quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Um ótimo Carnaval

Prezados leitores internautas,

Neste exato momento, desejo comunicar a vocês que, em virtude do meu recesso acadêmico prolongado de Carnaval, a atualização deste endereço informativo está sendo suspensa. Portanto, irei me dedicar basicamente à minha alegria, ao meu lazer e ao meu reencontro com a natureza, com o paraíso e com os meus parentes no desenrolar de um curto período animador que se iniciará amanhã.

Pretendo retornar à essa fascinante redação virtual assim que o meu recesso termine, provavelmente na semana posterior à mágica folia de Momo, ou, quem sabe, nos primeiros dias de março. Desejo-lhes, enfim, um ótimo Carnaval repleto de fartura, humildade e compartilhamento familiar.

Salvador, 15 de fevereiro de 2012.

Hugo Gonçalves, jornalista em formação acadêmica e perpétuo apreciador dos fatos e das suas versões a serem noticiados na imprensa, sobretudo escrita.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Toque africano marca Carnaval de Cláudia Leitte

Em coletiva nesta terça-feira em hotel de luxo no Centro Histórico, cantora anunciou as novidades da sua folia, cuja temática abordará a África

Com informações do Correio* 24 Horas e da Tribuna da Bahia Online

Segundo a "Negalora", apelido recebido de Brown, homenagear o continente negro neste ano foi um desejo antigo
(Foto: Rafaela Ventura/Correio*)

Carregada de novidades para o Carnaval, a cantora Cláudia Leitte concedeu a jornalistas uma entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (14), no hotel Pestana Convento do Carmo, no Centro Histórico de Salvador. Neste ano, ela vai homenagear a África e convidar artistas de inúmeras vertentes rítmicas, inclusive as de matriz africana e até o enérgico rock.

O tributo ao continente negro, de acordo com ela, foi uma antiga aspiração que ela já poderá materializar nos circuitos momescos, inspirando-se no apelido "Negalora", retribuído pelo músico, compositor e amigo Carlinhos Brown. Além de responder às perguntas concernentes ao tema, Cláudia defendeu a revitalização da folia na avenida.

A eclética cantora, entusiasta da africanidade, revelou alguns convidados especiais que irão tocar no trio. O francês naturalizado português Lucenzo, intérprete do sucesso Vem dançar kuduro, o angolano Anselmo Ralph e o tradicional bloco Ilê Aiyê não deverão faltar nos desfiles. Mas a loura ainda injetará rock'n'roll em sua festa através da presença do vocalista do grupo Detonautas, Tico Santa Cruz.

Segundo Claudinha, o ápice do seu Carnaval conciliador e pluricultural será atingido com a participação do Ilê no domingo (19), no Bloco da Barra, que percorrerá o circuito Dodô, entre Ondina e o Farol. "Vai ser emocionante, será o ponto alto do meu Carnaval, tenho certeza. O que vai acontecer será inédito", pondera. Entre Ondina e a Barra, ela também desfilará na sexta-feira (17) e no sábado (18).

Na contramão dos carnavais anteriores, Cláudia se apresentará no Campo Grande em apenas um dia
(Foto: Rafaela Ventura/Correio*)

Emocionando foliões

Em tributo ao músico Wando, falecido na última quarta-feira (8), ela pretende tocar, dentre outros números do cancioneiro de um dos magníficos ícones românticos do Brasil, um dos seus famosos sucessos, Fogo e paixão. Para a musa, a homenagem a Wando, provavelmente, será mais especial do que emocionante.

Cláudia Leitte, neste ano, se apresentará no circuito Osmar, no Campo Grande, em um único dia, na terça-feira (21), ao contrário de carnavais anteriores, desde a época em que liderou o Babado Novo. A cantora se diz estar "louca e apaixonada" pelo local, "onde eu me sinto mais plena", porém a questão de requalificá-lo para a folia se trata de um diálogo entre os artistas, os patrocinadores e o trade turístico.

Dentre as perspectivas da "Negalora" para 2013 estão a abolição, em Salvador, das cordas durante seus desfiles, que havia sido efetuada com êxito no Pré-Caju, em Aracaju, e na Micareta de Feira de Santana, e o lançamento de um baile carnavalesco infantil, denominado "Milkaretinha". Mãe de Davi, de 3 anos, ela espera seu segundo filho, com sexo ainda não revelado.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Oposicionistas de Salvador em racha

Restam oito meses para a corrida sucessória municipal, e os pré-candidatos a prefeito propõem à população melhorias profundas e urgentes nas estruturas urbanas. Aqui em Salvador, esse procedimento não é diferente, pois aqueles que ambicionam uma vaga em cada um dos mais de milhares de municípios brasileiros, se forem eleitos, irão domar os obstáculos que continuam penetrando e se acumulando nos alicerces da sociedade.

