segunda-feira, 29 de julho de 2013

Por trás da tatuagem

 
Com duração de 8 minutos, o documentário do nosso trabalho de conclusão de curso (TCC) de Jornalismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), turma 2012.2, denominado Por trás da tatuagem, explora pontos de vista contraditórios sobre o mundo da tatuagem, buscando entender o que pensam os personagens. O documentário tem como objetivo central demonstrar as opiniões que estão por trás da tatuagem, das aparências e do preconceito.
 
Definimos os quatro personagens buscando diferenças dentro de um horizonte intrínseco entre eles, todos com características distintas – idade, profissão e grau de envolvimento com a tatuagem. A definição do perfil dos personagens foi o ponto inicial no planejamento, na produção e no desenvolvimento deste produto audiovisual.
 
Foram gravados depoimentos do renomado tatuador Isaac Tocinho, do Studio de Arte, no Rio Vermelho, do fisioterapeuta Sérgio Dias, que fez sua primeira tatuagem aos 62 anos, da estudante de Biologia Isadora Oliveira, que se tatuou aos 22 anos, e de Fernando Daltro, médico psiquiatra que possui uma tatuagem.
 
Para expressar as opiniões externas a quem já está no mundo da tatuagem, conseguimos trazê-las, graças ao apoio da jornalista e professora Lilian Mota, à época nossa orientadora, com um “fala povo” na abertura do documentário, com depoimentos coletados livremente no largo do Porto da Barra e na área externa do Palacete das Artes, na Graça. Os entrevistados foram o aposentado Ivan Falcão, a varredora Itana Simões, o comerciante Fernando Fioresi e a vendedora Brízida Barbosa.
 
Cada personagem recebeu uma trilha sonora diferenciada, com músicas distintas em ritmo e intensidade para que a entrada da trilha já apresentasse o personagem que estava por vir. Para a vinheta de abertura, optamos pela construção de cenas em stop motion, nas quais o corpo da modelo Jenifer Freitas é captado de forma muito próxima e, posteriormente, elas vão abrindo para uma visualização geral da personagem com inúmeras tatuagens espalhadas em seu corpo.
 
Ficha técnica
 
Roteiro: Hugo Gonçalves e Sara Cohim
 
Produção, direção e edição: Laís Amorim, Lorenlai Caribé e Sara Cohim
 
Câmeras: Laís Amorim, Lorenlai Caribé, Luiz Oliveira e Sara Cohim
 
Agradecimentos: Davi Correia, Flávio Mantz, Gerson Lustosa, Jenifer Freitas e Raimundo Júnior
 
Professora orientadora: Lilian Mota
 
Co-orientadores: Alberto Oliveira, Ana Paula Guedes, Antônio Brotas e Paulo Leandro
 
Assistam ao nosso documentário Por trás da tatuagem no vídeo abaixo:
 


P.S.: A sugestão do nome Por trás da tatuagem foi minha.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Reunião aborda os direitos da pessoa com deficiência

Sob a coordenação de uma psicóloga, membros do grupo de trabalho dialogaram a respeito do segmento em diferentes temáticas
 
Da esquerda para a direita: Catarina Soares, Valter da Mata Filho, Márcia Araújo, Renan Vieira e Lumena Aleluia
Grupo tem como objetivo geral estar em consonância com a área psicológica, no que se refere aos cuidados e à defesa dos direitos da PcD
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
O Conselho Regional de Psicologia da 3ª Região (CRP-03), por intermédio do Grupo de Trabalho de Psicologia e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (GTPcD), está realizando semanalmente, até dezembro, suas reuniões ordinárias. Na quinta reunião, ocorrida na noite desta terça-feira (23), no auditório da sede do órgão, na Federação, os membros do grupo discutiram, na perspectiva dos direitos humanos, o papel do psicólogo na reabilitação das pessoas com deficiência (PcD).
 
Coordenadora do grupo de trabalho, a psicóloga Márcia Araújo explicou que, após anos de prática profissional, seus colegas de ofício também participam das discussões, problematizações, políticas públicas, reivindicações e dialogizações tocantes ao segmento dos deficientes, “sujeitos esses que se constituem como seres humanos de direito, mas que carregam consigo um longo passado de violações, e sobre os quais muitos ainda acreditam que sejam sujeitos inimputáveis”.
 
De acordo com Márcia, o GT tem como objetivo geral estar em consonância com a categoria, sensibilizando-a sobre a importância do papel e da prática profissional da Psicologia, no que se refere aos cuidados e à defesa dos direitos da PcD. Enquanto ambiente de diálogo, reflexão, mobilização e sensibilização com organizações governamentais e não-governamentais (ONGs), sociedade civil, órgãos de controle social, comunidade, profissionais e estudantes em geral, o grupo é um espaço aberto e democrático, propiciando a reflexão social, política e científica em Psicologia.
 
