sábado, 26 de dezembro de 2009

Estranho dia nublado

Hoje, um dia após o Natal, acordei e reparei que o tempo está nublado e quase chuvoso. Penso que todos os dias de verão, assim como hoje, sempre são ensolarados. Mas isso não é assim. Existem alguns dias na estação mais quente do ano que chovem com fraca, média ou alta intensidade, a depender dos índices pluviométricos, que são variáveis.

Nem sempre o verão, que começou há cinco dias, é ensolarado. A ausência do sol, que é seu carro-chefe, e as chuvas fazem com que esse período seja um pouco refrescante. Aos poucos, o sol está se abrindo para que a alegria e o calor voltem a reinar.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Despertar para um novo verão

Foto: Hugo Gonçalves

Meu verão
é um paraíso de mar azul
aquecido por uma bola de fogo
que me bronzeia.
 
E o nosso também,
fazendo dele
uma vontade
de viver com vibração.
 
Quero curtir
meus momentos de prazer,
saúde e felicidade
durante a alta estação.
 
Espero
que neste verão
tenha um tempo
ótimo para todos.

Embarque ao som dos Aviões!

Meus gostos musicais não se resumem apenas ao rock nacional e ao axé da minha Bahia. Também adiciono muito reggae para me animar e para protestar contra os problemas da juventude e da sociedade e umas pitadas de MPB. Exagero ainda no forró progressivo do Nordeste, sobretudo do Ceará, de onde a nova vertente do ritmo nordestino veio para conquistar o Brasil e o mundo, representada pelo grupo Aviões do Forró. Suas músicas misturam o tradicional forró pé-de-serra com romantismo e o escaldante axé, tornando-as muito dançantes, proporcionando-nos uma música não só de qualidade, mas também de quantidade!

Liderados pelos carismáticos vocalistas Alexandre (Xandinho) e Solange Almeida, os Aviões do Forró conquistaram rapidamente o gosto popular brasileiro através de uma nova batida que a banda inventou. Os arranjos, acrescidos de um naipe de metais, dão um toque carnavalesco às canções da banda, tornando-a uma das mais populares do novo forró nordestino. Solange Almeida, conhecida como "Solanja", é meu Avião preferido, por causa da sua voz firme e da sua bela aparência feminina. Devido ao seu carisma, à sua sensualidade e à sua radiante simpatia, Solange é a mais querida do público que assiste aos shows dos Aviões.

Os ritmos das músicas da banda me fazem, de qualquer jeito, pular de alegria e de folia!!! A presença dos músicos comandados por Xandinho e Solange possuem um espaço garantido no Carnaval de Salvador desde 2008, puxando o bloco Aviões Elétrico. Sem dúvida, os Aviões são a cara da folia, tanto no Carnaval baiano quanto nas micaretas espalhadas pelo Nordeste e por outras regiões do país. Como admirador e fã dos Aviões, tenho uma coletânea da banda que eu mesmo idealizei em CD virgem, dividida em 9 volumes com os melhores sucessos da banda para eu me divertir livremente.

Embarque nesta folia à moda nordestina! Viva Xandinho! Viva Solanja!!!

Neoliberalismo consolidou capitalismo contemporâneo

Modelo político-econômico, que foi considerado bem-sucedido em países que o implantou, chegou ao Brasil intensificando as privatizações

Durante o início da década de 1990 e o início dos anos 2000, o Brasil experimentou um novo modelo que objetivava diminuir o controle do Estado na economia. Para seus teóricos, seria uma solução para reduzir o déficit público. O neoliberalismo, como ele é conhecido, foi o responsável pela abertura ao capital privado, geralmente estrangeiro, e pela privatização de algumas empresas controladas majoritariamente pelos governos federal e estaduais, modernizando os setores econômicos brasileiros. No entanto, trouxe desvantagens à classe trabalhadora, como o desemprego, e cortes nos gastos sociais.

Os fatores que antecederam o neoliberalismo foram o Estado de Bem-Estar Social, política que investia prioritariamente na qualidade de vida da população mundial; e o keynesianismo, doutrina proposta pelo economista inglês John Keynes, que pregava maior intervenção estatal na economia, também conhecida como capitalismo de Estado. Por outro lado, os teóricos neoliberais acreditavam que as doutrinas citadas anteriormente não iriam solucionar os problemas econômicos das nações, particularmente aquelas cujo desenvolvimento estava em declínio desde o final da Segunda Guerra Mundial.

Modelo foi considerado bem-sucedido no mundo inteiro

A política neoliberal, em nível mundial, foi introduzida no Chile pelo general Augusto Pinochet (1973-1990), cujo governo foi implantado com o apoio político, financeiro e militar dos Estados Unidos. Pinochet privatizou várias empresas, como as mineradoras de cobre, uma das principais riquezas de seu país, onde o neoliberalismo foi bem-sucedido, sendo uma das maiores economias latino-americanas. O Produto Interno Bruto (PIB) chileno, como resultado, teve um fantástico crescimento contínuo ao ano. Herança do precursor da chamada política do Estado mínimo.

No Reino Unido e nos Estados Unidos, os conservadores Margareth Thatcher e Ronald Reagan, respectivamente, chegaram ao poder com a promessa de acelerar a economia dos seus países. Mandaram cortar gastos públicos na área social, sobretudo na saúde e na educação, e investiram na recuperação econômica. Foi assim que o sistema neoliberal, uma versão atualizada do Liberalismo dos séculos XVIII à primeira metade do século passado, se consolidou no mundo todo, influenciando os governos de outros países, como o Brasil.

Plano Collor foi o primeiro passo para a modernização da economia brasileira

Fernando Collor de Mello foi eleito presidente do Brasil há exatamente 20 anos, em 1989. Seu programa de governo era centrado na "caça aos marajás" e na promessa de conduzir o país ao Primeiro Mundo, promovendo a abertura da nossa economia ao mercado exterior. O Plano Brasil Novo, mais conhecido como Plano Collor, foi a primeira medida de Collor como presidente, tomada em 16 de março de 1990, um dia depois de ele tomar posse. Mudou a moeda de cruzado novo para cruzeiro (Cr$ 1 = NCz$ 1) e confiscou o dinheiro depositado nas cadernetas de poupança. Além disso, extinguiu várias empresas e leiloou carros oficiais.

O Plano Collor ocasionou muitas perdas salariais aos trabalhadores, empobrecendo, de modo geral, o povo brasileiro. A população carente se sentiu prejudicada pelos aspectos do plano, como o confisco financeiro.

Itamar assume governo e lança o Plano Real, elegendo FHC como sucessor

Após o impeachment do primeiro presidente eleito por voto popular após 29 anos, assumiu o vice Itamar Franco. Diferentemente de Collor, ele promovia um tímido processo de privatização de estatais, como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), instituída no governo de Getúlio Vargas e vendida em abril de 1993. Portanto, Itamar era um político nacionalista, já que era egresso do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, tendo sido prefeito de Juiz de Fora (MG) e senador.

Como a economia do Brasil estava em crise, com altos índices inflacionários, Itamar nomeou para o Ministério da Fazenda, em maio de 1993, o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, senador pelo PSDB de São Paulo, que anteriormente havia ocupado a pasta das Relações Exteriores. Conhecido por FHC, ele implantou um plano de estabilização econômica, conhecido como Plano Real, dividido em duas partes. A primeira começou a funcionar em dezembro de 1993. FHC foi exonerado do Ministério em março de 1994 para se candidatar à Presidência da República.

Um indexador que preparava a transição para a nova moeda, o real, foi implantado em maio do mesmo ano. Era a Unidade Real de Valor (URV). Em 1º. de julho, entrava em vigor o real, sendo que R$ 1 equivalia a CR$ 2.750 (dois mil, setecentos e cinquenta cruzeiros reais), pela URV fixada no dia anterior. Graças ao constante sucesso do Plano Real, FHC foi eleito presidente no primeiro turno, em 3 de outubro, obtendo cerca de 55% dos votos válidos.

FHC acelera as privatizações

Empossado em 1º. de janeiro de 1995, Fernando Henrique intensificou o processo de abertura econômica, com cortes em programas sociais, privatizações de empresas estatais e maior espaço às importações, especialmente de produtos considerados supérfluos, consumidos pela classe média alta. As empresas que FHC privatizou foram, basicamente, de energia, mineração, telecomunicações, transportes e alguns bancos controlados pelos governos estaduais.

A privatização mais polêmica nesse período foi a da Companhia Vale do Rio Doce, hoje apenas Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, ocorrida em abril de 1997. Houve protestos da oposição, formada pelo PT, PC do B, PSB e PDT, afirmando que vender a Vale é entregar o patrimônio público ao capital privado. Os manifestantes organizaram passeatas por todo o país tentando impedir o processo de desestatização da mineradora, mas o governo o prosseguiu com firmeza. Um ano depois, veio a venda do Sistema Telebrás, fragmentando-o em companhias de telefonia fixa e celular em cada região de atuação.

Na Bahia, apenas três estatais foram completamente vendidas à iniciativa privada. A Companhia de Navegação Baiana (CNB), responsável pela operação do sistema ferry-boat que faz a travessia Salvador-Itaparica, foi extinta em 1996, no primeiro governo de Paulo Souto (PFL). Em seu lugar, uma corporação paulista, o Consórcio Marítimo da Bahia (Comab), assumiu o comando da travessia. Em seguida, veio a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba), vendida em 1997 pelo grupo espanhol Iberdrola, também no primeiro governo Paulo Souto.