Candidatos dos mais sortidos matizes ideológicos, de colorações programáticas, situados no infinito leque político, lançaram suas pré-candidaturas individuais em seus respectivos partidos. Mas, até este exato momento, nada foi certificado. Somente com as convenções partidárias, a partir de junho, é que se definirão as coligações e seus respectivos candidatos, vocacionados para o grande pleito de outubro.

Do espectro apoiador do governador Jaques Wagner (PT), temos o também petista Nelson Pelegrino, a comunista Alice Portugal e o pedetista Marcos Medrado - todos deputados federais -, além do vice-prefeito Edvaldo Brito, jurista respeitado, e da vereadora Andréa Mendonça, ex-democrata convertida ao ecologismo do Partido Verde. O atual mandatário soteropolitano, João Henrique, está se esforçando por uma virtual campanha do seu correligionário progressista João Leão, chefe da Casa Civil.

Enquanto isso, no plano oposicionista, estão os deputados federais Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto (DEM), o ACM Neto, e seu quase xará, o ex-prefeito Antônio José Imbassahy da Silva, vice-líder do PSDB - um outro ex-alcaide, o radialista e empresário Mário de Mello Kertész, peemedebista, havia desistido de concorrer ao Palácio Thomé de Souza, edifício sóbrio e nada suntuoso que ele mesmo erigiu em sua segunda administração, em 1986. Se a esfera da oposição for coesa, ela poderá inibir o avanço do PT.

As divergências entre agremiações tanto situacionistas quanto oposicionistas estão se acentuando logo na pré-campanha para a prefeitura da capital baiana, berço da brasilidade. No campo da oposição, por exemplo, embora articulasse uma frente única consensual, os membros do tucanato local estão fragmentados entre os interlocutores do ex-governador paulista José Serra e os seguidores do senador mineiro Aécio Neves, neto do memorável Tancredo, o mártir da democracia.

A ruptura ocorre pelo pressuposto de que os serristas locais, capitaneados pelo influente congressista Jutahy Magalhães Júnior, admirassem Imbassahy, cuja gestão foi bem avaliada por três vezes, nos dois mandatos que ele exerceu, entre 1997 e 2004; por outro lado, os aecistas exprimem sua pragmática satisfação pelo herdeiro político do carlismo, líder de seu partido na Câmara e líder nas últimas pesquisas, passível de devolução ao poder em uma cidade cujos serviços públicos se encontram em estado caótico.

Há ainda um episódio ilustrativo de tal divergência entre os serristas, simpatizantes do ex-gestor soteropolitano, com ACM Neto: as razões históricas de Jutahy, um dos notórios integrantes do grupo vinculado ao paulista, com o carlismo, dominante no nosso estado por 16 anos sem interrupções de opositores.

Sabemos que, na semana passada, o DEM e o PSDB anunciaram um compromisso objetivando, justamente, a aliança nas quatro capitais do Nordeste - Aracaju, Fortaleza, Natal e, claro, Salvador -, onde o poderio das duas proeminentes legendas contestadoras dos governos encabeçados pelo PT é ínfimo. Pelo impulsionamento, lógico, das forças ligadas à dupla Lula-Dilma Rousseff nesses locais.

Com 33 primaveras, o garoto ACM Neto, deputado federal mais votado na Bahia por três oportunidades consecutivas, segue na dianteira dos levantamentos de opinião, oscilando entre 26% e 29%. Será que o carlismo, hoje quase encarnado na figura do neto, irá ressuscitar no comando de uma metrópole onde seu avô fora prefeito? É bem provável que esse fenômeno ocorra espontaneamente no pleito, caso as forças adversárias (DEM, PSDB e até o PMDB de Geddel e Lúcio Vieira Lima) formem uma coalizão.

Regresso à normalidade

Para a nossa felicidade eterna, nós, baianos de corpo e alma, podemos definitivamente regressar à sua clássica rotina laboral e divertida com o término de uma greve que parecia prosseguir. Agora sim, estamos compensando todo o otimismo necessário, todas as sensações de energia, de orgulho e de êxtase.

Nos doze dias de paralisação de todo o contingente da Polícia Militar da Bahia, uma das corporações mais tradicionais do Brasil, as cidades ficaram praticamente vazias, o comércio quase parou e os serviços, idem. Muita gente, inconformada, acreditou na época que uma das gloriosas manifestações-símbolo da capital, o Carnaval, não aconteceria neste ano em razão do caos e da insegurança.