“Nossa proposta de trabalho posiciona-se com um novo olhar para as PcD, a partir de uma atuação que adote a perspectiva deste segmento como um sistema complexo e considerando sua constituição sócio-histórica, cultural, educacional e linguística, bem como as relações de poder inerentes a tal, como temas transversais na construção da identidade e no fortalecimento emocional das PcD”, ponderou a coordenadora do GTPcD.
 
A reunião de ontem consistiu na leitura e na interpretação do texto da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, e na introdução de alguns temas de suma relevância para o segmento. Entre os assuntos abordados, os integrantes do GT esclareceram a questão da acessibilidade, o mercado de trabalho e a sensibilização dos empresários frente às ações que podem contemplar as peculiaridades das pessoas que apresentem algum tipo de deficiência.
 
“Trouxemos também as ações da superintendência (estadual) que atua na defesa dos direitos da pessoa com deficiência, e agora estamos introduzindo o papel do psicólogo nesse contexto de atuação”, disse a psicóloga Lumena Aleluia, um dos membros fundadores do GT. Além de Lumena, participaram do debate outro membro fundador, Renan Vieira, o presidente do CRP-03, Valter da Mata Filho, a integrante do Grupo de Trabalho de Psicologia e Relações Raciais (GTPRR), Dila França, e a estagiária de Psicologia da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), Catarina Soares.
 
Da esquerda para a direita: Catarina Soares, Márcia Araújo e Lumena Aleluia
Entre os temas abordados na reunião, membros do GT esclareceram a questão da acessibilidade, o mercado de trabalho e o papel do psicólogo
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Norte para a profissão
 
Segundo Mata Filho, o CRP-03 gira em torno da orientação e da fiscalização profissional. “Nossa presença nesse grupo de trabalho é importante para nortear a atuação profissional dos psicólogos e de outros profissionais que podem se espelhar de documentos que nós podemos produzir no atendimento e no acolhimento às pessoas com deficiência que possuem especificidades”, disse.
 
Os membros do GTPcD afirmaram ainda que, para piorar a situação dos deficientes em Salvador, não há nenhum organismo encarregado das políticas públicas de direitos da pessoa com deficiência em nível municipal, o qual fica sob a responsabilidade de uma superintendência do governo estadual, vinculada à SJCDH.
 
Embora seja integrante do GTPRR, a psicóloga Dila França se juntou à quinta reunião ordinária do GTPcD. “Eu estou participando aqui do GT, porque a temática das pessoas com deficiência também tem ligação com a temática das relações raciais, tendo em vista que muitas pessoas com deficiência têm como um de seus aspectos a cor negra ou a cor indígena. Então é algo para a gente discutir de modo interdisciplinar”, enfatizou.
 
Dila destacou que os diferentes grupos de trabalho pertinentes ao conselho, por possuírem eixos temáticos diversos, têm como dinâmica agir de forma integrada. Valendo-se desse princípio, os grupos estão promovendo e efetuando diálogos multidisciplinares, com o propósito de discutir questões inerentes aos direitos humanos com interface junto à Psicologia.
 
“Consideramos o Sistema Conselhos de Psicologia do Brasil (Federal e Regionais) como um espaço que possibilitará as proposições do GTPcD, onde deixaremos velhas práticas medicamentosas e propomos uma nova era, onde a PcD passa a ser vista do seu jeito, inserida em um sistema complexo que deve ser preservado na sua natureza mais genuína, que é nas suas diferenças”, certifica Márcia Araújo.
 
Dila França: “Muitas pessoas com deficiência têm como um de seus aspectos a cor negra ou a cor indígena”
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Serviço
 
Evento: Reuniões ordinárias do Grupo de Trabalho de Psicologia e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (GTPcD)
 
Período e horário: Todas as terças-feiras, até dezembro de 2013, das 18:30 às 21 h
 
Local: Auditório da sede do Conselho Regional de Psicologia (CRP)
 
Endereço: Rua Professor Aristides Novis, 27 – Federação
 
Informações: (71) 3247-6716 / (71) 3332-6168 / (71) 8894-7411 / www.crp03.org.br / crp03@crp03.org.br

sábado, 20 de julho de 2013

ACM Neto inaugura praça no Vale das Pedrinhas

Prefeito entregou nesta quinta-feira a área requalificada, situada no final de linha do bairro, onde antes havia um módulo policial desativado

Com informações da Assessoria Geral de Comunicação da Prefeitura de Salvador (Agecom) e da assessoria de imprensa ACM Neto

Uma das comunidades mais populosas de Salvador, o Vale das Pedrinhas ganhou nesta semana uma opção de lazer para os moradores. Construída numa área de 200 metros quadrados, a praça foi inaugurada na noite de quinta-feira (18) pelo prefeito ACM Neto (DEM), acompanhado pelo secretário de Infraestrutura e Defesa Civil, Paulo Fontana, entre outras autoridades.

A praça, erguida em uma rotatória no final de linha do bairro, onde funcionava, anteriormente, um módulo da Polícia Militar, possui bancos e equipamentos de ginástica fabricados em concreto pré-moldado. Também foi instalado um sistema de iluminação cênica e executado um projeto paisagístico, no qual foram implantadas três palmeiras imperiais, segundo a assessoria da prefeitura.

