quinta-feira, 29 de abril de 2010

Megaespetáculo de forró agita Salvador

Em sua terceira edição, o Forró do Reino mescla o ritmo nordestino com o axé

O mês de junho vem aí, e os estados nordestinos estão se preparando para oferecerem às pessoas de todas as idades e classes sociais várias opções para curtir a incrível sonoridade do forró. Ao misturá-lo com o axé genuinamente baiano, o gênero característico da região praticamente se carnavalizou. Músicas que vão fazer sucesso neste São João, estrategicamente lançadas pelas gravadoras, estão sendo executadas nesses tempos pós-carnavalescos. Portanto, shows e ensaios de forró, realizados em espaços específicos, fazem com que seus admiradores curtam-no em harmonia.

Um dos mais importantes preparativos para o São João em Salvador é o Forró do Reino, que acontecerá no próximo sábado, 1º de maio, num ambiente tipicamente interiorano dentro da capital, o Parque de Exposições. A presença de três atrações com diferentes sotaques na terceira edição do festival sinaliza um período de transição entre o Carnaval e os festejos juninos. Nosso estado é representado pelo grupo Asa de Águia, enquanto duas bandas do carro-chefe do evento vieram de Fortaleza. Tratam-se dos Aviões do Forró, que haviam se apresentado na sua primeira edição, em 2007, e do Forró do Muído (sic), que, apesar de ser uma banda bem-sucedida no Nordeste, é quase desconhecida por aqui.

Realizado por empresários da indústria de entretenimento, que estão se lucrando graças a seus ótimos negócios, o Forró do Reino sempre carnavalizou o gênero com êxito, tornando-o mais eletrizado. O irreverente cantor e compositor Durval Lelys seguirá firme no comando do Asa após o sucesso do seu Vale night. Como de costume, Durval inaugura, oficialmente, a festa, considerada a prévia da “folia” interiorana. Em seguida, os Aviões se apresentarão no Parque de Exposições, com o objetivo primordial de fazer o público se animar ao som de seus principais sucessos, incluindo os mais recentes.

A banda cearense, com os simpáticos cantores Xandy Avião e Solange Almeida à frente, foi uma das pioneiras a dar uma aparência elétrica ao forró tradicional. O carisma de seus vocalistas e a sua progressiva e irresistível sonoridade encantam, cada vez mais, multidões em todo o Brasil. Outro grupo que chega com muita alegria e energia ainda é pouco conhecido em terras soteropolitanas: o Forró do Muído, com uma trajetória recente – são apenas três anos. Formado basicamente por um “triângulo amoroso” – as irmãs Simone e Simária, e um homem, Binha Cardoso – o grupo terá a enorme esperança de emocionar a plateia em Salvador.

Como se sabe, o sucesso dos grandes eventos que estão mudando a fisionomia do entretenimento na Bahia é atribuído ao show business, que é sua parte corporativa. A exemplo do Forró do Reino, a maioria dos shows de forró, atualmente, está em rápido, dinâmico e constante processo de carnavalização graças ao esquema montado por empresários do ramo. Combinar os dois gêneros no São João está se tornando a verdadeira finalidade do que é, na teoria, o maior festejo popular do Nordeste.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Jessica Sandes estreia carreira-solo

Cartaz anuncia início do voo solo da multiartista

Nos dias 6 e 20 de maio, quintas-feiras, a bela cantora e percussionista Jessica Sandes fará seus primeiros shows como artista-solo. As duas apresentações serão realizadas no Ponto de Partida Snooker Music Bar, na Rua da Paciência, 263, no Rio Vermelho, a partir das 22 horas. Os ingressos para garantir a entrada na estreia-solo da percussionista da banda Samba Maria num maravilhoso ambiente que mistura música com jogo de sinuca custam R$ 7 (lista) e R$ 10.

Preocupado com os coletivos

O cotidiano dos grandes centros urbanos sempre é composto por meios de transporte que os deixa em intenso movimento. São homens, mulheres, automóveis, caminhões, caminhonetes, ônibus, micro-ônibus, vans, bicicletas e motocicletas. De que é feito o nosso cotidiano? Desses mesmos personagens que, às vezes, provocam muitos acidentes. Ninguém enfrenta com facilidade os caos que a cada dia surgem em todas as cidades. Quando isso acontece, independentemente da frequência, eu utilizo apenas meu consciente particular, que contribui para o meu controle comportamental.

Saindo do meu privilegiado e confortável sobrado na Boca do Rio, gasto pouquíssimos minutos para pegar um determinado meio de transporte coletivo, o bom e velho ônibus (para o povão, buzu). Com ele, é possível chegar a qualquer ponto imaginável da minha amada Salvador. Vou, por exemplo, à faculdade, onde tenho aulas importantes para eu me preparar para a carreira profissional, e à casa de minha simpática e adorada avó materna. Passear de coletivo, para mim, é um prazer, mas durante o trajeto pode haver alguns incidentes, como assaltos e blitzes. Cuidado com esses empecilhos.

Mesmo destinado às heterogêneas classes sociais, com predominância das classes CDE, e desprovido de itens que o deixa sofisticado, as empresas do sistema de transporte urbano de Salvador cobram aos passageiros um preço tão salgado, se comparado às embarcações do sistema ferry-boat que fazem a travessia até a ilha de Itaparica. Veja o tamanho do que o absurdo pode nos dar: R$ 2,30! Impressionante como a nossa vida é! Por que eles cobram tão caro assim??? Só questionando aos patrões, que ganham seus lucros para fazer a frota de ônibus rodar pela imensa cidade.

Os ônibus são, de fato, meras embarcações que caminham sobre o calorento asfalto metropolitano. No interior desse veículo de suma importância para a sobrevivência popular, vejo uma grande leva de gente, em especial trabalhadores de categorias profissionais diversas, que batalham cotidianamente para conseguir seus pequenos e médios salários. Se o buzu estiver completamente lotado por causa da ausência de um espaço vago para mim, fico em pé mesmo, sem reclamar às pessoas sentadas, ao condutor ou ao cobrador. Aí, eu pergunto silenciosamente: – Tem algum lugar disponível para eu sentar?

Passageiros que se dirigem às estações de transbordo mais movimentadas, como Lapa – a maior da Bahia –, Mussurunga, Pirajá, Iguatemi, Rodoviária e Barroquinha, por necessidade são obrigadas a enfrentar os problemas nascidos do desordenado crescimento da nossa metrópole. Eles enfrentam filas infinitas de veículos congestionados, obras de melhorias do sistema viário e o insuportável mau cheiro do esgoto lançado nos canais presentes em avenidas de vale. Quando aparece esse fétido e irritante odor, eu tapo meu nariz. Meus sentidos, assim como os nossos, são extremamente prejudicados por um terror ecológico.

Viajando por grandes avenidas, como a ACM e a Paralela, independentemente do sentido, o trânsito dessas vias é, por sua vez, confuso. Mesmo assim, não sou nenhum controlador ou inspetor de congestionamentos, sendo este um fenômeno natural, de qualidade transitória. Todos esses obstáculos não dependem de mim nem de nós. Vale guardar, na nossa memória, que nem sempre o fluxo do movimento ocorre ligeiramente. Há significativos e inesperados contratempos (os famigerados imprevistos), fazendo do dia a dia urbano uma maratona interminável de circulações de indivíduos e de veículos de transporte.