A liquidação da majestosa festa popular, considerada um dos signos da baianidade, todavia, seria inviável para legiões de nativos e de turistas, portanto a folia momesca possui afinidade com essas coletividades que a frequentam. Seguindo essa filosofia, o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, garantiu os desfiles nos circuitos. Uma jogada certeira.

Estamos felizes também com a reinstauração das atividades regulares, a exemplo das nostálgicas voltas às aulas e ao trabalho, nas quais reencontramos nossos colegas e saciamos a sua tamanha saudade. Tenho esperanças, já depositadas no meu emocional, que a partir das próximas semanas a nossa vida cotidiana progrida sem imprevistos nem contratempos.

Lógico, correto, iremos repor nossa potência de trabalho e aumentá-la, repletos de confiança e determinação, em nosso benefício. Apesar de a greve cessar, a violência, o pânico e o terror perduram em todo o mundo, mas o nosso ritmo ocupacional é extremo, indelével e persistente. Seja em qualquer circunstância, recuperar nossas alegrias torna-se sinônimo de bem estar.

Esfria briga pela posse das Ilhas Malvinas

Duelo entre argentinos e britânicos sobre o arquipélago será dissipado após o aniversário do conflito armado entre os dois países, diz especialista latino-americano

Com informações do UOL e da Wikipédia

As animosidades entre a Argentina e o Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul, deverão se flexibilizar em breve. O uruguaio Francisco Panizza, professor especializado em política da América Latina da London School of Economics, afirmou ao portal UOL que a tensão referente à disputa da posse do arquipélago diminuirá logo após o trigésimo aniversário da Guerra das Malvinas, em abril.

Segundo Panizza, a questão da guerra, que em janeiro retomou as discussões políticas e diplomáticas entre as duas nações, se refere a uma pendência de cunho político pela soberania da região, chamada pelos britânicos de Falklands. "O Reino Unido aproveita a data para reafirmar o seu controle sobre a região, mas nenhum dos dois governos tem interesse real em ir para a guerra novamente", argumenta.

Durante 74 dias de conflito armado, no período de 2 de abril a 14 de junho de 1982, 255 soldados britânicos, 649 argentinos e 3 civis do arquipélago, sob a custódia de Londres desde 1833, tiveram suas vidas sacrificadas. Além disso, no final, a vitória inglesa reafirmou o domínio do território, favorecendo, nas eleições parlamentares do mesmo ano, o triunfo do Partido Conservador, da então primeira-ministra Margaret Thatcher.

A derrota argentina na Guerra das Malvinas trouxe consequências positivas para a conjuntura política daquele país, como o declínio gradativo da Junta Militar que o governava - presidida por Leopoldo Galtieri (1981 a 1982) e posteriormente por Alfredo Saint-Jean (junho a julho de 1982) e Reynaldo Bignone (1982 a 1983) - e a restauração da democracia em dezembro de 1983, com a ascensão no poder de Raúl Alfonsín, primeiro presidente eleito por via direta após o Golpe de Estado de 1976.

Sentimento nacionalista

Professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o historiador Andrew Thompson esclarece que a volta da questão sobre a disputa nas ilhas serve para manter a supremacia inglesa no território. "É também uma maneira de assegurar a sua identidade nacional, num momento em que a Escócia define se conduzirá um referendo sobre a sua independência, e até distrair a opinião pública diante de um cenário interno de crise econômica", afirma Thompson ao UOL.

Outro fator contribuinte no aquecimento do combate pela posse do arquipélago do Atlântico Sul, na acepção do acadêmico, foi a exploração de petróleo na sua costa. Um moderno submarino de guerra desembarcou recentemente às Malvinas, enviado pelo Reino Unido, e o príncipe William, atuando como piloto de helicóptero, se estabeleceu na região desde o início deste mês, efetuando exercícios de rotina.

