domingo, 29 de novembro de 2009

Triste rotina nacional

27 de maio de 2008

A maioria da população brasileira não está conseguindo uma boa profissão para ingressar no mercado de trabalho e para obter melhores condições de vida. Esse triste fenômeno socioeconômico que milhões de brasileiros estão enfrentando todos os dias é denominado desemprego, um dos nossos problemas que ainda estão longe de serem resolvidos, assim como a violência e a fome.

O desemprego se caracteriza pela ausência de uma determinada profissão para que um indivíduo exerça e é um problema que ocorre principalmente nas grandes cidades, onde as oportunidades de trabalho são maiores. Entretanto, as vagas para exercer uma atividade profissional são limitadas. Muitos desempregados vivem em comunidades de classe baixa e média baixa e não recebem salários pela falta ou perda de trabalho.

Entre as causas responsáveis pelo aumento do desemprego no país estão a falta de qualificação profissional; a automação, inclusive com a robotização nas indústrias; e a contratação de trabalhadores temporários por empresas terceirizadas. A cidade brasileira que possui altas taxas de desemprego é Salvador, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre as principais regiões metropolitanas.

Apesar de ser considerado um problema complexo, o desemprego pode ser controlado pelos cursos de qualificação profissional, concursos públicos e cursos universitários que preparam o estudante para o ingresso no mercado de trabalho nas mais diversas áreas. Todos os brasileiros devem trabalhar para terem uma vida justa, feliz e solidária.

sábado, 28 de novembro de 2009

Os prós e os contras do homossexualismo no Brasil

20 de agosto de 2008

O homossexualismo, no Brasil, sempre foi discutido de forma controversa. Aqueles que lhe são favoráveis o consideram como uma prática livre de preconceitos, enquanto outros são contrários. Independentemente de quaisquer divergências, o mundo do arco-íris continua crescendo num país onde existem culturas e etnias diferentes.

Vários grupos sociais que defendem a prática homossexual realizam as chamadas Paradas do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) nos grandes centros urbanos brasileiros. Essa espécie de "carnaval gay" tem como objetivos protestar contra a homofobia* e lutar pelos direitos dos homossexuais, demonstrando a sua força e alegria com muita diversão, prazer e liberdade.

Apesar de existirem conflitos, esse tipo de relacionamento faz parte do cotidiano da nossa sociedade. Todas as pessoas que vivem neste país de enorme diversidade sociocultural, incluindo os homossexuais, devem ser respeitados, convivendo em harmonia e sem preconceitos.

*Aversão a indivíduos do mesmo gênero que se relacionam sexualmente. Os indivíduos do sexo masculino que a pratica são denominados gays, e os do feminino, lésbicas.

A dura batalha de cada dia

O trabalho faz acabar com o vício
De ser somente um homem pobre
Seu salário, mesmo que difícil,
Faz com que ele aos poucos se torne
Um rico proprietário de edifícios
Cada vez maiores e nobres

Juntando tijolos de dinheiro
Ele materializa ideias com felicidade
Assim como um bom brasileiro,
Tem que mostrar toda a sua vontade
No coração de sangue guerreiro
Batalhando nas ruas e vias das cidades

Dos milionários patrões
À mais humilde massa operária
Que multiplica nossos pães
Profícuos produtos da luta diária
Juntos seremos irmãos
No apoio às reformas urbana e agrária

Para os desabrigados
Mais desenvolvimento social
Para os desprotegidos
Que enfrentam a miséria social

Para os desempregados
Imediato apoio governamental
Para os desassistidos
Que saem da linha de pobreza regional

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma viagem ao mundo digital

19 de outubro de 2009

Eu estava muito curioso para observar, pela primeira vez, as moderníssimas instalações de uma grande emissora de rádio e televisão graças a um funcionário da empresa, que é meu professor da matéria que mais admiro. O nome dele é Marcus Sampaio, de Produção em Rádio, TV e Cinema, disciplina mais conhecida pela sigla RTVC. Foi a convite dele que eu e mais 17 colegas meus "viajaram" à TV Bahia, conhecendo melhor seus equipamentos e seus profissionais.

Os setores operacionais da maior emissora de TV do estado, além de possuírem equipamentos de última geração, parecem uma nave espacial (podem acreditar!), com várias telinhas e telões 100% digitais. Tudo isso me lembra filmes de ficção científica ou uma encantada viagem ao espaço... Fiquei realmente impressionado pelas multicoloridas ilhas (são ilhas mesmo?) de edição e por um tal de CPJ (não sei o que isso significa), departamento responsável por colocar as imagens dos programas no ar.

Dentro dessa "fábrica de sonhos" da gente baiana, convivíamos com um seleto time de jornalistas das mais diversas editorias. Os que eu gostei foram Georgina Maynart, Patrícia Nobre, Fernando Sodake, Matheus Carvalho, Patrícia Abreu e Jorge Allan. Tenho bastante admiração por eles devido a seu importante trabalho na telinha. Andamos toda hora pelos corredores para conhecer muita gente que ajuda a fazer da TV Bahia uma das maiores emissoras de TV do Norte/Nordeste.

Minha aventura eletrônica foi bem-sucedida, interessante e de importância significativa para todos aqueles que estiveram presentes. Reparei que por lá era totalmente contemporâneo mesmo. Até a maior parte dos jornalistas combinam juventude com a mais famosa experiência! Que tal uma aula bem divertida de RTVC na TV Bahia? Seria uma ótima alternativa para aprofundar os conhecimentos numa disciplina que, apesar de ser complexa, é prazerosa demais.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Protegido contra incêndio


Minha vida é uma porta corta-fogo para exorcizar e espantar todas as maldades.

Com isso, minha razão e minha emoção já estão totalmente livres.