Não sou nenhum andarilho 24 horas, porque minha vida não foi nascida, criada e concebida para continuar e permanecer nas ruas, avenidas e praças durante um longo período. É por isso que tenho direito a aprazíveis e aliviados momentos de descanso, geralmente nas horas vagas. Perambular por toda Salvador pode me deixar tonto devido a inúmeros veículos, letreiros, pessoas, sons e mercadorias que nela contém, seja na Cidade Alta ou na Cidade Baixa. Sua majestosa diversidade socioeconômico-cultural, por ser de extraordinário valor, me agrada bastante, apesar de ela criar desconcertos rotineiros.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Um clássico caracterizado pelas brigas

Não estou entendendo até que ponto os sangrentos casos de violência chegaram ao seu nível mais crítico em Salvador por causa do primeiro – e confuso – Bavi, ocorrido ontem, no estádio de Pituaçu. Várias cenas que estragaram o prazer das duas maiores torcidas da Bahia de repente apareceram, manchando a imagem do que seria uma das emocionantes partidas do clássico desta temporada do Campeonato Baiano de Futebol. Foi neste jogo que o Vitória conseguiu uma vantagem sobre o time mandante, o Bahia, com um gol marcado pelo artilheiro Júnior.

Sendo um dos estados mais violentos do Brasil, a Bahia não possui um eficiente sistema de segurança pública, pois os índices estão aumentando progressivamente. A violência interfere mesmo em todos os eventos da nossa vida cotidiana, tanto nas cidades quanto nos campos. Quanto às agressivas ocorrências nas áreas urbanas, no caso da capital baiana, elas aniquilam com barbaridade a vida de muitas pessoas, mesmo não sentindo-se indefesas. Brigas entre torcidas que representam as equipes tricolor e rubro-negra são um grande exemplo do tamanho das agressões contra a nossa sociedade.

A grande causadora do bárbaro episódio que destruiu a imagem do nosso querido futebol foi a Torcida Uniformizada Os Imbatíveis, a maior torcida organizada do Vitória. Seus integrantes atiraram, sucessivamente, pedras em cima dos torcedores do tricolor que se encontravam perto do portão de acesso a Pituaçu. Essa confusão generalizada começou imediatamente quando um torcedor do Bahia jogou uma garrafa de vidro contra os rubro-negros e, em resposta, eles intensificaram a violenta rivalidade fora dos gramados. Rivalidades, portanto, geram sérias crueldades, produzindo vítimas.

Torcedores que assistiram à primeira partida da decisão do Baianão saíram-se prejudicados pela confusão quanto ao seu estado de saúde. Um integrante da Bamor, que é considerada uma das torcidas organizadas mais violentas do estado, chamado Elisson Ferreira, teve sua perna seriamente atingida por uma bomba caseira que explodiu na parte da arquibancada ocupada pelo grupo. Sua imediata reabilitação aconteceu através do constante trabalho dos profissionais que trabalhavam na ambulância no próprio local da partida. Dentro do campo, os médicos são os anjos da guarda dos atletas.

Outro indivíduo presente, um adolescente tricolor de 14 anos, de nome Wesley Oliveira Almeida, foi um dos vitimados pela crescente onda de violência através dos conflitos promovidos pelos rubro-negros da Os Imbatíveis. Atingido com um tiro a bala nas vértebras cervicais, Wesley por pouco não foi assassinado. Por sorte, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu o paciente no próprio local do ocorrido, levando-o a dois hospitais diferentes: um público, o Hospital Geral do Estado; e um particular, o Jorge Valente. Infelizmente, ele continua internado neste último, em estado grave.

Esperamos que tristes acontecimentos de violência no futebol como esse não se repitam nos próximos momentos. Os jogos dessa popular e maravilhosa modalidade esportiva devem ser organizados de forma harmoniosa entre os dois times que entram em campo todas as semanas, para que não haja brigas frequentes entre torcidas rivais, sinônimos de uma guerra civil nos gramados. Futebol é um grande e adorado espetáculo de lazer, no qual a paz deverá reinar por longos anos, mesmo que a violência esteja firmemente controlada não só pela polícia, mas principalmente pela onipresença de Deus.

Globo, 45 primaveras de liderança

Quarta maior emissora de televisão do mundo, a TV Globo faz aniversário hoje. Ela chega aos 45 anos permanecendo na liderança absoluta de audiência, com uma grade de programação diversificada, que inclui jornalismo, esportes, entretenimento, utilidade pública, programas infantojuvenis, educação, cultura e novelas, que são as responsáveis por mantê-la no topo da preferência nacional. Adversários da Vênus Platinada, entretanto, a consideram um monopólio que exerce sobre outras empresas do setor. O sucesso global sempre é garantido por profissionais que sabem fazer televisão com a mais alta qualidade tecnológica e de conteúdo.

A trajetória do que seria o principal veículo do império global começou ainda antes do golpe militar de 1964, quando o empresário carioca Roberto Marinho conseguiu dos ex-presidentes Juscelino Kubitschek, cujo governo foi apoiado por ele, e João Goulart, duas estações de televisão. JK outorgou a concessão do canal 4 do Rio de Janeiro, e Goulart, a concessão da estação de Brasília. Marinho logo seria um dos articuladores do golpe (ou "Revolução" para os próprios idealizadores), que implantou a ditadura, perdurando-a por 21 anos, e apoiou todos os presidentes desse período. Assim, a Globo e o regime recém-instaurado estreitaram suas amizades.

O canal 4 do Rio, a TV Globo, entrou no ar às 11 horas do dia 26 de abril de 1965, possibilitando a posterior formação da atual Rede Globo de Televisão. Para alcançar esse feito, o executivo Walter Clark, egresso da extinta TV Rio, foi contratado pela empresa um ano depois. A rede, hoje, é integrada por 113 emissoras, sendo 5 próprias e 108 afiliadas por todo o Brasil, cobrindo 99,84% dos municípios. Seu crescimento, portanto, deveu-se à política de integração nacional promovida pelo regime militar através das telecomunicações, inclusive com a criação do Ministério das Comunicações, em 1967, e da introdução das transmissões via satélite.

Paulatinamente, a emissora chegou, amparada pelo governo "revolucionário", a todos os estados brasileiros, a começar por aqueles situados nas regiões mais desenvolvidas do país, onde estavam concentrados a maioria dos aparelhos receptores e um altíssimo mercado consumidor de produtos anunciados pela mídia. Em São Paulo, por meio da aquisição da antiga TV Paulista, canal 5, pertencente às Organizações Victor Costa, a Globo entrava no ar, e outros estados passaram a receber seu sinal graças à consolidação da sua marca pelo Brasil. Um dos maiores grupos de comunicação do mundo, finalmente, se organizou em mais de quatro décadas.

Uma das primeiras afiliadas da Globo no Norte/Nordeste foi a TV Aratu, canal 4, daqui de Salvador. Inaugurada em 15 de março de 1969, começou transmitindo atrações de todas as emissoras existentes no eixo Rio-São Paulo (exceto a pioneira Tupi, cuja retransmissora na Bahia era a TV Itapoan, canal 5), inclusive a Globo, da qual tornou-se afiliada oficialmente em poucos meses. O contrato da Aratu com a emissora carioca encerrou em 1987, quando sua programação passou a ser retransmitida pela TV Bahia, canal 11, inaugurada dois anos antes, tendo como proprietário o político Antônio Carlos Magalhães, então ministro das Comunicações e antigo amigo de Roberto Marinho.

