sexta-feira, 26 de abril de 2013

Iniciativa permite inclusão de deficientes auditivos no trânsito

Em parceria inédita entre o Ceclis e a EPTran, segunda etapa do projeto foi apresentada ontem e capacitará médicos e psicólogos para atender portadores

Evento de apresentação da segunda fase do projeto contou com a participação de especialistas, não ouvintes e interessados no assunto
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Oportunizar o acesso dos deficientes auditivos à primeira habilitação. Essa é a finalidade do projeto de inserção social desses portadores de necessidades especiais, cuja segunda etapa foi apresentada na tarde desta quinta-feira (25), na Escola Pública de Trânsito (EPTran), na sede do Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA), no Iguatemi.
 
Resultado de uma parceria inédita entre o Centro de Estudos Culturais Linguísticos Surdos (Ceclis) e a única escola de trânsito pertencente a um governo no país, a iniciativa, pioneira no estado, nasceu de uma exigência abortada por gestões anteriores do Detran, que foi viabilizada pela atual administração.
 
Com a presença de portadores de deficiência auditiva e de interessados no tema, a apresentação teve como palestrantes o presidente do Ceclis, professor Milton Bezerra Filho, a coordenadora do Núcleo de Saúde do Surdo da instituição, a psicóloga Márcia Araújo, e a diretora da EPTran, Ana Cristina Regueira. “O sonho do surdo é ir à escola”, proclamou Márcia.
 
O projeto, de acordo com Ana Regueira, foi iniciado em 2009 em caráter experimental e incorporado à escola no ano subsequente. “Primeiro, nós obtivemos as informações, da mesma forma que estamos fazendo aqui hoje (ontem), convidamos os surdos para participar do projeto e disponibilizamos tradutores na língua de Libras para facilitar a comunicação e o entendimento de todo o processo de habilitação”, afirmou.
 
Agora, em sua segunda fase, o programa de inclusão dos deficientes auditivos ao acesso à primeira habilitação objetiva capacitar os profissionais da área de saúde para realizar o atendimento médico e psicológico de cada indivíduo.
 
Conforme a diretora da EPTran, a escola não dispõe de motos e oferece cursos de formação de condutores com permissão para dirigir apenas veículos de passeio (categoria B). “Se o governo disponibilizar, haverá cursos de condução de motos para surdos”, ressaltou.
 
Para obterem sua primeira habilitação, deficientes auditivos irão conduzir somente veículos de passeio
(Foto: Hugo Gonçalves)
 
Cursos gratuitos
 
Em breve, o Detran promoverá gratuitamente cursos de primeira habilitação para os não ouvintes, que será uma forma de inclusão dessa minoria social no mercado de trabalho. Os períodos serão disponibilizados no cronograma anual de cursos da EPTran.
 
As aulas teóricas, com carga horária de 40 horas, terão um quantitativo de 10 alunos por turma, totalizando 40 alunos por sala. Seu conteúdo programático contemplará cinco disciplinas: Legislação, Direção Defensiva, Meio Ambiente e Cidadania, Noções de Primeiros Socorros e Mecânica Básica. Além disso, sua metodologia será reforçada por uma intérprete de língua brasileira de sinais (Libras).
 
Quanto às aulas práticas, elas serão ministradas com carga horária de 20 horas. Haverá, ainda, tradutor individual de Libras na prova de Legislação. Já que a escola de trânsito funciona em todos os três turnos – matutino, vespertino e noturno –, para Ana, o ideal é que o aluno escolha com cuidado um só turno. Ela afirma que, ao obter sua primeira habilitação, os deficientes auditivos são capacitados com os conhecimentos que a lei exige para tal.
 
De acordo com a diretora da EPTran, atualmente existem muitos acidentes de trânsito cometidos por pessoas que não respeitam as regras. “Às vezes as pessoas acham que têm regras próprias. Então, nós temos que perceber que o Contran (Conselho Nacional de Trânsito), que é a lei maior do trânsito, faz as leis e nós devemos cumpri-las”, explicou.
 