O historiador Robert Jobson, especialista em assuntos da monarquia britânica, observa a presença do príncipe, o segundo na sucessão do trono, como desnecessária. "O Reino Unido está no direito de preservar a legitimidade do seu território, mas não era preciso enviar um futuro rei (William) em seu uniforme para lá", justifica. Quase 30 anos depois da guerra, a maioria dos 3 mil moradores reivindica o permanente controle britânico no local, pois Londres rejeita a negociação com Buenos Aires quanto à sua dominação.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Na estreia de seu novo bloco, Maga celebra Jorge Amado

Liderado pela artista, o Movimento Afropop Brasileiro é modificado e homenageará, na segunda e na terça-feira de Carnaval, o centenário de um dos mais relevantes escritores da Bahia

Com informações da assessoria de imprensa de Margareth Menezes e do Portal da Metrópole

Margareth será caracterizada, em cada um dos dois dias, de Gabriela e de Tieta, musas inspiradoras de Jorge, que neste ano completaria 100 anos
(Foto: Divulgação)

Com vistas ao Carnaval deste ano, a cantora e compositora Margareth Menezes chegará com novidades, inclusive no seu Movimento Afropop Brasileiro, agora reformulado, ampliado e rebatizado de Cordão Cultural Afropop Brasileiro. Trata-se de um conceito inédito: um trio elétrico independente com estrutura de bloco que irá desfilar nos dois dias da folia, no Circuito Dodô, entre Ondina e o Farol da Barra.

O bloco tem como meta proporcionar um desfile magistral, com a presença de convidados especiais, por um custo acessível. A indumentária do Cordão, conforme a assessoria de imprensa de Margareth, será incrementada pelos próprios foliões, que serão convocados a comparecer ativamente à folia, com adereços representativos de sua expressão artístico-cultural.

“Levaremos para a Avenida uma comunhão de todas as culturas, expressa através de inúmeras bandeiras que ilustram a indumentária”, esclarece a cantora. Para compensar, além dos 25 anos da sua exitosa carreira musical, Maga reverenciará o centenário de nascimento de Jorge Amado (1912-2001). Dentro desse contexto, foi escolhido, por acaso, o tema Jorge Amado – Poesia e expressão. Ela explica que o escritor “é um dos principais pilares criativos da identidade cultural da Bahia e esta homenagem é mais que a merecida”.

Musas inspiram tema

Segundo a artista, no primeiro dia de desfile no circuito Dodô, o repertório e a caracterização, atribuída à figurinista Céu Rocha, serão baseados em duas personagens do romancista baiano, sintonizadas com a temática do Cordão, enquanto no dia subsequente ocorrerá o grande encontro entre os povos afro-brasileiros.

Em depoimento ao Portal da Metrópole, ela vai estar fantasiada de Tieta em um dia e de Gabriela no outro, duas musas imortalizadas em romances homônimos de Jorge. “Vou cantar A luz de Tieta (composta e gravada por Caetano Veloso para a trilha sonora do filme Tieta do agreste, de 1996), vestida como a própria, vai ser uma tietagem só”, divertiu-se Margareth ao portal.

A dinâmica agenda carnavalesca de Maga, além de dois dias de desfile em Salvador, inclui ainda apresentações no Recife, durante o baile Nóis Sofre, Mas Nóis Goza, na quinta-feira (16), e em outros municípios de Pernambuco na sexta-feira (17) e no sábado (18), e um show exclusivo no Camarote Contigo! em Ondina, no domingo (19). Também está confirmado um show da baiana no Camarote Bar Brahma, no desfile das escolas de samba campeãs do Rio de Janeiro, na sexta-feira (24), no Sambódromo.

Margareth Menezes festeja bodas de prata

Cantora dará início às comemorações dos seus 25 anos de carreira musical em seu último ensaio desta temporada, neste domingo, na Concha Acústica do TCA, com direito a convidados especiais de todos os estilos

Com informações da assessoria de imprensa de Margareth Menezes e da Tribuna da Bahia Online

Para Margareth, satisfeita por continuar cantando após mais de duas décadas, o espetáculo sintetizará seus melhores momentos de vida artística
(Foto: Roberto Abreu/Divulgação)

Iniciando as celebrações de um quarto de século de um vitorioso, esplêndido e construtivo itinerário musical, a cantora e compositora Margareth Menezes fará um megaespetáculo neste domingo (12), a partir das 18 h, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves (TCA), no Campo Grande. O show, intitulado Afropop Especial 25 Anos de Carreira, será o sexto e último ensaio de Margareth para este verão, que receberá convidados também especiais.

Cantores consagrados, como Gilberto Gil, Daniela Mercury, Elba Ramalho e Paula Lima, e representantes de blocos de matriz afro, como Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy, Muzenza, Cortejo Afro e Malê Debalê, participarão do show pré-carnavalesco, já que ele demonstrará uma oportunidade comemorativa coletiva do jubileu de prata da carreira da artista na música entre alguns amigos e parceiros do seu universo.