Quando ACM Neto despachou no Vale das Pedrinhas, em 22 de janeiro, ele e sua equipe de governo haviam proposto a construção da praça, ao encontrar o módulo policial, desativado e em péssimas condições. Pouco depois, o posto foi demolido, viabilizando a concretização da ideia determinada pelo gestor municipal.

Os trabalhos de requalificação do espaço foram executados através de ação conjunta entre as secretarias municipais de Ordem Pública (Semop) e de Infraestrutura e Defesa Civil (Sindec), por meio da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal) e da Superintendência de Conservação e Obras Públicas de Salvador (Sucop).

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Grupo de franceses participa da Semana Missionária

Durante o período em que antecede a Jornada Mundial da Juventude, peregrinos da diocese de Pays de la Loire encontram-se acolhidos em paróquia da Boca do Rio, em Salvador
 
Semana Missionária prepara os fiéis de todo o mundo para a Jornada, maior evento católico deste ano, que ocorrerá no Rio entre 23 e 28 deste mês
(Imagem: Divulgação)
 
Jovens peregrinos, vindos de vários países, estão hospedados nas principais cidades brasileiras com o intuito de promover um amplo intercâmbio religioso e cultural. Trata-se da Semana Missionária, realizada desde a última terça-feira (16) e que se estenderá neste domingo (21), período preparatório para a maior manifestação do calendário católico deste ano, a Jornada Mundial da Juventude.
 
A iniciativa da Igreja Católica está acolhendo comunidades chefiadas por seus respectivos sacerdotes rumo ao Rio de Janeiro, cidade-sede do evento que, além de congregar milhões de fiéis, sobretudo jovens, de diversas partes do globo, entre os dias 23 e 28 deste mês, recepcionará o papa Francisco. Todas as paróquias se aderiram à mobilização, que traz como lema “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.
 
Em Salvador, esse fenômeno não é diferente. Na Paróquia de São Francisco de Assis, situada na Boca do Rio, uma comitiva de oito jovens da diocese de Pays de la Loire, no noroeste da França, encontram-se no local desde a última quarta-feira (17) para participar da Semana Missionária e, em seguida, da Jornada. “Minha expectativa é ouvir a mensagem do papa para os jovens do mundo”, profetizou o líder do grupo, padre Xavier de Guibert.
 
Oito rapazes e moças oriundos da França estão na Paróquia de São Francisco de Assis desde quarta-feira
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Povo acolhedor
 
Conforme Xavier, um grupo de 23 missionários, incluindo os oito rapazes e moças que ele lidera, visitou um colégio estadual do bairro para apreciar um pouco da cultura baiana. Eles experimentaram iguarias típicas e caíram no suingue do maculelê, dança afro-baiana semelhante à capoeira. “Pelo momento, os jovens franceses estão muito felizes pelo acolhimento, e consideram o povo brasileiro muito acolhedor, muito alegre”, entusiasmou-se.
 
As estudantes Clémence Tercinier, 18 anos, e Raphaëlle Hubert, 19, da diocese de Pays de la Loire, disseram que “a comunidade é muito acolhedora”. Já a estudante e assistente financeira da Pastoral da Juventude, Daniele Batista, 24, que comparecerá à Jornada, ponderou a importância do evento. “Eu creio que seja uma questão espiritual, um encontro íntimo de cada participante com Cristo”.

Corpo de França Teixeira foi cremado hoje

Causa da morte do ex-radialista, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE também foi divulgada: sofria de câncer
 
Com informações do G1 Bahia e da TV Bahia
 
O ex-radialista, ex-deputado federal e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), França Teixeira, que faleceu nesta quinta-feira (18), teve seu corpo cremado nesta sexta-feira (19), no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas. Dezenas de amigos e familiares compareceram ao velório, que ocorreu ontem no local. Comunicador de prestígio no rádio, na televisão e na imprensa escrita, em particular nas décadas de 1960 e 1970, quando foi locutor de futebol, França Teixeira, que tinha 69 anos, morreu em sua residência, em decorrência de um câncer no fígado. Era conhecido por seu estilo irreverente, através de bordões como “É ferro na boneca, minha cara e nobre família baiana”.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

A Bahia perde França Teixeira, um nobre comunicador

Ex-radialista, ex-deputado e ex-conselheiro do TCE, considerado vanguardista, morreu hoje; causa ainda não foi divulgada

Com informações dos portais A Tarde Online, Bahia Notícias, Correio* 24 Horas, Itapoan Online e da Câmara dos Deputados, e da assessoria de comunicação do TCE-BA
 
No rádio, seu estilo irreverente fez França cunhar inesquecíveis bordões, como “É ferro na boneca, minha cara e nobre família baiana”
(Foto: Fernando Amorim/Agência A Tarde)
 
De mãos dadas, comunicação e política amanheceram enlutadas na Bahia. O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Antônio França Teixeira, morreu às 10:30 desta quinta-feira (18), aos 69 anos, mas a causa da morte ainda não foi informada pela família. Reconhecido como vanguardista, ele marcou época como comunicador de grande sucesso nas décadas de 1960 e 1970, tanto no rádio quanto na televisão.
 