Para que o deficiente auditivo seja reconhecido como aluno participante do projeto, é obrigatória a emissão de um registro nacional, o laudo, que custa R$ 95. “Através desse laudo, você vai poder fazer os exames médicos e psicológicos gratuitos, assistir às aulas teóricas e passar na prova de Legislação. Com 70% dos acertos, você terá direito a aulas práticas”, disse.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Paralela ganha obras viárias para melhorar o tráfego

Três novos viadutos e vias marginais vão facilitar a mobilidade na avenida e em áreas vizinhas, como Imbuí, Cabula e Narandiba
 
Com informações da Tribuna da Bahia Online
 
Viadutos vão permitir o acesso à Paralela, ao Imbuí, à Boca do Rio, ao Stiep e à orla
(Ilustração: Divulgação)
 
Uma das avenidas mais congestionadas de Salvador, a Avenida Luiz Viana Filho, mais conhecida como Paralela, vai ganhar um sistema de obras estruturantes, com três novos viadutos, além das vias marginais. As ações irão beneficiar os moradores da região e adjacências.
Visando aprimorar a mobilidade urbana na cidade, as obras do complexo viário do Imbuí tiveram suas ordens de serviço assinadas nesta terça-feira (16), no canal que corta o bairro, pelo governador Jaques Wagner (PT), com a presença do prefeito ACM Neto (DEM) e de demais autoridades.
Os dois viadutos, que serão construídos entre a Avenida Jorge Amado e a sede da Advocacia-Geral da União (AGU) na Bahia, vão possibilitar o escoamento do tráfego entre a Paralela, os bairros do Imbuí, da Boca do Rio e do Stiep, e a orla marítima.
Mais um viaduto, em Narandiba, fará a conexão entre a Avenida Edgard Santos, nas proximidades da sede da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), ao Imbuí, na área vizinha ao almoxarifado da Farmácia Sant’Ana. Com isso, o acesso aos bairros do Cabula, Narandiba, Engomadeira e Tancredo Neves será facilitado.
As vias marginais vão favorecer a ligação entre o Centro Administrativo à Avenida Luís Eduardo Magalhães e esta avenida ao Imbuí. Estimados em R$ 75 milhões, os investimentos são acrescentados a outros R$ 20 milhões para fins de desapropriação de imóveis.
O viaduto de Narandiba, que ligará o Cabula ao Imbuí, beneficiará moradores do entorno
(Ilustração: Divulgação)
 
Conclusão em um ano
Segundo Wagner, as obras na Paralela deverão ser concluídas no prazo de 10 ou 12 meses. “Estamos num esforço com a prefeitura no sentido de melhorar a mobilidade urbana na cidade. É uma obra fundamental por trazer três novos viadutos, que se somam também a intervenções nas avenidas Pinto de Aguiar, Orlando Gomes e 29 de Março”, disse o governador.

Já o prefeito ACM Neto reconheceu os transtornos na mobilidade urbana, mas a Paralela é a região onde o fluxo ocorre com maior intensidade. “A Prefeitura está à disposição do estado para trabalhar pela melhoria do trânsito nessa região, por isso agradece o investimento que será feito”, elogiou o gestor municipal.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Formandos de Comunicação Social da Unijorge colam grau

Solenidade conjunta no Centro de Convenções garantiu aos ex-alunos de Jornalismo e de Publicidade a obtenção do título de bacharel
 
Nova logomarca da Unijorge, instituída em janeiro para simbolizar uma nova etapa na instituição
 