A útima empresa estatal baiana a ser privatizada foi o Banco do Estado da Bahia S.A. (Baneb), em 1999, no governo de César Borges (então no PFL, hoje senador pelo PR), pelo Bradesco, com sede em Osasco, em São Paulo. Dois anos após à passagem do controle acionário do Baneb ao Bradesco, o banco ex-estatal foi incorporado ao grupo paulista, convertido no maior banco privado do Brasil.

A Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (Embasa), entretanto, por pouco não seria vendida em 2002, em tentativa frustrada. Na época que esse fato ocorreu, o Sindicato dos Trabalhadores em Água e Esgoto do Estado da Bahia (Sindae) afirmou, num comercial de TV, que privatizar a água é crime. Os sindicalistas estavam sábios mesmo.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Viva os direitos da mulher

Ao longo dos anos, as mulheres estão ganhando, cada vez mais, importantes espaços na sociedade mundial, principalmente com a criação e organização de movimentos feministas, objetivando a valorização e reivindicação dos seus direitos e a manutenção da igualdade entre os sexos. Esses movimentos asseguraram uma significativa emancipação das mulheres no direito ao voto, no mercado de trabalho e em outras atividades. Atualmente, elas formam a maior parte da população mundial e continuam lutando pelos seus direitos e deveres.

Os homens, apesar de serem minoria, exercem, às vezes, o controle de diversos setores da sociedade, tornando-a extremamente machista e preconceituosa, pois afirmam que a mulher é o "sexo frágil". Com essa falsa e inexistente ideia, eles praticam todos os tipos de violência contra suas parceiras e criticam ferozmente os movimentos feministas, tendo como consequências o desrespeito e a infidelidade com as mulheres. Além disso, dominam várias famílias, tornando-se chefes delas (patriarcas) e fazendo que os indivíduos do sexo feminino sejam dependentes deles.

Importantes civilizações da Antiguidade eram excludentes e, portanto, machistas. Um claro exemplo é Atenas, capital da Grécia que, por ser considerada o berço da democracia, ela a praticava de maneira exclusivamente masculina, excluindo as mulheres e os escravos, seres tidos como inferiores. Por isso, os homens se consideravam superiores.

No Brasil, a liberdade feminina foi conquistada devido ao crescimento urbano e industrial. Isso só foi possível com a promulgação da Constituição de 1934, a terceira do país e a segunda da história republicana, na qual trouxe aos cidadãos uma série de progressos sociais. Dentre eles estão o direito de as mulheres se candidatarem a cargos políticos e também votar neles, e a licença-maternidade de 3 meses. Muitas mulheres continuam ocupando cargos de destaque na vida pública brasileira, como a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; a senadora Marina Silva; e a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Sílvia Zarif.

O mundo cor-de-rosa deve ser bem cuidado, livre, feliz e consciente, porque as mulheres são muito preciosas por não serem nascidas para serem maltratadas por seus parceiros. A beleza, o amor e o desejo feminino também devem ser preservados, sendo necessários para a luta a favor da igualdade sexual e dos plenos avanços das mulheres na sociedade mundial.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Livre para me divertir

A partir de hoje, já estou totalmente de férias! Agora já estou livre para aproveitar o meu verão, curtindo o tempo bom e quente, minha vida divertida, minha casa de praia em Barra do Gil, e ouvindo, no rádio ou no celular, os novos sucessos do axé e do forró que vão agitar, respectivamente, o Carnaval e o São João do ano que vem.

Curtir o verão é, para mim, um prazeroso presente que a natureza nos deu. Quando chega a alta estação, ficamos muito alegres devido aos passeios, às festas populares e às deliciosas férias de final de ano. Espero que este verão seja bastante animado que os verões anteriores, e que o sol brilhe mais forte ainda!

Celebrando o Natal

Daqui a uma semana, já é tempo de comemorar, em família, o nascimento de Jesus. O Natal não é só uma festa de caráter comercial, mas sim uma data totalmente especial, cuja finalidade primordial é relembrar a vinda do Senhor ao nosso abençoado mundo. Dia 25 de dezembro é tempo de total reflexão. Esqueçamos o lado comercial, que não tem nada a ver com o sentido original da festa, com Papai Noel e companhia. Vamos exaltar o lado espiritual do Natal, sinônimo de nascimento, começo de uma nova vida.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Jingle country da Novotempo

Me lembro que, entre os anos de 2007 e 2008, passava na TV Aratu, aos sábados, um programa independente, o Novotempo Moto Show, apresentado por Tony Ávila, que fez história na televisão baiana comandando a Superfeira do Automóvel, ao vivo, direto do Parque de Exposições. O Novotempo Moto Show era um programa sobre o mundo das motocicletas, gravado, em grande parte, na Novotempo, concessionária de motos Honda, sua patrocinadora.

Houve um tempo em que quando a atração que mostrava as novidades que a concessionária trouxe aos telespectadores chegou ao fim, foi tocado o jingle da empresa, em ritmo country. A letra a seguir demonstra uma ideia de liberdade, de alegria e de prazer para quem pilota uma moto com muito cuidado. Por isso, pilotar motos é escapar-se do caos no trânsito, como o engarrafamento e a lotação nos ônibus.

É um novo tempo
Hoje, sou mais eu
Ônibus lotado
Resolvi dizer adeus

Vou de moto Honda
Pra qualquer lugar
Só na Novotempo
Tive a chance de comprar

Novotempo
Conforto e economia
Novotempo
A melhor garantia

Novotempo
Tem mais facilidades
Novotempo
A melhor da cidade

Não perca mais tempo
Seja livre feito o vento
Vá agora mesmo à Novotempo

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A melhor da Bahia

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É credibilidade

Não perca mais tempo
Seja livre feito o vento
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Mais uma chance para a alegria original

Na semana passada, fiquei totalmente surpreendido e espantado pelo fato de os ingressos para o primeiro dia do ensaio para o Carnaval de 2010 de uma das bandas de axé que eu mais gosto terem sido esgotados da noite para o dia. Além disso, eles custam caríssimo, um absurdo, cujos preços salgados me chamavam uma forte atenção: R$ 50 para a pista e R$ 120 para o camarote.

Vocês sabem do que eu estou falando!!! Os altos preços que infelizmente me impressionaram referem-se aos ensaios da Timbalada, é claro. Isso acontece sempre, e é normal.

Grandes artistas, a exemplo da Timbalada, cobram caro pelos shows, pois eles estão se preparando para a maior festa popular da face da Terra: o Carnaval de Salvador. O vocalista Denny, de 30 anos, e sua banda, portanto, estão trabalhando pesadíssimo para levar alegria original a nosso povo mestiço.

Ao som de grandes sucessos, como as românticas Regando-te (Denny), Mimar você (Alain Tavares e Gilson Babilônia) e Namoro a dois (Alain Tavares); as contagiantes Chuva de flores (Banho de pipoca) (Carlinhos Brown e Alain Tavares), Alegria original (letra de Carlinhos Brown sobre melodia do tradicional frevo pernambucano) e A latinha (Carlinhos Brown e Alain Tavares), a Timbalada faz um axé primoroso, sem nenhum sinal de violência. É um axé de pura paz.

Quando soube dos preços altíssimos e do repentino esgotamento dos ingressos dos ensaios timbaleiros, eu desisti de comparecer a esse megaespetáculo colorido e originalmente alegre realizado no Museu du Ritmo, instalado no semiarruinado Mercado do Ouro, no Comércio. Entretanto, minha admiração pela Timbalada nunca acaba.

Ainda há outra chance de ver de perto Denny e sua turma de músicos, após o show da Samba Maria, uma banda de pagode exclusivamente feminina, da qual faz parte a percussionista Jessica Sandes, minha colega e amiga (muito obrigado!). O show será realizado em janeiro, no Armazém Vilas, com direito a uma deliciosa feijoada. Quem vai me levar a esse momento tão especial será Jessica, excelente admiradora do axé.

Novos ventos sopram a favor da liberdade

Durante a história do Brasil pós-ditadura militar, e também na Bahia, as ideias democráticas se avançaram plenamente. As injustiças sociais, no entanto, ainda perpetuam no país

Em 15 de novembro de 1982, durante os últimos tempos do regime militar, nos quais a democracia foi gradativamente restaurada, foram restabelecidas eleições diretas para governadores. Segundo os estrategistas da ditadura implantada com o golpe militar de 1964, o Partido Democrático Social (PDS), partido que a apoiou, ganharia em todos os estados do Brasil, neutralizando o sucesso eleitoral das oposições. Mas isso, felizmente, não aconteceu. Dos 22 estados em disputa, a oposição venceu em apenas 10, enquanto o PDS fez 12 governadores, inclusive em todos os nove estados do Nordeste.