França Teixeira, seu nome de guerra, foi criado no bairro da Liberdade e torcia pelo Esporte Clube Ypiranga. Sua incursão na mídia teve início “em 1959 ou 1960 fazendo esporte, locução comercial"; a seguir, comandou uma das mais famosas resenhas esportivas da história do rádio baiano, a Resenha do Meio-Dia, na Rádio Cultura. Em entrevista ao portal iBahia, em dezembro de 2011, França declarou que acordava cedo para preparar o programa, líder de audiência, e pô-lo no ar.
 
Circulou ainda pelas rádios Excelsior, Cruzeiro e Sociedade, além de transplantar todo o seu prestígio e toda a sua irreverência para os telespectadores através do programa França Teixeira – Profissão Repórter, na TV Itapoan, atual Record Bahia, precursor das atrações populares na televisão local. Além disso, cobriu quatro Copas do Mundo de futebol, em 1970 (México), 1974 (Alemanha), 1978 (Argentina) e 1982 (Espanha), e outros eventos esportivos nacionais e internacionais.
 
Declarando-se ex-aluno da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, onde colou o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais – porém nunca exerceu a advocacia –, em dezembro de 1971, quando já era locutor consagrado, ele inventou bordões clássicos, como “É ferro na boneca, minha cara e nobre família baiana” e “Jacaré que vacila vira bolsa de madame”.
 
Outra pérola dita por França dos microfones às ondas eletromagnéticas, “Pelé branco das construções”, era uma bem-humorada alusão a Antônio Carlos Magalhães (1927-2007), então prefeito de Salvador.
 
Estradas do poder
 
Logo após abandonar a carreira de radialista, França se aventurou na política, elegendo-se deputado federal em 1982, pelo extinto Partido Democrático Social (PDS). Três anos depois, foi derrotado na disputa para a prefeitura de Salvador pelo recém-criado PFL, ficando em terceiro lugar – Mário Kertész (PMDB) saiu vitorioso naquele pleito, já pelo voto direto. Renovou seu mandato parlamentar em 1986, já pelo PMDB, para a Assembleia Nacional Constituinte.
 
Na Câmara, foi membro das seguintes comissões permanentes: de Defesa do Consumidor (titular, 1983; suplente, 1985; presidente, 1984 a 1985), de Comunicação (suplente, 1983; titular, 1985), do Índio (suplente, 1983) e de Esporte e Turismo (titular, 1983-1987), além de suplente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do extinto Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), em 1985.
 
Atuou, na Constituinte, como titular das comissões da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência, Tecnologia e Comunicação e da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes. Também integrou, como suplente, a Comissão da Ordem Social e a Subcomissão dos Negros, Pessoas Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias.
 
Conselheiro
 
Renunciou ao mandato de deputado em setembro de 1989, quando o então governador Nilo Coelho o indicou para o TCE. Embora permanecesse no cargo por 23 anos, França Teixeira disse que não se adaptou ao órgão. “Sabe por quê? Tem muita interferência do Executivo. E esse órgão não era pra ter interferência nenhuma, de ninguém. Ser independente, autônomo”, justificou, em entrevista ao iBahia.
 
Por meio do Ato nº 033, assinado pelo presidente do TCE, conselheiro Zilton Rocha, em 1º de março deste ano, França se aposentou compulsoriamente do tribunal. No TCE, ele presidiu a 2ª Câmara no biênio 2008/2009 e a 1ª Câmara nos biênios 2010/2011 e 2011/2012 (parcialmente). A vaga, aberta com sua aposentadoria, é ocupada desde abril por Carolina Matos Alves Costa, ex-procuradora do Ministério Público de Contas.
 
Como empreendedor, foi sócio fundador das Rádios Clube de Salvador, hoje extinta, de Santo Antônio de Jesus e Rio do Ouro, em Jacobina, na Chapada Diamantina, e da Fundação de Ensino de São Gonçalo dos Campos, na região de Feira de Santana.
 
Seu profícuo itinerário no rádio, na televisão e na imprensa escrita – poucos meses antes do seu falecimento, colaborava no jornal Tribuna da Bahia como articulista – fez de França Teixeira um mito das comunicações na Bahia e no Brasil. O corpo do ex-radialista e ex-conselheiro, velado às 16 h de hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, em Brotas, será cremado às 10 h desta sexta-feira (19), no mesmo local.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A ressurreição carlista