No dia 1º de setembro de 1969, uma ideia genial e bem-sucedida, criada por um seleto time capitaneado pelo jornalista Armando Nogueira, então diretor de jornalismo, revolucionaria os caminhos da história da nossa televisão. Surgia o Jornal Nacional, primeiro noticiário exibido simultaneamente em rede e, consequentemente, o mais antigo. Inúmeros telejornais que nasceram em seguida foram atribuídos por um brilhante espírito criativo. Nogueira, ao nos despedir em 29 do mês passado, deixou o JN como um dos mais áureos legados, além de estruturar a Central Globo de Jornalismo com a modernização do setor, sendo considerado o mestre de uma equipe na qual uma nova safra de jornalistas entraram em cena.

A TV Globo não se prima apenas por sua excelente produção jornalística. Como complemento disso, há a Central Globo de Produção, ramo encarregado da idealização, do desenvolvimento e da realização teledramatúrgica e de entretenimento. É através da CGP onde emitem para o público as novelas que, por sua vez, também são exportadas para outros países com espetacular sucesso, as minisséries e diversos programas humorísticos. Também são produzidos inúmeros projetos especiais, como shows musicais, sitcoms (comédias de situação) e programações destinadas a datas comemorativas, como o Natal e o Ano Novo.

Entre sucessos e fracassos, elogios e críticas, progressos e retrocessos, a Vênus Platinada, como a aniversariante especial de hoje é conhecida popularmente, continua sendo a Hollywood brasileira. Tal êxito é obtido por meio de milhares de funcionários aí presentes, dedicando-se fielmente em todos os processos de produção e de transmissão de 24 horas diárias de programação, levando-a para praticamente todo o nosso gigante país. 45 anos de vida foram suficientes para que a Globo alcance a supremacia e a dominação das comunicações brasileiras, em especial da televisão, competindo maciçamente com outras redes. Para isso, é necessário um rigoroso padrão de qualidade.

domingo, 25 de abril de 2010

Leão: prazo termina no dia 30

50% dos contribuintes já entregaram suas declarações do Imposto de Renda, mas, na Bahia, serão esperadas 975 mil

Cerca de 12.053.657 milhões de contribuintes enviaram, até esta quinta-feira, dia 22, em todo o território nacional, as declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) do ano de 2010, exercício 2009. A quantidade corresponde a mais da metade dos 24 milhões de tributos previstos para este ano.

O prazo para negociar as contas com o Leão começou em 1º de março, e encerra no próximo dia 30, sexta-feira. Pessoas físicas podem realizar suas declarações gratuitamente pela internet, através do endereço da Receita Federal do Brasil, ou em disquete, entregue nas agências do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. No entanto, a apresentação em formulário, nas agências dos Correios ou em lojas franqueadas, é paga pelo contribuinte no valor de R$ 5.

Somente na Bahia, a quantidade de declarações recebidas pela Receita é superior a 470 mil, segundo levantamento divulgado na manhã do mesmo dia. Quando o prazo oficial de envio das informações terminar, a expectativa no estado poderá chegar a um número recorde de 975 mil.

Multa é cobrada para atrasados

As pessoas que entregarem obrigatoriamente o documento do Imposto de Renda, mas que o preencherem após o dia 30, deverão pagar uma multa no valor mínimo de R$ 165,74 devido ao atraso no envio. Se os contribuintes não estiverem obrigados a declará-lo, não é necessária a cobrança de multa. A entrega da declaração em atraso poderá ser feita somente pela internet ou em disquete, nas unidades de atendimento da Receita Federal.

Em Salvador, a unidade está localizada na Rua Alceu Amoroso Lima, 862, no Caminho das Árvores. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas, através de senhas emitidas pelo Centro de Atendimento ao Contribuinte (CAC) das 7 horas às 18:40, e programadas pela internet ou pelo telefone 146.

Nos dias em que estão se aproximando do prazo final de entrega, o site da Receita pode estar congestionado em razão do aumento de acessos pelos usuários. Em caso de dúvidas e sugestões referentes ao IRPF, a Delegacia da Receita Federal na Bahia mantém à disposição de toda a população um plantão fiscal telefônico. O número do serviço é (71) 3416-1350.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Aos 50 anos, Brasília permanece moderna

Sobre o seco, desértico e inóspito cerrado, em pleno Planalto Central, uma cidade com traçados e construções futuristas foi erguida. Lotada de edificações destinadas ao poder público federal, o que era utopia durante mais de quatro séculos tornou-se efetivamente uma realidade. É nessa planejada e agradável cidade onde o presente e o futuro do Brasil são decididos através de negociações políticas, sociais, econômicas e culturais, além das participações populares.

Brasília completou, nesta quarta-feira, 50 anos de existência com uma série de comemorações especiais, num momento importantíssimo para a nossa História. A capital federal, com estilos urbanos e arquitetônicos pós-modernos, começou a ser construída numa gigantesca área onde havia somente vegetação típica do Centro-Oeste. Eram matas de cerrado puro, adaptadas ao extravagante clima tropical semiúmido, com inverno seco e verão chuvoso. Com o passar do tempo, uma quase-metrópole invadiu esse espaço natural.

A transferência do centro das decisões nacionais para o interior foi pensada desde o Período Colonial. Durante a Inconfidência Mineira, cujo líder, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, surgiu a ideia de que a capital do Brasil fosse São João del Rei, onde explodiu o movimento. Tiradentes, mártir da Inconfidência, foi enforcado e esquartejado em praça pública, em 1792, coincidentemente no dia 21 de abril. A principal causa de sua execução foram as lutas pela liberdade através da divulgação dos ideais iluministas na então capitania das Minas Gerais.

Pouco depois, em 1813, o jornalista brasileiro Hipólito José da Costa, exilado em Londres, defendeu ardorosamente a fundação de Brasília através do seu jornal Correio Braziliense. Quase um século se passou após sucessivas indefinições na escolha de um local ideal para o surgimento da Capital da Esperança, ainda uma quimera. A decisão de construí-la num ambiente explicitamente solitário nasceu com a promulgação da primeira Constituição republicana, em 1891. Em um ano, a Comissão Exploradora do Planalto Central demarcou um quadrilátero para, enfim, erguer a cidade.

O então presidente Epitácio Pessoa lançou, durante as comemorações do Centenário da Independência, em 7 de setembro de 1922, a pedra fundamental referente à construção da nova capital, no município goiano de Planaltina. Nas Constituições de 1934 e 1946, foi cuidadosamente preservada a secular ideia da sua mudança para o Planalto (a Carta de 1937, vigente no período do Estado Novo, a ditadura fascista de Getúlio Vargas, abortou a possibilidade).

Durante um comício realizado em Jataí, também em Goiás, em abril de 1955, um veterano político mineiro, definitivamente, concretizou a antiga ambição de transferir a sede do poder brasileiro, então instalada no Rio de Janeiro, para os mais distantes rincões do nosso vasto território. Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976), mais conhecido pela brilhante sigla JK, estava iniciando sua emocionante campanha que o levou à Presidência com uma de suas promessas fundamentais, o desenvolvimento do interior do país. A fundação de Brasília estava embutida nesse projeto.

JK havia sido deputado estadual e federal, prefeito nomeado de Belo Horizonte durante o Estado Novo e governador de Minas. Eleito presidente em outubro de 1955, foi solenemente empossado em 31 de janeiro do ano seguinte, cumprindo firmemente sua promessa de construir o novo centro das decisões através da Carta de 1946. Para alcançar essa finalidade, JK sancionou, em setembro de 1956, a Lei nº 2.874, que fundou a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), chefiada por seu fiel amigo Israel Pinheiro.