O PMDB, maior partido de oposição na época, formado por correntes ideológicas heterogêneas, que reuniram desde liberais moderados até comunistas - o PC do B e o PCB ainda eram clandestinos, elegeu os governadores dos estados do Amazonas (Gilberto Mestrinho), Acre (Nabor Júnior), Pará (Jáder Barbalho), Mato Grosso do Sul (Wilson Barbosa Martins), Goiás (Íris Rezende), Minas Gerais (Tancredo Neves), São Paulo (Franco Montoro), Espírito Santo (Gerson Camata) e Paraná (José Richa). O PDT, herdeiro do legítimo trabalhismo varguista, elegeu seu fundador, Leonel Brizola, para o governo do Rio de Janeiro. A vitória oposicionista nesses estados foi atribuída ao fracasso do sistema político-econômico implantado pela ditadura, levando ao crescente caos social e ao endividamento externo.

Maranhão (Luiz Rocha), Piauí (Hugo Napoleão), Ceará (Gonzaga Mota), Rio Grande do Norte (José Agripino), Paraíba (Wilson Braga), Pernambuco (Roberto Magalhães), Alagoas (Divaldo Suruagy), Sergipe (João Alves Filho), Bahia (João Durval), Mato Grosso (Júlio Campos), Santa Catarina (Esperidião Amin) e Rio Grande do Sul (Jair Soares) foram os estados onde o PDS ganhou. Repare que mesmo nesses dois últimos estados, que pertencem à região mais desenvolvida do país, o Centro-Sul, crescentemente oposicionista, o partido do governo conseguiu fazer seus governadores.

No Congresso Nacional, o PDS elegeu, em 1982, 358 deputados e 12 senadores; e as oposições unidas, então representadas pelo PMDB, PT, PDT e PTB, 328 deputados e 10 senadores. A presença da maioria governista na Câmara e no Senado justificava que ela iria eleger, indiretamente, o sucessor do quinto e último presidente militar, general João Batista Figueiredo. Era o Colégio Eleitoral, uma manobra casuística criada pelo próprio regime a fim de favorecê-lo. Apesar de as eleições diretas para governador serem restauradas após 17 anos de jejum, as capitais e demais cidades consideradas como áreas de segurança nacional ainda tiveram seus prefeitos nomeados (biônicos).

Vitória oposicionista chegou à Bahia, mas precisamente em Salvador

Se o PDS elegeu os governadores nordestinos, o PMDB formou maioria nas Câmaras Municipais de todas as capitais da região, com exceção de Aracaju e São Luís, mas não pôde eleger seus prefeitos. Estes, por sua vez, eram nomeados pelos governadores, pertinentes à mesma legenda. Um exemplo mais importante está em Salvador, onde o PMDB elegeu 26 dos 33 vereadores em 1982. Confira, abaixo, a relação em ordem alfabética dos 26 parlamentares de Salvador eleitos pelo PMDB naquele ano, para a legislatura 1983/1988:

1) Agenor Oliveira
2) Amabília Almeida
3) Ana Coelho
4) Antônio Pinto
5) Arnando Lessa: seria reeleito por mais duas vezes, em 1988 e em 1992
6) Aurélio Lisboa
7) Carlos Leôncio
8) Ednaldo Santos
9) Eliana Kertész
10) Emerson Palmeira
11) Fernando Schmidt
12) Ib Mattos
13) Idelfonso Bittencourt
14) Ignácio Gomes
15) Ivan Ramos
16) Jane Vasconcelos*
17) Joaquim Costa
18) Lídice da Mata*: ela mesma, a futura prefeita, que fez de Salvador a "cidade-mãe", realizando várias obras e iniciativas sociais
19) Ney Campello*: ex-secretário de Educação de João Henrique (quando apoiado pela esquerda) e secretário estadual extraordinário para assuntos da Copa 2014
20) Nilton José
21) Paulo Fábio Dantas**: ex-secretário de Educação de Lídice e hoje cientista político
22) Raimundo Jorge
23) Sérgio Olivaes
24) Sérgio Passarinho
25) Virgílio Pacheco
26) Waldemar Oliveira

Após a legalização dos partidos comunistas clandestinos dos quais fizeram parte, em 1985, os vereadores se filiaram:
*ao Partido Comunista do Brasil (PC do B)
**ao Partido Comunista Brasileiro (PCB)

Na relação acima, é possível observar uma bancada oposicionista que formava maioria na Câmara Municipal da capital baiana. Foram eleitas 5 mulheres para a Casa em 1982, todas peemedebistas: Amabília Almeida, Ana Coelho, Jane Vasconcelos, Lídice da Mata e Eliana Kertész, apoiada pelo ex-carlista Mário Kertész (prefeito biônico entre 1979 e 1981), que era a vereadora mais votada da cidade, com mais de 94 votos.

Deputados federais da ala esquerda do PMDB também foram eleitos na Bahia, como Domingos Leonelli, Francisco Pinto, Virgildásio de Senna (que haviam sido cassados e presos pela ditadura) e os comunistas Haroldo Lima e Fernando Sant'Anna. Com isso, o partido conquistou 17 das 45 cadeiras na bancada baiana da Câmara. Na Assembleia Legislativa, o PMDB detinha 23 deputados estaduais.

Naquelas eleições, o PMDB baiano tinha como candidato ao governo do estado o ex-governador (1975-1979) Roberto Santos, egresso do Partido Popular (PP), uma agremiação de duração efêmera formada por moderados do MDB e liberais da Arena, como o próprio Roberto. Ele surgiu como nome de consenso entre as mais diversas correntes agrupadas no seio do PMDB. Para o Senado, o partido lançava Waldir Pires, cuja ideia inicial era concorrer ao governo, mas foi derrotado por Roberto na convenção estadual. Roberto Santos tinha como candidato a vice o economista Rômulo Almeida (1914-1988), da esquerda peemedebista.

A legenda dos militares obteve, na Bahia, 1 milhão de votos à frente sobre a oposição. Ela conquistou a maioria dos prefeitos e vereadores do interior do estado, em cidades como Feira de Santana (José Falcão), Juazeiro (Jorge Khoury) e Barreiras (Baltazarino Andrade), com mandatos entre 1983 e 1988. O PMDB, na época o maior partido de oposição, elegeu prefeitos em poucas cidades, dentre as mais importantes Vitória da Conquista (Pedral Sampaio, cassado pelo golpe de 1964), Ilhéus (Jabes Ribeiro) e Itabuna (Ubaldo Dantas).

Roberto e Waldir foram derrotados, respectivamente, por João Durval (hoje senador pelo PDT) e Luiz Viana Filho, ambos do PDS. O primeiro, na época deputado federal e que havia sido secretário do Saneamento do segundo governo Antônio Carlos Magalhães, entre 1979 e 1982, foi eleito governador graças ao domínio político de ACM, e fora escolhido pelo então governador para substituir o advogado, ex-prefeito de Salvador (1970-1975) e ex-presidente do extinto Banco do Estado da Bahia (Baneb) Clériston Andrade, morto num trágico acidente de helicóptero durante campanha no interior, em 1º. de outubro de 1982. Luiz Viana Filho, eleito senador em 1974, pela Arena, foi reeleito por mais oito anos de mandato, vindo a falecer em junho de 1990.

Das Diretas à morte de Tancredo

O crescimento das oposições no Brasil nas eleições de 1982 abriu caminho para a realização do movimento popular Diretas Já, organizado pelo então pequeno Partido dos Trabalhadores no ano seguinte, que reivindicaria o restabelecimento do voto direto para presidente da República em 1984. O povo brasileiro, de norte a sul, compareceu aos comícios entre os meses de janeiro e abril de 1984 em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Recife. Essas manifestações tinham como objetivo apoiar a emenda constitucional proposta pelo então deputado federal Dante de Oliveira (PMDB-MT), que previa eleições presidenciais diretas.

Durante a votação da Emenda Dante de Oliveira, em 25 de abril de 1984, houve uma grande expectativa em relação ao renascimento da nossa democracia. Em Brasília, o general Newton Cruz, de linha-dura, assumiu o comando da cidade, prendendo pessoas vestidas de amarelo (cor da campanha). Esse entusiasmo popular acabou sendo frustrado pela maioria dos deputados do PDS, apesar de muitos deles, incluindo todos os oposicionistas presentes, votarem a favor. Mesmo assim, os 20 anos de regime militar estavam chegando ao fim.

Ainda em 1984, o PDS se dividiu, lançando como pré-candidatos o então vice-presidente Aureliano Chaves, o então ministro do Interior Mário Andreazza (apoiado por João Figueiredo) e o então deputado federal Paulo Maluf, ex-prefeito e ex-governador biônico de São Paulo. Aureliano abandonou sua candidatura, ajudando a fundar, junto com José Sarney (ex-presidente do PDS), Marco Maciel, Jorge Bornhausen e outros dissidentes da legenda governista, a Frente Liberal, que daria origem ao PFL, hoje Democratas. No entanto, Andreazza foi derrotado por Maluf na convenção do PDS, em 11 de agosto de 1984.

O então governador de Minas, Tancredo Neves, moderado do PMDB, foi lançado como candidato oposicionista à presidência, em 12 de agosto do mesmo ano. No governo mineiro, assumiu seu vice Hélio Garcia, ex-prefeito de Belo Horizonte nomeado pelo próprio Tancredo. Além do PMDB, ele teve apoio do PDT, do PTB, da Frente Liberal e de outros dissidentes do PDS, como os ligados a ACM. Para a vice-presidência, a Frente Liberal  designou José Sarney, então senador pelo Maranhão, seu estado natal, que no dia seguinte ao lançamento da candidatura de Tancredo filiou-se ao PMDB.