ACM ao lado de ACM Neto nas eleições de 2006. Enquanto o carlismo governou a Bahia por 16 anos, o neto do ex-governador e ex-senador o ressuscitou no plano municipal
(Foto: Dida Sampaio/Agência Estado - 1º/10/2006)
Bastou um brevíssimo intervalo temporal para que o querido estado da Bahia fosse arrasado por um colapso que atingiu seus vernizes e seus signos identitários, sistematicamente resumidos por aquilo que denominamos de baianidade. A superação de uma crise complexa pela qual nossa terra passava, acreditavam, só poderia ser equacionada pelas obras e iniciativas de um corajoso político que a amava e a adorava eternamente.
Utilizando-se do célebre mote Ação, Competência e Moralidade, constituído pelas iniciais do seu nome, Antônio Carlos Magalhães foi, com certeza, um dos mais notórios homens públicos do país na contemporaneidade. O líder da tendência batizada de carlismo, ex-deputado, ex-prefeito, ex-governador, ex-ministro e ex-senador, lógico, trabalhou com maestria para que os baianos restituíssem sua glória, sua luminosidade, sua prosperidade e seu status.
Era o ano de 1990. Posteriormente à sua despedida do Ministério das Comunicações, pasta que ele ocupava durante toda a gestão do então presidente José Sarney, atual senador, com quem havia efetuado uma perpétua amizade de mais de meio século, ACM manifestou-se publicamente favorável a seu retorno ao governo da Bahia, pela legenda do Partido da Frente Liberal, o PFL, agora renomeado Democratas, DEM.
Sua imagem positiva de salvador do estado em que viveu, mancomunada com o bem-sucedido papel da mídia, especificamente da atividade dos marqueteiros, colaborou no altíssimo desempenho de ACM nas pesquisas eleitorais daquele ano. Foi a partir daquela campanha que saiu o jingle magistral armazenado até hoje na lembrança de todos nós: ACM meu amor, de Gerônimo e do saudoso Vevé Calazans, excepcionais cantores e compositores.
Os singelos versos da canção nos trazem saudade, em particular para os simpatizantes da corrente carlista e do seu lendário expoente, que veio a óbito em 2007: “Você se lembra de mim / Eu nunca vi você tão só / Ó meu amor, ó meu xodó / Minha Bahia // faltando homem, doutor / Que saiba governar / Com força e coragem, doutor / Pra realizar / Ninguém fez o que você fez / E o povo consagrou // A, ACM meu amor / Quem gosta da Bahia, quer / A, ACM meu amor.”
Ao derrotar adversários – como o também ex-governador e ex-ministro Roberto Santos, do PMDB, a então deputada federal comunista Lídice da Mata, o empresário Luiz Pedro Irujo, do PRN (por sinal, o mesmo partido do presidente do Brasil na época, Fernando Collor), e o petista José Sérgio Gabrielli, hoje secretário estadual do Planejamento –, ele foi eleito no primeiro turno, com mais de um milhão de votos de dianteira. Foi o prelúdio de uma sequência ininterrupta de quatro vitórias do seu grupo, encerradas em 2002.
O resultado esmagador viabilizou a recondução do homem carismático que havia tomado as rédeas da Bahia e do seu querido povo, por duas vezes, quando nossa pátria estava sob o rígido controle das Forças Armadas. Empossado em cerimônia pomposa em 15 de março de 1991, com mandato até 1994, ACM prometeu pôr um ponto final à estagnação do nosso território, cheio de magias, mistérios, tesouros e belezas naturais de norte a sul. E, com o respaldo da nossa gente, cumpriu as promessas de resgate da baianidade.

Mas os problemas não foram subitamente amenizados. Além da ação, da competência e da moralidade, seus qualificativos absolutos, os governos de ACM e de seus sucessores, entre 1991 e 2006, tiveram um ingrediente essencial: planejamento de longo prazo, engrenagem para que a máquina institucional funcionasse com precisão, para, enfim, retornar a progredir administrativa e financeiramente o estado.

Contudo, o carlismo, sem nenhum representante no poder nos últimos anos, ressuscitou das cinzas como Fênix há nove meses, através do seu principal herdeiro, ACM Neto, o mais jovem prefeito de Salvador, ambicionando recompô-la, reestruturá-la e reconfigurar a feição urbanística da capital baiana. Por termos orgulho de sermos baianos, queremos que nossa cidade, berço do processo civilizatório brasileiro, se desenvolva com a cooperação de um povo laborioso e feliz.
Confira, a seguir, um vídeo especial mostrando os bastidores da construção da campanha eleitoral que reconduziu ACM ao governo da Bahia, em 1990.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Museu promove seminário de gastronomia baiana

Evento discutirá em agosto, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, aspectos históricos, comerciais e de consumo da culinária local

A culinária típica da Bahia, por sua vez, se confunde com o próprio surgimento de sua civilização, consequente da miscigenação entre as três matrizes étnicas que contribuíram primordialmente para tal formação – o indígena, o europeu e, sobretudo, o africano –, transformando-se numa das mais ricas, mágicas, famosas e peculiares do mundo.

Com o objetivo primordial de compreender essa temática ímpar, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) da Bahia, através do Museu da Gastronomia Baiana (MGBA), promove anualmente, desde 2007, no Teatro Sesc-Senac Pelourinho, parte integrante do complexo que a instituição mantém no Centro Histórico de Salvador, seus Seminários de Gastronomia.