Já me livrei dos infinitos incêndios que há tempos incomodaram meu dia a dia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mais barato e popular

Programas sensacionalistas, que geralmente são destinados às classes mais populares, servem para chamar a atenção das mesmas através das imagens chocantes de algum episódio que acontece em qualquer lugar. O sensacionalismo mais comum na mídia é o barato, também conhecido como popularesco ou grotesco, e é encontrado em programas de TV, como Que Venha o Povo, Se liga Bocão e Na Mira. Ele se caracteriza pela constante divulgação da miséria, da pobreza e das ondas de violência.

Já que existe, na mídia, o sensacionalismo barato, será que há o sensacionalismo caro? Para mim, essa modalidade existe na telinha, e é utilizada em atrações do tipo Brasil Urgente, de José Luiz Datena, e Márcia, ambas exibidas na Band, e Casos de família, apresentado por Claudete Troiano no SBT.

Alguém pode me perguntar por que o sensacionalismo é chamado de barato? O sensacionalismo é barato por causa do preço que as emissoras de TV cobram para exibir seus programas? Ou da qualidade das suas imagens que a televisão capta para os telespectadores? Nada disso...

É a forma como os jornalistas se referem ao detalhamento de um fato ocorrido não só nas metrópoles, onde ocorre a maioria dos crimes, mas também em outras cidades e até no campo. Geralmente, os apresentadores e repórteres mostram às massas cenas aterrorizantes que as deixam apavoradas. O papel do sensacionalismo é, principalmente, isso.

O mais radical dos programas sensacionalistas aqui na Bahia é o Na Mira, comandado pelo jornalista Uziel Bueno de segunda a sexta, na TV Aratu. É também o mais barato. Todos os dias, Uziel, vestido de policial e com seu vozeirão ativo, alerta o crescente avanço da violência no estado através das notícias que ele anuncia corajosamente.

Para distinguir a realidade da fantasia na nossa televisão, Uziel repete, em seu programa, os bordões que viraram febre entre o povo baiano: "Aqui não é TV da Xuxa, aqui não é Disneylândia", "O sistema é bruto, meu amigo, para qualquer um". Há, também, a frase dita por um sujeito oculto, a Coisa, cujo rosto não quer mostrar, tornando-o irreconhecível do público: "Socorro, meu Deus, eu não quero morrer!". É com essa frase que o povo enfrenta o medo e o perigo que o assombra.

Algumas emissoras usam o sensacionalismo para complementar sua grade de programação, aproximando-o das classes C, D e E. Na Bahia, as TVs Aratu e Itapoan, tradicionalmente populistas, o utilizam com frequência. O lado populista é o verdadeiro (e polêmico) retrato da sociedade divulgado através dos programas de televisão, que exibem a realidade nua e crua.

Numa sociedade onde a educação não é tratada como prioridade fundamental, a exploração, a investigação e a valorização das desigualdades sociais servem para provocar, cotidianamente, os impactos que elas trazem aos telespectadores. Portanto, as reportagens sobre os perigos que invadem a sociedade são feitas para conseguir audiência.

Trabalho infantil no Brasil

18 de maio de 2008

Um dos principais e mais alarmantes problemas que existem no Brasil, o trabalho infantil é explorado por crianças e adolescentes até os 16 anos de idade, exceto na condição de aprendiz. Essa triste situação é realizada tanto na zona rural, onde acontece a maioria dos casos, quanto na zona urbana e faz acabar com a esperança de milhões de crianças em nosso país.

De modo geral, o trabalho infantil é escravo, pois os menores de idade que o praticam não possuem jornada de trabalho, férias e salários remunerados e direito à liberdade, dentre outras conquistas. Muitas crianças abandonam as escolas para ajudar no sustento das suas famílias, exercendo cargos sem qualificação profissional, como vendedor ambulante, catador de lixo, lavador de carros, empregada doméstica, ajudante de pedreiro e diversas atividades no meio rural.

Além disso, há várias atividades muito perigosas praticadas por crianças, como a manipulação de produtos químicos, a prostituição infantil, o tráfico de armas e de drogas e a extração de carvão, principalmente em carvoarias ilegais. A região brasileira que possui o maior número de crianças e adolescentes economicamente ativos é o Nordeste, onde a renda familiar é distribuída de forma desigual, contribuindo para o aumento do trabalho infantil naquela região.

Ainda é possível combater esse quadro preocupante, adotando políticas públicas de educação básica, para que as crianças e os adolescentes de todo o Brasil tenham uma boa qualidade de vida e um futuro cada vez melhor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Em tudo, existe o amor

Quem disse que o amor não existe? Ele existe sim, segundo aqueles que, convictamente, acreditam em Cristo, que é o Nosso Senhor. Deus é sinônimo de puro amor, harmonia e felicidade, com certeza. Ele é a nossa maior estrela, cujo brilho profundo lembra o amor, a paz, a esperança, a glória, a união e a vitória. Quem acredita firmemente nEle, há amor em todo o mundo.

O amor foi criado pelo Senhor com um cuidado impressionante! Homem e mulher, fortemente unidos, se encontram em perfeita comunhão com o maior sentimento da face da Terra. Vivendo num paraíso cercado de natureza que o Criador nos deu, como Adão e Eva, os homens e as mulheres, atualmente, devem manter o amor, a paz e a amizade em seu coração.

Veja, a seguir, o outro lado da vida, que é o lado obscuro, da vida fácil, dos pecados, das drogas. Um lugar onde impera a violência e o medo. A face mais fácil da humanidade. É o lado onde, em consequência, não há amor.