“Será uma comemoração em tom de agradecimento por tudo que consegui construir artisticamente. Sou muito feliz por completar 25 anos cantando, que é o que mais amo fazer”, felicita a eletrizante cantora soteropolitana de 49 anos, filha ilustre do bairro da Ribeira, na Cidade Baixa, também conhecida por seu apelido Maga.

Os ensaios Afropop, somente nesta temporada, totalizam até agora cinco concertos realizados na Bahia e no Rio de Janeiro. Foram duas noites no Armazém Vilas, em Lauro de Freitas (24 de novembro e 22 de dezembro de 2011), uma na Ribeira, em Salvador (19 de janeiro), e duas na casa noturna Lapa 40º Sinuca e Gafieira (12 de janeiro e 9 de fevereiro), no famoso reduto boêmio do centro carioca, cujo proprietário é o diretor artístico e coreógrafo Carlinhos de Jesus.

Nessas ocasiões, Margareth Menezes recepcionou, na Bahia, a banda de axé Jammil e Uma Noites, liderada pelo novo vocalista Levi Lima e pelo baixista Manno Góes, e os cantores Jau, Denny Silva, da Timbalada, Toni Garrido, da banda carioca de reggae Cidade Negra, Márcio Victor, do grupo de pagode Psirico, Luiz Melodia e Dudu Nobre. Além disso, Maga ciceroneou outras vozes femininas, Fernanda Abreu e Zélia Duncan, no Rio.

A cantora acumula atualmente 21 turnês pelo mundo e 14 álbuns
(Foto: Roberto Abreu/Divulgação)

Das cenas à canção

A jovem promissora Margareth, que havia estreado no teatro amador em 1985, acabou ingressando na música. Isso aconteceu de fato em março de 1987, quando interpretou seu primeiro registro em disco, Faraó, divindade do Egito, a convite e ao lado de Djalma Oliveira. Composta por Luciano Gomes, responsável anos depois pelo primeiro sucesso solo de Daniela (Swing da cor, 1991), a canção, primeiro samba-reggae brasileiro, alcançou vendagem superior a 100 mil cópias.

Passados 25 anos, Maga acumula 21 excursões internacionais por todos os continentes e 14 álbuns – o LP single Faraó (1987), Margareth Menezes (1988), Um canto pra subir (1990), Elegibô (1991, lançado apenas no exterior), Kindala (1991), Luz dourada (1993), Gente de festa (1995), Maga Afropop brasileiro (2002), Tete a tete (2003), Ao vivo no Festival de Verão Salvador (2004, CD e DVD), Pra você (2005), Brasileira (2006, CD e DVD), Naturalmente (2008) e o mais recente, Naturalmente acústico (2010, CD e DVD).

Além de terminar o ciclo de ensaios de verão, o show Afropop Especial 25 Anos de Carreira marcará a quinquagésima apresentação de Margareth em todos os palcos do Teatro Castro Alves: a Sala Principal, a Sala do Coro e a Concha Acústica. O TCA, conforme a cantora, “é um lugar importante para a cultura baiana. Na Concha Acústica, por exemplo, gravei dois de meus CDs”, afirma, em referência aos álbuns Tete a tete e Brasileira.

Assumindo suas raízes

O Movimento Afropop Brasileiro surgiu da necessidade de fundir, no âmbito musical, os elementos africanos, brasileiros, indígenas e pop, pelo fato de a artista ser fiel à sua ancestralidade. Criado em 2005, ele expressa, festeja, fortalece e consolida a genuína cultura herdada de nossos antepassados. Margareth Menezes ouvira o termo Afropop pela primeira vez durante a turnê internacional em parceria com o músico estadunidense David Byrne, ex-líder do grupo Talking Heads, em 1991.

Desde a fundação do movimento, dezenas de artistas e blocos afro se solidarizam com ele, como Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Marisa Monte, Roberto Mendes, Arnaldo Antunes, Mariene de Castro, Virgínia Rodrigues, Lazzo, Olodum, Ilê Aiyê e outros. “O Afropop é um movimento que promove a beleza e a riqueza ancestral junto à contemporaneidade e que acolhe todos que acreditam na igualdade de direitos. É o abraço entre o tambor e o computador”, exalta Margareth.

Realizado pela Estrela do Mar Produções, que administra a trajetória da cantora, o Afropop Especial 25 Anos de Carreira conta com o patrocínio da Caixa Econômica Federal e o apoio da Empresa de Turismo da Bahia S.A. (Bahiatursa), da Rede Bahia, da revista Contigo!, publicação da Editora Abril centrada nas celebridades, e dos Arteiros. Os ingressos estão sendo comercializados por R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira).