segunda-feira, 30 de abril de 2012

Minicurso sobre insetos foi ministrado no II Biovertentes

Hugo Gonçalves - Estudante do 7º Semestre de Jornalismo da Unijorge

Matéria publicada na quinta página do jornal Casulo, publicação interna institucional do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge), nº 70, abril de 2012

Acontece, entre este mês e o de maio, no campus Paralela da Unijorge, o II BioVertentes. O projeto, iniciativa de ex-alunos do curso de Ciências Biológicas da instituição, elucida temáticas de variadas vertentes da Biologia através de minicursos. Um deles, “Coleta, montagem e curadoria em coleções entomológicas”, ministrado nos dias 9 e 10 de abril, teve como propósito obter informações referentes à organização, ao armazenamento e à conservação de exemplares de insetos.

Para os mestres Joicelene Lima e Wagner Silva, a intenção da palestra foi enfatizar aos alunos e ex-alunos a diversidade dos insetos presentes no cotidiano. “Neste minicurso, os insetos que foram trabalhados não são frutos de uma pesquisa em especial. Sendo assim, optamos por coletarmos insetos aleatoriamente, sob diversos métodos, sendo procedentes da própria fauna urbana de Salvador”, frisaram.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Uma história sucinta da tatuagem

Embora hajam preconceitos, milhares de pessoas se rendem à arte corporal milenar 

Daniela Abreu, Hugo Gonçalves, Laís Amorim, Lorenlai Caribé, Luiz Oliveira e Sara Cohim
Estudantes de Jornalismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge)

O hábito de os indivíduos se tatuarem já existia desde a pré-história
(Foto: Divulgação)

Criada e modificada em diferentes contextos, a técnica da tatuagem seduz milhares de adeptos. Logo na pré-história, podemos encontrar indícios da existência de povos que marcaram a pele.

Através da introdução de pigmentos por agulhas, feitas no Egito entre 4000 e 2000 a. C., a tatuagem também foi tradição em rituais ligados à religião entre os nativos da Indonésia, da Polinésia, das Filipinas e da Nova Zelândia.

O navegador inglês James Cook (1728-1779), em expedição à Polinésia no século XVIII, anotou em seu caderno a palavra tatau, transcrita do som que os nativos daquele arquipélago do Pacífico faziam durante a elaboração da técnica. Foi aí que se originou o termo tatuagem.

Em 1879, ela ganhou uma conotação fora-da-lei, quando a Inglaterra a adotou para identificar marginais. Em 1891, o americano Samuel Reilly inventou o aparelho elétrico, fazendo com que a técnica da tatuagem fosse aprimorada.

A tatuagem elétrica chegou ao Brasil em 20 de julho de 1959, próximo ao Porto de Santos, no litoral paulista, pelas mãos do dinamarquês Knud Harald Lykke Gregersen (1928-1983), apelidado Lucky Tattoo, em meio à prostituição, às drogas e à boemia. Por causa disso, os preconceitos contra tatuadores e tatuados se multiplicaram, sendo rotulada de arte marginal.

Para quem optar em fazer tatuagem, é importante procurar um estúdio adequado, com boas condições de higiene, que são oferecidas pela Vigilância Sanitária.

domingo, 1 de abril de 2012

Deliciosa e irresistível... Marinaaara...

Diária e abruptamente, nos deparamos com aquela dublê de loura sensual, de aparência bonita e capacidade extraordinária nas peças publicitárias de uma notável franquia de restaurantes, retificando, lanchonetes especializadas em sanduíches. Elaboradas, conforme os marmanjos de plantão, somente para hipnotizá-los em decorrência da simpatia e da loucura irradiadas pela garota-propaganda. Por trás dessa formosura de anúncio, investiga-se um impasse quanto ao uso polêmico da imagem da moça original.

O paradoxo examinado tem como fio condutor a menção assídua do nome da famosa beldade, que outrora já estrelou papéis na dramaturgia televisiva e até posou em capas de revistas masculinas em seu ápice de glamour. Coincidência ou não, falamos de Marinara Costa, contudo ela não aparece nas peças. Ex-policial - acreditem! - que logo se transformou em notoriedade momentânea, seu nome, dispensando o sobrenome, batiza um sanduíche recém-lançado por uma gigante multinacional. A delícia comestível evidenciada chama-se Frango Marinara, o "baratíssimo".

Mais: a agência incumbida de forjar a nova campanha da empresa, cujo nome, a propósito, não vou citar neste artigo, utilizou-se da volúpia, da lascívia e do prestígio da loura evangélica para torná-la um mero objeto ilustrativo. O rótulo do produto anunciado, Frango - subentende-se "ao molho" - Marinara, é confeccionado  com filés obtidos de uma porção nobre da ave, o peito, regada ao suculento molho marinara (com letra inicial minúscula, óbvio), provocante enquanto comparado à modelo. E o queijo mussarela, imprescindível na receita do lançamento.

Nas minhas deduções pessoais, o fato de a sensacional imagem da mulher, digamos, a da protagonista do anúncio, clone anônima da modelo, estar atrelado ao sanduíche concebido por uma sofisticada cadeia de franquias, adquire uma ideia precisa de prazer, adicionada ao jogo de cintura feminino. Simultaneamente ao episódio que fascina o mercado publicitário atual, segundo um colunista de celebridades, o advogado de Marinara Costa promete intervir nele por pendências judiciais.

Enquanto isso, na versão materializada para o veículo mais querido da massa nos tempos de hoje, a televisão, o substantivo próprio Marinara se repete quatro vezes (Marinaaara...), nas cenas em que a dublê da moça beneficiada na década de 1990 por seus quinze minutos de glória arranca suspiros da juventude masculina, desfilando na passarela ao fundo das letras brilhantes compondo a palavra-chave.

A coletividade debruçada nas telas audiovisuais coloridas, particularmente os rapazes perplexos, coadjuvantes do enredo, sorri, se satisfaz e se emociona ao escutar o nome da ex-modelo no comercial, sem nenhum gesto subliminar. Fantástica estratégia que, embora seja polêmica e sujeita a interdições, tornou-se bem-sucedida e coerente, sinônimo de puríssima degustação.

Na publicidade, a exaltação da figura atribuída a Marinara e a infinitas alternativas de símbolos femininos, possuidoras de autêntica beleza e de equilíbrios físico, espiritual e emocional, na contramão da contraditoriedade, desperta, claro, a indelével fúria do sexo oposto. Somado à feminilidade, o paladar do sanduíche de frango onipresente nos cartazes, outdoors e comerciais, nessas circunstâncias, acabou se convertendo numa exuberante maravilha de apetite e sabor provocador. Captou, Marinaaara...