Muitos rebeldes disseram que o amor é inexistente, como Cazuza, em uma de suas músicas de sucesso, O nosso amor a gente inventa (Estória romântica), lançada em 1987. Segundo a letra, o amor é uma "mentira" e "poesia de cego". Para Cazuza, o que para nós deve ser um sentimento supremo é uma coisa que nunca existiu. Problema do cantor. Um dos maiores heróis da geração 80 do rock brazuca viveu à beira do abismo, ou seja, no fundo do poço. Ele era um marginal e um rebelde.

Assim como os outros rebeldes de seu tempo, Cazuza era ateu e, portanto, não acreditava no amor. Sofria de uma enorme crise existencial que, anos depois, foi morto por uma doença sexualmente transmissível que não tem cura: a Aids. Várias músicas de um dos nossos grandes poetas roqueiros, como O nosso amor..., continuam sendo relembradas por seus amigos, fãs e admiradores.

Não vamos seguir o lado ruim da nossa preciosa vida. Vamos seguir o caminho mais difícil que Deus nos deu com toda a glória. O caminho do amor, o caminho certo, uma estrada longa onde percorreremos por longos anos. Parada obrigatória para nossa eternidade... É nessa estrada infinita onde conseguimos, com enorme trabalho e sacrifício, uma vida desejada.

Esperamos que o amor seja o carro-chefe de todas as decisões do cotidiano. Para isso, devemos, em primeiro lugar, amar a Deus e, em seguida, amar ao próximo. Jesus Cristo pregou, com maestria, esse maravilhoso princípio que deve ser seguido a todos os seus discípulos nos quatro cantos do mundo, inclusive nas regiões onde há conflitos.


Todas as pessoas devem amar uns aos outros, que é o primeiro mandamento divino. Amar de verdade é um belo presente que se mantém por toda a jornada de vida. A base para se construir uma vida melhor é o amor que, afinal, sempre existiu.

O mundo negro está mais perto das escolas

A História da África, disciplina instituída pela Lei 10.639, ajuda os alunos da rede pública a se aprofundarem na construção da identidade negra brasileira

Muitas escolas estaduais e municipais ainda não se adaptaram à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura da África, de acordo com a Lei 10.639, apesar de ela ter entrado em vigor há seis anos. O problema está na qualificação e na capacitação de professores para lecionar a matéria no Ensino Fundamental e Médio. Portanto, o número de docentes que a ensinam é insuficiente. A população brasileira, por sua vez, sofre as consequências do preconceito racial, sendo influenciada por traços culturais eurocêntricos, não valorizando suas características étnicas.

O documento, que alterava a Lei de Diretrizes e Bases, foi sancionado no dia 9 de janeiro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo da inclusão da disciplina no currículo escolar é transmitir aos alunos, independentemente de raça ou etnia, conhecimentos importantes sobre a África e reflexões sobre a contribuição dos negros na sociedade, cultura, política e economia brasileiras.

“Estudar História da África é importante para que as crianças, jovens e adultos tenham noção de suas origens, e que possam compreender que os negros africanos fazem parte da formação do povo brasileiro, tanto quanto os indígenas e europeus”, diz a professora Cátia Cilene dos Santos, das escolas municipais Úrsula Catarino e São Braz, ambas situadas no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário.

Salvador é a maior cidade negra fora do continente africano, perdendo apenas, no mundo, para Lagos, na Nigéria. Os estudos de História e Cultura da África foram introduzidos na rede municipal de ensino da capital baiana em 2005, dois anos após a aprovação da Lei 10.639, na primeira gestão do prefeito João Henrique, tendo como secretária de Educação a vereadora Olívia Santana (PC do B), uma das defensoras dos direitos dos afrodescendentes.

De acordo com Cátia Cilene, o ensino e o aprendizado da disciplina “ajudam bastante a combater o racismo, pois a partir do momento que o aluno se reconhece dentro de um universo onde antes ele não se enxergava, ele passa também a perceber quando está sendo discriminado, e assim pode se defender.”

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Complic-ação

Nesta semana, estou enfrentando muitas dificuldades que me deixam completamente atarefado e também cansado, tanto aqui na faculdade quanto lá em casa. Ainda tenho que estudar para as provas que acontecerão nos dias seguintes e fazer atividades pendentes. Um "sufoco" para qualquer universitário...

Ontem, uma crise de rinite alérgica, que voltou no domingo, também me deixou com dor de cabeça, ou a tão falada enxaqueca. Para combater esse sintoma crônico, estou substituindo a vitamina de Neston que sempre faço (ou achocolatados) por uma bebida enriquecida com vitamina C: suco de acerola com laranja. São frutas que combinam perfeitamente, contribuindo para o fortalecimento do sistema imunológico e para meu revigoramento físico e psicológico, é lógico?

Gritos infinitos de alunos de vários cursos daqui da Unijorge quase me assustaram, pois um insuportável barulho me causou um impacto fortíssimo. Será que foi torcida na quadra de esportes? Ou confusão? Não sei, mas acho que é pura confusão e desorganização. Falando nisso, estava procurando algum espaço livre para eu passar dentro daquela multidão. E consegui transitar por isso!

Quero voltar minha vida normal me divertindo, relaxando, estudando e fazendo meus trabalhos diariamente para me aliviar esse "sufoco" interno. Não é crise de idade, nem de juventude, nem de autoridade, nem de identidade. É crise individual, pessoal e intransferível.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Falta de rumo no Congresso

Nós, brasileiros de caráter, de honra e de valor, estamos neste momento insatisfeitos com o vírus que incomoda a cada dia o grande centro das decisões de um país que é, ao mesmo tempo, economicamente desenvolvido e socialmente subdesenvolvido. Muita gente, no entanto, esquece que o Brasil está sofrendo de escândalos e de denúncias que não têm nada a ver com os interesses da população. De onde vem tanta falta de ética nesta pátria tão amada e idolatrada?

O nome do vírus que às vezes interfere no cotidiano do Congresso Nacional, em especial no Senado Federal, é a corrupção. Esta é a palavra-chave que melhor define a outra face do universo político brasileiro. Injustiça, desrespeito, impunidade, ausência de bom caráter! É, realmente, um veneno fatal que, por sua vez, acaba com as gloriosas carreiras políticas dos parlamentares que foram eleitos por uma massa que, em grande parte, é carente.

Prestem o máximo de atenção: o atual presidente do Congresso é José Sarney (PMDB) que, embora maranhense, foi eleito pelo estado do Amapá. Por quê? Acho muito estranho o fato de ele, que havia sido deputado federal (1959-1966), governador (1966-1970) e senador (1971-1985) pelo Maranhão, ser eleito senador por outro estado, que é o Amapá. Alguém imaginou Sarney senador por esse estado da Amazônia? É inacreditável, mas isso existe...

Pela terceira vez no comando da Casa, Sarney nomeou parentes e amigos (de confiança mesmo!) para ocupar cargos. A crise no Congresso faz com que a Casa de todos os brasileiros (teoricamente) seja um verdadeiro palco político, onde os parlamentares são protagonistas e o povo, lotando as galerias, é uma enorme plateia coadjuvante, prestigiada pelo sucesso das sessões plenárias. Alguns deputados e senadores fazem das suas performances em plenário um grandioso espetáculo, no qual eles não cumprem suas sempre repetidas promessas para melhorar a vida do Brasil.

O vírus da falta de transparência sempre esteve presente na história política do país. Recentemente, estávamos acostumados a conviver com diversos escândalos que transformaram o Brasil num país sem destino. Alguém se lembra de algum escândalo que marcou época? É com esses casos que os representantes das unidades federadas discutem somente para se distrair, e não para decidir os novos rumos de um país sem futuro.

Nosso Congresso Nacional ou Poder Legislativo, segundo poder constituído, sistema bicameral, é sediado num moderno e imponente edifício em Brasília projetado pelo brilhante arquiteto Oscar Niemeyer em forma de H (de homem, honra, honestidade, humanidade e harmonia, que seriam suas características verdadeiras). Seu maior objetivo (não tão praticamente) é a elaboração de leis, emendas constitucionais e medidas provisórias, que seriam fundamentais para a vida dos cidadãos brasileiros. Entretanto, a maioria dos parlamentares se esquece desse papel que é considerado de extrema importância...

Em tempos de democracia, o aparecimento de sucessivos episódios é mesmo uma indignação. Além disso, é fruto da falta de bom senso dos nossos políticos. A corrupção que invade o cenário político, social e econômico do Brasil, nossa querida mãe gentil, é como um vírus que infecta, destrói e aniquila muitos arquivos de computador. Com toda essa pedra no sapato, que está se acumulando de Norte a Sul do país, não há liberdade, cidadania, honestidade e transparência.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alerta urgente à pobreza

As desigualdades sociais e econômicas ainda persistem no Brasil, tornando-se um dos países do mundo com uma brutal, injusta e desequilibrada concentração de renda. Os pobres detêm grande parte dela, enquanto os ricos são donos de uma minoria reservada. Toda essa vida miserável é, de fato, consequência de uma educação básica deficitária. Com a finalidade de reduzir esse problema que os brasileiros estão sofrendo há muito tempo, investir no social é proposta de primeira necessidade.

Nossa renda é distribuída de maneira desigual, pois nossos governantes não estão trabalhando em benefício das camadas mais pobres. Grande parte da população brasileira vive em condições subumanas e com salários insuficientes para o sustento familiar. Entretanto, as classes alta e média alta têm as melhores condições de vida e os melhores salários, frutos da sua riqueza que vem crescendo a cada dia.

A maioria dos habitantes das comunidades carentes do Brasil, especialmente os suburbanos e os camponeses, apresentam altos (e preocupantes) índices de analfabetismo, desemprego, subemprego, desnutrição, trabalho e mortalidade infantis. Consequentemente, eles não têm acesso a vários serviços sociais de qualidade, que se restringem a uma pequena parcela, denominada elite, que exerce amplo domínio socioeconômico sobre o povo em geral. Entre esses serviços estão a educação, a saúde, o emprego, a moradia e a alimentação.

Para combater a fome, a miséria e a pobreza, os governos precisam investir maciçamente em programas assistencialistas em todas as regiões do Brasil. Com esses projetos urgentes, o povo brasileiro terá expectativas de vida melhores e um futuro mais promissor, mais justo, mais soberano e mais igual.

Mil Histórias enriquecem minha memória

Conteúdos de História Geral, do Brasil, da Bahia e de outros estados são imprescindíveis para a minha formação cultural, social e jornalística. Por isso, gosto de explorá-los e aprofundá-los pelas leituras e pelos documentários que me causam interesse ou curiosidade, viajando nas primorosas palavras dos textos e nas imagens de arquivo que os ilustram. Investigar e examinar o passado através do presente me deixa muito satisfeito com a visita de acervos pessoais ou virtuais.

Tenho, à minha disposição, infinitas fontes de consulta, para manter minha memória em dia. Entrando numa biblioteca, seja pública ou particular, pesquiso imediatamente todos os assuntos que já estão na minha imaginação, dependendo do tempo. Os que eu tenho mais afinidade são aqueles ligados à História. Com a abertura de cada publicação específica dessa área, percebo que as coisas mudaram bastante em relação ao que já passou, como a tecnologia, a gramática, os hábitos de um povo e o regime de governo.

Nas bibliotecas que eu visito regularmente, o colorido dos livros, enciclopédias e revistas me encanta, parecendo um mosaico artístico. É um verdadeiro mosaico que, além de ser visual pelas capas e ilustrações internas, reúne infinitos pensamentos e sentimentos que os escritores emitem para os leitores. São esses competentes profissionais que mudam sempre o rumo da História usando os experimentos vivenciados por eles ao longo de gerações.

Meu fascínio pelas Ciências Humanas, sem dúvida, é inegável, pois leio e releio os principais episódios que ajudaram a construir as sociedades e as culturas.

Escritas pelos estudiosos da área e cuidadosamente revisadas, as linhas que descrevem a origem de uma nação, de um estado, de uma cidade ou de um povo me auxiliam na reflexão crítica e humanística de um determinado fato. Assim como todas as outras partes do conhecimento, a História apresenta, às vezes, falhas cometidas pelos próprios pesquisadores. Não existe, portanto, nenhuma perfeição nessa importante Ciência. São, apenas, pequenos erros de interpretação.

As leituras de materiais históricos me fazem afirmar que eu sou um defensor convicto da preservação da memória e da cultura brasileiras. Elas, no entanto, são esquecidas pela maioria da nossa população. Por que será? Acho que a parcela mais pobre não possui níveis culturais suficientes. Difundir a História das sociedades deve ser um fator essencial não só para mim, mas também para milhões de pessoas que tomam conta deste lindo país chamado Brasil.

Ataque a FHC garantiu vitória de Jânio em 1985

As primeiras eleições diretas para prefeitos de capitais e demais cidades consideradas áreas de segurança nacional após a ditadura militar foram realizadas em 15 de novembro de 1985. Em São Paulo, o então senador Fernando Henrique Cardoso (PMDB), que estava liderando as pesquisas, acabou sendo derrotado por Jânio Quadros (PTB), último presidente eleito pelo voto direto antes do Golpe Militar de 1964, pelo qual ele foi cassado. Jânio havia sido prefeito da capital paulista nos anos 50 e voltou à Prefeitura graças aos constantes ataques feitos contra FHC, que em 1994 foi eleito presidente pelo PSDB, fundado por ele e outros dissidentes do PMDB em 1988.

No final da campanha, o então deputado federal Gastone Righi (PTB-SP), correligionário de Jânio, criticou veementemente seu principal adversário por irregularidades na propaganda e no uso indevido do dinheiro público na realização de showmícios para possibilitar a vitória do peemedebista nas urnas. Mas Jânio Quadros foi eleito o primeiro prefeito de São Paulo após 21 anos de ditadura. Assista o horário eleitoral a seguir, no qual aparece Gastone atacando FHC e defendendo a candidatura de Jânio. Vocês vão gostar do vídeo.



Quando Jânio tomou posse como prefeito da maior cidade do país, em 1º. de janeiro de 1986, ele pronunciou a seguinte frase: "Desinfeto porque nádegas indevidas se sentaram nela", referindo-se ao candidato derrotado. Portanto, Fernando Henrique, apoiado pelo então governador de São Paulo Franco Montoro e por Mário Covas, último prefeito biônico, que também ajudariam a fundar o PSDB, já havia sentado na cadeira de prefeito pouco antes da sua derrota, posando para a imprensa.

Meu querido MSN

23 de outubro de 2009

Quase todos os dias, uso o microcomputador, também conhecido por PC (não é sigla de homem, pois significa “computador pessoal”). Computador pessoal? É isso mesmo, o bom e popular computador, um conhecido nosso, com monitor de vídeo, caixas de som, impressora, teclado e um amiguinho muito querido da galera: o mouse, aquele “ratinho-objeto”.

Por que o mouse, apesar de ser rato, é um objeto? A resposta é simples, muito simples... É um objeto, com certeza, em forma de rato. Com ele, eu posso fazer um monte de maravilhas no meu computador, ou PC. Fico impressionado por um tal de mouse óptico, uma das versões do “ratinho-objeto”, por causa das luzes coloridas que por ali passam. Azul, verde, amarelo, vermelho, violeta... Quantas cores vibrantes...

Sento numa cadeira com almofada, ligo o estabilizador, a CPU (ou gabinete) e o monitor. Logo depois, aparece neste último uma tela azul, indicando que meu PC já está liberado para mim. Clico no meu nome de usuário, digito a senha e de repente uma musiquinha me avisa que já posso executar qualquer tarefa nessa máquina eletrônica mais divertida do planeta.

Após efetuar por completo a conexão à rede mundial de computadores, a tão famosa internet, em poucos segundos uma janela esverdeada do MSN ocupará toda a tela do monitor LCD, uma maravilha feita com cristal líquido e termoplásticos. Já com meu nome de usuário na memória do programa, digito apenas a senha e pronto! Estou pronto para conversar com meus amigos prediletos de diferentes tipos, tempos e espaços. Mas só que são virtuais!

No maior e melhor bate-papo da internet, a maioria dos meus amigos e familiares usam uma série de apelidos que eu acho muito engraçados. Bia Pimentinha, Filipe Karamello, Kika, May, Lazum, Tika... É por isso que o MSN é mais interativo, mais jovem e mais alegre! Gosto muito de conversar com meus amigos favoritos que estão dentro do meu círculo de amizades pessoais. Todas as vezes que adiciono novos amigos, meu círculo aumenta.

Usar o MSN é como conversar normalmente com pessoas comuns, não dependendo da sua condição social. Por suas “subjanelas”, é possível conhecer melhor meus amigos através não apenas dos diálogos, mas também das suas fotos, nas quais o indivíduo pode ser mostrado ou não.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sou boca-riense de coração

Vista panorâmica da Boca do Rio
(Foto: Hugo Gonçalves)

Vou dar um tempo agora para falar um pouco sobre o bairro soteropolitano onde eu tenho morada fixa há quase vinte anos: a Boca do Rio. É um lugar que, para mim, é aconchegante, calmo e agradável, me traz felicidade e tranquilidade e, portanto, me dá um prazer de viver melhor. Grande parte dos seus moradores leva uma vida simples, bonita, pacífica e cheia de muito orgulho e amor que eles carregam no coração. Além disso, ajuda a construir as histórias, os valores e as tradições da comunidade.

Quando nasci, há 21 anos, eu e meus pais, Celino e Jaciara, então recém-casados, morávamos no Nordeste de Amaralina, que, por sinal, era o bairro onde minha mãe foi criada. Aí, meu pai achou nos classificados de um jornal o anúncio referente à venda de um terreno na Boca do Rio onde nosso lar seria construído. Passei a morar nesse bairro com apenas um ano, chorando e engatinhando sob o chão sujo de cimento branco. Sinto-me, praticamente, um autêntico boca-riense, pois passei a maior parte da minha vida aqui mesmo.

Amontoados de residências por todos os cantos, entre casebres, casas, sobrados e edifícios, quase todos os logradouros são dotados de infraestrutura básica. Da laje ou da varanda da minha casa, vejo um panorama exuberante de parte do meu bairro e adjacências. Assim, é possível observar os edifícios coloridos do Imbuí, do Stiep e de Armação; o ultracontemporâneo Centro de Convenções, com suas estruturas metálicas futurísticas; e as grandiosas caixas-d'água circulares da Embasa. Os montanhosos areais e o Oceano Atlântico das praias da orla marítima da minha querida Salvador complementam nosso pedaço de paraíso.

Um monte de estabelecimentos comerciais me deixa realmente impressionado pelo intenso movimento dos habitantes do local, particularmente no fim de linha. Essa região parece mais o centro da cidade, pois reúne mercados, lojas, restaurantes, bares, oficinas e camelódromos isolados, onde os ambulantes vendem mercadorias a preços populares. Apesar de suas diversidades, o comércio da Boca do Rio é um dos melhores da capital baiana.

Sendo orgulhosos moradores do bairro, eu, meu irmão e meus pais passeamos em locais que lhe são próximos. Para nos escaparmos do sedentarismo, inúmeras opções de lazer estão à nossa espera, como a Praia de Itapuã, o Jardim dos Namorados, o Aeroclube e o Corsário. Lá, nos divertimos alegremente, praticando atividades físicas, curtindo o sol, o mar e a vegetação litorânea e bebendo água de coco. Os esportes que eu mais gosto de praticar são uma caminhada leve e saudável, um delicioso mergulho e uma animada partida de futebol nas quadras à beira da Praia dos Artistas.

Tenho enorme preferência pelas saborosas iguarias que a baiana de acarajé Eliene prepara com carinho, em sua tenda amarela perto de uma esquina no Imbuí. Gosto muito dos acarajés, abarás e cocadas que ela faz, pois são os melhores do local por serem bem temperados com um toque tropical. Comer um suculento acarajé ou abará, acompanhado de caruru, vatapá, salada vinagrete, camarão e pimenta (opcional) tem um gostinho mágico de quero mais! É por isso que sempre admiro as coisas da minha terra, como essas comidas típicas à base de dendê.

O trabalho, a coragem, a persistência, a luta e o sacrifício de todos aqueles que ocupam cada terreno deste maravilhoso recinto colaboram para o seu progressivo bem-estar. Portanto, admiro essa gente alegre, diferente e simpática que se orgulha em viver aqui neste lugar onde, ao fundo, vê-se a nossa orla deslumbrante. Continuar morando na Boca do Rio é, realmente, sinônimo de liberdade e de paz e, acima de tudo, um presente que Deus nos deu com muito amor.

sábado, 7 de novembro de 2009

Educar para o futuro

Toda mudança social depende de um eficiente sistema de educação que funcione corretamente. Ainda existem muitos obstáculos que dificultam sua implantação, como a falta de recursos governamentais e a má qualidade do ensino público. Isso leva à repetência, à evasão, à falta de instrução dos alunos e à carência de qualificação e aprimoramento dos professores. O crescente descaso com a educação brasileira, portanto, é maior.

O Brasil revelou educadores importantes, criadores de métodos excelentes e bem-sucedidos que revolucionaram o ensino. O baiano Anísio Teixeira, o mineiro radicado no Rio Darcy Ribeiro e o pernambucano Paulo Freire foram e continuam sendo exemplos de dedicação a que deve ser uma prioridade para o país. Eles deixaram suas marcas nos grandes projetos que realizaram, como a educação em tempo integral.

Os governantes atuais não estão investindo em programas que beneficiem a população mais pobre, com destaque para a educação. Defendem, por isso, interesses pessoais e dos grandes capitalistas. Muitos projetos educacionais dos governos, consequentemente, são esquecidos e abandonados pelos próprios governantes, deixando-os em segundo plano. O orçamento público para essa área no Brasil, portanto, é limitado.

Como produtos da ausência de recursos governamentais em educação, no país, estão a degradação física e estrutural das escolas e universidades públicas, a falta de aperfeiçoamento do corpo docente, seu baixo piso salarial e o crescimento da violência nas escolas. Além disso, há o consumo de drogas em instituições educacionais. Os alunos, por isso, repetem de ano frequentemente e abandonam cedo os estudos para trabalhar ou entrar no mundo do crime.

As propostas educacionais no Brasil não devem ser relegadas a segundo plano, pois elas são prioritárias para o país. Se os governos federal, estadual e municipal investirem em educação, haverá ótima formação profissional, desenvolvimento científico e tecnológico e um excelente padrão de vida em todas as regiões. É a partir da educação que a nossa população terá um futuro melhor.

(In) formar-se e expressar-se livremente

O público se mantém bem informado e atualizado diariamente através dos chamados meios ou veículos de comunicação de massa, responsáveis por registrar os principais acontecimentos do cotidiano. A mídia, tanto impressa quanto eletrônica, ajuda-nos a compreender esses fatos com credibilidade, imparcialidade e objetividade. Mas nem tudo são flores no mundo comunicativo. Existe ainda o outro lado, que é o lado obscuro, oculto, manipulador, sensacionalista, que aliena muitos leitores, telespectadores e ouvintes.

