músicos, “doeu muito”, contudo ele já estava no momento de se projetar de maneira autônoma. “A situação nos Novos Baianos era muito precária, não tinha show, a vida não andava... Já tinha dois filhos (Davi e Ari), precisava de grana, e isso falou muito alto. Então, tive que começar tudo de novo”, recordou.
 
Liberdade artística

No ano subsequente à sua “excomunhão” dos hippies tupiniquins, Moraes Moreira registrou uma discreta estreia solo homônima, até agora inédita em CD, que acaba de ganhar o formato digital embutido na caixa Anos 70 em companhia dos álbuns seguintes. As gravações desses quatro primeiros LPs, que exigiram aprimoramentos progressivos nos arranjos e em estúdio, contaram com o auxílio de um universo de jovens músicos, abrilhantando a fértil sonoridade instrumental.
 
Além do guitarrista soteropolitano Pepeu Gomes, ex-companheiro de Novos Baianos, o núcleo que de imediato se converteria no grupo A Cor do Som – o conterrâneo Armandinho Macedo (guitarra, guitarra baiana, bandolim e craviola), Dadi Carvalho (baixo), Mu Carvalho (teclados e piano) e Gustavo Schroeter (bateria) – compôs o quadro de seletos musicistas que tiveram suporte essencial nos primórdios da carreira solo de Moraes, participando da gravação daqueles discos.
 
“Mu, irmão de Dadi, começou a carreira profissional neste disco (no primeiro), Gustavo já tocava antes em grupos de rock, os outros tocavam com a gente nos Novos Baianos. Um empresário viu os caras tocando comigo. Eles fizeram muito sucesso como A Cor do Som”, disse.

Os repertórios dos álbuns da fase inicial traziam pérolas como Guitarra baiana (tema da primeira versão da novela Gabriela, de 1975), Pombo correio (1977), Lá vem o Brasil descendo a ladeira e Chão da praça, ambas de 1979. Carro-chefe do segundo LP, Cara e coração, o hino Pombo correio, referência obrigatória em bailes carnavalescos, era uma melodia instrumental criada por Adolfo Nascimento, o Dodô (1914-1978) e Osmar Macedo (1920-1997), que mais tarde ganhou letra de Moraes.
 
“A música era do repertório do trio elétrico de Dodô e Osmar. Quando comecei a conviver com eles, aprendi a música, feita em 1952, e botei letra em 1974”, explicou, em depoimento ao Jornal do Commercio, do Recife.

Nesta quarta-feira (19), Moraes Moreira fez, na livraria Fnac, na Barra da Tijuca, no Rio, um pocket show apenas com canções extraídas de seus quatro LPs lançados nos anos 1970, em voz e violão. Para compensar sua ausência na agenda do Carnaval, ele se apresentará na próxima semana em Salvador, durante os festejos do aniversário da cidade (veja abaixo).

Álbuns lançados nos anos 70 exigiram constantes aprimoramentos
(Foto: Reprodução)
 
Cantor anuncia boas-novas
 
Moraes Moreira, que havia cancelado sua participação no Carnaval deste ano – ele tocaria no Circuito Dodô, entre Ondina e o Farol da Barra, na quinta-feira da folia –, retornará a Salvador para se apresentar no Festival da Cidade, miscelânea de atrações artísticas para celebrar o aniversário da primeira capital do país, que completará 465 anos.
 
Ele tocará na próxima sexta-feira (28), véspera do aniversário da cidade, na Praça Visconde de Cairu, no Comércio, trazendo na bagagem o espetáculo comemorativo dos 40 anos do álbum Acabou chorare, em parceria com seu filho, o guitarrista Davi Moraes. “Começamos essa turnê há dois anos e faz tanto sucesso que ainda não conseguimos parar”, declarou o músico.
 
E mais: ainda para este semestre, Moraes promete o lançamento de um álbum inédito ao lado de Davi, com o título provisório de Pai e filho. “Fomos contemplados por um edital da Petrobras. Estamos em estúdio gravando, vai ter diversas parcerias inéditas nossas”, anunciou, ao jornal O Dia.