Tancredo recebeu o apoio de quase todos os governadores e da maioria do Colégio Eleitoral, no qual tentaria eleger Maluf, que era o candidato oficial, já com o partido do decadente regime militar rachado. O governo, que passou a ser minoritário na Congresso, apoiou o empresário e político paulista.

Reunidos em Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, 677 dos 686 deputados e senadores elegeram um presidente civil após vinte longos anos de ditadura. Foi eleito o mineiro Tancredo de Almeida Neves, da Aliança Democrática, formada pelo PMDB, pela Frente Liberal e por todos os outros partidos de oposição, exceto o PT, cujos 17 únicos deputados federais se abstiveram do pleito, "denunciando a eleição indireta como um arranjo das elites" (MOTA, Myriam Becho; BRAICK, Patrícia Ramos. História: das cavernas ao Terceiro Milênio. 2ª. ed. São Paulo: Moderna, 2002, p. 547). Surgiu, então, a Nova República, demonstrando as esperanças de redemocratização para o povo brasileiro.


Após a agonia de Tancredo, a democracia continua

Nem tudo eram flores para o retorno da democracia no país. Um dia antes da sua posse, Tancredo Neves foi internado no Hospital de Base de Brasília com um tumor benigno no intestino. O vice-presidente eleito, José Sarney, assumiu o poder em caráter interino. Após 39 dias de internação hospitalar, nos quais foram feitas sete intervenções cirúrgicas, faleceu no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas, em São Paulo, em 21 de abril de 1985, dia de Tiradentes, seu conterrâneo e mártir da liberdade em nosso país. A morte de Tancredo foi anunciada pelo então porta-voz da Presidência, Antônio Britto: "Lamento informar que o Excelentíssimo Senhor Presidente da República, Tancredo de Almeida Neves, faleceu esta noite, no Instituto do Coração, às 10 horas e 23 minutos."

Sarney, que havia sido articulador do regime militar que começou há 21 anos antes, assumiu a Presidência definitivamente. Ele prosseguiu o projeto político de Tancredo, dando continuidade ao processo de redemocratização. Uma das primeiras medidas de Sarney como presidente em caráter definitivo foi a aprovação de uma Emenda Constitucional que aboliu de vez o chamado "lixo autoritário". A emenda restabeleceu o voto direto para a Presidência da República e para as prefeituras das capitais e áreas de segurança nacional, concedeu o direito de voto aos maiores de 16 anos, extinguiu a fidelidade partidária e as sublegendas para prefeito e senador e permitiu a legalização dos partidos comunistas e o surgimento de várias legendas, muitas delas pequenas.

Com a emenda aprovada, foi possível realizar eleições diretas para prefeitos de capitais e áreas de segurança nacional, que anteriormente eram nomeados pelos governadores (os chamados prefeitos biônicos). Em Salvador, onde a oposição, liderada pelo PMDB, era majoritária, com 26 vereadores eleitos três anos antes, foi eleito, com apoio das esquerdas, o ex-carlista e neopeemedebista Mário Kertész, ex-prefeito biônico nomeado por ACM em seu segundo governo. A escolha de Kertész como candidato a prefeito em 1985 surgiu quando ele derrotou, na convenção do partido, o professor e então deputado federal Marcelo Cordeiro, um autêntico do PMDB. Seu vice era o advogado e ex-deputado estadual cassado Marcelo Duarte, também integrante da ala esquerda da agremiação.

Kertész venceu com facilidade em 15 de novembro do mesmo ano, derrotando o ex-prefeito Edvaldo Brito (PTB), hoje vice-prefeito, apoiado pelo então governador João Durval e pelo então prefeito Manoel Castro, último biônico da capital baiana. Assim como todos os prefeitos eleitos em 15 de novembro de 1985, ele foi empossado em 1º. de janeiro de 1986.

Para compor seu secretariado, Mário Kertész nomeou 3 vereadores de seu partido: sua então mulher, Eliana Kertész, que fora a mais votada de Salvador, assumiu a pasta da Educação e Cultura; e os autênticos Fernando Schmidt e Ignácio Gomes (presidente da Câmara no biênio 1983-1984) se tornaram titulares, respectivamente, da Casa Civil e da Administração. Além disso, o comunista Nilton Vasconcelos, hoje secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Transporte, outro membro da esquerda, foi indicado secretário de Serviços Públicos.
 
Eleições presidenciais: o povo escolhe seu representante

Enfim, só faltava eleger o presidente da República após 29 longos anos de jejum. O último presidente eleito antes do golpe de 1964 havia sido Jânio Quadros, que governou por apenas sete meses, em 1961. Ele prometia livrar o Brasil dos problemas criados no governo do seu antecessor, Juscelino Kubitschek, principalmente com os gastos que resultaram na construção de Brasília. Os favoritos ao cargo máximo do país, segundo as primeiras pesquisas, foram Leonel Brizola (PDT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As crises políticas, econômicas e sociais, que se acumularam durante vinte anos de ditadura, foram agravadas durante o governo Sarney, que não era ideal para o povo brasileiro.

Entrou em cena, então, o ex-prefeito biônico de Maceió, o ex-deputado federal malufista e o ex-governador de Alagoas Fernando Collor de Mello. Filiado a um partido pequeno que ele mesmo fundou, o Partido da Reconstrução Nacional (PRN), Collor era integralmente apoiado pelas elites e pela grande imprensa, especificamente as Organizações Globo. A mídia trabalhou constantemente, até o final da campanha, a imagem do "caçador de marajás" (perseguidor de funcionários públicos com altos salários), jovem bem-vestido, playboy, piloto e praticante de esportes como cooper e jet-ski. No primeiro turno, ocorrido há 20 anos, em 15 de novembro de 1989, a escolha estava definida entre Collor e Lula, candidatos de posições ideológicas distintas. Brizola ficou em terceiro lugar.

Poucos dias antes do segundo turno, como previsto na Constituição de 1988, a Rede Globo exibiu o último debate eleitoral, favorecendo o candidato que a emissora apoiou. Collor acabou ganhando o debate e, em seguida, o segundo turno, realizado em 17 de dezembro, tornando-se o primeiro presidente brasileiro eleito por voto popular depois de 29 anos. Empossado em 15 de março de 1990, Collor também foi o primeiro presidente a sofrer impeachment na História do Brasil, em 1992, devido a denúncias de corrupção. Em seu lugar, assumiu o vice-presidente Itamar Franco, que havia rompido com seu antecessor.

A democracia é importantíssima para o progresso do povo brasileiro e também do povo baiano. Quase 25 anos após a vitória de Tancredo Neves com o surgimento da Nova República, as desigualdades sociais ainda persistem pelos quatro cantos do país. Muitas pessoas continuam vivendo sem futuro definido, apesar da ressurreição e da efetiva consolidação da liberdade, da democracia e do estado de direito.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Análise antropológica de "Só se for a dois" (Cazuza)

Um dos maiores poetas do rock brasileiro dos anos 80, Cazuza compôs uma linda canção com uma letra de caráter socioantropológico, que eu gosto e admiro bastante, para entender melhor a formação do povo no nosso planeta. A música se chama Só se for a dois, lançada no álbum homônimo, de 1987, que foi o segundo disco solo do ex-vocalista do Barão Vermelho, um dos corajosos ícones da nossa juventude rebelde da geração 80.

Só se for a dois
(Cazuza e Rogério Meanda)

Aos gurus da Índia
Aos judeus da Palestina
Aos índios da América Latina
E aos brancos da África do Sul
O mundo é azul
Qual é a cor do amor?
O meu sangue é negro, branco,
amarelo e vermelho

Aos pernambucanos
E aos cubanos de Miami
Aos americanos russos
Armando seus planos

Ao povo da China
E ao que a história ensina
Aos jogos, aos dados
Que inventaram a humanidade

As possibilidades de felicidade
São egoístas, meu amor
Viver a liberdade, amar de verdade
Só se for a dois
(Só a dois)

Aos filhos de Gandhi
Morrendo de fome
Aos filhos de Cristo
Cada vez mais ricos

O beijo do soldado em sua namorada
Seja pra onde for
Depois da grande noite
Vai esconder a cor das flores
E mostrar a dor
(A dor)

Como explicitado na letra da música acima, as nações e seus respectivos povos que vivem na Terra, apesar de serem diferentes, coexistem entre si. Quando Cazuza diz "o meu sangue é negro, branco, amarelo e vermelho", ele refere-se aos quatro principais grupos étnico-raciais aqui existentes, mostrando que o povo é uma mistura dos mesmos. O negro representa o africano; o branco, o europeu; o amarelo, o asiático; e o vermelho, o índio nativo. Além disso, reflete a origem do povo brasileiro.

É uma música bem trabalhada, que, para escrevê-la, Cazuza combinou as diversidades étnicas que há no mundo com o amor. Ele estava certo: uma combinação perfeita, de convivência e de respeito, que resulta sempre na paz mundial. Viva Cazuza!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A controversa questão das células-tronco

12 de agosto de 2008

Desenvolvidas especialmente para a regeneração de órgãos e tecidos dos seres vivos, as células-tronco embrionárias podem salvar a vida de muitos necessitados em todo o mundo, inclusive no Brasil. Seu uso, entretanto, é fortemente contestado por alguns setores da sociedade e pela Igreja Católica, que também combate outras questões científicas.