Um arquiteto e urbanista brasileiro de renome mundial, Lúcio Costa (1902-1998), idealizou um excêntrico e vanguardista planejamento urbano, intitulado Plano Piloto. Seu nome é uma alusão ao formato de avião, dando à cidade um aspecto extremamente inovador. O Plano Piloto foi vencedor de um concurso nacional de projetos para que Brasília começasse a sair do papel. Com o objetivo de desenhar seus principais edifícios, o experiente arquiteto Oscar Niemeyer, com seus traços e curvas criativamente contemporâneos e também reconhecido internacionalmente, foi escalado.

Companheiro de longa data de JK desde a Prefeitura de Belo Horizonte, Niemeyer, hoje aos 102 anos e com uma extraordinária longevidade, foi um dos responsáveis pela maravilhosa introdução de formas geométricas nas construções, tornando-as simples e funcionais. As edificações que ele inventou para o Plano Piloto tiveram suas obras iniciadas em fevereiro de 1957. No momento da sua construção, os 3 mil operários contratados se autointitularam candangos, que mais tarde viraram sinônimo de brasilienses. Enquanto isso, na periferia, foram levantadas casas desmontáveis, dando origem às atuais cidades-satélites.

As obras seguiram-se em ritmo acelerado, no tempo recorde de três anos e oito meses. Residência oficial do presidente, o Palácio da Alvorada foi um dos edifícios a serem concluídos, em 1958. Um ano antes, já haviam sido aprontados o Catetinho, o popular "palácio de tábuas", local provisório de trabalho de JK; e a Igrejinha de Nossa Senhora de Fátima, primeiro templo da nova capital federal. No entanto, o Palácio do Planalto, os prédios ministeriais, o Congresso Nacional, o Palácio da Justiça e outros arrojados projetos de Niemeyer ainda não estavam concluídos.

Inaugurada festivamente em 21 de abril – dia de Tiradentes – de 1960, sob uma sequência de fogos de artifício, Brasília já nasceu grandiosa, com a instalação simultânea dos três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – e de todos os serviços necessários. A nova capital do Brasil, nos anos seguintes, foi palco de grandes manifestações que contribuíram para modificar os rumos da nossa política. A posse de doze presidentes, a derrubada de um deles, o golpe militar, a campanha pelas diretas-já, as passeatas trabalhistas...

Recentemente, um novo governador foi eleito indiretamente pelos deputados distritais em razão do suposto envolvimento do titular original, José Roberto Arruda, e de seu vice, Paulo Octávio, em denúncias de corrupção. Escolhido para administrar o Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB) foi empossado imediatamente para um mandato-tampão de oito meses. O atual governador brasiliense foi um nome de consenso, apresentado ao lado de outros candidatos de vários partidos.

Mas o centro político-administrativo federal não vive apenas de política. Possui dezenas de primorosos monumentos, espaços culturais – teatros, museus, bibliotecas, cinemas, entre outros –, de centros comerciais, de entretenimento e de lazer. Por ser planejada, é uma cidade ecológica, com total respeito ao meio ambiente, sendo cercada de muito verde por todos os cantos. Na década de 80, fez nascer um enorme número de grupos que se transformou no maior reduto do rock nacional fora do eixo Rio-São Paulo, como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude. Suas letras têm um cunho essencialmente sociopolítico, denunciando a situação que o Brasil vivia naquele período.

A contemporânea e futurística capital do país, apesar de ser cinquentenária, foi declarada patrimônio cultural da humanidade pela Unesco em 1987. Pessoas vindas de regiões heterogêneas se encontram cordialmente em Brasília, uma cidade com sotaque ainda indefinido oficialmente devido a seu intenso mosaico de diferentes culturas. Mesmo incomodada politicamente, ela, de qualquer forma, sempre foi a Capital da Esperança, que há meio século é um retrato vivo e permanente do nosso cotidiano.

Jubileu de uma cidade-avião

Brasileiros de todas as partes
Rapidamente se mudam para seus
Apartamentos, mansões e hotéis
Sofisticados, casas e casebres numa
Ilha artificial do cerrado que tem o
Lago Paranoá como oceano no
Interior do seu planejado território
Arquitetonicamente contemporâneo.

Construída em pleno deserto, essa
Imponente, bonita e bem cuidada cidade
Nasceu através de uma longa
Quimera que levou séculos para se
Unir em torno de uma concreta
Esperança, realizada por meio de
Niemeyer, JK e Lúcio Costa,
Trabalhando diuturnamente para
Acelerar seu desenvolvimento urbano.

Após cinquenta anos, o povo que vem de
Norte a sul do nosso imenso país reconhece
Orgulhosamente a arte, os valores e os
Sabores que se encontram em Brasília.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Hino ao Dois de Julho torna-se hino oficial da Bahia

O governador Jaques Wagner (PT) sancionou, hoje pela manhã, a lei que institui o Hino ao Dois de Julho como hino oficial do estado da Bahia. A cerimônia foi realizada no prédio da Governadoria, no Centro Administrativo da Bahia (Cab), com a participação de diversas autoridades e de estudantes da rede pública de ensino.

Com letra de Ladislau dos Santos Titara e música de José dos Santos Barreto, o hino foi composto logo após a libertação da Bahia do domínio português, em 1823. A letra reflete as lutas populares pela libertação da então província, necessárias para a consolidação dos movimentos que desencadearam a Independência do Brasil. Ela é, portanto, um símbolo importante da cidadania e da liberdade do povo baiano.

Nasce o sol ao Dois de Julho
Brilha mais que no primeiro
É sinal que nesse dia
Até o sol, até o sol é brasileiro

Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações

Salve, ó rei das Campinas
De Cabrito e Pirajá
Nossa Pátria, hoje livre,
Dos tiranos, dos tiranos não será

Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações

Cresce, ó filho de minh'alma
Para a Pátria defender
O Brasil já tem jurado
Independência, independência ou morrer

Nunca mais, nunca mais o despotismo
Regerá, regerá nossas ações
Com tiranos não combinam
Brasileiros, brasileiros corações

Além disso, Wagner sancionou outra lei, criando a Ordem Dois de Julho Libertadores da Bahia, instituição que premiará importantes personalidades dedicadas à manutenção das liberdades públicas e à defesa da soberania nacional. Os processos de composição e funcionamento do Conselho da Ordem, entretanto, serão definidos por um regulamento, sancionado em breve.

Tarifas de água e luz sofrem aumento

A partir do decorrer do próximo mês de maio, os aumentos anuais nas tarifas de água e energia elétrica no estado da Bahia começarão a entrar em vigor. A Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa) anunciou ontem o reajuste de 6,91% a partir do dia 1º, nas tarifas de todas as categorias de consumidores, e a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) reajustará, no próximo dia 22, o consumo de energia em 5,26%.

A autorização do reajuste da água foi dada pela Comissão de Regulação dos Serviços Públicos de Saneamento Básico do Estado da Bahia (Coresab). Quanto à luz, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), durante reunião na sua sede, em Brasília, autorizou à Coelba os aumentos de 6,75% para as residências, 0,85% para os consumidores de baixa renda e 6,07% para as indústrias.

Os reajustes são previstos por lei, a cada ano, e são um direito das concessionárias prestadoras dos serviços públicos. Ao contrário, eles apresentam consequências negativas para a sobrevivência da população, como a constante dificuldade em pagar as contas mensais.