Este ano, o evento realizará, no dia 20 de agosto, uma terça-feira, sua sétima edição, que tem como abordagem “Comércio, consumo e tradição da comida baiana na Bahia”. Executivos e estudiosos do segmento analisarão e discutirão as iguarias sob o contexto histórico e mercadológico, bem como sua comercialização e seus hábitos de consumo em território baiano.

O VI Seminário, direcionado para profissionais e alunos das áreas de gastronomia, nutrição, turismo, hospitalidade e história, é coordenado pelo antropólogo, museólogo e curador do MGBA, Raul Lody. Para garantir uma vaga no evento, cujas inscrições já estão abertas, o interessado precisa pagar uma taxa de R$ 30.

Serviço

Evento: VII Seminário de Gastronomia: Comércio, consumo e tradição da comida baiana na Bahia

Data e horário: 20 de agosto de 2013 (terça-feira), das 14 h às 18:15

Local: Teatro Sesc-Senac Pelourinho

Endereço: Praça José de Alencar, 13 ao 19 Pelourinho

Carga horária: 4 horas

Idade mínima: 14 anos

Escolaridade: Sem escolaridade

Informações: (71) 3186-4000 / (71) 3324-8101 / (71) 3324-8102

Programação

Abertura: Direção do Senac Bahia e Raul Lody, curador do MGBA

1ª palestra: “Um olhar sobre a comida baiana na Bahia”

Palestrante:

Luiz Henrique do Amaral – Presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, seção Bahia (Abrasel-BA)

2ª palestra: “As mídias na formação dos mercados da comida na Bahia”

Palestrante:

Daniela Castro – Jornalista especializada em gastronomia

1ª sessão de diálogos

Coordenação: Raul Lody – Curador do MGBA

Participantes:

Luiz Henrique do Amaral, Daniela Castro e o público

Intervalo

Painel: “Comércio, consumo e tradição da comida baiana na Bahia”

Coordenação: Odilon Braga – Professor do curso de Gastronomia da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (Ufba)

Mesa-redonda: “Tradição e ‘mercado’ – comércio e consumo da comida baiana”

Mediação:

Leila Carreiro – Proprietária do Restaurante Dona Mariquita, no Rio Vermelho

Participantes:

Rita Santos – Presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam)

Selma Oliveira – Chef de cozinha do Restaurante Ki Mukeka, unidade Pituba

Diogo Rego – Rede Moinho - Cooperativa de Comércio Justo e Solidário

2ª sessão de diálogos

Coordenação: Raul Lody

Participantes: Leila Carreiro, Rita Santos, Selma Oliveira, Diogo Rego e o público

Oficinas gratuitas – Receitas tradicionais da Bahia*

Dias: 22 de agosto (quinta-feira) e 23 de agosto (sexta-feira)

Maniçoba – 13 às 16 h

Quindim e sua preparação – 16:30 às 19:30

*Restritas aos participantes do seminário.

domingo, 7 de julho de 2013

Mixto de pop-rock nas areias escaldantes do Rio

Graças ao enorme sucesso de suas músicas, entre outros fatores positivos, estrelas do gênero que estava emergindo no Brasil se apresentaram ao ar livre, num palco em forma de asa-delta montado nas praias cariocas, para registrar suas presenças no Mixto quente, série de apenas oito programas exibidos no verão de 1986 pela TV Globo

Numa década de fantástica ebulição político-artístico-cultural em terras brasileiras como os incríveis anos 80, considerados, no entanto, como “a década perdida” sob o panorama econômico e social, proliferava, em quase todos os canais de televisão, uma quantidade exorbitante de programas musicais. Produtores e diretores de TV imediatamente lançaram esses tiros certeiros que se tornaram emblemáticos, com alvo para uma crescente juventude apaixonada pelo pop-rock nacional do período: o chamado BRock, aglutinação das palavras Brasil e rock, termo inventado por um de seus colaboradores, o intelectual, jornalista e letrista Nelson Motta.

Os musicais, impulsionados pelo dinamismo da indústria e do mercado fonográficos, pela execução maciça de hits nas rádios e pelo incremento de público nos shows, rapidamente seduziram uma geração eufórica, conquistando contínuas constelações de rapazes e de moças. Transcorrido um ano da edição de estreia do Rock in Rio, a onipotente Rede Globo, que havia transmitido o evento, decidiu repetir a dose com um programa atraente e inovador, prometendo dar continuidade ao êxito do megafestival em que aportaram dezenas de astros do Brasil e do exterior na capital fluminense entre os dias 11 e 20 de janeiro de 1985.

Apesar de as gerações subsequentes não terem vivenciado aquela ocasião, valem relembrar, por gentileza, uma síntese de como era aquela atração, a começar por seu sugestivo nome: Mixto (sic) quente. Era idealizado por Nelson Motta, que também apresentava e cuidava da supervisão musical, e pelo diretor Roberto Talma, supervisor geral, com direção de Vítor Paranhos, e exibido sempre nas jovens tardes de domingo, a partir das 17 horas, entre 5 de janeiro e 23 de fevereiro de 1986. Por que a Globo escolheu “mixto” e não “misto”, que é a forma correta? Realmente, a palavra “mixto” do nome do programa, com a grafia propositalmente equivocada – “x” no lugar de “s” – derivava do vocábulo inglês mix, que significa mistura.

Como o próprio nome já diz, o Mixto quente consistia num antológico mosaico de apresentações de artistas consagrados e inéditos à época, não somente do emergente BRock, como Lulu Santos, Léo Jaime, Barão Vermelho, Titãs, Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Camisa de Vênus e Plebe Rude, aliados aos “dinossauros” Raul Seixas (1945-1989) e Rita Lee, mas também contemplava estrelas – veteranas e novatas – da Música Popular Brasileira, a famigerada MPB, que agradassem à mocidade independente, como Caetano Veloso, Gal Costa e Guilherme Arantes. Todos eles foram selecionados pelo jornalista roqueiro Tom Leão, de O Globo, que no programa assinava a produção e os textos.

Quase 40 graus de som

Um calor de 38 graus – quase 40 – deu início às atividades preparatórias do primeiro de uma série de oito edições a serem veiculadas em um só verão. Essa tórrida tarefa aconteceu nos dias 22 e 23 de dezembro de 1985, numa praia de São Conrado, zona sul carioca, a Praia do Pepino, onde foi armado um palco estilizado em formato de uma gigante asa-delta com uma torre de espelhos na ponta, desenhado pelo cenógrafo Mário Monteiro, onde os artistas previamente escalados se apresentariam com suas performances ao vivo, outro grande diferencial da atração. Aproximadamente 8 mil pessoas se agregaram em frente ao palco a fim de prestigiarem a gravação da miscelânea número 1.

Registrado ao ar livre, aproveitando a beleza natural da Cidade Maravilhosa, a princípio no Pepino, o programa sazonal estreou logo no primeiro domingo de 1986. Participaram daquela edição o grupo carioca Barão Vermelho – já com o guitarrista Roberto Frejat como vocalista e líder, meses após a inesperada abdicação de Cazuza (1958-1990), que àquela altura havia inaugurado uma vitoriosa carreira-solo, com o LP Exagerado – os baianos do Camisa de Vênus, capitaneados por Marcelo Nova, seu conterrâneo Raul Seixas, o binômio paulista RPM e Ultraje a Rigor mais seus conterrâneos punks do Cólera. De quebra, teve a presença do músico Robertinho do Recife para contagiar ainda mais o efervescente cenário pop-roqueiro oitentista.

Ao comparecer aos shows exclusivos que, ao serem compilados, originaram cada edição, a juventude descolada do Rio de Janeiro invadiu suas praias e suas areias escaldantes no crepúsculo vespertino a fim de observarem de perto seus ídolos, em geral nos finais de semana. Day after: muitos aficionados por rock passaram a assistir novamente aos mesmos espetáculos pela TV sem vacilo, merecendo oportunidades de captar cenas que expunham a imensa coletividade cantando e dançando na plateia de acordo com os ritmos gerados dos instrumentos ligados ou não a amplificadores e das vozes captadas pelos microfones de cada cantor ou backing vocal.

O Mixto quente, concebido para competir com a revista eletrônica Shock, da extinta Rede Manchete, uma das pioneiras atrações roqueiras no Brasil, que ia ao ar entre 1984 e 1988, também nas tardes dominicais, provocou, durante suas gravações, congestionamentos monstruosos no trânsito da orla marítima carioca, no trecho entre Gávea, São Conrado e Barra da Tijuca, todas áreas nobres e valiosíssimas. Conforme os jornalistas Hérica Marmo e Luiz André Alzer (2003), o musical era “uma amostra do impacto do rock brasileiro na programação televisiva do país” (p. 114). Isso fez com que a Globo investisse potencialmente na recuperação da sua audiência juvenil, devido ao refluxo de público, com parte migrando para sua principal concorrente, a Manchete, que estava em ascensão.

Mudança de endereço

Finda a exibição dos dois primeiros programas, a emissora teve a audácia de desmontar toda sua estrutura, com palco, equipe e todo o aparato necessário, e deslocá-la para a Praia da Macumba, no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste. A justificativa da transferência das apresentações que gerariam as seis edições remanescentes para a Macumba foi de que os persistentes ruídos e as confusões dos shows no Pepino haviam incomodado o repouso e a bonança de um poderoso morador do local, o general João Figueiredo (1918-1999), quinto e último presidente do ciclo militar que perdurou por vinte e um anos, numa nação onde o regime democrático havia sido restaurado, sob o governo de José Sarney.

Já gravado em seu novo ambiente, o terceiro Mixto quente, transmitido em 19 de janeiro, revelou no vídeo as performances das bandas paulistas Titãs, Tokyo – que projetou o cantor Supla, o “Billy Idol nacional” – Premeditando o Breque, Sossega Leão e a new wave Gang 90, do grupo brasiliense Capital Inicial e dos cantores Lulu Santos, Vinícius Cantuária e Guilherme Arantes, que, assim como a Gang 90, colecionavam uma enorme legião de fanáticos no Rio. Um parêntese: enquanto Lulu tocava no palco de asa-delta, a plateia atirou muita areia no palco, mas o mestre do BRock acabou revidando.

A exibição de coletâneas extraídas de shows de astros do pop-rock brasileiro pela Globo, em pleno verão de 1986, primeira alta estação sob os ecos da alvorada da Nova República, foi o suficiente para fazer história e marcar uma época que magnetizou o público a qual a série era destinada: uma juventude que exalou os ares de liberdade ao potente som roqueiro. Mesmo com o fim do Mixto quente, cuja previsão inicial era apresentar 14 programas, porém a atração durou apenas oito por não ter atingido a audiência esperada, a emissora prosseguiu, até o ocaso da década de 80, criando, aperfeiçoando e transmitindo outros musicais.

Entre eles destacam-se o Globo de ouro, que era a versão televisiva das paradas de sucesso típicas do rádio, já apresentada desde 1972 e que saiu do ar em dezembro de 1990, os clipes do Fantástico, o alegre Cassino do Chacrinha, que só foi extinto logo após o falecimento do Velho Guerreiro, há exatos 25 anos, e os especiais Chico e Caetano, também datado de 1986, Paralamas e Legião juntos e Barão Vermelho e Titãs, ambos de 1988, nos quais seus respectivos anfitriões receberam convidados da música, da dramaturgia e de outras artes. Foram sensações que atraíram e encantaram uma multidão que combinava festividade e rebeldia num tempo tão memorável.

Referências

ALZER, Luiz André; CLAUDINO, Mariana. Almanaque anos 80. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.

BRAUNE, Bia; RIXA. Almanaque da TV. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007.

MARMO, Hérica; ALZER, Luiz André. A vida até parece uma festa: toda a história dos Titãs, 3ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

MEMÓRIA GLOBO. Mixto quente. Rio de Janeiro: TV Globo, 2012. Disponível em: http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,GYN0-5273-258202,00.html. Acesso em: 7 jul. 2013.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Bahia anuncia contratação de Wallyson

Depois de um breve período no São Paulo, atacante é o novo reforço do tricolor baiano

Com informações do Globoesporte.com

Na tarde de hoje, Wallyson participou de um treino no Fazendão
(Foto: Jayme Brandão/Esporte Clube Bahia)
 
O Bahia anunciou nesta segunda-feira (1º), depois de longas negociações, a contratação do atacante Wallyson, de 24 anos. Vindo do São Paulo, onde teve uma passagem tímida, Wallyson participou, à tarde, de um treino físico na academia do clube, no Fazendão, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador.
 
Nascido na cidade de Macaíba, no interior do Rio Grande do Norte, Wallyson Ricardo Maciel Monteiro foi revelado pelo ABC, onde teve uma atuação substancial em 2007, ao marcar 16 gols pela Série C do Brasileirão, o que possibilitou o acesso do time de Natal à segunda divisão. No ano seguinte, o atacante se transferiu para o Atlético-PR, onde foi campeão paranaense.
 
Foi no alvinegro onde o novo reforço do Bahia conheceu o volante Rafael Miranda, também recém-contratado pelo tricolor, que chegou do Marítimo, de Portugal. Ele espera que Wallyson consiga desempenhar no time treinado por Cristóvão Borges o mesmo futebol que o projetou.
 
"Disputamos um Campeonato Brasileiro juntos. Ele estava começando. É uma grande pessoa. Jogador rápido, sabe fazer gols, tem qualidade. Se for bem acolhido como eu fui, tem tudo para recuperar esse futebol. Ele não se esqueceu como se joga. Jogador precisa disso. Ser acolhido, ter confiança", elogiou Rafael Miranda.
 
Jogador transferiu-se para o São Paulo em substituição a Lucas
(Foto: Rubens Chiri/São Paulo Futebol Clube)
 
 
Cruzeiro e São Paulo
 
Em 2010, Wallyson foi vendido ao Cruzeiro a fim de disputar o Brasileirão daquela temporada. Pelo clube de Belo Horizonte, o atacante ajudou a conquistar o Campeonato Mineiro de 2011 e foi o artilheiro da Taça Libertadores da América no mesmo ano, marcando 7 gols.
 
Com a missão de substituir Lucas, hoje no Paris Saint-Germain, da França, o jogador potiguar encontrou abrigo no São Paulo, em janeiro deste ano. Apesar de ter atuado em 11 partidas pelo tricolor paulista, ele não marcou nenhum gol e não agradou à equipe então comandada pelo técnico Ney Franco.
 
Para o diretor de futebol do Bahia, Anderson Barros, em entrevista ao portal Globoesporte.com no dia 20 de junho, a contratação do atacante era prioridade para a intertemporada do Campeonato Brasileiro provocada pela Copa das Confederações. O contrato do novo reforço tricolor se estenderá até o fim da atual temporada, em dezembro.