Jornais, revistas, livros, folhetos, panfletos, rádio, televisão, internet e outros veículos são produtos do constante aperfeiçoamento midiático, e devem explicar para a população em geral tudo o que aconteceu e o que está acontecendo. Temos que discernir com clareza os temas abordados nas notícias, nos artigos, nas colunas e nas crônicas. Vários temas negativos, que entretanto são de interesse público, como violência, drogas, corrupção, pobreza, fome e analfabetismo, precisam ser divulgados.

Sendo um espaço livre e democrático, a mídia é independente, imparcial e objetiva, pois exibe fatos diversificados e, por sua vez, polêmicos. Portanto, ela é considerada porta de entrada para diversos setores da sociedade, da política, da cultura e da economia, promovendo entrevistas, debates, reportagens e bastidores em linguagem formal e simples. É por isso que as autoridades, os artistas, as celebridades e o povo em geral possuem um lugar de destaque na imprensa.

Indivíduos de segmentos sociais heterogêneos, especialmente as mulheres, assistem a novelas, minisséries e programas de auditório. Essas atrações televisivas contribuem maciçamente para uma repentina popularização de novos padrões de vida, de moda e de beleza e para o lançamento de novas palavras e expressões. A maior parte do público acaba sendo influenciada pela mídia de massa, fazendo com que ele, às vezes, seja alienado. Denomina-se "lavagem" cerebral ou manipulação das massas o fenômeno no qual o povo é diariamente dominado por alguns programas de TV, sobretudo as novelas.

Durante muito tempo, presenciamos a exploração e a valorização da miséria através das atrações classificadas como sensacionalistas. Como o nome já diz, elas possuem uma sequência de reportagens recheadas de cenas chocantes, como crimes, casos familiares, desrespeitos aos direitos humanos e outras barbaridades. Todo esse mundo cão é levado ao ar não apenas para chamar a atenção do telespectador, mas também para alertá-lo sobre os problemas que interferem no dia a dia da sociedade. Devemos, por isso, observar com muita atenção os dois lados da moeda.

O Brasil é um dos países onde há maior liberdade de imprensa e, consequentemente, acesso a uma série de serviços informativos para quase toda a população. Por longos anos, a necessidade de se informar sobre os mais variados assuntos através da mídia era restrita às parcelas mais cultas. Em todas as comunidades democráticas, como a brasileira, a mídia precisa exibir programas e notícias para todos os gostos, independentemente de classe social.

Além do mais, a produção midiática estimula, para o ser humano, a sua formação intelectual, possibilitada, entre outros aspectos, pelo aumento do vocabulário e do conhecimento. O uso de alguns produtos e serviços difundidos pelos meios de comunicação faz com que as pessoas se divirtam em shows, peças teatrais, filmes, exposições e outras dicas de lazer anunciadas nas agendas culturais. É a cultura e o entretenimento sendo popularizados pela mídia, para que o povo tenha acesso a espetáculos artísticos de qualidade.

Não é só informação que os homens de imprensa nos emitem. Esses profissionais também auxiliam na formação permanente do raciocínio e do caráter, fatores de fundamental importância para o aparecimento e a efetivação de uma sociedade culta e mais justa. Em uma nação livre como o Brasil, o perfeito equilíbrio entre informação e formação é vital para o seu progresso. Com credibilidade e confiabilidade nos fatos explorados e apurados pelos jornalistas, há total liberdade de imprensa.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Prevendo melhor o pleito de 2010

Já que estamos perto da grande festa da democracia, da liberdade e da cidadania brasileira, vamos compreender melhor as propostas e os projetos dos principais concorrentes na corrida presidencial de 2010. As eleições desse ano serão organizadas num ambiente favorável ao pleno exercício da liberdade política, ideológica e social. Os nomes de todos os candidatos só serão definidos durante as convenções partidárias a serem realizadas em meados do ano. Agora, é só suas campanhas começarem.

Dá para imaginar o tucano José Serra, ex-ministro do Planejamento e da Saúde do governo Fernando Henrique Cardoso, ex-prefeito da cidade de São Paulo e atual governador da locomotiva do Brasil sendo presidente? Vale lembrar que Serra foi derrotado no segundo turno de 2002 para Luís Inácio Lula da Silva, um ex-líder operário que conseguiu chegar ao Palácio do Planalto. Se for eleito, o último presidente da União Nacional dos Estudantes (Une) antes do golpe militar de 1964, que acabou sendo exilado, iria ressuscitar o neoliberalismo, introduzido no país por Fernando Collor de Mello e intensificado, anos depois, por FHC.

Como se sabe, o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB) foi fundado em 25 de junho de 1988, durante a elaboração da atual Constituição, por um grupo de dissidentes progressistas do PMDB, liderados pelos então senadores FHC e Mário Covas (SP), pelo então deputado federal José Serra e pelo ex-governador paulista Franco Montoro (sua gestão terminou um ano antes). Um dos motivos que justificaram o surgimento do partido foi o descontentamento dos seus fundadores com o governo do então presidente José Sarney e com a sigla dele, o PMDB, que estava passando por uma crise de identidade, sendo basicamente de centro-direita.

Apesar de incluir em seu nome a Social-Democracia – uma ideologia de centro-esquerda que nasceu na Europa como alternativa ao comunismo, e que após a Segunda Guerra Mundial se tornou o regime de governo mais comum em vários países do lado ocidental do Velho Continente, onde foi implantado o simultaneamente famoso e bem-sucedido Estado de Bem-Estar Social –, o PSDB, por ironia do destino, chegou ao poder na direção oposta, em 1995. O que a legenda, aliada ao PFL (hoje Democratas) do então vice-presidente Marco Maciel, hoje senador, defendeu e atualmente defende?