Passeando pela cidade-fragmento

Fim de linha da Boca do Rio
(Foto: Hugo Gonçalves)

O comércio popular está em constante expansão.
Formigueiros de gente invadem todas as cidades.
Camelôs, mercadinhos, mercados e supermercados.
Pessoas compram de tudo, abastecendo suas casas.

Ainda há lojas de diversos tamanhos e ramos.
Moradores urbanos passeiam pelas ruas e travessas.
Bares, restaurantes, lanchonetes e pastelarias.
Pessoas se encontram em busca de uma conversa.

Nossa comunidade se assemelha a um vilarejo
Onde o povo se coabita como um mosaico demográfico
Creches, escolinhas, escolas e colégios
Onde crianças e jovens aprendem uma lição prática.

O povo isolado na rua é um sinal de pura tristeza
Acabando gradativamente com a paz e a esperança.
Meninos de rua pedindo esmola por todos os lados
Sinalizam que não há futuro nessa espécie de criança.

Transportes coletivos conectam-se a outros bairros
Trazendo-lhes mais dinamismo, rapidez e movimento.
Cotidianamente, estudantes e profissionais viajam
Numa jornada interminável pela cidade-fragmento.

Motoristas de ônibus enfrentam o cansaço diário
E repousam em suas residências após um longo trabalho.
Quando param em fins de linha, os passageiros se levantam
Junto a abrigos amarelos de concreto armado.

domingo, 18 de abril de 2010

Pachecão faz agitar a juventude cantando fórmulas


Desde os tempos de colegial, passei a gostar muito das divertidas, engraçadas, alegres e contagiantes músicas compostas e interpretadas por um professor de Física mineiro que revolucionou o ensino dessa Ciência Exata, tornando-o superconhecido em todo o Brasil. Trata-se de José Inácio da Silva Pereira, cognominado Pachecão (entretanto, o sobrenome Pacheco, que originou seu apelido, não é seu sobrenome de batismo). Suas músicas ajudam o aluno a memorizar os conteúdos de Física, sobretudo as fórmulas, para que ele os saibam no cotidiano, em particular nos vestibulares.

Um dos meus ex-professores da disciplina no Colégio Montessoriano, Roberto Castro, popularmente chamado pelos amigos e alunos de "Batoré", nascido em Brumado, no sudoeste da Bahia, aplicou aos alunos do 1º Ano do Ensino Médio, em 2005, uma atividade avaliativa sobre Cinemática. Por sinal, ele incluiu, na mesma atividade, uma música sobre esse assunto, cuja letra é cheia de fórmulas de instantânea memorização. A canção, batizada mesmo de Cinemática, é um divertido e irreverente forró para que os alunos caiam no ritmo do aprendizado:

"Na hora do vestibular / Você precisa saber / Que no movimento uniforme só usa d = vt (1) / (um suave e descontraído coro feminino: inhame, inhame, inhame, inhame...) / E se ele for variado / Se ligue no que falei depois / v = v0 + at (2) e d = v0t + at²/2 (leia-se meio de at2)(3) / (inhame, inhame, inhame, inhame....) / Você, com essas três equações / Resolve qualquer movimento / Queda livre, lançamento / Vertical e horizontal / Basta trocar a (4) por g (5) e o d (6) pelo h (7) / Mas se não tiver o t / Torricelli (8) você tem que lembrar... / (o mesmo coro)"

Foi com essa música que eu ouvi falar de Pachecão pela primeira vez. As letras que ele cria e canta não citam nenhum sinal explícito de obscenidade, de ousadia e de pornografia. São composições que, apesar de serem descontraídas, são muito sérias, eficientes e concretas, trazendo diversos exemplos aplicados no dia a dia. Em junho de 2006, como estudante do 2º Ano, minha admiração e meu gosto pelas "usinas de decoreba" do professor Pachecão aumentaram ainda mais, com a imediata gravação, em CD virgem, de diversas músicas-conteúdos dele. Com isso, até relembrei a letra de Cinemática para eu curtir.

Quando comecei a curtir o CD, gostei de outras faixas, como as superdançantes Galileu e eu, uma espécie de encontro com as ideias do astrônomo italiano dos séculos XVI e XVII, Beleza arrasadora, sobre a força gravitacional de Newton, Indução eletromagnética e Bateu, bateu e entrou, explicando e compreendendo a diferença entre os fenômenos da reflexão e da refração. Outras músicas também chamaram minha atenção, com destaque para os pagodes Força que entra, meu bem, sobre o campo elétrico, e Vou colocar objeto dentro e fora, diferenciando as imagens formadas por um objeto em cada espelho (côncavo ou convexo).

Tome mais gosto: curto, ainda, a marchinha Campo magnético, cujo refrão repetitivo cita três fórmulas para se calcular essa grandeza vetorial; o frevo Corpos aflitos; e um country espetacular, Vem lamber ferida. O que essa frase, afinal, tem a ver com a Física? "Vem lamber ferida" é uma frase criada a partir da fórmula para calcular a velocidade de onda, para que os estudantes, inclusive os vestibulandos, a memorizem constantemente. Refere-se à fórmula v = λf, onde v é a própria velocidade, λ (leia-se lambda, uma letra grega) o comprimento de onda e f a frequência. Portanto, o título não apresenta vestígios obscenos e imorais.

A faixa que termina com chave de ouro o disco é superdançante demais. É o Rap do vestibulando, com diversas rimas e uma letra que descreve os duros desafios enfrentados por qualquer concorrente a uma vaga na universidade. Segundo Pachecão, "é só acreditar que no fim do ano tem... APROVAÇÃO!". Uma mensagem positiva para que toda a juventude pré-universitária brasileira estude bastante para vários exames e concursos da vida. O professor, que se transformou em celebridade nacional graças às participações em inúmeros programas de auditório, continua dando uma série de conselhos à galera antenada.

Notas na letra de Cinemática

(1) d = vt: Função horária do movimento uniforme (MU), ou seja, a distância (d) (ou espaço) é o resultado da multiplicação da velocidade (v) com o tempo (t).

(2) v = v0 + at: Função horária da velocidade no movimento uniformemente variado (Muv), sendo que a velocidade final (v) é resultado da soma da velocidade inicial (v0) com a multiplicação da aceleração (a) com o tempo (t).

(3) d = v0t + at²/2: Função horária do espaço no Muv, que, para mim, é uma complicada salada mista. Trata-se da multiplicação da velocidade inicial (v0) com o tempo (t), somada com a metade da multiplicação da aceleração (a) com o quadrado do tempo (t²).

(4) a: Aceleração.

(5) g: Aceleração da gravidade, usada apenas em queda livre e em lançamentos vertical e horizontal, substituindo a aceleração.

(6) d: Distância ou espaço.

(7) h: Altura, usada apenas em queda livre e em lançamentos vertical e horizontal, substituindo a distância.

(8) Torricelli: Refere-se a uma equação especial do Muv, criada pelo físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647), contemporâneo de Galileu. A equação de Torricelli é representada pela fórmula v² = v0² + 2ad, ou seja, o quadrado da velocidade final (v²) é igual ao quadrado da velocidade inicial (v0²) somado pelo dobro da multiplicação da aceleração (a) com a distância (d).

Marinha abre inscrições para o concurso

Já estão abertas, desde o último dia 12, as inscrições para o concurso da Marinha do Brasil. São 88 vagas para o cargo de primeiro-tenente, distribuídas em três áreas; e 142 para o cargo de segundo-tenente.

As vagas para primeiro-tenente são 60 para o Corpo de Engenheiros, 2 para o Quadro de Capelães Navais do Corpo Auxiliar, e 26 para o Quadro Técnico de Oficiais; e as para segundo-tenente são 142 para os Quadros Complementares. Todas as vagas são para estudantes do ensino superior e para indivíduos de ambos os sexos, exceto Capelães Navais, área exclusiva para o sexo masculino.

Os candidatos farão as provas nos dias 12 de junho (Engenheiros e Capelães Navais), 13 de junho (Engenheiros), 4 de julho (Oficiais e segundo-tenente para Quadros Complementares).

As inscrições serão realizadas no site da Diretoria de Ensino da Marinha e em postos até o dia 26. Para isso, é importante que os candidatos leiam atentamente o edital disponível no site da instituição.

Quanto ao ingresso ao cargo de primeiro-tenente para o Corpo de Saúde, com 91 vagas, os candidatos deverão acessar o endereço acima ou dirigir-se aos postos entre 27 de abril e 17 de maio, sendo que as provas serão aplicadas no dia 1º de agosto. A taxa de inscrição é de R$ 62,00 para todas as áreas.

sábado, 17 de abril de 2010

Sobre a nossa mesa

Sempre gosto dos melhores momentos que eu passo em família. São momentos agradáveis, nos quais tenho um prazer e uma vontade enorme de saborear uma comida especial que me dá água na boca! Quase todos os finais de semana, particularmente aos domingos, sempre nos reunimos em torno de uma mesa de madeira com tampo de mármore e revestida de uma toalha de plástico bege estampada, dentro da nossa casa, é claro. Nós quatro, eu, meu pai, minha mãe e meu irmão, antes de comer, agradecemos a Deus pelo alimento, um costume familiar.

Na mais bela mesa da sala, comemos as delícias que minha mãe sempre faz com amor, carinho e dedicação pela sua maravilhosa cozinha! Gosto de um suculento churrasquinho com carne de primeira, calabresa e frango, de um apetitoso frango assado, seja inteiro ou em cortes (peito ou coxas e sobrecoxas), de uma irresistível carne recheada com calabresa e bacon e de um temperado feijão dominical, preparado com muitas carnes que o deixam mais saboroso. As carnes do feijão, frequentemente, são as quatro básicas: costela, carne-de-sertão, calabresa e bacon.

Comidas especiais como essa não acontecem apenas em domingos. Nesta quinta-feira, devido à visita de minha tia, o cardápio incluía um feijão quase especial, dois tipos de carnes (chupa-molho e coxão mole) banhados num molho suculento, farofa de cenoura - acompanhamento-chefe dos encontros em família - e salada. Achei essa comida o máximo, e a repeti apenas uma vez. Minha mãe sempre é uma cozinheira de mão cheia, e faz, diariamente, mil maravilhas com tudo o que tem na despensa e na geladeira num certo momento.

Doces tentações fazem com que nossos momentos sejam muito aprazíveis durante as refeições que fazemos aqui em casa. Logo após o almoço e o jantar, comemos irresistíveis sobremesas, que deixam nosso paladar ainda mais forte e com o coração apertadíssimo... Admiro pudins, pavês, bombons, tortas geladas, cocadas e outras deliciosas tentações refrescantes que sempre estão sobre a nossa mesa.

Entre todas as opções nutritivas para a gente desfrutar, há o sabor cotidiano dos alimentos preparados por minha mãe, que se renova a cada dia. O sabor do amor, o sabor do carinho, o sabor da dedicação, o sabor caseiro, o sabor da mesa. É um gostinho de quero mais que faz das nossas refeições, além de ser uma delícia, uma maravilha, uma beleza, uma joia preciosa e uma divina gula. Mas não é pecado. É um amor.

Relembre Melão e os Camaleões cantando "Ela é uma delícia" em festival de 1985

Uma das músicas da fase eliminatória do Festival dos Festivais, realizado pela TV Globo em 1985, o rock Ela é uma delícia foi interpretado pelo cantor Melão, um mineiro radicado no Rio, acompanhado pelo grupo carioca de poetas Os Camaleões. Ela foi composta por Melão em parceria com o poeta Claufe Rodrigues, um dos integrantes do grupo. A letra descreve as qualidades que fazem da mulher das praias cariocas uma garota perfeita e inatingível. Além de Claufe, o jornalista Pedro Bial e Luiz Petry também faziam parte dos Camaleões, declamando os versos da canção.

Segundo o jornalista, compositor e escritor Nelson Motta, apresentador do festival, a canção é uma versão anos 80 da legendária Garota de Ipanema, de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, e foi apresentada durante a quarta eliminatória do Festival dos Festivais, no ginásio do Maracanãzinho, em outubro de 1985. Este evento, patrocinado pela empresa de petróleo Shell, teve como vencedora a jovem cantora matogrossense Tetê Espíndola, interpretando o lindo sucesso Escrito nas estrelas, de Arnaldo Black e Carlos Rennó, que se tornou um dos clássicos dos anos 80.


Confira a divertida letra da música Ela é uma delícia, de Melão e Claufe Rodrigues, e acompanhe-a ouvindo, abaixo, a apresentação no Festival dos Festivais. Repare que a banda que acompanhou o grupo Melão e os Camaleões usou Garota de Ipanema como música incidental instrumental em sax.



Ela tem curvas que Niemeyer não ousaria
Provocante passa a língua nos lábios lambuzados de chantilly
Os seios de sorvete são estrelas
Um mago míope ao vê-las pensou que fossem rubis
Sem falar naquela boquinha, a mais linda da terra
Que muitas vezes eu tive o prazer de desfrutar

Ela é uma delícia
Mais inteligente que a Márcia
Mais estimulante que a Lúcia
Mais ardente que a Patrícia

Mas é uma gata difícil, cheia de tiques nervosos
Dramas, ataques de risos
Não sabe o que diz, o que faz
Não sabe o que quer de nós dois

Todos os homens babam de prazer
Só de vê-la passear fazendo muxoxo na orla marítima
Quem será a próxima vítima da sua luxúria?
Quantos rapazes serão capazes de domar a sua fúria sexual?
Essa e outras perguntas vão pra estratosfera
Só mesmo um cara fera em astrologia vai decifrar

Ela é uma delícia
Mais inteligente que a Márcia
Mais estimulante que a Lúcia
Mais ardente que a Patrícia

Mas é uma gata difícil, cheia de tiques nervosos
Dramas, ataques de risos
Não sabe o que diz, o que faz
Não sabe o que quer de nós dois

Minhas mulheres são alinhadas como as cordas de uma guitarra
Juntas elas fazem uma orquestra dos diabos
O sax sopra sexo no cangote do maestro

Ela é a curva do meu destino
Ela tem olhos negros e fatais
Eu vou atrás do perigo antes que seja tarde demais!

Poesia não dá camisa
Mas o poeta quando tem uma musa não precisa de blusa
Vive de brisa

Ela é uma delícia
Mais inteligente que a Márcia
Mais estimulante que a Lúcia
Mais ardente que a Patrícia

Mas é uma gata difícil, cheia de tiques nervosos
Dramas, ataques de risos
Não sabe o que diz, o que faz
Não sabe o que quer de nós dois

Pulseiras do sexo são proibidas em escolas municipais do Rio

Regimento publicado no Diário Oficial do dia 15 confirma a proibição de adereços sexuais, bonés, celulares e quaisquer aparelhos eletrônicos portáteis em sala de aula

A secretária da Educação da cidade do Rio de Janeiro, Cláudia Costin, determinou, no dia 15, novas regras para as escolas municipais proibindo o uso de telefones celulares, bonés e adereços sexuais, as populares pulseiras. Essa proibição foi publicada no Diário Oficial do Município através do Regimento Escolar, uma resolução da Secretaria da Educação que estabelece uma série de regras que devem ser cumpridas por estudantes e professores.

Criadas na Inglaterra como uma brincadeira de mau gosto entre os jovens, as pulseiras do sexo, fabricadas em silicone, se espalharam por todo o mundo, inclusive no Brasil, onde viraram febre entre crianças e adolescentes. Elas são usadas num tipo perigoso de jogo sexual, cujas cores têm um respectivo significado íntimo, que vai de simples abraços a atos eróticos.

O Regimento Escolar, além da interdição dos adereços que expressem insinuações sexuais, também proíbe a utilização de bonés, telefones celulares e quaisquer aparelhos eletrônicos portáteis em sala de aula nas escolas da rede municipal do Rio. O estudante que não cumprir o decreto poderá ter o objeto recolhido por até dois dias.

A proibição do uso das pulseiras do sexo surgiu como uma reação ao caso ocorrido na cidade de Londrina, no norte do Paraná, em 15 de março, quando uma adolescente de 13 anos foi estuprada devido, provavelmente, ao uso dos adereços. Com a adoção da capital fluminense, agora são 6 cidades brasileiras que estão proibindo as pulseiras.

Serra mantém a liderança na corrida presidencial

Pesquisa Datafolha divulgada hoje mostra que o pré-candidato do PSDB continua na frente de Dilma, enquanto Marina Silva "atropela" Ciro Gomes pela primeira vez nas intenções de voto

Com informações da Agência Estado e da Folha Online

A pesquisa do Instituto Datafolha para a sucessão presidencial de outubro, divulgada na madrugada de hoje, mostra que o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB), pré-candidato do partido, permanece na liderança, com 38% das intenções de voto. A seguir, vem a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 28%, a ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (PV-AC), com 10%, e o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE), com 9%.

Do total de 2,6 mil eleitores entrevistados entre os dias 15 e 16, 7% disseram que votarão em branco ou nulo e 8% estão indecisos. Este levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na pesquisa anterior do Datafolha, divulgada no final de março, Serra tinha 36%; Dilma, 27%; Ciro, 11% e Marina, 8%. Nesta pesquisa, Marina está à frente de Ciro pela primeira vez nas intenções de voto, apesar de os dois pré-candidatos estarem tecnicamente empatados.

Também foi apresentado, na pesquisa, um possível cenário sem a presença de Ciro Gomes, em duas simulações. Para o primeiro turno, Serra amplia vantagem sobre Dilma por 42% contra 30%, e Marina fica com 12%. Numa simulação de segundo turno, entre Dilma e Serra, o pré-candidato tucano lidera com 50% das intenções de voto e a petista aparece com 40%. A pesquisa anterior mostrava que o ex-governador de São Paulo tinha a preferência de 48% do eleitorado, e Dilma, 39%.

O pré-candidato que registra o maior índice de rejeição entre os quatro presidenciáveis citados na pesquisa do Datafolha é Ciro Gomes, com 27%. Serra e Dilma vêm em seguida, com 24%, e Marina, com 10%. O levantamento divulgado hoje é o primeiro após o lançamento da candidatura de Serra, ocorrido no sábado passado.

Além disso, a pesquisa também avaliou o índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A aprovação do governo federal ficou em 73%, correspondendo a ótimo ou bom, tendo queda de três pontos percentuais em relação ao mês anterior. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 8.383/2010.

Parlamentares elogiam e criticam desempenho

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), disse hoje que Serra tem possibilidades de ampliar a vantagem sobre Dilma, candidata indicada por Lula. "O governador (Serra), com o tempo disponível de candidato e as visitas que vai fazer, terá espaço para crescer", afirmou Agripino, confiante no crescimento do pré-candidato tucano na última pesquisa. Agripino também disse que Dilma, ao chegar ao limite da pesquisa, está ancorada à máquina governamental.

Por outro lado, o deputado Henrique Fontana (PT-RS), ex-líder do governo na Câmara, afirmou que o resultado não altera o rumo da candidatura do seu partido à Presidência. "Temos um sinal claro que a maioria quer a continuidade", disse o deputado. Ele ainda criticou a diferença entre os resultados realizados pelo Datafolha e por outros institutos. "Está acontecendo um problema grande com os institutos de pesquisa. Um dá empate e outro dá dez pontos de diferença, em períodos semelhantes de consulta?", questionou Fontana, referindo-se sobre a pesquisa divulgada na terça-feira passada pelo instituto Sensus, na qual Serra e Dilma estão praticamente empatados, com 33% e 32%, respectivamente.

sábado, 10 de abril de 2010

(De) coração


Dentro de qualquer casa
há tantas relíquias
que a enfeitam e a revitalizam.
 
Tudo isso serve
como memórias
para serem bem cuidadas e amadas.

Repórter da TV Bahia faz aniversário hoje

Aproveito esta grande oportunidade para parabenizar, hoje, o aniversário de uma das mais experientes, respeitadas e capacitadas jornalistas do Brasil, que está completando mais um ano de vida. Estou falando de Raquel Porto Alegre, repórter da TV Bahia e minha professora de Radiojornalismo do Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Diariamente, ela escreve e lê textos, tanto em reportagens gravadas quanto ao vivo, com a finalidade de registrar os principais fatos que estão ocorrendo em Salvador e na região metropolitana.

Gaúcha de Santa Maria, Raquel Porto Alegre dos Santos, que hoje completa 35 anos, tem larga experiência nos jornalismos radiofônico e televisivo. Passou pela extinta TV Manchete em Brasília, pela rádio CBN e por outras emissoras. Atualmente, ela integra o quadro de repórteres da TV Bahia, que retransmite a programação da Rede Globo em 200 municípios do estado. Raquel é, sem dúvida, uma das profissionais mais qualificadas do seu ramo de trabalho, e continua sendo sempre minha amiga de faculdade.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Eu e os temporais matutinos

Acordei hoje, uma quinta-feira escura e acinzentada, surpreso, e tive uma impressionante sensação de que o dia amanheceu fortemente chuvoso aqui na minha querida cidade de Salvador. Essa súbita mudança no tempo ocorreu a partir da tarde de ontem, quando alguns raios caíram timidamente sobre ela. Naquele dia, pensava que essa fraca "tempestade" atingiria alguns aparelhos eletroeletrônicos instalados na minha casa, principalmente o meu notebook - que é adaptável à eletricidade por ser um computador portátil - e a televisão. Mas, felizmente, não aconteceu.

Depois de me levantar da minha cama sonhadora, situada no meu bendito recanto particular de descanso, que é o meu quarto azul-celeste, tive uma surpreendente sensação de que realmente voltou a chover com forte intensidade. Até a cozinha ficou parcialmente alagada, chegando a molhar o tapete. Com essa nova onda de temporais que está atingindo o litoral baiano, o tapete da cozinha passou a proteger a porta do fundo, que dá acesso à área de serviço, de novos alagamentos.

Apesar de todos esses obstáculos, segui, tranquilamente, minha rotina matinal: escovei os dentes, tomei um agradável banho frio... e preparei um delicioso café da manhã que me dá muita força e energia para, em seguida, ir à Unijorge, onde curso o 3º Semestre de Jornalismo. Para atingir esse objetivo, caminho, com muita energia mesmo e sem cansar, o trecho da longa Estrada do Curralinho, na Boca do Rio (sentido Imbuí), e espero o micro-ônibus que faz a linha Trobogy/Vale dos Rios.