Em uma noite ao mesmo tempo especialíssima e descontraída, pais, familiares e amigos lotaram, nesta quarta-feira (3), o Auditório Yemanjá, no Centro de Convenções da Bahia, para prestigiar a solenidade de colação de grau dos bacharelandos em Comunicação Social do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge).
A turma, integrada por 31 ex-alunos que concluíram seus cursos – 24 de Jornalismo e 7 de Publicidade e Propaganda – na Unijorge, no segundo semestre de 2012, foi intitulada “Comunicar?!”.
Compuseram a mesa de honra da cerimônia a coordenadora dos cursos, Patrícia Barros Moraes, o paraninfo, Alberto Oliveira, a patronesse, Ana Paula Guedes, o amigo da turma, Marcus Sampaio, e a homenageada, Andréa Campodônico, todos professores da instituição. O funcionário homenageado, Arthur César Luna, o Índio, cinegrafista do Laboratório de Comunicação (Labcom), foi representado por Patrícia.
Sob os aplausos da plateia, todos os formandos entraram no auditório junto a seus respectivos acompanhantes. Após receberem os cumprimentos dos acompanhantes, eles se dirigiram ao palco e se sentaram em cada cadeira marcada com o nome de cada formando.
Após declarar abertas as atividades da solenidade de colação de grau, todos os bacharelandos ficaram de pé para cantar o Hino Nacional. Em seguida, os professores Alberto Oliveira e Patrícia Moraes, também presidente da sessão, proferiram seus discursos, ao lembrar os quatro anos em que, na Unijorge, os agora bacharéis proporcionaram uma experiência vitoriosa.
Os juramentos foram proferidos pelas representantes de cada curso. Primeiro, Thyara Braga pronunciou o juramento referente à área de Jornalismo, e em seguida, Ana Vitória Barreto proferiu o juramento de Publicidade e Propaganda. Nos dois casos, todos os formandos repetiram corajosamente cada verso, com a mão esquerda para trás, com o intuito de cumprir plenamente o seu exercício como profissionais.
Em ordem alfabética, os 31 formandos receberam de seus padrinhos de formatura, bastante orgulhosos, o capelo e o canudo, sinalizando a obtenção do título de bacharel em Comunicação Social. Houve, para cada bacharel, uma breve comemoração, com direito a músicas de percepções distintas, mensagens digitais e efeitos de papel picado.
Representando conjuntamente seus respectivos cursos, os recém-formados Sérgio Caldas Filho, de Publicidade e Propaganda, e Thamires Assad, de Jornalismo, fizeram um longo pronunciamento retrospectivo acerca da trajetória acadêmica dos futuros profissionais de Comunicação Social na Unijorge.
O paraninfo Alberto Oliveira, a patronesse Ana Paula Guedes, o amigo da turma, Marcus Sampaio, e a homenageada Andréa Campodônico receberam dos próprios formados as placas por colaborarem direta ou indiretamente para a concretização de um ciclo iniciado há quatro anos: a colação de grau. No entanto, Arthur Luna, o Índio, não pôde receber a placa, pois Patrícia Moraes o representou na ocasião.
Minha mensagem de formatura

Assim como se manifesta na totalidade das pessoas, minha vida é sempre um longo, persistente e contínuo processo de aprendizado, que, ao percorrê-lo, existem trajetórias adversas bem perceptíveis, mas possíveis de serem superadas graças à sabedoria, à dedicação, ao sacrifício e a uma intensa coragem.
Portanto, batalhei, lutei e acabei me tornando um vitorioso durante minha árdua jornada, em especial nos meus quatro anos de uma fascinante vivência acadêmica, a fim de concretizar minha importante aspiração: me formar para eu garantir uma plena e exitosa perspectiva individual e profissional.
Quero agradecer, em primeiro lugar, a Jesus Cristo, porque Ele foi o único que me deu essa preciosa oportunidade. Agradeço aos meus familiares, sobretudo a meus pais, Celino e Jaciara, a meu irmão Victor, a meus avós Arlindo e Zuleika (in memoriam), Elói (in memoriam) e Hilda, a meus tios e a meus primos.
Desejo agradecer aos meus fiéis professores Alberto Oliveira, Ana Paula Guedes, Antônio Brotas, Lilian Mota e Paulo Leandro pelo empenho e esforço obtidos no período em que fui constantemente orientado por eles, até alcançar o tão esperado momento, a defesa do trabalho de conclusão de curso.
Também quero expressar com veemência meu muito obrigado a todos os meus amigos de diferentes artes, ofícios, temporalidades e espacialidades, pois a realização de um grande objetivo é fruto de multiplicações de amizades ocorridas em um complexo horizonte denominado vida.