O neoliberalismo, política do Estado mínimo (menor intervenção pública na economia), caracterizado pela abertura do nosso mercado ao capital privado. Foi com essa proposta que foram privatizadas empresas estatais, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), a Companhia Vale do Rio Doce (hoje apenas Vale), o Sistema Telebrás, a maior parte das distribuidoras de energia elétrica e das rodovias. Além disso, quebrou-se o monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo brasileiro. O sistema também foi o responsável pelo corte de gastos sociais, levando ao empobrecimento das populações mais carentes do país, em especial a Amazônia e o Nordeste.

Fernando Henrique Cardoso ampliou esse sistema graças ao sucesso do Plano Real, responsável pelo controle definitivo da inflação, do qual ele era o mentor, garantindo sua vitória fácil em 1994, logo no primeiro turno, contra uma dezena de concorrentes. Dentre eles estavam dois representantes da esquerda, Lula e Leonel Brizola (PDT), e o médico Enéas Carneiro (Prona), hoje falecido, que ficou em terceiro lugar graças a seu engraçado bordão “Meu nome é Enéas!”, lançado em 1989.

Vejam só: as últimas pesquisas estão dando Serra na preferência do eleitorado. Em seguida, está a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), espécie de conselheira do presidente Lula, mentora do Programa de Aceleração do Crescimento (Pac) e ex-guerrilheira. Se Serra chegasse ao Planalto, ele perderia uma oportunidade importantíssima: a provável ascensão de uma mulher valente, honesta e batalhadora à Presidência da República Federativa do Brasil, que por incrível que pareça poderia ser um brilhante acontecimento da nossa História.

Outros representantes das esquerdas estão em terceiro e quarto lugares. O deputado e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) já havia tentado a disputa ao cargo máximo do país pelo PPS, em 1998 e em 2002. Nesse último ano, Ciro apoiou Lula no segundo turno. A ex-ministra do Meio Ambiente e senadora Marina Silva (AC), que em setembro abandonou o PT e filiou-se ao PV, será uma ótima alternativa, cujo programa será centrado na preservação ambiental.

Os principais partidos de esquerda (se não lançarem candidatos próprios), os movimentos sindical, estudantil, feminista, ambientalista, pacifista, agrário, educacional, habitacional e demais organizações que lutam pela legítima causa popular brasileira têm que permanecer coligados e combinados pelo total apoio a uma virtual – porém emocionante – candidatura de Dilma às eleições de 2010. A vitória de José Serra, por outro lado, representaria uma rearticulação dos setores que pretendem restaurar o neoliberalismo no Brasil, encabeçados pelos tucanos e pelos democratas.

Esperamos que o pleito seja comemorado por toda a nossa população, com a vitória dos candidatos que tenham as melhores propostas. Também esperamos que nossa democracia seja eficiente se elegêssemos pessoas que possuam um alto grau de confiança, coerência, competência e honestidade. Com tudo isso, será uma grande festa da cidadania.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Mais fotos da nossa visita à TV Bahia

Nossa visita à Rede Bahia, realizada em 16 de outubro, foi marcante demais, pois conhecemos de perto todas as instalações da emissora e alguns dos seus jornalistas e técnicos. A seguir, estão as imagens desse encontro que eu achei superinterativo, superdivertido e superdigital!

Aspecto geral da CPJ, departamento de operações da TV Bahia. É nesse setor onde os programas da emissora são postos para entrar no ar, e onde os caracteres que vemos na TV (legendas, créditos, etc.) são gerados através de um computador (à esquerda).

Detalhe dos monitores da CPJ, todos de última geração

Controle-mestre, setor responsável por colocar os programas da Rede Globo e os comerciais da TV Bahia no ar. No alto, à direita, é possível ver as telas enormes que captam imagens brilhantes.


Detalhe da moderna mesa de som, instalada na CPJ


Detalhe dos moderníssimos equipamentos de uma das ilhas de edição de imagens: computadores, monitores, aparelhos de áudio e fitas de vídeo

Que máquina é esta? É o bom e velho teleprompter, que exibe os textos a serem lidos pelos apresentadores em telejornais


Argeu Roberto, diretor de TV. Ele é um dos encarregados de colocar as imagens dos programas da TV Bahia no ar


O cinegrafista Cosme Bonfim e o operador de teleprompter Sérgio Tourinho, ambos técnicos de estúdio


Eu e Jefferson Beltrão, editor-chefe e apresentador do BA TV e locutor da Globo FM, na recepção, antes de nossa visita começar


Camila Barreto ao lado de Fernando Sodake, apresentador do Bahia Meio Dia


Momento emocionante: Vanessa Borges,Theisse Ávita, Whidianny Mayara, Luana Rios e Caroline Mendes se encontram com Jorge Allan

Todas as fotos foram publicadas sob licença prévia de Marcus Sampaio, professor de Produção em RTVC do curso de Jornalismo da Unijorge, que conduziu parte da nossa turma (incluindo eu) à Rede Bahia, empresa da qual também é funcionário.

Ótimo, com certeza!

Ontem, as votações sobre a qualidade deste blog foram encerradas definitivamente. Confira o resultado final da enquete:

Ótimo: 20 votos (80%)
Bom: 4 votos (16%)
Regular: 0 voto (0%)
Ruim: 1 voto (4%)

É com a confiança, a alegria e o orgulho de todos os visitantes que este blog está ficando ÓTIMO!!! Parabéns para todos aqueles que contribuíram fortemente para o seu desempenho, e também para mim, futuro jornalista da Bahia, que estou escrevendo vários textos excelentes!