Esperei o micro-ônibus parar no ponto e, depois, andei pela passarela que dá acesso ao centro universitário. Quando cheguei aqui, há umas 7 horas da manhã, percebi que está completamente escuro devido à falta de energia elétrica na região da Avenida Paralela causada pela nova avalanche pluvial que invadiu à cidade ao amanhecer. É mesmo: nos primeiros minutos em que estou aqui no prédio 2 da Unijorge, houve um blecaute generalizado, do nível 1 (o andar térreo) ao nível 5. Dá para imaginar uma universidade, como a Unijorge, sem luz?

Claro que sim: é possível observar, temporariamente, a falta de luz elétrica em ambientes educacionais, incluindo faculdades e universidades, em particular nos períodos chuvosos. A luz é essencial para que todos os estudantes se aprofundem nos conteúdos que tem mais afinidade com os cursos que eles fazem. Sem a luz, não há os principais objetivos da educação, que são o conhecimento e a sabedoria.

Quando nós, estudantes de Jornalismo, estávamos esperando a aula começar, a luz, então, voltou a iluminar todo este ambiente acadêmico. Estávamos esperando a professora Fernanda Mauricio, que ensina a razoavelmente difícil disciplina Teorias da Comunicação, chegar na sala 4027, onde funciona a nossa turma, a B. Entretanto, a professora que chegou primeiro foi Márcia Guena, de Prática de Reportagem, que nos avisou sobre o adiamento da entrega das pautas recorrigidas sobre os bairros de Salvador. O motivo disso, segundo Márcia, uma jornalista competente e imparcial, é uma aula especial sobre as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para a elaboração e organização das pautas.

Logo Fernanda, uma brilhante e excelente mestra, chegou à sala 4027 e, surpresa, observou que o chão estava parcialmente ilhado, portanto era impossível dar aula lá com essas condições. Minha colega Mayra Lopes, uma garota alta e sorridente que sempre vai à Unijorge usando óculos de armação grossa, nos deu até uma previsão bem-humorada para o dia seguinte: "Amanhã, todo mundo de biquíni até à faculdade!" Devido ao alagamento do chão de algumas salas, inclusive a nossa, 4027, transferimo-nos para uma outra à sua frente, a 4024, mas apresentando o mesmo problema. A professora Fernanda, no entanto, estava na sala 4026 para nos esperar.

Já com a professora na sala 4026, ao lado da nossa, fomos diretamente, mas só que excepcionalmente, a ela, que por pouco não foi atingida pelo temporal. Ela estava prosseguindo, normalmente, o fio da meada, com um novo assunto a ser estudado, que é até facílimo de se compreender. Trata-se da dominação cultural pelos padrões estrangeiros, muito interessante! Esse conteúdo, de natureza antropológica, que Fernanda Mauricio está nos ministrando é de fundamental importância para a formação de uma nova geração de jornalistas, como eu.

Enquanto isso, nos corredores do prédio 2 da Unijorge, inclusive no nível 4, está pingando bastante, dando origem a pocinhas flutuantes sobre o frigidíssimo piso de concreto. Tudo isso me deixa preocupante em consequência do mau tempo aqui em Salvador e também em toda a faixa litorânea da Bahia. O temporal de outono que está ocorrendo agora no litoral baiano começou logo de madrugada, através da mesma frente fria que inundou o Rio de Janeiro há dois dias. As enchentes naquele estado tornaram-se notícia nacional de destaque devido aos impactos que as chuvas trazem nas zonas urbanas.

Estou estudando bastante, lá em casa, para a prova que será aplicada amanhã, de Ateliê de Fotojornalismo, disciplina ministrada pelo experiente fotógrafo Cláudio Colavolpe. Desde ontem, já estou me aprofundando nos conteúdos que ele e Bruno Pataro, que a ensinava no semestre passado, deram em sala de aula. São assuntos mais complexos quanto este dia de muita chuva para que eu possa entendê-los da melhor forma possível. Hoje é um dia apertadíssimo para mim, porque eu, assim como todos os soteropolitanos, estou enfrentando as complicações geradas pelas chuvas que caíram intensamente sobre a nossa cidade.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Entenda os dois lados da Páscoa

Muita gente não tem consciência de que um dos dias mais comemorados pelos cristãos ao redor do mundo não simboliza a ressurreição do Senhor. Sabe por quê? Devido à alienação e à manipulação do povo pela publicidade, a Páscoa está cada vez mais ligada, fortemente, ao comércio. Todos os anos, é a mesma coisa, que se repete com frequência em tudo o que é lugar, principalmente, é claro, no setor terciário da economia, que são o comércio e os serviços. O objetivo da Páscoa para os empresários desse setor é o seu lucro.

Por que eles não compreendem o significado real da Páscoa??? Em razão dos dois símbolos tradicionais, usados para fins comerciais: o ovo e o coelhinho. Esses símbolos servem para que os empresários do comércio se lucrem bastante, estimulando a constante compra, pelos próprios clientes, dos ovos de chocolate e de outros produtos fabricados à base dessa deliciosa tentação obtida através do cacau. A família, ao invés de celebrar a ressurreição de Jesus, que foi crucificado numa sexta-feira, só pensa em comer chocolate num domingo, palavra derivada do latim Dominicus dies, dia do Senhor.

Pensar numa coisa que não tem nada a ver com o sentido original de uma data comemorativa é o mesmo que não refletir profundamente sobre o mesmo. É como ser manipulado por uma única ideia durante todo o tempo. A perda de sentido das datas cristãs são um lúcido exemplo dessa alienação difundida pelas propagandas, que têm como resposta o crescente consumo de produtos por elas anunciados e difundidos. No entanto, existem famílias que de fato comemoram o nascimento, a morte e a ressurreição de Cristo refletindo a sua palavra e reconstituindo os episódios da sua vida.

Em relação aos principais episódios em que Jesus participou, que são reproduzidos simbolicamente pelos familiares, estão a sua Última Ceia realizada pouco antes de ele ser crucificado, composta pelo pão e pelo vinho, que representam, respectivamente, o Corpo e o Sangue Santos. Também houve a traição de Jesus por seu inimigo Judas Iscariote durante o Sábado de Aleluia, que é reconstituído, até hoje, por várias crianças, pela queima do traidor.

Comparando-se ao Natal, a Páscoa é uma data que nos estimula a refletir o renascimento espiritual de Jesus Cristo, dois dias após ser morto numa cruz em, que, acima, aparece a sigla INRI, da expressão latina Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum (Jesus Nazareno, Rei dos Judeus). Jesus morreu fisicamente, mas continua, espiritualmente, vivo e presente entre nós, através dos seus ensinamentos contidos nas Escrituras Sagradas. Ele é a verdadeira solução para todos os problemas e obstáculos que nos afetam e nos incomodam.

Será que os ensinamentos cristãos se perderam rapidamente devido à difusão expansiva dos produtos e dos símbolos cuja semântica não se assemelha à importante e magnífica trajetória do Senhor? Claro que sim... A criançada brincalhona que adora os coelhinhos pode não entender que a Páscoa é uma data totalmente cristã. Tudo isso nos leva à sua perda identitária e ideológica, abolindo por completo o seu simples e precioso sentido, que é, justamente, a ressurreição do Filho de Deus.