A utilização de células-tronco em seres humanos pode trazer importantes benefícios para a saúde. Para muitas pessoas que são favoráveis a essas revoluções da ciência, elas são capazes de prevenir várias doenças, como a paraplegia, a tetraplegia, a leucemia e o diabetes. No caso dos deficientes físicos, as células-tronco ajudam a recuperar os movimentos dos membros superiores e inferiores.

Por outro lado, algumas seitas religiosas, principalmente a Igreja Católica, são contrárias ao uso de células-tronco e à pesquisa com embriões, pois acreditam que essas medidas sejam infiéis e pecadoras. Alguns políticos brasileiros também se opões abertamente a esses progressos que podem melhorar a vida de portadores de deficiência física e outras doenças no país.

Se não houvesse essa grande descoberta da ciência, algumas pessoas não conseguiriam sobreviver, devido aos problemas que elas sofrem há muitos anos. As células-tronco, portanto, são a salvação para que esses necessitados voltem a viver normalmente.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A sociedade se preocupa com a beleza

Nos últimos anos, o modo de vida da sociedade em todo o mundo está sendo influenciado, cada vez mais, pelos famosos modelos estéticos impostos pela chamada ditadura da beleza. Esta tem, por objetivo, a total preocupação com o corpo, principalmente com o uso de diversas técnicas específicas para torná-lo perfeito e elegante, sendo um alerta para muitos médicos e especialistas. A estética, por sua vez, não tem nada a ver com saúde e com qualidade de vida.

O culto ao corpo perfeito constitui uma verdadeira alienação não apenas física, mas também moral e intelectual, criada e lançada pelos grandes veículos de comunicação, muitos deles pertencentes a empresários bem-sucedidos. Dentre eles estão a televisão, com comerciais divulgando produtos, e as revistas de moda e beleza. Ambos divulgam com frequência imagens de pessoas com seus corpos esculturais, geralmente modelos, demonstrando a adoração à sua perfeição física. Como exemplo podemos mencionar medicamentos que auxiliam na redução de peso, constantemente anunciados em programas de TV.

Aliados à força da mídia, os avanços científicos e tecnológicos contribuíram para o surgimento das cirurgias plásticas, do botox (toxina botulínica), da lipoaspiração, dos anabolizantes e de outros produtos e processos utilizados para as pessoas que querem um corpo visualmente belo. Além disso, muitas pessoas, especialmente mulheres, sofrem de anorexia, distúrbio alimentar muito comum no qual elas têm medo de engordar, mantendo-se magras e com um corpo bastante esquelético. Modelos profissionais foram vítimas da anorexia, como Ana Carolina Reston, morta aos 21 anos, em 2006.

Em academias de ginástica e musculação, o uso excessivo de anabolizantes no fisiculturismo pode causar um aumento exagerado na massa muscular, levando a sérias doenças no sistema circulatório. Alimentos conhecidos no mercado como diet, aqueles consumidos por pessoas que possuem restrição à sacarose (açúcar comum), contém adoçantes artificiais, como aspartame, sacarina sódica e ciclamato de sódio, que podem causar câncer e outras enfermidades.

Vivemos numa sociedade fortemente dominada pelo consumo de massa, na qual os anunciantes nos induzem a alterar substancialmente o modo de vida através de uma possível radicalização na forma física.

O uso das técnicas anteriormente citadas é prejudicial à saúde, pois apesar de modificarem drasticamente a aparência corporal, levam a maioria das pessoas, que as usam, à morte, assim como a anorexia. Não existe no mundo, por isso, nenhum indivíduo que possui um corpo perfeito, sendo este uma pura ilusão criada pela grande mídia, que é de fato um jogo de interesses e ambições individuais e comerciais. Ela existe, apenas, para anunciar e vender produtos.

Comercial da Catê: vale a pena assistir

Aqui, nesta mensagem, está o vídeo com o comercial referente a uma loja de porte médio especializada em moda feminina chamada Catê, localizada no bairro dos Barris, aqui em Salvador, em frente ao Shopping Center Lapa. Capturei este anúncio hoje à tarde, em câmera digital, direto da TV Salvador.

A belíssima, talentosa e elegante repórter Michely Santana, do programa Camera Express, do qual o anúncio foi extraído, traz mais informações sobre a loja, que foi reaberta recentemente após uma reforma geral. Além disso, ela entrevistou os proprietários Jorge Paulo, mais conhecido como "Categoria", e sua esposa Néya, falando um pouco das novidades que a Catê oferece.

Repare para o final do vídeo, que é muito engraçado. Enquanto Michely diz o prefixo do telefone da Catê (3328...), "Categoria" responde a ela, completando o número: 1828! Em seguida, ele conclui: "É qualidade de uma Ferrari e o preço de um Fusca. Venhaaa!!!".O que ele quis dizer? A loja vende as melhores roupas por um preço baixo.

domingo, 29 de novembro de 2009

Triste rotina nacional

27 de maio de 2008

A maioria da população brasileira não está conseguindo uma boa profissão para ingressar no mercado de trabalho e para obter melhores condições de vida. Esse triste fenômeno socioeconômico que milhões de brasileiros estão enfrentando todos os dias é denominado desemprego, um dos nossos problemas que ainda estão longe de serem resolvidos, assim como a violência e a fome.

O desemprego se caracteriza pela ausência de uma determinada profissão para que um indivíduo exerça e é um problema que ocorre principalmente nas grandes cidades, onde as oportunidades de trabalho são maiores. Entretanto, as vagas para exercer uma atividade profissional são limitadas. Muitos desempregados vivem em comunidades de classe baixa e média baixa e não recebem salários pela falta ou perda de trabalho.

Entre as causas responsáveis pelo aumento do desemprego no país estão a falta de qualificação profissional; a automação, inclusive com a robotização nas indústrias; e a contratação de trabalhadores temporários por empresas terceirizadas. A cidade brasileira que possui altas taxas de desemprego é Salvador, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre as principais regiões metropolitanas.

Apesar de ser considerado um problema complexo, o desemprego pode ser controlado pelos cursos de qualificação profissional, concursos públicos e cursos universitários que preparam o estudante para o ingresso no mercado de trabalho nas mais diversas áreas. Todos os brasileiros devem trabalhar para terem uma vida justa, feliz e solidária.

sábado, 28 de novembro de 2009

Os prós e os contras do homossexualismo no Brasil

20 de agosto de 2008

O homossexualismo, no Brasil, sempre foi discutido de forma controversa. Aqueles que lhe são favoráveis o consideram como uma prática livre de preconceitos, enquanto outros são contrários. Independentemente de quaisquer divergências, o mundo do arco-íris continua crescendo num país onde existem culturas e etnias diferentes.

Vários grupos sociais que defendem a prática homossexual realizam as chamadas Paradas do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) nos grandes centros urbanos brasileiros. Essa espécie de "carnaval gay" tem como objetivos protestar contra a homofobia* e lutar pelos direitos dos homossexuais, demonstrando a sua força e alegria com muita diversão, prazer e liberdade.

Apesar de existirem conflitos, esse tipo de relacionamento faz parte do cotidiano da nossa sociedade. Todas as pessoas que vivem neste país de enorme diversidade sociocultural, incluindo os homossexuais, devem ser respeitados, convivendo em harmonia e sem preconceitos.

*Aversão a indivíduos do mesmo gênero que se relacionam sexualmente. Os indivíduos do sexo masculino que a pratica são denominados gays, e os do feminino, lésbicas.

A dura batalha de cada dia

O trabalho faz acabar com o vício
De ser somente um homem pobre
Seu salário, mesmo que difícil,
Faz com que ele aos poucos se torne
Um rico proprietário de edifícios
Cada vez maiores e nobres

Juntando tijolos de dinheiro
Ele materializa ideias com felicidade
Assim como um bom brasileiro,
Tem que mostrar toda a sua vontade
No coração de sangue guerreiro
Batalhando nas ruas e vias das cidades

Dos milionários patrões
À mais humilde massa operária
Que multiplica nossos pães
Profícuos produtos da luta diária
Juntos seremos irmãos
No apoio às reformas urbana e agrária

Para os desabrigados
Mais desenvolvimento social
Para os desprotegidos
Que enfrentam a miséria social

Para os desempregados
Imediato apoio governamental
Para os desassistidos
Que saem da linha de pobreza regional

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Uma viagem ao mundo digital

19 de outubro de 2009

Eu estava muito curioso para observar, pela primeira vez, as moderníssimas instalações de uma grande emissora de rádio e televisão graças a um funcionário da empresa, que é meu professor da matéria que mais admiro. O nome dele é Marcus Sampaio, de Produção em Rádio, TV e Cinema, disciplina mais conhecida pela sigla RTVC. Foi a convite dele que eu e mais 17 colegas meus "viajaram" à TV Bahia, conhecendo melhor seus equipamentos e seus profissionais.

Os setores operacionais da maior emissora de TV do estado, além de possuírem equipamentos de última geração, parecem uma nave espacial (podem acreditar!), com várias telinhas e telões 100% digitais. Tudo isso me lembra filmes de ficção científica ou uma encantada viagem ao espaço... Fiquei realmente impressionado pelas multicoloridas ilhas (são ilhas mesmo?) de edição e por um tal de CPJ (não sei o que isso significa), departamento responsável por colocar as imagens dos programas no ar.

Dentro dessa "fábrica de sonhos" da gente baiana, convivíamos com um seleto time de jornalistas das mais diversas editorias. Os que eu gostei foram Georgina Maynart, Patrícia Nobre, Fernando Sodake, Matheus Carvalho, Patrícia Abreu e Jorge Allan. Tenho bastante admiração por eles devido a seu importante trabalho na telinha. Andamos toda hora pelos corredores para conhecer muita gente que ajuda a fazer da TV Bahia uma das maiores emissoras de TV do Norte/Nordeste.

Minha aventura eletrônica foi bem-sucedida, interessante e de importância significativa para todos aqueles que estiveram presentes. Reparei que por lá era totalmente contemporâneo mesmo. Até a maior parte dos jornalistas combinam juventude com a mais famosa experiência! Que tal uma aula bem divertida de RTVC na TV Bahia? Seria uma ótima alternativa para aprofundar os conhecimentos numa disciplina que, apesar de ser complexa, é prazerosa demais.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Protegido contra incêndio


Minha vida é uma porta corta-fogo para exorcizar e espantar todas as maldades.

Com isso, minha razão e minha emoção já estão totalmente livres.

Já me livrei dos infinitos incêndios que há tempos incomodaram meu dia a dia.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Mais barato e popular

Programas sensacionalistas, que geralmente são destinados às classes mais populares, servem para chamar a atenção das mesmas através das imagens chocantes de algum episódio que acontece em qualquer lugar. O sensacionalismo mais comum na mídia é o barato, também conhecido como popularesco ou grotesco, e é encontrado em programas de TV, como Que Venha o Povo, Se liga Bocão e Na Mira. Ele se caracteriza pela constante divulgação da miséria, da pobreza e das ondas de violência.

Já que existe, na mídia, o sensacionalismo barato, será que há o sensacionalismo caro? Para mim, essa modalidade existe na telinha, e é utilizada em atrações do tipo Brasil Urgente, de José Luiz Datena, e Márcia, ambas exibidas na Band, e Casos de família, apresentado por Claudete Troiano no SBT.

Alguém pode me perguntar por que o sensacionalismo é chamado de barato? O sensacionalismo é barato por causa do preço que as emissoras de TV cobram para exibir seus programas? Ou da qualidade das suas imagens que a televisão capta para os telespectadores? Nada disso...

É a forma como os jornalistas se referem ao detalhamento de um fato ocorrido não só nas metrópoles, onde ocorre a maioria dos crimes, mas também em outras cidades e até no campo. Geralmente, os apresentadores e repórteres mostram às massas cenas aterrorizantes que as deixam apavoradas. O papel do sensacionalismo é, principalmente, isso.

O mais radical dos programas sensacionalistas aqui na Bahia é o Na Mira, comandado pelo jornalista Uziel Bueno de segunda a sexta, na TV Aratu. É também o mais barato. Todos os dias, Uziel, vestido de policial e com seu vozeirão ativo, alerta o crescente avanço da violência no estado através das notícias que ele anuncia corajosamente.

Para distinguir a realidade da fantasia na nossa televisão, Uziel repete, em seu programa, os bordões que viraram febre entre o povo baiano: "Aqui não é TV da Xuxa, aqui não é Disneylândia", "O sistema é bruto, meu amigo, para qualquer um". Há, também, a frase dita por um sujeito oculto, a Coisa, cujo rosto não quer mostrar, tornando-o irreconhecível do público: "Socorro, meu Deus, eu não quero morrer!". É com essa frase que o povo enfrenta o medo e o perigo que o assombra.

Algumas emissoras usam o sensacionalismo para complementar sua grade de programação, aproximando-o das classes C, D e E. Na Bahia, as TVs Aratu e Itapoan, tradicionalmente populistas, o utilizam com frequência. O lado populista é o verdadeiro (e polêmico) retrato da sociedade divulgado através dos programas de televisão, que exibem a realidade nua e crua.

Numa sociedade onde a educação não é tratada como prioridade fundamental, a exploração, a investigação e a valorização das desigualdades sociais servem para provocar, cotidianamente, os impactos que elas trazem aos telespectadores. Portanto, as reportagens sobre os perigos que invadem a sociedade são feitas para conseguir audiência.

Trabalho infantil no Brasil

18 de maio de 2008

Um dos principais e mais alarmantes problemas que existem no Brasil, o trabalho infantil é explorado por crianças e adolescentes até os 16 anos de idade, exceto na condição de aprendiz. Essa triste situação é realizada tanto na zona rural, onde acontece a maioria dos casos, quanto na zona urbana e faz acabar com a esperança de milhões de crianças em nosso país.

De modo geral, o trabalho infantil é escravo, pois os menores de idade que o praticam não possuem jornada de trabalho, férias e salários remunerados e direito à liberdade, dentre outras conquistas. Muitas crianças abandonam as escolas para ajudar no sustento das suas famílias, exercendo cargos sem qualificação profissional, como vendedor ambulante, catador de lixo, lavador de carros, empregada doméstica, ajudante de pedreiro e diversas atividades no meio rural.

Além disso, há várias atividades muito perigosas praticadas por crianças, como a manipulação de produtos químicos, a prostituição infantil, o tráfico de armas e de drogas e a extração de carvão, principalmente em carvoarias ilegais. A região brasileira que possui o maior número de crianças e adolescentes economicamente ativos é o Nordeste, onde a renda familiar é distribuída de forma desigual, contribuindo para o aumento do trabalho infantil naquela região.

Ainda é possível combater esse quadro preocupante, adotando políticas públicas de educação básica, para que as crianças e os adolescentes de todo o Brasil tenham uma boa qualidade de vida e um futuro cada vez melhor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Em tudo, existe o amor

Quem disse que o amor não existe? Ele existe sim, segundo aqueles que, convictamente, acreditam em Cristo, que é o Nosso Senhor. Deus é sinônimo de puro amor, harmonia e felicidade, com certeza. Ele é a nossa maior estrela, cujo brilho profundo lembra o amor, a paz, a esperança, a glória, a união e a vitória. Quem acredita firmemente nEle, há amor em todo o mundo.

O amor foi criado pelo Senhor com um cuidado impressionante! Homem e mulher, fortemente unidos, se encontram em perfeita comunhão com o maior sentimento da face da Terra. Vivendo num paraíso cercado de natureza que o Criador nos deu, como Adão e Eva, os homens e as mulheres, atualmente, devem manter o amor, a paz e a amizade em seu coração.

Veja, a seguir, o outro lado da vida, que é o lado obscuro, da vida fácil, dos pecados, das drogas. Um lugar onde impera a violência e o medo. A face mais fácil da humanidade. É o lado onde, em consequência, não há amor.

Muitos rebeldes disseram que o amor é inexistente, como Cazuza, em uma de suas músicas de sucesso, O nosso amor a gente inventa (Estória romântica), lançada em 1987. Segundo a letra, o amor é uma "mentira" e "poesia de cego". Para Cazuza, o que para nós deve ser um sentimento supremo é uma coisa que nunca existiu. Problema do cantor. Um dos maiores heróis da geração 80 do rock brazuca viveu à beira do abismo, ou seja, no fundo do poço. Ele era um marginal e um rebelde.

Assim como os outros rebeldes de seu tempo, Cazuza era ateu e, portanto, não acreditava no amor. Sofria de uma enorme crise existencial que, anos depois, foi morto por uma doença sexualmente transmissível que não tem cura: a Aids. Várias músicas de um dos nossos grandes poetas roqueiros, como O nosso amor..., continuam sendo relembradas por seus amigos, fãs e admiradores.

Não vamos seguir o lado ruim da nossa preciosa vida. Vamos seguir o caminho mais difícil que Deus nos deu com toda a glória. O caminho do amor, o caminho certo, uma estrada longa onde percorreremos por longos anos. Parada obrigatória para nossa eternidade... É nessa estrada infinita onde conseguimos, com enorme trabalho e sacrifício, uma vida desejada.

Esperamos que o amor seja o carro-chefe de todas as decisões do cotidiano. Para isso, devemos, em primeiro lugar, amar a Deus e, em seguida, amar ao próximo. Jesus Cristo pregou, com maestria, esse maravilhoso princípio que deve ser seguido a todos os seus discípulos nos quatro cantos do mundo, inclusive nas regiões onde há conflitos.


Todas as pessoas devem amar uns aos outros, que é o primeiro mandamento divino. Amar de verdade é um belo presente que se mantém por toda a jornada de vida. A base para se construir uma vida melhor é o amor que, afinal, sempre existiu.

O mundo negro está mais perto das escolas

A História da África, disciplina instituída pela Lei 10.639, ajuda os alunos da rede pública a se aprofundarem na construção da identidade negra brasileira

Muitas escolas estaduais e municipais ainda não se adaptaram à obrigatoriedade do ensino de História e Cultura da África, de acordo com a Lei 10.639, apesar de ela ter entrado em vigor há seis anos. O problema está na qualificação e na capacitação de professores para lecionar a matéria no Ensino Fundamental e Médio. Portanto, o número de docentes que a ensinam é insuficiente. A população brasileira, por sua vez, sofre as consequências do preconceito racial, sendo influenciada por traços culturais eurocêntricos, não valorizando suas características étnicas.

O documento, que alterava a Lei de Diretrizes e Bases, foi sancionado no dia 9 de janeiro de 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo da inclusão da disciplina no currículo escolar é transmitir aos alunos, independentemente de raça ou etnia, conhecimentos importantes sobre a África e reflexões sobre a contribuição dos negros na sociedade, cultura, política e economia brasileiras.

“Estudar História da África é importante para que as crianças, jovens e adultos tenham noção de suas origens, e que possam compreender que os negros africanos fazem parte da formação do povo brasileiro, tanto quanto os indígenas e europeus”, diz a professora Cátia Cilene dos Santos, das escolas municipais Úrsula Catarino e São Braz, ambas situadas no bairro de Plataforma, no Subúrbio Ferroviário.

Salvador é a maior cidade negra fora do continente africano, perdendo apenas, no mundo, para Lagos, na Nigéria. Os estudos de História e Cultura da África foram introduzidos na rede municipal de ensino da capital baiana em 2005, dois anos após a aprovação da Lei 10.639, na primeira gestão do prefeito João Henrique, tendo como secretária de Educação a vereadora Olívia Santana (PC do B), uma das defensoras dos direitos dos afrodescendentes.

De acordo com Cátia Cilene, o ensino e o aprendizado da disciplina “ajudam bastante a combater o racismo, pois a partir do momento que o aluno se reconhece dentro de um universo onde antes ele não se enxergava, ele passa também a perceber quando está sendo discriminado, e assim pode se defender.”

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Complic-ação

Nesta semana, estou enfrentando muitas dificuldades que me deixam completamente atarefado e também cansado, tanto aqui na faculdade quanto lá em casa. Ainda tenho que estudar para as provas que acontecerão nos dias seguintes e fazer atividades pendentes. Um "sufoco" para qualquer universitário...

Ontem, uma crise de rinite alérgica, que voltou no domingo, também me deixou com dor de cabeça, ou a tão falada enxaqueca. Para combater esse sintoma crônico, estou substituindo a vitamina de Neston que sempre faço (ou achocolatados) por uma bebida enriquecida com vitamina C: suco de acerola com laranja. São frutas que combinam perfeitamente, contribuindo para o fortalecimento do sistema imunológico e para meu revigoramento físico e psicológico, é lógico?

Gritos infinitos de alunos de vários cursos daqui da Unijorge quase me assustaram, pois um insuportável barulho me causou um impacto fortíssimo. Será que foi torcida na quadra de esportes? Ou confusão? Não sei, mas acho que é pura confusão e desorganização. Falando nisso, estava procurando algum espaço livre para eu passar dentro daquela multidão. E consegui transitar por isso!

Quero voltar minha vida normal me divertindo, relaxando, estudando e fazendo meus trabalhos diariamente para me aliviar esse "sufoco" interno. Não é crise de idade, nem de juventude, nem de autoridade, nem de identidade. É crise individual, pessoal e intransferível.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Falta de rumo no Congresso

Nós, brasileiros de caráter, de honra e de valor, estamos neste momento insatisfeitos com o vírus que incomoda a cada dia o grande centro das decisões de um país que é, ao mesmo tempo, economicamente desenvolvido e socialmente subdesenvolvido. Muita gente, no entanto, esquece que o Brasil está sofrendo de escândalos e de denúncias que não têm nada a ver com os interesses da população. De onde vem tanta falta de ética nesta pátria tão amada e idolatrada?

O nome do vírus que às vezes interfere no cotidiano do Congresso Nacional, em especial no Senado Federal, é a corrupção. Esta é a palavra-chave que melhor define a outra face do universo político brasileiro. Injustiça, desrespeito, impunidade, ausência de bom caráter! É, realmente, um veneno fatal que, por sua vez, acaba com as gloriosas carreiras políticas dos parlamentares que foram eleitos por uma massa que, em grande parte, é carente.

Prestem o máximo de atenção: o atual presidente do Congresso é José Sarney (PMDB) que, embora maranhense, foi eleito pelo estado do Amapá. Por quê? Acho muito estranho o fato de ele, que havia sido deputado federal (1959-1966), governador (1966-1970) e senador (1971-1985) pelo Maranhão, ser eleito senador por outro estado, que é o Amapá. Alguém imaginou Sarney senador por esse estado da Amazônia? É inacreditável, mas isso existe...

Pela terceira vez no comando da Casa, Sarney nomeou parentes e amigos (de confiança mesmo!) para ocupar cargos. A crise no Congresso faz com que a Casa de todos os brasileiros (teoricamente) seja um verdadeiro palco político, onde os parlamentares são protagonistas e o povo, lotando as galerias, é uma enorme plateia coadjuvante, prestigiada pelo sucesso das sessões plenárias. Alguns deputados e senadores fazem das suas performances em plenário um grandioso espetáculo, no qual eles não cumprem suas sempre repetidas promessas para melhorar a vida do Brasil.

O vírus da falta de transparência sempre esteve presente na história política do país. Recentemente, estávamos acostumados a conviver com diversos escândalos que transformaram o Brasil num país sem destino. Alguém se lembra de algum escândalo que marcou época? É com esses casos que os representantes das unidades federadas discutem somente para se distrair, e não para decidir os novos rumos de um país sem futuro.

Nosso Congresso Nacional ou Poder Legislativo, segundo poder constituído, sistema bicameral, é sediado num moderno e imponente edifício em Brasília projetado pelo brilhante arquiteto Oscar Niemeyer em forma de H (de homem, honra, honestidade, humanidade e harmonia, que seriam suas características verdadeiras). Seu maior objetivo (não tão praticamente) é a elaboração de leis, emendas constitucionais e medidas provisórias, que seriam fundamentais para a vida dos cidadãos brasileiros. Entretanto, a maioria dos parlamentares se esquece desse papel que é considerado de extrema importância...

Em tempos de democracia, o aparecimento de sucessivos episódios é mesmo uma indignação. Além disso, é fruto da falta de bom senso dos nossos políticos. A corrupção que invade o cenário político, social e econômico do Brasil, nossa querida mãe gentil, é como um vírus que infecta, destrói e aniquila muitos arquivos de computador. Com toda essa pedra no sapato, que está se acumulando de Norte a Sul do país, não há liberdade, cidadania, honestidade e transparência.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Alerta urgente à pobreza

As desigualdades sociais e econômicas ainda persistem no Brasil, tornando-se um dos países do mundo com uma brutal, injusta e desequilibrada concentração de renda. Os pobres detêm grande parte dela, enquanto os ricos são donos de uma minoria reservada. Toda essa vida miserável é, de fato, consequência de uma educação básica deficitária. Com a finalidade de reduzir esse problema que os brasileiros estão sofrendo há muito tempo, investir no social é proposta de primeira necessidade.

Nossa renda é distribuída de maneira desigual, pois nossos governantes não estão trabalhando em benefício das camadas mais pobres. Grande parte da população brasileira vive em condições subumanas e com salários insuficientes para o sustento familiar. Entretanto, as classes alta e média alta têm as melhores condições de vida e os melhores salários, frutos da sua riqueza que vem crescendo a cada dia.

A maioria dos habitantes das comunidades carentes do Brasil, especialmente os suburbanos e os camponeses, apresentam altos (e preocupantes) índices de analfabetismo, desemprego, subemprego, desnutrição, trabalho e mortalidade infantis. Consequentemente, eles não têm acesso a vários serviços sociais de qualidade, que se restringem a uma pequena parcela, denominada elite, que exerce amplo domínio socioeconômico sobre o povo em geral. Entre esses serviços estão a educação, a saúde, o emprego, a moradia e a alimentação.

Para combater a fome, a miséria e a pobreza, os governos precisam investir maciçamente em programas assistencialistas em todas as regiões do Brasil. Com esses projetos urgentes, o povo brasileiro terá expectativas de vida melhores e um futuro mais promissor, mais justo, mais soberano e mais igual.

Mil Histórias enriquecem minha memória

Conteúdos de História Geral, do Brasil, da Bahia e de outros estados são imprescindíveis para a minha formação cultural, social e jornalística. Por isso, gosto de explorá-los e aprofundá-los pelas leituras e pelos documentários que me causam interesse ou curiosidade, viajando nas primorosas palavras dos textos e nas imagens de arquivo que os ilustram. Investigar e examinar o passado através do presente me deixa muito satisfeito com a visita de acervos pessoais ou virtuais.

Tenho, à minha disposição, infinitas fontes de consulta, para manter minha memória em dia. Entrando numa biblioteca, seja pública ou particular, pesquiso imediatamente todos os assuntos que já estão na minha imaginação, dependendo do tempo. Os que eu tenho mais afinidade são aqueles ligados à História. Com a abertura de cada publicação específica dessa área, percebo que as coisas mudaram bastante em relação ao que já passou, como a tecnologia, a gramática, os hábitos de um povo e o regime de governo.

Nas bibliotecas que eu visito regularmente, o colorido dos livros, enciclopédias e revistas me encanta, parecendo um mosaico artístico. É um verdadeiro mosaico que, além de ser visual pelas capas e ilustrações internas, reúne infinitos pensamentos e sentimentos que os escritores emitem para os leitores. São esses competentes profissionais que mudam sempre o rumo da História usando os experimentos vivenciados por eles ao longo de gerações.

Meu fascínio pelas Ciências Humanas, sem dúvida, é inegável, pois leio e releio os principais episódios que ajudaram a construir as sociedades e as culturas.

Escritas pelos estudiosos da área e cuidadosamente revisadas, as linhas que descrevem a origem de uma nação, de um estado, de uma cidade ou de um povo me auxiliam na reflexão crítica e humanística de um determinado fato. Assim como todas as outras partes do conhecimento, a História apresenta, às vezes, falhas cometidas pelos próprios pesquisadores. Não existe, portanto, nenhuma perfeição nessa importante Ciência. São, apenas, pequenos erros de interpretação.

As leituras de materiais históricos me fazem afirmar que eu sou um defensor convicto da preservação da memória e da cultura brasileiras. Elas, no entanto, são esquecidas pela maioria da nossa população. Por que será? Acho que a parcela mais pobre não possui níveis culturais suficientes. Difundir a História das sociedades deve ser um fator essencial não só para mim, mas também para milhões de pessoas que tomam conta deste lindo país chamado Brasil.

Ataque a FHC garantiu vitória de Jânio em 1985

As primeiras eleições diretas para prefeitos de capitais e demais cidades consideradas áreas de segurança nacional após a ditadura militar foram realizadas em 15 de novembro de 1985. Em São Paulo, o então senador Fernando Henrique Cardoso (PMDB), que estava liderando as pesquisas, acabou sendo derrotado por Jânio Quadros (PTB), último presidente eleito pelo voto direto antes do Golpe Militar de 1964, pelo qual ele foi cassado. Jânio havia sido prefeito da capital paulista nos anos 50 e voltou à Prefeitura graças aos constantes ataques feitos contra FHC, que em 1994 foi eleito presidente pelo PSDB, fundado por ele e outros dissidentes do PMDB em 1988.

No final da campanha, o então deputado federal Gastone Righi (PTB-SP), correligionário de Jânio, criticou veementemente seu principal adversário por irregularidades na propaganda e no uso indevido do dinheiro público na realização de showmícios para possibilitar a vitória do peemedebista nas urnas. Mas Jânio Quadros foi eleito o primeiro prefeito de São Paulo após 21 anos de ditadura. Assista o horário eleitoral a seguir, no qual aparece Gastone atacando FHC e defendendo a candidatura de Jânio. Vocês vão gostar do vídeo.



Quando Jânio tomou posse como prefeito da maior cidade do país, em 1º. de janeiro de 1986, ele pronunciou a seguinte frase: "Desinfeto porque nádegas indevidas se sentaram nela", referindo-se ao candidato derrotado. Portanto, Fernando Henrique, apoiado pelo então governador de São Paulo Franco Montoro e por Mário Covas, último prefeito biônico, que também ajudariam a fundar o PSDB, já havia sentado na cadeira de prefeito pouco antes da sua derrota, posando para a imprensa.

Meu querido MSN

23 de outubro de 2009

Quase todos os dias, uso o microcomputador, também conhecido por PC (não é sigla de homem, pois significa “computador pessoal”). Computador pessoal? É isso mesmo, o bom e popular computador, um conhecido nosso, com monitor de vídeo, caixas de som, impressora, teclado e um amiguinho muito querido da galera: o mouse, aquele “ratinho-objeto”.

Por que o mouse, apesar de ser rato, é um objeto? A resposta é simples, muito simples... É um objeto, com certeza, em forma de rato. Com ele, eu posso fazer um monte de maravilhas no meu computador, ou PC. Fico impressionado por um tal de mouse óptico, uma das versões do “ratinho-objeto”, por causa das luzes coloridas que por ali passam. Azul, verde, amarelo, vermelho, violeta... Quantas cores vibrantes...

Sento numa cadeira com almofada, ligo o estabilizador, a CPU (ou gabinete) e o monitor. Logo depois, aparece neste último uma tela azul, indicando que meu PC já está liberado para mim. Clico no meu nome de usuário, digito a senha e de repente uma musiquinha me avisa que já posso executar qualquer tarefa nessa máquina eletrônica mais divertida do planeta.

Após efetuar por completo a conexão à rede mundial de computadores, a tão famosa internet, em poucos segundos uma janela esverdeada do MSN ocupará toda a tela do monitor LCD, uma maravilha feita com cristal líquido e termoplásticos. Já com meu nome de usuário na memória do programa, digito apenas a senha e pronto! Estou pronto para conversar com meus amigos prediletos de diferentes tipos, tempos e espaços. Mas só que são virtuais!

No maior e melhor bate-papo da internet, a maioria dos meus amigos e familiares usam uma série de apelidos que eu acho muito engraçados. Bia Pimentinha, Filipe Karamello, Kika, May, Lazum, Tika... É por isso que o MSN é mais interativo, mais jovem e mais alegre! Gosto muito de conversar com meus amigos favoritos que estão dentro do meu círculo de amizades pessoais. Todas as vezes que adiciono novos amigos, meu círculo aumenta.

Usar o MSN é como conversar normalmente com pessoas comuns, não dependendo da sua condição social. Por suas “subjanelas”, é possível conhecer melhor meus amigos através não apenas dos diálogos, mas também das suas fotos, nas quais o indivíduo pode ser mostrado ou não.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Sou boca-riense de coração

Vista panorâmica da Boca do Rio
(Foto: Hugo Gonçalves)

Vou dar um tempo agora para falar um pouco sobre o bairro soteropolitano onde eu tenho morada fixa há quase vinte anos: a Boca do Rio. É um lugar que, para mim, é aconchegante, calmo e agradável, me traz felicidade e tranquilidade e, portanto, me dá um prazer de viver melhor. Grande parte dos seus moradores leva uma vida simples, bonita, pacífica e cheia de muito orgulho e amor que eles carregam no coração. Além disso, ajuda a construir as histórias, os valores e as tradições da comunidade.

Quando nasci, há 21 anos, eu e meus pais, Celino e Jaciara, então recém-casados, morávamos no Nordeste de Amaralina, que, por sinal, era o bairro onde minha mãe foi criada. Aí, meu pai achou nos classificados de um jornal o anúncio referente à venda de um terreno na Boca do Rio onde nosso lar seria construído. Passei a morar nesse bairro com apenas um ano, chorando e engatinhando sob o chão sujo de cimento branco. Sinto-me, praticamente, um autêntico boca-riense, pois passei a maior parte da minha vida aqui mesmo.

Amontoados de residências por todos os cantos, entre casebres, casas, sobrados e edifícios, quase todos os logradouros são dotados de infraestrutura básica. Da laje ou da varanda da minha casa, vejo um panorama exuberante de parte do meu bairro e adjacências. Assim, é possível observar os edifícios coloridos do Imbuí, do Stiep e de Armação; o ultracontemporâneo Centro de Convenções, com suas estruturas metálicas futurísticas; e as grandiosas caixas-d'água circulares da Embasa. Os montanhosos areais e o Oceano Atlântico das praias da orla marítima da minha querida Salvador complementam nosso pedaço de paraíso.

Um monte de estabelecimentos comerciais me deixa realmente impressionado pelo intenso movimento dos habitantes do local, particularmente no fim de linha. Essa região parece mais o centro da cidade, pois reúne mercados, lojas, restaurantes, bares, oficinas e camelódromos isolados, onde os ambulantes vendem mercadorias a preços populares. Apesar de suas diversidades, o comércio da Boca do Rio é um dos melhores da capital baiana.

Sendo orgulhosos moradores do bairro, eu, meu irmão e meus pais passeamos em locais que lhe são próximos. Para nos escaparmos do sedentarismo, inúmeras opções de lazer estão à nossa espera, como a Praia de Itapuã, o Jardim dos Namorados, o Aeroclube e o Corsário. Lá, nos divertimos alegremente, praticando atividades físicas, curtindo o sol, o mar e a vegetação litorânea e bebendo água de coco. Os esportes que eu mais gosto de praticar são uma caminhada leve e saudável, um delicioso mergulho e uma animada partida de futebol nas quadras à beira da Praia dos Artistas.

Tenho enorme preferência pelas saborosas iguarias que a baiana de acarajé Eliene prepara com carinho, em sua tenda amarela perto de uma esquina no Imbuí. Gosto muito dos acarajés, abarás e cocadas que ela faz, pois são os melhores do local por serem bem temperados com um toque tropical. Comer um suculento acarajé ou abará, acompanhado de caruru, vatapá, salada vinagrete, camarão e pimenta (opcional) tem um gostinho mágico de quero mais! É por isso que sempre admiro as coisas da minha terra, como essas comidas típicas à base de dendê.

O trabalho, a coragem, a persistência, a luta e o sacrifício de todos aqueles que ocupam cada terreno deste maravilhoso recinto colaboram para o seu progressivo bem-estar. Portanto, admiro essa gente alegre, diferente e simpática que se orgulha em viver aqui neste lugar onde, ao fundo, vê-se a nossa orla deslumbrante. Continuar morando na Boca do Rio é, realmente, sinônimo de liberdade e de paz e, acima de tudo, um presente que Deus nos deu com muito amor.